Kevin Bryan e o Pulverizador de Ossos
11 O Rapto de Laércio e Isac
Notas iniciais
Os dois garotos desceram do ônibus compraram os chocolates e seguiam a distância, os dois homens de Chulakay que procuravam por eles. Chegaram a lanchonete e abordaram o Laércio e o Isac, ameaçando-os com armas com silenciadores e forçaram-nos a entrar num carro preto enquanto outro capanga pegava o Jipe que Laércio utilizava.
Quando eles saíram, os garotos pegaram uma mototáxi, que é muito comum em alguns lugares do Brasil, e os seguiram à distância. O carro preto depois de andar uns quilômetros saiu da pista e entrou por uma estrada de chão, e eles levavam o jipe junto. Eles tinham que manter distância para não serem vistos. O carro entrou por outra estrada e lá adiante parou numa casa onde desceram do carro os cinco homens de Nikolay levando Laércio e o Isac encapuzados.
Entraram na casa deixando o jipe e o carro preto estacionados. Os meninos dispensaram o motoqueiro:
– Vocês vão ficar aqui sozinhos? Vocês são menores! É perigoso vamos retornar!
– Não se preocupe! Vamos ficar bem! Pode ir daremos um jeito de irmos embora depois!
Depois que o motoqueiro se foi, os garotos embrenharam-se na mata. Enquanto isso na rodoviária, seus pais estavam preocupados com esse novo sumiço, e foram a loja onde vende chocolates:
– Por um acaso vocês não viram dois garotos que vieram comprar chocolates aqui, não?-Seu Terêncio perguntou ao vendedor que em seguida também perguntou:
– Vocês são pais de Kevin e Wendel?
– Somos!
– Porque?
– Eles deixaram um bilhete aqui para vocês, esperem que vou pegar!- o rapaz entregou o bilhete que estava escrito um recado:
``- Mãe e Pai: Tivemos que resolver uns problemas ainda com Laércio e Isac para depois a gente poder viajar, por favor, não se preocupem que está tudo bem! Assim que puder, viajaremos! Beijos! Kevin e Wendel.``
– Eles deixaram esse bilhete convictos que vocês viriam procurar, mas olhe não se preocupem acho que está tudo bem com os meninos!
– Obrigado rapaz, isso nos deixa mais tranquilos! Obrigado, até logo!
– Até logo!
Os dois garotos entraram na mata e ficaram observando como iriam entrar na casa, sem serem vistos. A casa era enorme. Tinha um alpendre na frente. Uma escada na lateral que começava pelo fundo da casa dando acesso aos quartos e salas que ficavam no primeiro andar. Kevin já tinha um plano, que iria dar muito trabalho, mas tinha certeza que daria certo. Era preciso arranjar umas roupas de adulto para fazer parte do plano de resgate dos dois amigos.
– Kevin, o você tem em mente? Estou muito curioso! Pode falar? Wendel perguntou.
– Calma, no momento certo você saberá. As principais dificuldades serão: arranjar umas roupas velhas e entrar nas dependências da casa.
– Kevin! Quando víamos na moto eu vi uma casa antes de entrar nessa estrada de chão, você viu?
– Não!
– Pois é cara! Talvez lá a gente consiga as roupas velhas.
– Então vamos logo antes que anoiteça!
Os garotos caminharam uns quarenta minutos e por fim chegaram à casa:
– Ô de casa! Ô de casa!- chamavam para vê se aparecia alguém. De repente apareceu uma senhora perguntando:
– O que vocês desejam, meninos?
– A senhora teria umas roupas velhas de adultos para fazer doação?
– Meninos, acho que não! É para vocês mesmo?
– Não! É que participamos de uma campanha para doar roupas para às pessoas carentes e estamos andando nas casas para adquirir essas roupas, a senhora, tem?
– Deveríamos esperar pelo meu marido que chega amanhã. Dá para esperar?
– Infelizmente, não. Só temos hoje.
– Tá bom. Como é para uma boa causa, vou ver o que arrumo para vocês. A mulher voltou com com umas roupas velhas que dariam para fazer o que Kevin pretendia.
– Se a senhora tiver também sapatos velhos, linha e agulhas ficaríamos muitos agradecidos.
– Espere um pouco. A mulher trouxe além das roupas, dois pares de sapatos, agulhas e linhas. Wendel ficava pensando: o que será que esse menino maluco está planejando?
Despediram-se da mulher agradecendo e foram embora.
Entraram na mata já próximo a casa e começaram a arrancar uns capins verdes. Agora sim! Ficou maluco mesmo! Pensava Wendel!
– Dá pra você me explicar o que vamos fazer?
– Quando estiver tudo pronto, eu te contarei! Mas vamos continuar! Enquanto Wendel arrancava os capins, Kevin costurava as roupas para dar a impressão que era dois bonecos pra ficar muito parecidos com pessoas. Depois de muito esforço,, conseguiram terminar o trabalho e adentraram a mata pra ficar bem próximo à casa esperando escurecer. E quando escureceu eles se aproximaram sorrateiramente levando os dois bonecos. O terreiro da casa havia uma porção de tralhas que eles poderiam se esconderem. Eles foram se esgueirando entre essas tralhas alguns arbustos, cercas e por fim começaram a subir pela escada através da parte dos fundos da casa. Estava um pouco escuro a lua ajudava na claridade.
O silêncio era essencial para o sucesso do plano. Depois de minutos chegaram a primeira janela. E dela dava pra ver a sala, mas não tinha ninguém. Passaram por outra sala onde era um quarto e chegaram a cozinha onde os capangas de Nikolay conversavam sobre os dois homens capturados e sobre a chegada do Nikolay Saintroz:
– Prestem bem atenção cambada! Amanhã provavelmente o Nikolay virá conversar pessoalmente com o Laércio e o Isac. A coisa vai ser feia. Com os métodos dele qualquer pessoa confessa o que fez e o que não fez.
– Sabemos! Ele é pior que o irmão que morreu na queda do helicóptero. Quando ele reaver a maleta. Eu tenho é pena desse dois homens. Ele tem o prazer de torturar os inimigos igual Joseph Menguele. Estão lembrado?
– Sim. A maldade deles é marca a registrada do nazismo.
– Agora, dois de vocês vão levar alguma comida para eles que devem estar com fome. Esperem eles comerem, não saiam do quarto e quando eles terminarem de comer, coloquem novamente os capuz e os amarrem novamente, entenderam?
– Sim! pode deixar que cuidaremos de tudo!
– Essa pode ser a última refeição deles.- Os homens se divertiam com isso.
Kevin e Wendel escutavam essas barbaridades muito temerosos por que, qual quer falha, suas vidas estavam em jogo. Eles continuaram a procura e finalmente chegaram ao quarto onde estavam os dois homens encapuzados. Do lado de fora pela janela, dava pra ver os dois homens entregues à própria sorte.
De repente a porta se abriu e os homens entraram bem armados trazendo algo para os prisioneiros comerem. Tiraram seus capuzes desamarraram-os e entregaram-lhes a comida. Enquanto eles comiam, dois ficavam próximos com as armas apontadas para eles e os outros dois ficavam bem na porta por dentro,todos armados até os dentes.
Não poderiam correrem o risco de deixar os prisioneiros fugirem. Nikolay ia interrogá-los pessoalmente. A pedido dos prisioneiros, um deles trouxe água e finalmente, estavam alimentados. Foram amarrados, amordaçados e encapuzados novamente.
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