Ketsueki No Omoide - Kaen No Rei

40 Prévia - Melody of wanderers - E fim de uma fase.


Notas iniciais
Como de praxe, inventei uma nova maneira de irritar - e ao mesmo tempo, agradar - vocês, meus estimados leitores cuzões. Antes de mais nada, não se assustem. Kaen não terminou - Na verdade, acabou de começar! Mas vai ser continuada em outro ficheiro, isso é, numa outra pasta na minha conta... Voces entenderam, né?! Ou preciso desenhar?! Enfim... Essa prévia é só pra deixarem vocês com a pulga atrás da orelha, por que... caralho, como que ta ficando FODA! Até eu to me surpreendendo com a qualidade do que to escrevendo, e isso não é algo comum. A nova ficha vai se chamar, provavelmente, "Kaen no rei... alguma coisa", eu ainda não sei direito, mas logo que terminar de escrever e revisar, eu vou postar, então deixem muitos comentários!

KETSUEKI NO OMOIDE

KAEN NO REI

A ROSA DE VERSALHES

PARTE 0 – A ROSA

Com tal nobreza reflete,

a luz cálida da lua

Como se cristais houvessem

Em tuas pétalas.

Com o sol raiando se abre

Acima de tuas folhas

Que te sustentam

Mas são privadas de tua beleza.

Rosa formosa, vermelha tal sangue

Atraí as abelhas, que colhem teu néctar

Doce suco da vida

Negado a plebe, sem asas.

Como lágrimas, orvalho escoa

Por teu cálice, a luz da manhã

Pétalas viscosas atraem a luz

Mas deixam tuas folhas na escuridão.

E, com o mesmo vigor com que exibe tua beleza,

delicada rosa;

Verá o sol baixar, e tuas pétalas murcharem,

Uma após a outra.

Depois de já ter-se ido,

Outras pétalas ocuparão o lugar das tuas

E outra rosa se abrirá sobre as mesmas folhas

Pra receber o calor de um novo amanhecer.

Ó lagrimas cristalizadas,

Que pingam sobre tuas folhas

Levando com elas seu perfume, seu calor e sua doçura,

Orgulhosa rosa de Versalhes.

–Poema escrito pelo Lorde Daimyo do Fogo, Azuka. Dedicado ao governador das ilhas de Versalhes.

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Parte 01

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As lâmpadas de bronze dos sacerdotes exalavam incenso por todo o grande salão, o suficiente pra lhe irritar o nariz, mas Oscar não deixou que isso lhe transpassasse as expressões. Calmo e respeitável... Calmo e respeitável... Calmo e...

–AH! Ossicaro-sama! – o Daimyo se fez soar, arranhando o nome estrangeiro na língua até que conseguisse sair, meio deformado, mas ainda sim inteiro – Estou feliz que tenha vindo até mim, sempre deixei seu pai saber que eu estaria a sua disposição no que fosse necessário...

Contendo o arrepio que varou sua espinha, pelo susto, o jovem fez uma profunda reverência. Apesar da maneira amistosa e respeitável com que o Senhor feudal havia lhe tratado, era bastante claro quem detinha o poder naquele momento, e em último caso, quem deveria estar de joelhos.

–Lorde Daimyo – Oscar sorriu internamente, ao notar que sua pronuncia também não era das melhores, a língua nativa do seu povo tinha se perdido quando atravessaram o oceano, e se misturando com o japonês clássico dos continentes elementais, deu vida a um dialeto único, pouco falado em qualquer lugar, e que gerava um estranho sotaque – Peço perdão por vir tão inesperadamente, mas as circunstâncias dessa visita tampouco são felizes, em primeira lugar, eu devo-lhe informar que o meu pai, e seu amigo de infância, Lorde André Françoise de la’Valiere veio a falecer...

–Não... Andere – a expressão amigável do Daimyo se desfez, enquanto ele se permitiu cair no trono de cerejeira. Por um minuto inteiro ele ficou olhando para o nada, surpreendentemente triste, já que aos olhos do jovem príncipe, seu pai e o Senhor Feudal do país do fogo eram apenas antigos conhecidos, aparentemente era mais do que isso. Quando recuperou a compostura, o Daimyo engoliu em seco e voltou-se a Oscar – Eu... Meu coração se parte pela sua perda meu jovem, Andere sempre foi um bom amigo, e não há homem que possa ocupar seu lugar nesse mundo. No entanto, receio que não seja apenas pra informar a perda de um amigo para um velho, e um aliado ao um país, que você compareceu aqui, não, se fosse o caso, uma carta bastaria...

Oscar assentiu serena e solenemente, se pondo sob um joelho e curvando a cabeça.

–Não, infelizmente, a situação é pior do que isso. Se não for demasiada arrogância, gostaria de evocar sua antiga amizade com meu pai, pra ser testemunha de um pedido que lhe faço agora.

O Daimyo pareceu se atrapalhar em uma ou duas palavras, mas conseguiu reunir todos os pequenos pedaços de significado e chegar numa compreensão.

–A amizade que compartilhei com seu pai abre portas pra um pedido, diz-me, príncipe Oscaro, o que posso fazer por você?

–O povo de Veneza sempre foi pacífico, mas nossas leis são firmes e... eu temo dizer, um pouco eletivas quanto a classe social das pessoas. Meu pai era um homem gentil, mas rígido em sua crença da superioridade dos homens sobre as mulheres, e tudo isso, que eu pretendia mudar quando fosse coroado rei, foi o que levou o povo a se rebelar. A população de Veneza é quase majoritariamente feminina, e mesmo que isso por muito tempo não representasse perigo, a chegada de uma pessoa... uma mulher levantou as multidões contra as lanças da coroa.

–Uma única mulher?

–Sim, ninguém sabe seu nome, e o que se lê nos cartazes de procurado é “Le’troisiéme flammes demón” – o príncipe suspirou – dizem que seus cabelos são de um vermelho tão vivo quanto as chamas do inferno, mas ninguém sabe por que a chamam de “Terceira”. Ela chegou na ilha e incitou as mulheres a se rebelarem, e a vontade dela se alastrou como fogo pela mente das pessoas.

–Ainda não vejo o problema, se elas não puderem lutar não tem...

–Elas sabem.

–Ahh... – a visão do Daimyo escorregando pelo trono quase arrancou um riso de Oscar – Pra você vir me pedir ajuda, Oscaro, essa “Sandaime” deve ser uma kunoiche?

–Sim senhor, acreditamos que ela domina o ninjutsu do seu continente.

O Daimyo respirou fundo, até que algo lhe iluminou as feições, e um sorriso quase cruel brotou dos seus lábios.

–Esse vai ser um teste perfeito pra ele – o Lorde Feudal murmurou consigo mesmo, e por um longo instante ficou em silêncio, até voltar os olhos pra Oscar, que ainda se mantinha de joelhos – Sei exatamente quem mandar pra ajudar com seus problemas, Oscaro, mas agora levante-se, não fique de joelhos diante de mim.

Oscar sentiu as mãos do Daimyo no seu rosto, e se levantou, pegando os olhos azuis do velho olhando diretamente nos seus.

–Você se tornou um lindo jovem – com um sorriso, o Daimyo lhe afagou os cachos louros – Tão lindo quanto sua mãe... ainda bem que não herdou as feições de pedra de Andere, não cairia bem em você.

Oscar abriu um pequeno sorriso, um tanto triste, mas o escondeu com uma mesura.

–Não sei como lhe agradecer Lorde Daimyo, se sobreviver e subir ao trono, cada braço que possa segurar uma espada estará ao seu serviço, basta enviar uma ave a mim.

–Ajudar o filho de Andere é um prazer, mas não se aborreça mais, descanse. As criadas lhe indicarão o quarto onde possa descansar, e estão prontas a lhe servir em tudo o que desejar...

As bochechas de Oscar avermelharão ao pegar o sentido implícito na frase, e o Daimyo riu do seu constrangimento. Era tão bom ser jovem. Assim que o garoto se retirou, o Daimyo estalou os dedos e um criado lhe ofereceu o ouvido.

–Mande nosso gavião mais ligeiro diretamente para o Hokage – ele disse, com um sorriso – Quero Uzumaki Naruto aqui antes do por do sol.

–Imediatamente senhor.

Notas finais
Só pra constar - Eu odeio o estilo de formatação do Nyah!, ele acaba com meus textos... Ah, e outra coisa, pros espertinhos que vieram ler aqui... Nem comecei a escrever a segunda parte, só fiz isso mesmo, e to dando minha cara a tapa em dizer que ta ficando bom. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Pode ser que fique uma merda... Mas quem sabe né?!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.