Ketsueki No Omoide - Kaen No Rei
19 Capítulo 13
Notas iniciais
Em todo caso, aqui esta o pré-clímax da Guerra, e no próximo, eu prometo - dessa vez a sério - que eu termino esse arco, pra começar os exames chunnin.
Sem mais delongas, aproveitem.
(N/A: O começo pode estar igual ao do último capítulo, mas fiquem tranquilos, eu só parti desse ponto por que a última parte do especial foi em forma de flash back, isso é a continuação real dos eventos)
(N/A²: Nossa... Séculos que não faço uma notinha do autor)
Todos nós paramos, meio que escorados uma aos outros. Chojuro estava com a perna ferida, e Zabuza o ajudava a andar. Anko tinha três cortes profundos na sua bochecha, que parecia que um animal tinha a golpeado ali com suas garras, o mais profundo deles chegando perigosamente perto da sua jugular. Yugao parecia relativamente bem, exceto a poeira que grudava no seu rosto, e o sangue no cabelo. De resto, todos nós estávamos feridos de alguma maneira. A parte superior do meu ombro estava parcialmente queimada, o ombro esquerdo enegrecido como carvão, embora fosse apenas pele queimada. Doía, mas não era grave, se curaria antes que eu percebesse.
Minha atenção estava focada em outro lugar. Em tantos outros lugares. A minha volta, todas as pessoas pareciam me amaldiçoar, cada golpe, cada expressão, cada grito, cada ferimento, cada morte. Tudo parecia convergir direto pra mim, como se todos sussurrassem meu nome com vozes distorcidas, olhos mortos e desfocados fixos em mim.
“Guerra... Guerra... Guerra... Guerra... Guerra...”.
Sim... Tudo era culpa da guerra, tudo culpa do cavaleiro no cavalo branco que bebia sangue de gargantas humanas. Do homem que cavalgava entre as fileiras inimigas, rindo e instigando as pessoas a se matarem.
No meu bolso, senti o pergaminho das feras se aquecer, até parecer que estava incandescente. Meron virou os olhos pra mim quase automaticamente, me analisando enquanto as tatuagens no meu braço brilhavam vermelho vivo...
Natsu parecia louco de vontade de sair...
Logo a frente, nas linhas inimigas, eu podia ver os olhos de Yagura observando aquilo com uma frieza insana. Tudo era terra, grama, metal e sangue, e o cheiro parecia agrada-lo, se o seu sorriso distorcido queria dizer alguma coisa. Aquele cheiro era extremamente familiar pra mim, era como o cheiro da minha própria pele. Era o cheiro que instigava o cavaleiro a correr pelas linhas inimigas, matando seus guerreiros e tomando pra si suas mulheres, os despojos do vencedor, pra usa-las como quiser. Matar todas as crianças, e levar a linhagem daquele lugar a inexistência, era o que um lado meu gritava pra mim fazer.
Mas não era só isso. Não era apenas o monstro. Não era apenas o cheiro da fumaça e da carne queimada. Era o cheiro das ameixas brancas também. O cheiro das lágrimas, o cheiro da relva encharcada de sangue, das orações e dos lamentos, e das promessas de um amanhã melhor, do sentido em tudo aquilo. Eu era Guerra, e guerra não era apenas dor e sangue. Guerra era as flores dos funerais, as lágrimas das mulheres, o choro dos órfãos. Guerra era o sangue e era a chuva, o homem e a mulher, o preto e o branco, o guerreiro e a esposa, o pai e o filho, a fúria e a necessidade.
Por um segundo, pensei nisso tudo, e acabei sorrindo com o quão lisonjeiro meus pensamentos eram sobre mim mesmo. Não foi um sorriso feliz, no entanto, foi um sorriso envergonhado, de alguém que estava a beira de chorar.
Mais de um mês de conflitos tinham levado aquilo, muitos meses mais antes que pudéssemos chegar, e nossa presença tinha levado tudo aquilo a um fim precoce. A base avançada que o Mizukage havia tomado serviu como distração pro fato que ele estava transportando seus exércitos adiante. Não era apenas um movimento de cerco, era o floreio de um mágico que esconde uma ás na manga. Era o golpe final. Nosso ataque, completamente inesperado, a sua base no entanto, limitou e muito as suas forças. Pegos despreparados, eles caíram frente aos furacões de presa sobre presa de Hanna, e das nossas espadas, técnicas e flechas. Tinha sido um contra golpe decisivo, que garantiu que, naquele momento, tivéssemos uma chance de igualar nossa força com a dele.
E no entanto, eles ainda tinham muitos mais ninjas entre nós, e o número absurdo de soldados cobrindo aquele vale até que fosse impossível ver a grama por entre o contorno dos corpos era assustadora. Poucas vezes batalhões shinobis ficavam daquela forma, frente a frente, não era o estilo de luta deles, e a estranheza da situação, e a inexperiência em lutar contra algo tão claro e visível, de repente fez tudo ser ainda mais sangrento. Não haviam sombras, não havia ataques surpresa, havia luz do dia, e um campo aberto, e milhares de pessoas armadas querendo matar umas as outras.
O nível de divertimento que eu pude ver que isso causava nos olhos azuis de Yagura me fez ficar enjoado. Enjoado a envergonhado comigo mesmo, por que estava sendo absurdamente difícil esconder meu próprio sorriso. Estava perigosamente difícil impedir os caninos e garras de se alongarem, e de fatiar todos eles até que o vermelho fosse tudo que existisse naquele mundo. O que me segurava era o toque quente de Lilith, o beijo de Anko, as risadas de Mei e Yugao brigando, o carinho nos olhos de Hanna, a amizade no de Kiba, a admiração no de Hinata, a... lógica no de Shino. E as palavras de Kakashi.
“Não chore Naruto... Eu não vou deixar ninguém te machucar”.
Por isso, mesmo que eu sentisse meu lado mais primal lutando pra sair, eu me contive. Por isso, mesmo que fosse absurdamente doloroso conter a sede insana da espada que nunca havia bebido sangue. Eu me contive.
“Mesmo se for inútil, eu quero empunhar essa espada, pra impedir o sofrimento de uma era... bem como o senhor me ensinou, sensei...”.
A lembrança de Kenshin voltou a minha mente. Discípulo tolo... eu nunca havia ensinado tal coisa a ele. Era tudo dele, tudo tinha partido dele, toda aquela vontade de proteger as pessoas era sua, nasceu da sua gentileza e da sua incapacidade de olhar para o mundo como estava, e não fazer nada pra mudar. Nasceu de uma escolha...
O Hiten Mitsurugi ryu... Eu nunca fiz aquele estilo pra proteger ninguém. Podia ter pensado nisso, mas eu já tinha visto o suficiente de guerras, de lutas e de matanças pra saber que não existia algo como uma arma pra proteger a vida das pessoas. Eu criei as espadas pra serem ferramentas de assassinato, e ensinei aos homens como perfurar uns aos outros, pra que eles tivessem formas mais efetivas de se matarem. Por que...
Por que eu era Guerra, e conflito era minha natureza.
No entanto, aquilo não era suficiente. Quando os homens embainharam suas laminas, e partiram pras batalhas pra proteger as coisas que amavam, o sangue que tingia minha visão se esclareceu. Ainda estaria lá, sempre estaria, mas eu pude ver mais. Eu pude ver alem. Foi naquele momento que Dor e Esperança passaram a fazer parte de mim. Eu já não era apenas Conflito, eu era Guerra. Eu era a Raposa de nove caudas.
Segurar as espadas, usa-las pra estocar e cortar... já não era o bastante pra traduzir minha natureza. Então, eu criei os estilos. Todos traziam consigo a verdade inegável de serem feitos com o propósito de matar, e nenhum deles conseguia saciar minha sede de me provar para os homens, de me fazer visível.
Foi quando, milhares de anos atrás, eu criei a Espada sagrada que voa pelos céus, e o seu propósito. O propósito de mudar o rumo do mundo, de influenciar as pessoas e faze-las fortes, e tentar fazer minha natureza mais clara. Por séculos eu treinei e treinei, incansavelmente, sem nunca parar, sequer pra piscar. Escalei as montanhas mais altas pra ficar próximo do céu, e nadei fundo do mar, sentindo o leito caloroso do oceano. Corri pelas florestas, e espelhei minha natureza a tudo o que havia naquele mundo. Do gelo ao fogo, do céu e a terra, e da profundidade das montanhas, ao fundo do mar, ao interior das densas selvas, buscando a ferocidade dos maiores predadores daquele mundo, até a sabedoria de todos os eremitas.
Eu tinha criado o mais forte, perfeito e invencível estilo de kenjutsu que já poderia existir, e o passei pro meu primeiro pupilo. Ele tinha se tornado forte, tão forte quanto eu achava que um humano podia ser, e trouxe ao mundo um banho de sangue. Seu nome foi odiado e rasgado das páginas dos livros, e qualquer referência a ele foi atirada ao fogo. Eu assisti tudo o que aconteceu com ele, sem intervir nenhuma vez.
Não me movi pra salvar as crianças que ele matou, as mulheres que ele estuprou, e os homens que ele torturou. Assisti sua demência consumir mais e mais da sua natureza, até que restasse apenas uma mancha disforme e doente do que um homem deveria ser. Não me lembro do nome daquele garoto, não era importante.
O meu segundo discípulo também se tornou forte. Nunca tão forte quanto o primeiro, mas tinha tudo pra ser conhecido como um monstro, e o era em sua natureza. Com sua habilidade, ele juntou todo o dinheiro que conseguiu, e levou a miséria ao continente. Novamente assisti a tudo aquilo impassível, mesmo quando as mulheres arrancaram seus vestidos e se venderam por trocados nas sarjetas pra poder alimentar seus filhos, mesmo quando as perversões dos homens ultrapassassem qualquer limite. Eu não fiz nada novamente. Não importava pra mim.
E assim foi de novo, de novo, de novo, e de novo. Treinei pessoas que se diziam santos, mas eram tão cruéis quanto demônios interiormente. Treinei guerreiros, treinei assassinos, e todo o sangue que manchou as espadas era imensurável. Um mar de sangue que parecia querer inundar o mundo.
E então, surgiu a primeira pessoa que disse que queria proteger as pessoas ao seu redor. Eu lembro bem do seu nome, por que alguns séculos depois, o usei eu mesmo.
O nome daquela criança era Morai, e os seus traços enquanto homem estão perdidos na minha mente. Apagados por trás do tempo e da barba que ele costumava usar. No entanto, as bochechas lisas e os olhos brilhantes dele como criança ainda estavam perfeitamente delineados, tão claros que podia vê-los se fechasse meus olhos. Carregando a sua espada, ele matou, sim... matou muitos, mas a cada vida que ele tirava, dezenas pareciam florescer. Seus passos eram seguidos por multidões, e as pessoas ofereciam a ele ouro, joias e suas filhas. Templos foram erguidos em sua homenagem, e as pessoas diziam que o trigo queimado trazia boa sorte, trazia a força de Morai pra quem aspirasse a fumaça.
E mesmo assim, eu nunca o vi vestir ouro, ou joias, ou mesmo seda. Desde criança, ele andava descalço, envolto em trapos e com uma saca, a espada pendendo tão bamba quanto ele na sua cintura. Não parecia ser mais que um mendigo, era o Deus de uma geração. Aquela pessoa me trouxe uma nova natureza, me fez pensar, e eu aprendi com ele. Mesmo tendo sido seu sensei, nunca poderia agradecer pelo que ele me ensinou.
Com ele, eu pude finalmente completar o Hiten Mitsurugi ryu. A espada que carrega a intenção do usuário. A lamina que tinha sede de sangue, mas derramava lágrimas, a dualidade, ambas as faces de uma lamina. Nunca tive esperanças de ser metade do homem que Morai foi em sua vida, ainda por que eu não era um homem, eu era uma raposa. No entanto, foi aquela criança, de cabelos brancos e rosto sujo que me tornou a pessoa que sou hoje. Ainda era o mostro, inegavelmente, mas por causa dele... havia algo mais.
E então, veio Kenshin, e não pude evitar amar aquela criança como se fosse minha, aquela criança que seguia os mesmos passos do primeiro eremita.
“Sim... esta tudo na intenção – pensei comigo mesmo, observando a tensão pairar naquele campo – Se for atacar, não hesite...”
Não houve primeiros passos, por que todos os ninjas ali pareceram se atirar um sobre o outro no mesmo instante, sem um décimo de segundo de diferença. Dois exércitos que caíam um sobre o outro, como duas ondas de laminas e intenção de matar. Saquei Rurouni no seishin da bainha, e o seu canto encheu meus ouvidos. Por um momento, não soube dizer se estava correndo e atacando, ou se eu era a lamina que estava sendo empunhada, o espírito dela se enrolou ao meu, e nós dois atacando era como um. Uma única espada.
Uma lamina sagrada que voava pelos céus.
“Se for proteger, não deixe que morra”.
Avancei ainda mais rápido em frente, e embora nenhum dos inimigos que pulavam sobre mim estivessem mortos, todos caíam inconscientes, um após o outro. Levou muito tempo pra controlar minha força absurda naquele corpo frágil, mas a dificuldade fez apenas com que eu ficasse melhor com isso que qualquer um. Eu sabia exatamente com que força poderia desacordar alguém, a mesma força que poderia rachar uma montanha, e a mesma força que poderia acariciar uma borboleta, sem feri-la.
“Observe a água. Nada é mais suave que a água, e no entanto, ela derrota a pedra. Ela não luta, mas flui através dela...”
Um shinobi atacou de frente, e deslizando, eu passei incólume ao seu golpe, o deixando desacordado com um golpe na nuca e uma expressão de incredulidade vazia, enquanto seus sentidos o deixavam.
“Mesmo diante da mais extensa floresta, o fogo não se retrai. Ele brilha e se alastra, queimando tudo ao se redor com uma fúria selvagem”.
Todos os shinobis que atacaram juntos pularam pra trás no mesmo instante, enquanto aumentei a velocidade e corri até eles. A tanto do primeiro se partiu, enquanto a sakabatou esmigalhava a lamina fraca e sem nome, e descia em direção ao cotovelo do ninja da Névoa. Um crack auto reverberou nos meus ouvidos, mas antes que ele pudesse gritar o cabo da katana encontrou sua testa, o mandando pra trás com um ferimento leve na testa que o deixou inconscientes. Os outros foram caindo um atrás do outro, suas defesas não sendo páreo pra orda furiosa de ataques.
“Veja só a montanha. Alta e orgulhosa, ela se mantem de pé, e não importa quanto o vento sopre, ela continua lá, sem se curvar”.
Muitos mais tentaram me atacar, mas não importa os jutsus ou a quantidade de shurikens, todas elas eram repelidas pela defesa perfeita do Hiten Mitsurugi. De que adiantava atacar daquela forma? Era impossível derrubar uma montanha, não importa o quanto você sopre. Cansados, eles pularam pra trás, formando selos e mandando uma onda de água que avançou na minha direção como uma broca.
“Da mesma forma que a montanha se mantem alta e orgulhosa, o bambu também resiste ao vento. Ele não o desafia, mas se curva graciosamente a sua passagem, e dessa forma, o vento nunca conseguirá parti-lo, por que seu espírito é gentil e suave”.
Contornei os ataques, sentindo os respingos de água no meu quimono. Minha visão se acentuou até que eu pude ver as gotículas de água explodindo como meteoros em colisão com o tecido grosso das minhas roupas. Um sorriso selvagem pintou minhas feições, mas não tinha nada a ver com aquela guerra. Não tinha nada a ver com aquelas pessoas.
Eu estava pensando como Inari tinha assimilado aqueles conhecimentos. Como mesmo na sua primeira vez, ele tinha aprendido tanto sobre o Mitsurugi Ryu, que eu o ensinei sem que ele se desse conta. Não sei por que fiz aquilo, mas talvez... só talvez...
Fosse hora de eu ter um outro aprendiz.
-Pelo amor de Deus, a força desse pivete não tem limites? – Zabuza arquejou, puxando Chojuro pro lado pra que ele não fosse acertado num ponto cego, e varreu a zambatou pelo pescoço do atacante, separando sua cabeça do seu corpo, que tombou inútil pro lado – Como esta a contagem com você garoto?
-Quarenta e sete! – Chojuro respondeu, enquanto brandia a espada de guardas gêmeas com um grito, o chakra azulado se transformando num martelo que esmagou três atacantes desavisados numa pasta de carne e sangue no chão – E o senhor, Zabuza-sama?
-Cinquenta e quatro!
-Ah, amadores! – Anko rugiu acima deles, formando selos no ar e mandando dezenas de cobras das mangas, que choveram sobre o campo, mordendo e envenenando os atacantes – Eu já estou com setenta e cinco!
-Como se isso fosse motivo de orgulho – Hanna parou a seu lado, montada encima de um Meron, cujo pelo estava em forma de lascas de gelo, apontando em todas as direções, enquanto o chão abaixo dos seus pés azulava, liberando vapor com o congelamento súbito – Eu estou com cento e trinta!
-Baka yaro! – Anko gritou de volta – Isso seria setenta pra você e setenta pra esse seu leopardo estranho, então são setenta pra cada um. Eu ainda estou vencendo!
-Orusai!
Yugao parou ao lado deles, puxando a lamina da espada curta no pescoço de um atacante, e respirou fundo.
-Parem de ficar brincando – ela respirou fundo – E reúnam os outros, Mei mandou a tropa médica cuidarem dos shinobis da linha de frente, enquanto os batalhões de apoio segurarem a barra pra podermos descansar.
-Como se eu precisasse descansar! Eu ainda tenho chakra o bastante pra levar mil inimigos pro túmulo!
-É uma ordem Anko! – Yugao gritou.
-Ei, não fique irritada comigo – ela atirou uma kunai por cima do ombro, que atravessou duzentos metros, se cravando no pescoço de um shinobi inimigo – Só por que eu roubei a virgindade do seu irmãozinho!
O pescoço e o rosto da ANBU avermelhou até que estivesse quase roxo, e seus olhos vidraram. Zabuza e Chojuro continuavam costa a costa, mas ninguém se atrevia a ataca-los.
-Isso pode ficar pra depois – ela engoliu em seco – Mas agora temos que ir ver o batalhão médico e descansar, eu estou quase sem chakra...
Hanna riu e apontou:
-Já Yugao, você esta enferrujando.
O que ela recebeu em troca foi um sorriso perigoso, do tipo que fazia Zabuza ter pesadelos.
-Ahh, eu me esqueci de dizer... Minha contagem esta em cento e oitenta e nove.
Hanna engastou e mordeu a língua.
-N-Não é nada impressionante, eu só deixei a maioria deles feridos mortalmente...
-Claro – ela olhou em volta – Onde esta o Naru-chan?
-Eu não sei – Zabuza olhou ao redor assustado – Da última vez que eu o vi ele estava bem ali... Droga, devemos ter nos separado durante a luta.
Todos ficaram em silêncio por cinco longos segundos, até que Yugao o quebrou:
-Eu vou procura-lo!
Como se nem tivessem acabado de brigar, Anko a segurou pelo ombro, impedindo que ela corresse de volta pro meio da batalha.
-Não Yu-chan, você esta quase sem chakra – ela abaixou a cabeça envergonhada – E mesmo eu estou exausta, se formos atrás do Naruto agora, podemos acabar morrendo, nós precisamos descansar...
Yugao estava prestes a levantar a voz pra discordar, mas Hanna tomou a frente.
-Anko tem razão Yu, se vocês não descansarem, só vão acabar se machucando, e ia ser a morte pro Naruto – ela abriu um largo sorriso – Vão e descansem, eu ainda tenho um monte de chakra sobrando, vou procura-lo e traze-lo pra tenda médica.
Ela tentou discordar novamente, mas quando foi dar um passo a frente, tropeçou e quase caiu. Anko a segurou antes que tocasse o chão, mas teve que conter ela mesma um suspiro abafado de dor, enquanto um longo corte nas suas costas voltou a sangrar.
-A-Anko-san, não se esforce – Chojuro tomou a ajudou a ficar de pé, e enquanto Zabuza pegava, vermelho até os fios do cabelo, uma Yugao desfalecida nos braços, Chojuro se ajoelhou pra que Anko subisse em suas costas – Nós contamos com você, Hanna-san. Encontre o Naruto-sama, e o proteja.
Ela bateu continência de brincadeira, o que fez o jovem espadachim corar como uma beterraba e tentar se desculpar. Hanna não deu trela e se virou, Meron parecendo seguir seus pensamentos enquanto disparava pelo campo de batalha. Os trigêmeos, completamente sujos de sangue e terra, flanquearam os três enquanto se retiravam para serem curados.
Numa tenda branca, fortemente protegida de qualquer investida pelos flancos por um batalhão inteiro de chunnins rebeldes, a equipe médica trabalhava a todo vapor. Várias kunoiches usando lenços brancos com uma cruz vermelha por cima dos coletes entravam e saíam, verificando os leitos pra tratar dos feridos mais urgentes. Muitos deles estavam com cortes profundos que foram costurados (perdão, não consigo lembrar o termo exato), e alguns tinham membros faltando, que foram cauterizados e imersos em gelo. Algumas das médicas eram garotas jovens, algumas gennins, e todas estavam com expressões completamente em branco.
Por que chorar, ou vomitar, já não adiantava mais. Elas se esforçavam pra trabalhar o mais rapidamente possível pra salvar o máximo de vidas que conseguissem. Era uma responsabilidade enorme, e mais tarde, dias depois, quando o estado de letargia passasse, muitas delas derramariam lágrimas, pensando em quantas vidas não conseguiram salvar.
Do lado de fora, Kurenai estava sentada calmamente do lado de fora, segurando o braço que estava quebrado. Um corte profundo descia pelo seu estomago, do começo do seio direito até chegar ao umbigo, mas não era grave o bastante pra ser uma emergência. Ela apenas pegou um punhado de bandagens, e usou sua própria pomada pra se tratar. Kiba, Hinata e Shino não estavam machucados, mas somente por que ninguém permitiu que eles lutassem. Gennins era a última linha daquele exército, pra prestar assistência aos ninjas feridos e ajudar os médicos. A um primeiro momento Kiba protestou veementemente, mas ao ver as pessoas sendo trazidas ali mutiladas, algumas sem um braço, outros com queimaduras no corpo inteiro que o tornavam irreconhecíveis, ele se calou imediatamente. Uma parte dele sentia vergonha de si mesmo por não estar lutando também, já outra parte se sentia grata por estar em segurança, enquanto uma terceira parte odiou Naruto com todas as suas entranhas por arrasta-los para aquela guerra.
No entanto, essa terceira parte teve o tempo de vida de dois segundos. O tempo que levou pra ele arquitetar o pensamento de que aquilo era culpa de Naruto, e odia-lo, foi o tempo que levou pra ele mandar a si mesmo pro inferno, e esquecer aquilo.
Eles eram shinobis, afinal de contas. Desde que entraram na academia, eles admitiram pra si mesmo que, provavelmente, morreriam daquela forma, e que a maioria deles, provavelmente, não chegaria a sua velhice. Ninjas matam, e ninjas morrem. Estava na descrição de trabalho deles, e todos, mesmo os gennins, tinham plena consciência disso. Por mais que a paz em Konoha, e as missões relativamente fáceis tenham amenizado aquele pensamento, toda aquela guerra o trouxe de volta. Por trás dos muros da vila... As pessoas matavam, e morriam, todos os dias. Mesmo sua mãe, e agora que ele tinha descoberto, sua irmão, estavam matando. Um após o outro. Mesmo as pessoas gentis com quem ele tinha crescido recebiam missões de assassinato quando era necessário, e saiam pra matar mulheres, as vezes até mesmo crianças. Pessoas de fora de clãs não sabiam daquilo, Sakura não sabia daquilo, mas era uma realidade constante daquele mundo.
Não era possível pra ele odiar Naruto, seu amigo, seu irmão, por causa disso. Era o mundo em que eles viviam, movido por força e por dinheiro, que podia comprar essa força.
-Você parece ter alguns pensamentos interessantes na cabeça Kiba – Kurenai murmurou tranquilamente, mesmo que o seu rosto estivesse meio pálido com a dor — é raro te ver quieto por tanto tempo...
Ele não respondeu, por um longo tempo.
-Qual o significado disso sensei – ela apontou pra ala médica, os gemidos de dor eram obscenamente audíveis pra ele – Dessa guerra? Por que essas pessoas estão matando a si mesmas dessa forma?
Kurenai suspirou, tentando encontrar uma forma de responder aquilo. Ela sabia que, cedo ou tarde, teria que responder essa pergunta. Por que eles tinham que matar?! Ela só não tinha esperado que fosse tão cedo, e nem que fosse numa guerra.
-É por que somos seres humanos Kiba.
O garoto fez uma expressão confusa adorável, e a jounnin se viu se inclinando, pra lhe dar um beijo na testa. Akamaru no seu casaco estava em silêncio, o focinho fortemente enterrado no casaco do seu parceiro, pra tentar amenizar o cheiro de sangue.
-Eu, você, todas as pessoas, temos ideais – ela disse, com um sorriso fraco pela expressão corada dele – Enquanto os seres humanos tiverem ideais, eles vão lutar por eles. Yagura tem um ideal, embora cruel e distorcido, ele acredita nele, por isso, faz sacrifícios por ele. Do mesmo modo, enquanto as pessoas tiverem seus próprios ideais, que são todos diferentes uns dos outros, eles vão continuar lutando entre si, e a guerra vai continuar acontecendo, uma após a outra.
-Mas isso é mal! – ele se levantou, o trilho de lágrimas seco no seu rosto se umedecendo novamente, enquanto mais lágrimas corriam, e ele tentava ignorar o máximo que conseguia os gritos de dor, e o cheiro de sangue – Essas pessoas deviam ser companheiras, elas não deviam estar tendo de matar umas as outras!
-Sim Kiba, a guerra é uma coisa ruim – Kurenai disso – Ela traz dor, e sangue, e machuca muitas pessoas. No entanto, você precisa entender que todas essas pessoas estão aqui pra proteger algo que é importante pra elas, a vida de seus companheiros. Yagura quer matar todos eles, por que acredita que eles vão trazer a guerra novamente para a vila, e você não pode negar que ele tem razão...
Kiba ia responder, mas se calou, pensando em Hinata, e no que tinha acontecido quando eles tinham cinco anos.
-No entanto, da mesma forma, essas pessoas não querer morrer. Tendo dois ideais contrários, é lógico que eles vão lutar entre si, cada um protegendo seu próprio ideal, e o resultado disso é a Guerra.
-Ne... Kurenai-sensei – Shino disse, pela primeira vez em várias horas – A senhora tem algum ideal?
-Sim, eu tenho... Eu tenho o mesmo ideal daquele garoto, que esta lutando na linha de frente, eu quero proteger todas as pessoas que eu amo, incluindo vocês, mesmo que custe a minha vida!
Kurenai abriu o maior sorriso que podia, e mesmo estando pálido e cansado, ele conseguiu trazer cor para aquele campo cinzento.
Mei lutou na linha de frente o tempo todo, e os seus ataques de lava e vapor, provenientes de duas kekkei gekais, levava mais e mais mortos a cada minuto. No entanto, tudo isso tinha um preço exorbitante sobre o seu chakra, e quando ela topou com Naruto, estava prestes a desmaiar.
-Líder... – ele derrotou como um furacão todas as pessoas próximas a ele, enquanto Mei observava fascinada – A senhora precisa descansar, eu vou pedir pra alguém te levar pra tenda médica...
-Não, Naruto... – ela conteve um arrepio quando percebeu que quase adicionou o “sama” ao seu nome. Por alguma razão, era confortável depender dele. Deitar nos braços dele, e só descansar, e ter a certeza que tudo estaria bem quando ela acordasse. Naruto cuidaria de tudo, ele saberia o que fazer... – Me leve pra lá, você também precisa descansar.
-Eu posso continuar lutando.
Ela observou seu ombro enegrecido como carvão, e a forma como ele nem parecia notar isso era, de certa forma, assustadora e reconfortante. O quão forte ele era?! Não havia limites?!
Mei quase pensou em aceitar, mas se chutou por isso. Ela estava ficando acostumada demais a ouvir qualquer coisa que ele dizia, parecia não estar conversando com um garoto de treze anos de idade.
-Não, me leve lá você...
Ele sorriu e curvou a cabeça.
-Como a senhora ordenar.
No instante seguinte, Mei estava voando nos braços dele. A forma como ele praticamente decolou no campo de batalha, correndo inclinado a quase quarenta e cinco graus dava uma estranha sensação de vertigem, como se ele fosse cair, mas ele não caía. A Líder rebelde se agarrou firmemente no seu pescoço, enquanto ele a segurou com um braço, e manteve a espada firmemente presa no outro, derrotando pelo menos mais cinco shinobis enquanto corria.
Quando chegaram a tenda, Hinata e Haku correram até eles, mas Mei disse pra voltar para os pacientes imediatamente, que ela estava bem. Hinata assentiu e correu, enquanto Haku se voltou para o ombro enegrecido.
-Chihiro-sama, você...
-Eu estou bem Haku – ele disse num tom firme como ferro – Só preciso descasar alguns minutos, volte pra tenda.
-Hai!
Mei afundou escorada na parede, negando todas as ofertas dos shinobis que queriam ceder suas camas e cadeiras pra ela, do mesmo modo como Naruto negou as várias ofertas destinadas a ele. Que tantos ninjas dos seus batalhões se prestassem, tão rapidamente e instintivamente, a ajudar aquele garoto só denotava o respeito que ele tinha conseguido naquele mês, no país da Onda, e era o que firmava sua posição informal como um dos seus generais.
Enquanto isso, Naruto apenas se sentou ao lado de Kurenai, sem tirar os olhos da batalha. Sua expressão, mesmo que grave e focada, não conseguia deixar de ser gentil. Eles não disseram nada por um tempo, enquanto Haku e o time oito trabalhava freneticamente pra ajudar os feridos. Mesmo que Kiba e Shino não tivessem nenhum conhecimento médico, eles ainda podiam dar pontos, ou enrolar bandagens, enquanto os outros médicos se preocupavam com coisas mais drásticas. O ritmo frenético deles, no entanto, não era suficiente pra enorme quantidade de feridos na batalha, e muitos morriam antes mesmo de receber atendimento.
Mei parecia perfeitamente consciente disso, mesmo enquanto se concentrava em gerar chakra, sua expressão furiosa não passou despercebida pra ninguém. Anko, Yugao e Hanna apareceram minutos depois, de dentro da tenda, e todas se sentaram em silêncio, junto com Zabuza e Chojuro. Pela primeira vez Yugao não reclamou enquanto Anko recostava a cabeça no ombro de Naruto. Todos eles se sentaram próximos um dos outros, ombro a ombro, mesmo Zabuza e Chojuro, e todos olhavam pra guerra que ainda acontecia com a mesma expressão ansiosa. Todos queriam voltar pra lá, por que quanto antes voltasse, mais pessoas poderiam sobreviver.
-Desculpe...
Todos se voltaram pro ruivo de repente, vendo os olhos dele derramarem lágrimas, sem que suas expressões mudassem. Ninguém soube o que responder.
-Por trazer vocês até aqui, vocês podem morrer, eu... – ele respirou fundo – Eu quero proteger todos vocês, mas eu estou atrapalhando... eu não estou matando ninguém, e... eu queria ter vindo sozinho pra cá, pra que...
Um “slap” alto ecoou ali, enquanto o tapa de Anko acertou com força o rosto do garoto. Ele tinha uma expressão chocada no rosto, ainda manchado de lágrimas e poeira.
-BAKA YARO! – Anko gritou, chorando também, enquanto todos ao redor olhavam firmemente pra ele. Mei, Zabuza e Chojuro, no entanto, desviaram o rosto envergonhados, era a sua guerra no entanto, e eles vieram ajudar – COMO PODE DIZER ISSO?! ACHA QUE NÓS DEIXARIAMOS VOCÊ VIR SOZINHO PRA CÁ, SABENDO QUE VOCÊ PODERIA MORRER?
Anko parou pra tomar fôlego, enquanto Naruto a encarava surpreso, ainda com lágrimas nos olhos.
-Baka Yaro... – ela repetiu, mas dessa vez sua voz era incrivelmente doce – Nós amamos você, Naru, e nós viemos pra te proteger. Sempre, nós sempre vamos te proteger, então não fique dizendo besteiras como enfrentar as coisas sozinho, mesmo que seja perigoso, nós queremos estar lá pra você.
Ela terminou o discurso com um beijo, movendo os lábios nos dele, e logo passando para seu rosto, limpando suas lágrimas. A pele dele, mesmo suja, ainda tinha aquele gosto maravilhoso, que ela não se cansava de provar.
Yugao escolheu aquele momento pra rir, e Hanna, e Kurenai vieram logo atrás.
-Essa vadia esta certa, otouto – Yugao disse com um sorriso, e moveu o corpo cansado pra mais perto dele, aproveitando a brecha – Nós todos nos importamos com você...
Ela segurou sua face entre as mãos, e fez que ia dar um beijo na sua testa, no último instante descendo e grudando seus lábios nos dele. Anko corou vários tons de vermelho e uma veia pulsou na testa dela.
-Ahh! Você se descuidou idiota – A ANBU deu trela de rir, ignorando completamente a expressão mortificada e vermelha feito pimenta de Naruto – Eu consegui roubar um beijo dele na sua frente!
Nenhuma das duas reparou como Hanna e Kurenai riram uma pra outra, se movendo lentamente e puxando Naruto com elas. Antes que pudesse reagir, Hanna o beijou de surpresa, e Kurenai veio logo depois, embora fosse um selinho tímido que avermelhou seu rosto. Nesse ponto, estava praticamente saindo fumaça da cabeça do garoto, enquanto Anko e Yugao a fuzilavam com os olhos.
-Elas não param por um minuto... – Mei murmurou inconformada – Droga... eu queria roubar um beijo do Naru-chan também, mas estou me sentindo culpada demais...
Zabuza bufou, mesmo que ele realmente estivesse envergonhado, tentou não deixar isso transparecer nas suas expressões:
-Não seja boba Mei, isso é uma guerra, toda a ajuda que pudermos obter é necessária – ele disse – E aquele garoto se ofereceu pra nos ajudar, você sabe que sem ele, tudo isso teria demorado muito mais, e seria muito, muito mais sangrento.
-Eu sei... – ela sorriu consigo mesmo, vendo as cinco se revezavam pra beija-lo e gritar uma com as outras, deixando o garoto cada vez mais vermelho e aponto de desmaiar – O que você acha dele, Zabuza?
-Ora... provavelmente o mesmo que você...
Mei sorriu malignamente.
-Então você quer ir pra cama e possui-lo também? – ela riu como o espadachim estremeceu dos pés a cabeça – Ele parece realmente com uma menina, vai dizer que não teve nenhum pensamento pervertido com ele...
-Ba-Baka, não fale besteiras – ele rugiu irritado, embora sua expressão o traísse – Você sabe o que eu quis dizer...
-Sim... acho que ele é o grande gênio dessa geração, aquele tipo de pessoa que vai mudar o rumo das coisas, como o Yondaime Hokage foi na época dele...
-Yondaime... – Zabuza murmurou – A esposa do Yondaime não era uma Uzumaki?
Mei concordou por um momento, sem entender aonde ele queria chegar, até que a revelação bateu nela com a força de um trator. Ela voltou os olhos pra Naruto, precisamente nos dois orbes azuis cintilantes no seu rosto, e mordeu os lábios.
-Será... – ela pensou em tudo que sabia de Naruto, e logo uma coisa drasticamente óbvia a acertou de novo – Se isso for verdade, então foi ele que...
-Provavelmente... Foi o próprio pai de Naruto que selou a Kyuubi em seu corpo – Zabuza disse, e por um longo instante, Mei pensou no que aquilo queria dizer.
Jinchuurikis não tinham vidas felizes, isso era um fato triste, mas claro. Os mais estáveis entre eles era Yagura, e mesmo assim, tendo em mente no que ele se tornou...
-Baka, como se fosse acontecer – Mei recostou a cabeça pra trás – Naruto e Naruto, e não vai ser uma raposinha idiota que vai mudar isso.
Zabuza concordou com um sorriso de sua autoria, e se recostou pra descansar também. “Cinco minutos – ele disse a si mesmo – Vou descansar por cinco minutos, e então vou continuar lutando!”.
Nenhum deles notou o sorriso no rosto de Naruto. Um sorriso que, apesar de triste, era inacreditavelmente doce.
Enquete:
O João GT me deu uma ideia bem legal, de montar uma votação na fic, sobre quem é a próxima garota a fazer sexo com o Naruto. O que vocês acham? Eu pensei em vocês escolherem quem quizer, mas dando opções acho mais fácil ter um vencedor, então, aqui vai:
Yugao
Kurenai
Hanna
Mei
Anko (de novo?)
OC (alguma garota que vocês quizerem inventar, ou eu inventar)
Outros (auto explicativo né?!)
Bem, é isso. Se a enquete for um sucesso, pretendo fazer mais e mais ao longo da história, vocês podem até sugerir um tema pra uma nova votação. Mais uma vez agradecimentos ao João GT por essa ideia fucking master. Abraços velho.
Notas finais
Novamente, agradecimentos especiais ao "Cluuuuube dos da hoooooraaaaa!", e ao Matheus, por me dar uma força monstruosa quando veio bater um papo noutro dia. Vocês são fodas, abração especial pra vocês.
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