Ketsueki No Omoide - Kaen No Rei
12 Capítulo 10
Notas iniciais
Um muito obrigado a todas as pessoas que comentaram, seis são do Clube dos Dahora, e pras que não comentaram... bem... sofram.
Seguir o traço de Zanza entre a floresta não foi difícil. Seria fácil se eu só me concentrasse no seu cheiro ou na pressão do seu chakra, que eu tinha decorado por via das dúvidas, mas daquele jeito estava ridículo. Era como se ele tivesse feito o máximo possível pra esbarrar em cada arbusto, ou pisar mais forte no chão ou arfar pra suar bastante. Ao que tudo indicava, ele estava fazendo de tudo pra ser seguido, e pra ser capturado. Se o selamento em sua língua fosse um selo Uzumaki, ele não teria qualquer chance de engana-lo, pelo mínimo que fosse, mas como era um Uchiha... bem...
Apesar de poderem copiar traços musculares com aqueles olhos amaldiçoados, e tentar entender como a junção de caracteres funcionava com a aplicação de chakra em determinadas dosagem, eles simplesmente não tinham base nenhuma pra compreender a complexidade de um selamento, por mais simples que fosse, dos descendentes de Kenshin. Uchihas eram tidos como gênios, mas a verdade é que eram apenas ladrões e copiadores baratos das habilidades alheias. Isso vinha a calhar, é claro, nesse mundo ninja, pensar em honra era tão estúpido quanto ineficiente, mas eles se tornaram tão orgulhosos e arrogantes dessa capacidade, que esqueceram de treinar todas as suas outras habilidades. Copiar movimentos, selos, traços, não era nem de perto o bastante pra entender as bases que movem um jutsu, um estilo, ou mesmo um selo.
Por que copiar a essência humana neles era impossível. É por isso que mesmo repetindo meus movimentos como um macaco, nenhum Uchiha, mesmo Itachi, seria capaz de se igualar nem mesmo ao meu mais humilde aprendiz nas artes da espada. Era uma impossibilidade, e era tão divertido ver como isso os frustrava.
Itachi... mesmo ele ainda era guiado por esse conceito, apesar de não ter a arrogância tão característica do seu clã, e ser uma das pessoas mais gentis que eu havia conhecido com aquele corpo, ele era apenas um ser humano. Guiado e condicionado desde quando era uma criança, esses ensinamentos ficaram pregados fundo na sua cabeça, e não importa que ele não agisse ou aprovasse aquelas ideias, ainda estavam lá. Talvez eu devesse realmente matar todos eles, todos que tivessem aqueles olhos vermelhos irritantes que tentava trazer ao mundo o terror dos olhos de um demônio... Não, era melhor esperar mesmo, eu havia prometido não matar ninguém, e eu não queria matar Itachi. Sasuke... talvez, mas não Itachi.
“Rápido Naruto-san!” – gritou Akamaru dentro do meu quimono, só com a cabeça pra fora e as orelhas agitando no vento – “Nós temos que salvar o Kiba e os outros...”.
-Não se preocupe Akamaru – eu o acalmei com um sorriso – Eu não vou deixar nada acontecer com o seu parceiro.
“Mas...”
-Nós já estamos nos aproximando deles, você consegue sentir o cheiro?
“Hai! Eles estão indo... – ele apontou com o focinho na direção das três horas – Se correr mais rápido vamos pega-los antes que cheguem ao rio”
-Entendo... lutar contra shinobis da Névoa em lugares alagados não é nada fácil... – Uma ideia passou pela minha cabeça – Ei Akamaru, você estaria disposto a me ajudar?
“Hai! Qualquer coisa!”
-Então preste atenção...
Zanza tinha apagado completamente enquanto corria ao redor da floresta, tentando sair o mais rápido que podia da área dos rebeldes. Apesar disso, eu corpo, inconscientemente, ainda deixava mais pistas que o necessário. Isso, aliado ao fato dele estar extremamente lento por carregar três gennins inconscientes com ele, devia ser o suficiente pra que ele fosse impedido... Tomara que fosse...
Quando o barulho de água corrente já estava próximo, indicando o rio logo a sua frente, um farfalhar de folhas chamou a atenção dele, que, por instinto, largou os três gennins e pulou pro lado com força.
“Fumei Gatsuga! Buraindo Oni no Kyushutsu! – Presa sobre presa desconhecida! Resgate ao demônio cego!”
Uma broca enorme vermelha e branca passou a centímetros do rosto de Zanza, que caiu pra trás. Os gennins, no chão, ficaram ilesos enquanto o tornado de presas seguiu em rasante pelo chão de margem a margem, cortando o riacho pela metade. A água, sem ter mais pra onde correr, seguiu alagando o chão da floresta, o deixando mole e, aos poucos, o transformando num pântano. Naruto pulou rápido pra cima de um tronco, enquanto o shinobi da névoa observava tudo com olhos vazios e analíticos, desprovidos de qualquer ração além do raciocínio frio.
-Que mal Akamaru, não chegamos a tempo – o ruivo resmungou, agitando os cabelos molhados – Parece que vamos ter que lutar contra ele na água mesmo...
“Não importa! Eu vou definitivamente salvar o Kiba!”
-Por falar nisso, foi uma boa técnica, obrigado por me ajudar com ela...
O cachorro apenas latiu, enquanto o ruivo, sem nem um segundo olhar, apoiou o pé no tronco e disparou em direção ao shinobi, que já estava terminando uma sequência de selos:
-Suiton! Amegakure no Kami! – Liberação de água! Deus do país do mar!
Naruto deteve o movimento e pulou pra trás, observando friamente o que estava acontecendo, embora sua atenção estava mais fixa nos três garotos desacordados na lama. Ele teria que tira-los logo de lá antes que afundassem. A água do rio, ainda vazando pelo solo, se aglomerou e formou algo que, a princípio, parecia uma enorme bola toda torta e sem forma exata. Os segundos foram passando, e as feições do que era um enorme rosto barbado com dentes enormes de tubarão se formou, com cabelos escorridos feitos de água e um elmo gigante de lama que ainda escorria e levava raízes nele. O enorme rei do mar ficou um longo segundo parado, então com um rugido, abriu a bocarra e disparou uma série de bolas de água enormes.
“Narutooooo! – Kiba gritou gelado até os ossos e tremendo enquanto era sacudido de lá pra cá – Faça alguma cooooooisaaaaaaa!”
-Se segure firme aí – Naruto pulou num tronco de árvore, e imediatamente se impulsionou mais pra cima – Vou ter que dar um jeito de contornar essa droga de jutsu!
Enquanto caía, duas bolas de água foram atiradas com pressão na sua direção. A primeira o garoto desviou, e a segunda, quando estava a um centímetro de acerta-lo, foi cortada ao meio com um movimento agudo da espada. Com alguns selos de uma só mão, a espada ficou carregada de energia esbranquiçada.
-Ninpou! Kaze no Koki! – Arte ninja! Exalação de vento!
Cinco movimentos fluídos da sakabatou geraram cinco ondas de vento que acertaram a estátua gigante de água, a deformando e tirando um pouco do lugar, mas sem a destruir. Apesar isso, o jutsu falhou, e nenhum outro ataque veio. Assim que o pé direito de Naruto tocou o chão, ele desapareceu com um flash de movimento.
O som foi como uma nota aguda de flauta, e se seguiu a um lamurio baixo e abafado, enquanto Zanza perdia todo o fôlego, e caia desacordado no chão.
-Shigure soen ryu! Shinotsuku Ame! – Chuva torrencial
O movimento da katana gerou um lençol de água, que pareceu envolver Naruto enquanto ele acertava as costas do Shinobi da névoa, com o mínimo de potência do golpe pra não parti-lo ao meio pela força exagerada. Mesmo que a sua espada não tivesse corte, um golpe bem colocado poderia matar uma pessoa, se acertasse um ponto vital ou as costelas quebradas perfurassem algum órgão. Não aconteceu, apesar que um par de costelas de Zanza realmente tivessem se partido, ou pelo menos trincado, com o leve “crack” que os ouvidos poderosos dele e de Akamaru conseguiram distinguir. O lençol de água se deformou com o fim do movimento, e caiu sobre todos como uma breve chuva, enquanto a estátua do Deus do Mar despencava e alagava toda aquela área da floresta. Antes que Kiba ou os outros fossem atingidos, Naruto os puxou com ele, e Zanza, e pulou encima de um galho qualquer, observando o ambiente completamente destruído naquele lugar.
-Parece que nós exageramos...
“Você acha?”
-Oe... nós salvamos o Kiba não?
Akamaru latiu em concordância, e esfregou o rosto peludo no pescoço do ruivo, que riu.
“Arigato ne, Naruto-san! Quando estiver em perigo, com certeza eu e o Kiba vamos te salvar, nós vamos ficar tão fortes que não perderemos nem pra você!”
Dando as costas para o mais recente pântano do país das águas, Naruto apenas sorriu.
-Eu tenho certeza que sim...
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-Que mal, lutar naquele lugar me sujou todo – o ruivo disse, algumas horas depois. Kiba e os outros estavam dormindo em algum lugar, e Akamaru se recusava veementemente a sair de perto deles – Talvez um bom banho...
Num outro canto da casa em que Mei os hospedou, Yugao vinha caminhando alegremente, apesar de respirar um pouco mais longamente que o normal.
-Yoshi! Depois do treinamento, é hora de um bom banho! –ela cantou alegremente, parando em frente a porta e a abrindo sem dar nem um segundo pensamento. Quando abriu os olhos, no entanto, ela prendeu a respiração, e seu rosto passou de rosa pra vermelho, e de vermelho pra... mais vermelho.
De costas pra ela, Naruto estava tirando o quimono. Aparentemente, sem perceber que ela estava ali, ele deixou os ombros deslizarem pra fora, e a ANBU ficou observando os músculos pálidos e sensuais dele. Ele ainda era muito magro, mais magro do que se esperaria, e algumas cicatrizes chamaram sua atenção. Em áreas meio escondidas nas suas costas, rente as costelas... Várias cicatrizes finas que cruzavam uma a outra. O rosto de Yugao ferveu enquanto ela jurava pra si mesma que iria revirar Konoha inteira pra encontrar quem fez aquelas marcas no lindo corpo do seu irmãozinho, e então iria faze-los comer limalhas de ferro até morrerem por hemorragia estomacal... E isso se ela estiver de bom humor...
Seus devaneios de vingança foram interrompidos quando ele levou a mão até a cabeça, e soltou o laço que prendia seus cabelos, os deixando cair em uma nuvem vermelha suave pelas suas costas. Vários fios caíram a frente do rosto dele, e ele os passou pro lado com um sorriso pequeno e gentil. Yugao sentiu o rubor no rosto aumentar, se perguntando o que fazer agora, ele era tão bonito que a deixava sem fôlego. Com os cabelos livres daquela forma, era quase impossível perceber que ele era um garoto, as feições já suaves ficaram emolduradas pela nuvem vermelha, e a pele clara e lisa como porcelana não ajudava em nada. Ela permaneceu ali em estado de choque, enquanto ele tirava o quimono, e a faixa da cintura, e até mesmo quando tirou as calças, ficando completamente nu. Nesse ponto, o vapor da água já encobria um pouco da visão no lugar, mas também grudava em sua pele a deixando úmida e quente.
Sem perceber, ela levou a mão pra tocar nele.
-Yu-chan – ele disse com um sorriso, se voltando pra Yugao, que corou mortalmente em ter sido pega no ato – Você quer tomar banho comigo?
A mente da ANBU falhou por alguns segundos.
-O...O que?
-É divertido tomar banho junto com alguém – ele disse, se inclinando pra ela que, instintivamente, se afastou ruborizada. Os olhos azuis dele estavam brilhando de diversão – Mas todos estão ocupados agora...
As feições dele ficaram tristes, e ela só quis abraça-lo pra que ele voltasse a sorrir como antes:
-Se... você não quiser tudo bem, eu espero você terminar – ele fez menção de alcançar as roupas, mas Yugao segurou seus ombros no lugar – Nanda...
Apesar de ainda estar meio corada, Yu abriu um sorriso maroto:
-Claro que eu tomo banho com você otouto – ela chegou mais perto dele – Só não faça nada pervertido...
As bochechas dele ficaram vermelho brilhante, enquanto Yugao sorria mais ainda. Ele era tão bonitinho que nem parecia ser de verdade. Nenhuma pessoa poderia ser tão fofa, tão forte, e tão linda ao mesmo tempo. Se houvesse um limite – ela pensou consigo mesma – Naruto estaria bem encima dele. Enquanto se despia, Naruto virou os olhos pro outro lado, ainda corado, mas sorrindo internamente. Ele se sentou no banquinho e curvou as costas. Yugao se aproximou logo depois, molhando as mãos e passando pelo corpo dele.
Como um gato, ele se contorceu ao contato, a ANBU poderia jurar que ele chegou até a ronronar naquele momento.
O trato era ela lavar apenas as costas dele, mas ele não pareceu reclamar enquanto ela continuou lavando seu pescoço, nem os braços, e nem o peito. Ajoelhada por trás dela, ela envolveu um braço em torno dele e o deixou deitar recostado nela, suavemente pressionando seus seios nas costas dele. Ambos coraram, mas ela não parou, descendo a esponja para o seu estomago liso, até perigosamente perto da toalha que cobria sua intimidade. As feições de Naruto estavam sonolentas, as bochechas ainda coradas e os olhos entreabertos brilhando de prazer, a ponto de excitar a mulher mais velha. Ela deixou a cabeça repousar sobre o ombro dele, até que suas bochechas estivessem se tocando, e envolveu os dois braços em torno dele, num abraço erótico que não condizia com irmãos.
-Você é uma criança mimada, Naru-chan...
-Você até pode dizer isso – ele disse com a voz manhosa, virando a cabeça pra olhar a ANBU e deixando aquela nuvem de fios vermelhos roçar pelo rosto dela – Mas esta tão gostoso...
Ele se espreguiçou, envolvendo um braço em torno da cabeça da garota, e a puxou pra si. Yugao gelou e seu coração disparou enquanto ele se aproximava. Ela instintivamente entreabriu os lábios, mas logo os fechou, ao sentir Naruto lhe beijar carinhosamente a face, aquecendo o lugar ao ponto da fervura.
-Arigato ne, Yu-chan – Naruto disse – Você quer que eu lave suas costas também?
-Não, obrigado Naru-chan – Yugao sorriu enquanto afagava os cabelos longos de Naruto – Garotas precisam ter um momento sozinhas sabe?!
-Hai – ele acenou alegremente pra ela, que observou enquanto ele se enrolava numa toalha e saía, com as roupas no braço.
Sem conseguiu mais segurar, ela suspirou longamente, sentindo a face aquecer e seu coração bater mais forte, enquanto deslizava os dedos delicadamente pelo seu estomago, até chegar até sua intimidade. Ela a tocou com delicadeza, como se procurasse por algo, como se a estivesse conhecendo, e se permitiu recostar e afundar na banheira vazia.
Naruto sorriu ferinamente enquanto saía do banheiro, ouvindo os sons entrecortados dos gemidos de Yugao se masturbando. Ele estava pra entrar no seu quarto e se vestir, quando alguém virou pelo corredor cantarolando uma música sobre cobras e sofrimento, e kunais e as alegrias da vida. Anko.
Ela parou onde estava, a um primeiro momento confusa, e logo depois, um tom de vermelho brilhante subiu pelas suas faces.
-Naru...chan?
Antes que ele pudesse responder, Naruto se viu esmagado num abraço de urso, que o deixou sem ar.
-Naru-chan! – Anko o apertou com força entre os seios – Kawaii!
-An...Anko...ar...
-Ahh, gomen – ela soltou o garoto, que quase caiu pra trás respirando fundo – mas é que você é tão fofinho, você parece uma menininha linda com os cabelos soltos...
Ele riu baixinho com o sorriso bobo e alegre dela.
-Eu sou um garoto Anko, eu só tenho cabelos compridos... – ele disse – Os Hyuugas tem todos cabelos compridos e ninguém confunde eles com garotas...
-É por que eles não são nem metade tão kawaii quanto você...
-Hai, hai – ele sorriu – Yugao esta tomando banho, por que você não acompanha ela?
-Boa ideia! – ela ia se levantar, mas parou na metade do movimento, parecendo considerar alguma coisa. Por fim, ela puxou Naruto pelos ombros, e lascou um beijo nele.
O tom de vermelho no rosto dele foi aumentando enquanto sentia os lábios de Anko suavemente pressionados nos seus. Quando se separaram, ela estava sorrindo alegre como uma criança no natal, enquanto o garoto parecia a ponto de desmaiar.
-Ahh! Eu roubei o primeiro beijo do Naru-kun! A Yugao vai morrer de inveja! – ela saiu correndo alegre pela casa como uma criança, a casaca longa marrom sacudindo por onde ela passava cantando.
-Que garotas problemáticas... – Naruto sorriu consigo mesmo, pensando que seria bom se aquele fosse mesmo seu primeiro beijo... na verdade, durante a academia, ele estava distraído, e tinha um garoto que escrevia cartas de amor pra ele pensando que ele era uma menina e... bem, deixa pra lá...
Naruto entrou no quarto, segurando a toalha com uma mão e abrindo a porta de papel de arroz com a outra, e quando foi se voltar pra pegar algumas roupas...
-Ei Yugao! Eu roubei o primeiro beijo do Naru-chan, eu que...
Anko parou de contar ao notar Yugao caída na banheira. Ela correu até lá preocupada por um segundo, até notar que ela estava nua, com uma expressão feliz no rosto, e com uma mão cobrindo a sua vagina.
-Ora... Yu-chan, você estava... – ela sentiu as bochechas aquecerem – Se masturbando?
Yugao abriu os olhos em frestas mínimas, olhando em volta com o olhar entorpecido, até notar Anko ali, de joelhos e olhando pra ela com uma expressão analítica. A um primeiro momento, ela não entendeu ao certo o que estava acontecendo, até que seu rosto ficou vermelho e ela pulou tirar uma toalha do suporte na parede pra se cobrir.
-An-Anko!
-Pra que a preocupação?! – a jounnin deu de ombros – Não tem nada aí que eu já não tenha visto... a propósito...
Yugao corou ainda mais com o sorriso lascivo de Anko.
-Você estava... se dedilhando, enquanto pensava no Naru-kun? – O vermelho no rosto dela passou qualquer tom conhecido, e enquanto Yugao cobria as faces de vergonha e se debatia na banheira a beira das lágrimas, Anko dava trela de tanto rir – Ora, Yu-chan, sua pervertida... com seu próprio irmãozinho...
-Orusai! Orusai! Orusai! – Yugao chorou, sentindo a face aquecer mais ainda e os olhos marejarem de tanta vergonha.
-Ma, ma, não precisa levar tão a sério – Anko tentou acalma-la, acariciando seus cabelo tranquilamente, enquanto ela respirava fundo e longamente – Eu entendo completamente, eu mesmo já fiz isso uma porção de vezes...
Qualquer efeito calmamente foi pro espaço, enquanto o rosto de Yugao ficava azul de tão vermelho. Ela se voltou pra jounnin com os olhos arregalados.
-Você... já? – Anko confirmou com um sorriso tranquilo – Com o Naru-kun?
-Hai!
-E... – ela olhou pra baixo, com as bochechas ainda tingidas de cor e brincando com os próprios dedos pelo constrangimento – Como foi?
-Ahh, foi muito bom – Anko disse como se fosse a coisa mais natural do mundo, sorrindo e ainda com a mão na cabeça da ANBU – Eu estava em casa, e então Naruto entrou com a cabeça de Orochimaru, esparramando sangue pelo chão todo... eu fiquei tão feliz, que rolei no sangue dele rindo, então Naruto tirou a roupa, e disse que...
Yugao teve uma hemorragia nasal que a jogou inconsciente pra fora da banheira quando Anko começou a explicar como limpou todo o sangue do corpo de Naruto... com a língua. A jounnin rolou os olhos e a acordou com tapinhas leves no rosto.
-Ei Yu, sai dessa...
-Anko... – Yugao murmurou, então pulou de pé furiosa, se esquecendo que estava nua. Anko observou sentada no chão como os peitos dela pulavam enquanto ela discursava algo sem sentido nenhum.
-Sim, sim, você tem toda razão...
-Blábláblá, blábubláblá, blublá! – “Nossa... meus peitos não dão metade do tamanho dos da Yugao... será que o Naru-chan gosta de mulheres peitudas?! – Blá bláblá!
-Eu concordo com você Yu – Anko sorriu, até notar a expressão assassina da ANBU – Yu... Oe, Yu, o que você...
-Ataque de cócegas!
-Não!
Anko saiu rolando com Yugao encima dela, rindo até que as lágrimas começassem a sair dos seus olhos. Os dedos dela foram chegando mais pra baixo, e os ataques de riso foram sendo substituídos por gemidos baixinhos.
-Ahh... que cruel Yu-Yugao – Anko gemeu e se contorceu – Não, eu sou sensível nessa parte...
-Essa é sua punição por me deixar com vergonha! – Yugao alcançou a calcinha da jounnin, e a puxou para o lado, deixando a outra mão correr pela intimidade de Anko até encontrar seus lábios – Você pede clemência?
-E-Eu...
-Vamos, se pedir eu paro...
Os dedos chegaram mais fundo, alcançando uma área úmida e extremamente sensível do corpo dela. Anko se retorceu toda enquanto Yugao a agarrava por trás e brincava com sua buceta, sentindo a bunda de Anko perfeitamente encaixada na sua pélvis.
-Se pedir misericórdia eu paro, Anko-chan...
-Não, me puna... – Anko disse com a língua de fora, tremendo dos pés a cabeça – Eu sou uma garotinha muito ruim, me puna por ter beijado seu irmãozinho...
-Nani?!
-Ahh, eu sabia que você ia ficar com inveja – Anko, mesmo naquela situação, conseguiu rir do tom vermelho irritado que subiu pelas bochechas da ANBU – Eu roubei o primeiro beijo do seu irmãozinho dez minutos atrás, ele ficou todo vermelho, foi tão bonitinho...
Anko gritou de surpresa quando Yugao curvou os dedos e os enfiou diretamente dentro do seu buraco úmido, a fazendo se contorcer e se arrepiar até cair de joelhos. Atrás dela, Yugao se abaixou e segurou seu rosto com uma mão, enquanto a outra continuava dedilhando a buceta da sua melhor amiga/escrava sexual:
-Você foi uma puta muito malvada fazendo isso, Anko-chan...
-Ahh, desculpe, desculpe – ela travou os dentes e se arrepiou toda, soltando um grito baixinho e mal suprimido – Yugao-sama, me perdoe...
-Perdoar você... você não merece perdão – Yugao a agarrou pelo pescoço e a puxou pra si, grudando seus lábios nos dela. Anko gemeu e entreabriu os lábios, enquanto a língua da ANBU invadia sua boca com volúpia.
Elas se beijaram por vários minutos, e quando Yugao se separou, foi com um sorriso no rosto. Anko estava toda vermelha e suava, por que os dedos dela continuavam trabalhando sem descanso na sua intimidade.
-Pelo menos consegui um beijo indireto nele, ne, Anko-chan... – Anko concordou sem nem prestar atenção, toda sua atenção estava voltada pros dedos de Yugao na sua boceta – Preste atenção vagabunda!
-Ahhh, desculpe, Yu-sama...
-Que gosto tinha os lábios do Naruto?
-Ahhh... gosto... – Anko fez uma expressão tão confusa que Yugao quase riu, mas manteve a carranca sádica pra não sair da personagem – Eu acho... que era gosto maça... e sangue...
-Sangue? – a expressão de Yugao caiu por um momento, mas os dedos continuaram agindo quase involuntariamente – Como assim sangue?
-Eu... eu não sei – Anko sufocou um grito e abaixou a cabeça por um momento, rebolando contra a pélvis da sua mestra, os cabelos roxos caindo sobre o rosto suado – Só era como se a língua dele tivesse gosto de sangue... Era tão bom... Nunca provei um gosto tão booooooom!
Yugao tinha a expressão confusa pelo que Anko disse, e nem percebeu ela se contorcendo por causa do orgasmo no chão, ainda de quatro mas com a testa colada no chão. Ela não sabia por que aquilo tinha a incomodado tanto de repente... talvez ele só tivesse mordido a língua por acidente... Naruto tinha dentes bastante pontudos, muito parecidos com as presas do clã Inuzuka...
-Ahh Yu-chan, malvada... – Anko se sentou, esfregando as coxas agora quentes e úmidas – Da próxima vez que brincarmos eu vou ser a mestra!
-Ahh... Nani? – Anko fraziu as sobrancelhas, e Yugao se apressou a responder num tom calmante meio envergonhado – Claro, você pode ser a mestra Anko-chan...
Por fim elas sorriram uma pra outra.
-Ne... Yu, ainda estamos suadas, quer tomar banho comigo?
-Claro.
Tudo o que Hinata teve tempo de dizer foi um “Eeeeek”, enquanto era nocauteada por uma hemorragia nasal que a mandou do outro lado do quarto com aspirais nos olhos. Naruto e Shino se entreolharam e acabaram dando de ombros, enquanto o ruivo tirava a toalha e a colocava encima da cômoda, tirando da mochila um par de vestes extras. Shino voltou o rosto pro outro lado, com as bochechas levemente rosadas enquanto Naruto continuava se vestindo como se nada estivesse errado no mundo.
-Como você esta Shino, o Kiba ainda não acordou?
-Eu estou bem Naruto-san, muito obrigado por ter salvo minha vida e a do meu time – ele se curvou respeitosamente, e Naruto apenas sorriu enquanto reunia um punhado do seu cabelo e montava o rabo de cavalo – Nós provavelmente estaríamos sendo torturados agora na vila da névoa se não fosse por você.
-Agradeça a Akamaru, e a Tsokoka, ele que a avisou, e ela que me avisou...
-Tsokoka?
-A Loba...
-Por falar nisso... De onde vieram aqueles lobos?
Naruto sorriu pensando neles, que agora estavam brincando no quintal. Akamaru tinha perdido um pouco do medo deles, e agora brincava junto com os filhotes sem nenhum problema, enquanto Tsokoka vigiava os quatro de algum galho, enquanto descansava. Tinha dado um bom trabalho pra tira-lo do lado de Kiba, mas ele concordou que estaria tudo bem, assim que Naruto prometeu avisa-lo no instante em que seu parceiro acordasse.
-Eu e Haku os encontramos numa vila próxima ao país das Ondas, eles tentaram nos atacar, e depois que demos comida pra eles, passaram a nos seguir.
-E você os nomeou?
-Não, Tsokoka os nomeou — ele disse – Os filhotes dela se chamam Garou, Nami e Nezumi.
-Nezumi?!
-Ela nasceu pequena demais, parecia um ratinho careca...
-Então você consegue falar com eles...
-Claro, e com Akamaru também, mas geralmente só consigo falar com canídeos... – Naruto se sentou, tirando a espada da bainha e a conferindo distraidamente – Acho que por ter crescido próximo ao clã Inuzuka, eu meio que aprendi algumas coisas sem querer...
Na verdade, era por ser um canídeo que ele podia falar com os outros, e com a maioria dos mamíferos também, mas ele preferiu não dar tantas informações assim. Naruto terminou de conferir Rurouni no Seishin, e como sempre, ela estava perfeita, deslizando na bainha de madeira reforçada levemente umedecida com óleo suavemente. Nesse momento, um som baixo lamuriante percorreu os corredores, e logo depois uma pancada que agitou a casa toda.
-O que foi isso...?
-Problemas... – Naruto respondeu com a mão no cabo da katana.
Na verdade, era a Mei. Ela estava olhando a cena e, sem conseguir se controlar, acabou tendo uma crise de riso que quase a derrubou. Kiba, que tinha acordado poucos minutos antes estava com a cabeça enfiada na balsa que revestia a parede, com o corpo mole e todo caído. Anko e Yugao estavam do outro lado, no banheiro, coradas até a morte e enroladas com uma única toalha, abraçadas uma a outra e olhando com raiva o gennin.
-Vocês realmente são muito problemáticos – Mei caiu no chão segurando o estômago – Mesmo se não ganharmos a guerra, pelo menos vou me divertir muito com vocês...
-Que coisa cruel a se dizer, Mei... – Kurenai saiu do quarto com uma expressão sonolenta, os cabelos ainda meio bagunçados e sem maquiagem, ao ver o seu aluno pregado na parede, ela imediatamente voltou os olhos pras duas kunoiche ainda nuas – O que... ele estava espiando vocês?
-Estava!
-Iie... eu, acho que foi um acidente – Yugao tentou acalmar Anko que estava soltando fogo pelas ventas – Ele meio que entrou respirando fundo, e quando abriu os olhos... bem...
-Eu o acertei – Anko disse com naturalidade, de repente confusa pela gota na testa de todas as pessoas – O que?! Ele estava espiando.
-Ele provavelmente só queria usar o banheiro...
-Ou talvez quisesse dar uma boa espiada...
-Mas ele estava de olhos fechados...
-Talvez fosse um truque...
-Mas...
-O que esta acontecendo? – todos se voltaram pelo corredor, onde Naruto vinha caminhando acompanhado de Shino e da Loba gigante – Por que o Kiba esta com a cabeça na parede?
-Ele espiou nossos corpos! – Anko gritou, então corou vermelho brilhando – Só o Naru-chan pode nos ver... se quiser...
Yugao e Kurenai coraram vermelho brilhante, assim como Naruto e mesmo Shino, enquanto Mei e Anko davam trela de rir. Por fim Akamaru veio correndo pelo corredor, e ao ver Kiba naquele estado, tentou avançar em Anko gritando que ia mata-la. Tsokoka o segurou pela coleira e o prendeu no chão, ignorando seus brados de raiva enquanto bocejava.
-Bem, que seja... – o ruivo levou a mão até ele e o puxou pra fora da parede – Ne Kiba, você esta bem?
O garoto estava com um sorriso meio torto no rosto, com esfolados na cara e espirais malucas girando bambamente no lugar dos olhos. Acabou sobrando pra Kurenai levar o garoto ainda semi-inconciente pro quarto, enquanto Yugao e Anko se vestia, e Shino voltava pro seu quarto, longe de pessoas malucas e sem lógica. Quando só Mei e Naruto estavam no corredor, as feições dela se transformaram, passando daquela alegria meio boba pra uma seriedade quase assustadora. Naruto franziu as sobrancelhas, mas também ficou mais sério, embora seu rosto mantivesse os traços gentis de sempre.
-Naruto-kun, quero que você me acompanhe, por favor...
-Hai...
Ambos seguiram para fora da casa, que ficava junto com as outras, onde os shinobis da resistência ficavam. Fora montada uma espécie de vila improvisada ali, com lojas, e restaurantes, casas, e campos de treinamento, e mesmo um bordel, onde alguns dos shinobis iam... relaxar, após missões. Mesmo que o foco daquelas pessoas fosse a guerra, eles ainda precisavam de financiamento, por isso era possível contratar ninjas da resistência, apesar de todos eles terem sido incluídos como nukennins pelo Mizukage no Bingo Book.
-Eu já tive uma noção do quanto você é forte, Naruto-kun – Naruto tirou os olhos em Zabuza, que parecia estar sendo arrastado pra fora do bordel por Haku, que parou e acenou algumas vezes antes de voltar a brigar com ele, e se focou na Líder – Mas preciso saber se posso confiar em você com uma missão.
Ele a mirou por algum momento.
-E como a senhora pretende descobrir?
-Quero que faça... um servicinho pra mim – Mei disse, voltando a sorrir – Como não temos tempo pra descobrir todas as suas habilidades, vou me concentrar na que já conheço, a sua força absurda em lutas. Meus espiões me informaram que Kiri vai estar recebendo suprimentos, comida, roupas, essas coisas, através do oceano, direto do continente.
Naruto assentiu, enquanto ela continuou explicando.
-Sua missão é interceptar essa entrega, e afundar os navios — Mei deu um sorriso forçado agora – É uma pena ter que jogar fora tanta comida e suprimentos, mas é melhor do que deixa-los para o inimigo. Como é uma entrega importante, ela certamente estava protegida por vários shinobis, eu quero ver se você da conta deles. Se sentir que vai perder, ou que esta em desvantagem grave, aborte imediatamente, isso é uma ordem, entendido?!
Naruto se curvou profundamente, e quando levantou tinha um sorriso afiado no rosto.
-Quis são as informações, e quando posso sair?
-Esta tudo preparado nesse pergaminho – Mei puxou um de dentro da bolsa na cintura e o entregou a Naruto, que imediatamente guardou na manga do quimono – A entrega foi confirmada pelo meu espião pra acontecer hoje a noite, então sugiro que você descanse por algumas horas e parta, a viagem vai ser longa e cansativa, e você vai ter que lutar imediatamente após chegar lá.
-Hai.
Mei assistiu quando Naruto saiu para a missão apenas uma hora depois de passar algum tempo meditando em silêncio. Observando como ele pulou direto para o mar, e seguiu correndo em direção ao ponto marcado no mapa fez a Líder rebelde se sentir quase orgulhosa por algum motivo. Observar como ele corria fez seu peito se sentir aquecido, mas isso só durou até que ele desaparecesse da sua visão, então ela ficou gelada por dentro, quase pulando e indo atrás dele de tanta preocupação.
“Será que como a Princesa, eu só vou te ver daqui a muitos anos... Barqueiro?” – ela pensou consigo mesma, a última passagem daquele conto na sua mente, como o homem saiu correndo sobre a superfície do oceano, em direção ao horizonte – “Só me resta esperar...”.
E Mei esperou. O dia terminou, e ela não conseguiu dormir nem um minuto sem acordar assustada, por algum motivo, lhe machucava imaginar aquele garoto machucado... ou morto. Ela passou a manhã inteira estressada, e sua secretária quase foi atirada pela janela uma dezena de vezes. Ela passou várias missões e revisou vários documentos, e mandou tudo pro inferno quando chegou a hora do almoço. Pra ficar mais próxima do ponto combinado de retorno de Naruto, Mei foi treinar na praia, e observava o oceano enquanto fazia movimentos básicos de taijutsu no ar.
O dia passou todo, e Naruto não retornou. Mei ficou tensa, e não conseguiu voltar até o escritório. Cada shinobi que voltava de missão ela se levantava apressada pra ver se era o ruivo, mas estava longe disso. Ela os agradecia e os mandava descansar, enquanto dizia pra pegarem o pagamento mais tarde com sua secretária. Algum tempo depois, Yugao chegou até a praia pra esperar com ela, e Anko também. Kiba e os outros vieram lobo depois, junto com Akamaru, Tsokoka e seus filhotes, e Kurenai e Zabuza e Haku também vieram. Já era noite, e todos esperavam sentados lado a lado na areia branca.
Mei não ousava olhar para os lados, e nem mesmo piscar, por isso com certeza lhe tiraria lágrimas dos olhos. Yugao e Anko estavam recostadas uma as outras, e pelas feições, ambas pareciam a ponto de ter um ataque de nervos. A Líder ficou nervosa de repente, temendo que elas a culpasse. Se fizessem isso, ela não tinha a menor ideia de como deveria reagir, além de concordar com elas, mas não aconteceu. Hinata estava apreensiva, olhando para o horizonte constantemente com o byakugan ativado, e mesmo Kurenai parecia aflita, afagando os pelos dos filhotes.
O único que não parecia temeroso era Haku, ele mantinha uma expressão serena no rosto, com um sorriso levemente arqueado enquanto mirava o mar.
-Chega! – Mei pulou, ficar parada esperando tinha deixado ela louca – Eu vou mandar uma equipe atrás dele, com certeza ele deve...
-Acalme-se, Mei – Haku disse em voz baixa, mas ainda havia uma sugestão irresistível de comando nela. Mei se calou imediatamente, olhando praquele garoto confusa e meio temerosa – Tenha confiança nele.
-Haku, ele já devia ter voltado a várias horas – Zabuza disse – Era uma missão simples, não tem como ele demorar tanto.
-Não, ele vai voltar.
Todos olharam a expressão feliz e meio nostálgica dele enquanto dizia aquilo.
-Como pode ter tanta certeza? – Kurenai perguntou, e a resposta dele acabou arrancando um sorriso de todos, ainda que estivessem preocupados.
-Por que... eu confio nele, com a minha vida.
Mei pareceu se acalmar após isso, e passou apenas a observar o oceano. De noite, ele ficava lindo, todo azul escuro, tingido de negro e refletindo o prateado das estrelas. Foi em meio a isso que ela o observou retornando.
A primeira a avista-lo foi Hinata, que pulou do lugar e apontou freneticamente, engasgada com a própria gagueira sem conseguir dizer nada. Haku acertou um tapa de leve nas costas ela, e ela cuspiu algo como:
-NARUTOKUNESTAVOLTANDOOLHEM!
-O que?
-Naruto-kun! Ele esta voltando – ela apontou com o dedo, um sorriso enorme no rosto e lágrimas nos olhos – Olhem!
E todos olharam que, ao longe, arrastando os dois barcos de suprimento consigo, com todos os ninjas derrotados amarrados a bordo dos barcos, Naruto voltava com um sorriso enorme no rosto.
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