Notas iniciais
Primeiro capítulo meio curtinho... pensem nele como uma introdução básica. Se preparem na cadeira/sofá/cama/objeto 'sentável' apoiado no chão. *0*

[Gravação feita no dia 25/08/2014 — 6:00 p.m., pelo co-piloto, em algum lugar no Pacífico.]

- AJUDA! AJUDA! (pausa, ouve-se estrondos) Não dá mais tempo. Vamos... acho que cair. Não está explícito. Mas algo ruim. RUIM. Gravo aqui para que tentem saber o que realmente está acontecendo. Oh, Deus, vamos morrer!

- Yato! Pare de baboseiras! Me ajude, merda! — Diz a voz reconhecida como a do piloto.

- Sim, sim! (voz tremida, barulhos e parece que o gravador foi posto sob uma... coisa que o esconda. Pois o som ficou um pouco abafado.)

- Estamos no meio do oceano! Não HÁ ONDE POUSAR! (Pausa. Gritos.) - PARE! PAREM! (Grita a voz anteriormente reconhecida como a do piloto.).

- Estã-ESTÃO ASSUMIN... (Não identifica-se os outros barulhos/vozes, lembrava uma língua morta, ou... algo que não possuí-se conhecimento. O gravador é pulverizado.)

[ Interior do avião. Há estudantes (maioria ricos) que iam para uma excursão. — 5:30 p.m.]

- Não enche, Dake! — Exclamou Natalia quando ele chegou por trás dela no assento e a beijou forçadamente.

- Por isso nenhum garoto quer você! — Ele disse, irritado, e se afastou.

- Vamos morrer, eu sinto! — Murmurou Frime, balançando-se para frente e para trás repetidas vezes, com os joelhos flexionados e juntos ao corpo no assento.

- FRIME! DEIXA DE SER PARANOICA! TAPE ESSA BOCA! — Clare gritou ao lado de Frime. Por incrível que pareça, elas eram melhores amigas. Frime doida, estranha, sombria... e Clare ativa, sempre com bom humor e inteligente. — As chances do avião cair são mínimas, pelo menos este. — Disse, já mais calma, se recostando no assento. Olhou o relógio de pulso: 5:50 p.m. — Estamos quase chegando, Frimezinha — Sorriu.

- Não me chame de "Frimezinha", sua Saukerl¹.

- E é por isso que eu escolhi você, e não aquelas putinhas da frente. — Sorriu Frime, entre os joelhos.

[Interior do avião. 5:57 p.m.]

- Carina! Ei, acorde! Sinto algo. Está tremendo! Olhe lá! CARINA! — Berrava Bruno enquanto sacudia sua amiga na poltrona. As lágrimas começavam a escorrer pelas suas bochechas a medida que os barulhos aumentavam na cabine. Estava tentando despertar Carina não sabia realmente o por quê. Algo GRANDE iria acontecer ali. Provavelmente a morte estava grudada na sola de seus sapatos. Acordá-la seria algo como: "Hey, morra viva! Saiba que está morrendo!". Ele gostaria que fizessem algo assim com ele. Queria morrer sentindo a Morte grudando em seus poros, cada parte de seu corpo parando aos poucos... Não que seja legal. Só é a melhor forma de morrer (segundo ele.) — Por favor... — E ela abriu os olhos, atônita. — Quê? QUÊ? Oh, isso não é bom, não é. — Ela sentia o balanço do avião. Viu quando as fagulhas explodiram na frente de seus olhos! Da cabine veio uma luz forte. - não... - Sussurrou enquanto a cena passava em câmera lenta. "Acho que é assim que a gente morre. Não, tenho certeza. É... uma boa sensação. Não sinto dor, só alívio.", pensou ela enquanto fechava os olhos. Só ouvia o silêncio...

[ 25/08/ ????, em algum lugar.]

- Olhem! Olhem! Alunos novos! — Olhava um pequeno garoto para um avião caindo no meio de uma grama extensa. O garoto tinha uma franjinha que, se abaixasse a cabeça, o cobriria os olhos. O avião não estava em chamas. Estava inteiro; branco, o logo da empresa reluzindo. — Mais trinta para a nossa linda... escola. — Abaixou a cabeça e sorriu, como nunca havia sorrido antes.

Notas finais
¹ - Porcos imundos em alemão. A Menina que Roubava Livros sz
ENTÃO? GOSTARAM? *O*
SE EU EMPOLGAR, AINDA ESSA SEMANA TEM OUTRO *U* TENTEM VIR TODO DIA VER SE JÁ SAIU *O* OH, ESTOU EMPOLGADÍSSIMA! VOU EXPLODIR DE FELICIDADE!
Fiquem fortes!
~ Nanda!