Kept Waiting for a Answer
2 Will I be happy here?
Notas iniciais
Olá, passando para lembrar que plágio é crime, não terei piedade de quaisquer cópias ou imitações da minha fanfic, lhes desejo uma boa leitura, espero que gostem e comentem ♥
Ao chegarmos lá, vimos um homem um tanto suspeito que usava um terno preto e fumava um cigarro, que logo jogou-a no chão e pisou na mesma quando nos viu.
— Olá, pequeninos. —Ele disse dando uma risada e não perdi tempo e me escondi atrás de meu irmão com medo daquela pessoa.— Alice, este é o Senhor White ... —Anne apresentou-o e logo olhou para o homem para que ele continuasse.— Oh, pequena Alice, o quê acha de fazer parte da minha família? —Ele perguntou se ajoelhando para que pudesse ficar da minha altura e logo olhei para o meu irmão com medo de ficar longe dele, eu não queria isso.— Eu não quero, não vou sem o Allen! —Retruquei e continuei a me esconder atrás dele me negando firmemente.— Alice, vá. —Allen disse com um pequeno e harmonioso sorriso, colocando seu colar favorito no qual havia um pingente com uma pedra azul em meu pescoço e logo em seguida dando-me um beijo na testa enquanto lágrimas escorriam por minhas bochechas rubras.— Vai ficar tudo bem. — Ele disse e então saiu da frente para que pudesse olhar diretamente para o Senhor White.— Então, o quê acha? — Após pensar um pouco, embora ele tivesse uma aparência assustadora, era um homem muito gentil e parecia se preocupar comigo, e mesmo estando nervosa e com medo eu assenti e forcei um sorriso.— Então está feito. Vamos tratar os negócios? — O homem voltou-se novamente para Anne que parecia mais aliviada com a situação e a mesma sorriu para mim e chamou o Senhor White para um canto para que pudessem resolver a papelada ou coisa do tipo enquanto eu fiquei perto de Allen até que o homem foi embora e Anne retornou para falar conosco.— Alice, você partirá amanhã, então vamos comemorar e nos divertirmos bastante após o culto, certo? —Anne disse com seu usual sorriso doce que fez meu coração esquentar e ficar mais tranquilo.O culto passou bastante rápido, e a noite logo chegou e pude passar aquela maravilhosa e simples festa com as pessoas que realmente se importavam comigo, e isso realmente me fazia feliz.— Oh, bom dia, Jerry. —Já era dia e percebi o pássaro pular em cima de mim como se fosse para me acordar, por alguma razão, ele era o meu "papagaio de pirata", para onde eu caminhava ele caminhava atrás, e eu realmente adorava isso porquê eu não me sentia sozinha, e embora ache que isso seja loucura, eu converso com Jerry e ele me responde, é realmente divertido.— Até mais, Allen. —Murmurei dando um beijo na testa do garoto e logo em seguida vi no relógio que já era hora de ir.Coloquei o meu mais belo vestido branco que tinha e corri para a floresta para que pudesse atravessá-la rapidamente.Como era de dia, pude reconhecer o caminho correto e lá estava um grande carro luxuoso me aguardando e um mordomo saiu de dentro do mesmo e curvou-se para mim.— Wow, que incrível... Hey, Jerry, volte para lá! —Disse surpresa com tamanho luxo e após um tempo que percebi a presença do pássaro que assobiou quando viu o carro e negou-se a voltar quando ordenei balançando a cabeça negativamente.— Você não tem jeito... Venha comigo. —Voltei a sorrir e peguei o pássaro como se fosse um bebê e entrei no carro e logo o homem levou-nos a uma enorme e incrível mansão.— Que bonita... —Observei admirada e um sorriso largo surgiu em meus lábios e o pássaro libertou-se e voltou para o meu ombro para observar a paisagem junto comigo.— Muito obrigada. —Agradeci ao mordomo após sair do carro, que apenas sorriu e assentiu e entrou no mesmo novamente para estacioná-lo em algum lugar enquanto eu me voltava a caminhar para a porta da mansão.— Que casa bonita, parece que veio de um conto de fadas, não é? —Afirmei olhando para Jerry que assentiu e eu logo ri de sua reação por alguma razão e por fim cheguei até a porta, que até a mesma era um tanto refinada e percebia-se o ouro na maçaneta.— Olá, tem alguém aí? —Perguntei batendo na porta sem escutar nenhuma resposta e logo me voltei novamente para Jerry incrédula.— Que estranho, não tem ningu--! —Enquanto falava com Jerry, senti água cair sobre nós da jardineira acima de nós, deixando-nos completamente molhados.Jerry começou a se balançar para remover a água de si enquanto eu olhei para cima para buscar quem havia feito aquilo e o quê vi foi um garoto e uma garota que riam sem parar de meu estado.— P-Porquê? V-Você! —Perguntei olhando-os brava com as bochechas rubras não entendendo a razão daquela travessura e nenhum deles falaram nada, apenas continuaram a olhar-me sorrindo, o quê fez meu ódio crescer mais ainda.— Qual o problema de vocês?! —Perguntei segurando meu vestido com toda a minha força e Jerry voou para cima do garoto e começou a bicá-lo.— Ei, pare, isso machuca! —Apenas escutei o garoto reclamar que aquilo doía e então inflei as minhas bochechas e cruzei os braços.— Peça desculpas e pedirei para que ele pare. —Pedi percebendo que a garota apenas observava com medo, provavelmente a mesma deveria ter medo de pássaros, o quê facilitava ainda mais.
— Isso machuca, eu vou acabar tropeçando e caindo... Mãe, ajude-me! —O garoto reclamava e logo a irmã reagiu e foi em busca de sua mãe, uma mulher de cabelos ruivos longos e lisos de olhos de um belo tom verde esmeralda, que veio confusa e preocupada.— O quê é esta confusão toda? —Ela perguntou observando o pássaro atacar o garoto e logo em seguida percebeu-me.— O quê está fazendo com o meu filho? — Ela perguntou arqueando suas sobrancelhas, o quê me fez ficar confusa já que não tinha pedido para Jerry fazer aquilo e entendia que ele estava apenas me defendendo, mesmo assim me esforcei e tentei mudar de assunto.— Eu sou Alice ... Jerry, chega. —Apresentei-me e por fim chamei o pássaro que voou de volta para o meu ombro.Após isto, o garoto ficou assustado e caiu, batendo a cabeça em uma pequena mesa que havia um jarro de flores.— Céus ... —Apenas observava e vi o jarro cair sobre a cabeça do garoto, fazendo-o ficar todo molhado como eu estava e com flores vermelhas em sua cabeça, fiquei perplexa por um tempo e então botei minhas duas mãos sobre minha boca segurando a risada e por fim as portas da mansão abriram-se com a ajuda das empregadas e eu entrei e logo em seguida eles fizeram o mesmo e nos encontramos na luxuosa sala de estar da mansão que havia um magnífico lustre dourado que me deixava fascinada.O mesmo mordomo que havia me trazido até a casa aproximou-se e começou a apresentá-los para nós.— Esta é a Madame White. —Ele disse e logo em seguida voltou-se para o garoto que já havia trocado de roupa e não parecia nada satisfeito junto da garota que ali estava também.— E este é o filho, Albert, e a Senhorita Lilith. —Após a apresentação fiquei um pouco confusa já que imaginei que haveria outras pessoas.— E há mais outros? —Perguntei curiosa sem quaisquer intenções de ofendê-los.— Apenas o Senhor White. —O mordomo respondeu confuso.— Ah... É que eu imaginei que haveria mais alguém ... —Afirmei me lembrando que o Senhor Logan apenas havia me adotado e não Allen.— Alice, você deve se dirigir a Albert e Lilith como Senhor e Senhorita. —A ruiva repreendeu-me e os dois colocaram-se a sorrir novamente, algo que no fim não havia gostado.— Então, nesta casa até mesmo os irmãos devem se chamar como "senhor" e "senhorita"? —Perguntei confusa estranhando aquilo já que nunca havia pertencido ao mundo da alta sociedade.— Nossa irmã? Esta mendiga?! —Lilith disse sentindo-se ofendida e eu que fiquei ofendida e de boca aberta por ser comparada a uma mendiga.— Esta é uma boa piada! —Albert disse e logo caiu na gargalhada enquanto eu virei a cabeça de lado me recompondo sem entender a graça daquela ofensa.— Não sou uma mendiga! —Por fim me defendi e o dois ficaram em silêncio achando graça da minha reação enquanto a ruiva dirigia-se ao mordomo.— Sebastian, o quê você disse para ela? —A ruiva perguntou entrelaçando seu dedo em seus cachos enquanto o mordomo, um velho senhor, respondia a mulher.— Eu a trouxe para a filha da família White, isso foi o quê escutei e lhe disse. —Ele afirmou e em seguida olhou-me tão confuso como eu e todos voltaram-se para mim novamente.— Por hoje eu deixarei morar aqui como uma filha e poderá ir para qualquer lugar ... —Ela dizia séria cruzando suas pernas e continuando a '' brincar'' com seu cabelo.— Apenas por hoje ... —Murmurei confusa sem entender o porquê daquilo já que o Senhor White havia dito que seria sua filha e então a ruiva continuou.— Porém, eu não quero que pense que Albert e Lilith são seus irmãos. —A ruiva disse mordendo seus lábios que estavam cobertos por um batom rubro como seus cabelos.— Então, eu ... —Eu tentei perguntar o quê era então mas logo a ruiva me interrompeu e eu a escutei achando aquilo um pouco rude.— Você irá se tornar uma colega da Lilith. —Ela afirmou olhando a sua filha com um sorriso enquanto eu olhava para ela perplexa e pude sentir que Jerry também não estava achando aquilo agradável já que o pássaro encontrava-se agitado em meu ombro esquerdo.— Eu não preciso de uma colega! —Lilith afirmou não gostando nem um pouco da ideia, o quê fez o sorriso nos lábios de sua mãe se desfazer.— Foi uma decisão do seu pai e você obedecerá. Sebastian, prepare o carro, estou saindo! — Ela ordenou para ambos, e logo voltou-se para o mordomo.— Sim, Madame. —O mordomo, Sebastian, assentiu e foi na frente preparar o carro enquanto a mulher caminhava para a porta, deixando-nos ali sozinhos.— Vamos, irmão. Isso foi um susto! Apenas por pensar em ter ela como a nossa irmã! —Os dois saíram zombando de mim pelo largo corredor enquanto eu fiquei ali, perplexa por aquela realidade enquanto segurava Jerry para que não os atacasse e causasse mais problemas.— Jerry, o quê eu devo fazer agora que aquela Madame afirmou que eu não serei irmã deles? Eu vou continuar sem pais? —Perguntei docemente ao pássaro confusa e prestes a chorar, mas simplesmente não podia, pois eles apenas iriam rir e caçoar ainda mais de mim se me vissem naquele estado, e então me segurei.— I-Isso é ruim ... —Afirmei e pouco tempo depois uma empregada apareceu e sorriu.— Eu preparei um quarto para você. —Ela disse gentilmente e realmente parecia uma pessoa boa, o quê me fez ficar aliviada.— É um prazer, eu sou Alice. —Me apresentei para a empregada, uma mulher de cabelos longos e negros e olhos de um castanho um tanto escuro, quase negros como seus cabelos.— Oh... Eu sou Sharon. —Ela respondeu e então perguntei se poderíamos ser amigas já que meus irmãos não iriam querer, e após a mesma assentir, voltei a sorrir e ela continuou.— Venha, me acompanhe. —Sharon afirmou pegando minha mala me guiando pela imensa mansão.— Bem... Está no sótão, não é o lugar mais bonito por aqui ... —Após a garota me guiar para o lugar, realmente não era nada bonito, era bastante pequeno e a minha cama encontrava-se ao lado da janela, o quê me deixava bastante insegura.Fiquei conversando com Sharon até que a noite chegou e o Senhor White e a Madame White haviam retornado e chamaram a mim, Lilith e Albert para a sala de estar novamente e deixei Jerry no quarto para evitar confusão.— Oh... É sobre o incidente com o Albert? Eu irei perdoá-lo se ele pedir desculpas. —Afirmei e sorri como o usual mas a mesma não gostou e levantou-se do sofá.— É VOCÊ quem deveria se desculpar! — A ruiva disse apontando para mim o quê me deixou em choque.— O quê?! — Perguntei surpresa sem entender o porquê eu que deveria me desculpar se ele era o único que havia tacado água sobre mim com um balde quando tinha acabado de chegar.— Ou então você estará fora daqui de manhã. —A ruiva afirmou e voltou a se sentar novamente olhando-me com raiva, provavelmente aqueles dois haviam contado uma história completamente diferente, e como mãe, ela certamente acreditou.— Mas, foi ele que--! —Tentei me defender, mas novamente a ruiva me interrompeu e fiquei em choque com a mão na boca.— Alice! —Ela disse chamando a minha atenção e eu logo fiquei por um tempo em silêncio olhando o rosto sorridente dos dois.— Eu prefiro ir embora do quê viver com pessoas horríveis e más como vocês! —Afirmei já cansada daquilo tudo, era simplesmente um inferno viver com eles, e não era o quê o Senhor White havia me prometido, não precisava viver sendo atormentada por aqueles dois e poderia encontrar pais que realmente me valorizassem.— Mas que insolência! —A ruiva disse se levantando novamente arqueando as sobrancelhas.— Parem com isso. —Escutei a voz familiar da porta e era o Senhor White e logo todos ficaram em silêncio observando sua entrada.— Querido? —A ruiva disse sem perder sua posição olhando-o.— Você é Alice, não é? —Ele perguntou se lembrando do meu nome calmamente,.— Hum... Sim. —Assenti e o homem logo sentou-se na poltrona ao lado se seu filho, que parecia que estava se divertindo.— Eu nunca imaginei que ela fosse causar tanto problema. —Ele afirmou me olhando aparentando estar cansado e voltando de um dia longo de trabalho.— Ela é o resultado de mais uma das suas decisões caprichosas? —A ruiva perguntou voltando a se sentar, cruzando seus braços insatisfeita com aquela situação.— Pai, Alice está sendo cruel conosco! —Lilith disse me acusando enquanto fazia um rosto triste e logo em seguida Albert a seguiu.— Pai, ela me machucou! —
Ele me acusou com ódio nos olhos como se eu fosse a culpada e não ele.— Albert, você não deveria ser supostamente o sucessor da família? —O Senhor White disse estranhando seu filho e logo em seguida o mesmo ficou por um tempo em silêncio observando seu pai.— Mas ... —Tentou continuar mas seu pai o interrompeu e continuou sua frase.— Eu trouxe Alice para que ela pudesse aprender com vocês como se tornar uma magnífica dama e que possa trazer ainda mais orgulho para a nossa família. —Ele disse olhando para Albert e logo em seguida sorri vendo que o homem parecia me entender.— Eu entendo ... —Albert respondeu e em seguida o homem se levantou e correu até a porta para que pudesse fugir dali o mais rápido possível.— ... Querido! —A ruiva voltou a se levantar vendo o homem fugir dali e então soltou um suspiro já exausta tanto como ele.— Mãe, o Al ainda não recebeu as desculpas da Alice. —Lilith disse olhando para mim e em seguida para o seu irmão ainda insistindo para que eu fosse a única a me desculpar.— Está certo. —Albert afirmou olhando para mim como se toda a culpa fosse apenas minha.— Alice, se desculpe para Lilith e Albert. —A ruiva suspirou novamente e sentou-se voltando-se para mim com um olhar um tanto exausto e sonolento.— Eu não vou. —Respondi-a me recusando a simplesmente me render assim naquela injustiça.— Vocês duas se juntaram e foram contra o Albert. —A ruiva continuou arqueando sua sobrancelha acusando a mim e a pobre Sharon que não deveria estar metida naquela história.— Eu definitivamente não vou me desculpar! —Disse firmemente e olhei para o lado não admitindo que eles fossem a verdade daquilo tudo e que a ruiva não podia me dar ouvidos nem por um instante.— É isso? —Ao voltar a olhar para ela, percebi seus olhos diminuírem de ódio e ela logo se voltou para Sharon.— Se é assim, eu irei mandar Sharon embora no seu lugar. —A ruiva afirmou voltando a mexer em seus cachos enquanto Sharon ficava em choque já que como ela havia me dito, este emprego era a única coisa que podia sustentar sua família que era um tanto pobre.— Mas...! A Sharon não fez nada! —Defendi a garota não admitindo que a mesma fosse acusada de algo que ela não fez, tal como eu estava sendo.— Sharon, você acha que não faz parte deste caso? —A ruiva perguntou e em questão de segundos a garota balançou a cabeça negativamente enquanto seus cabelos negros balançando e podia sentir o nervosismo em seus olhos fechados firmemente, percebi que ela apertava a saia de seu traje firmemente assustada.— ... —A ruiva ficou em silêncio e surpresa por um instante já que Sharon nunca fora uma mentirosa.— Alice, você quer que a Sharon seja demitida? — Lilith perguntou cruzando seus braços me olhando como se eu estivesse gostando de ver a agonia de Sharon.— Ela está certa, Alice. —Como sempre, Albert apoiou sua irmã com um sorriso que conseguia fazer um terrível ódio crescer em meu peito, mas eu logo deixei o ódio de lado e me voltei para Sharon, que poderia perder tudo.— (Se eu não me desculpar... Eles irão mandar a Sharon embora...) —Pensei olhando para Sharon que ainda parecia estar sofrendo, os irmãos, que pareciam estar se divertindo com a dor da pobre Sharon e para a ruiva, que olhava-me séria.— Muito bem, e então, Alice? —A ruiva disse cruzando seus braços e pernas simplesmente aguardando o fim daquela discussão e apoiando seus filhos.— Me perdoe. —Disse, porém havia saído como um murmúrio e logo os dois abriram um largo sorriso e Sharon começou a me olhar surpresa.— Você disse algo? —Albert perguntou zombando da situação e logo a irmã o seguiu.— Eu não escutei nada! —Ambos afirmaram enquanto a mãe apenas observava séria aguardando o pedido de desculpas.— ... —Fiquei em silêncio por um instante e Albert e Lilith não perderam tempo para tirar vantagem da situação, aquilo estava já se tornando uma tortura psicológica.— Alice, você deveria se desculpar de joelhos. —Lilith disse e eu a olhei surpresa por um tempo e logo em seguida voltei ao normal, e pelo bem da Sharon, obedeci e me ajoelhei e fiquei em silêncio.— Você não será perdoada ao menos que você diga "Me perdoe, eu estava errada." —Lilith afirmou com um sorriso largo aproveitando da dor que sentia e do quão vulnerável estava.— Me perdoe, eu estava errada. —Repeti as mesmas palavras pensando em Allen e em Sharon.— Diga mais alto! —Albert ordenou e então eu fiquei em silêncio por alguns segundos.— Me perdoe, eu estava errada! — Disse alto, quase gritando enquanto Sharon parecia surpresa e incrédula com aquela situação.— Mais alto! —Ele pediu e eu fiquei obedecendo-o por Sharon, e após um tempo, eles se cansaram e nos deixaram na sala de estar sozinhas e Sharon veio até mim sentindo-se muito culpada enquanto chorava.Apenas sorri para ela dizendo que estava tudo bem e então voltei para o meu quarto, onde Jerry estava agitado me esperando.— Allen, eu não vou chorar... Vamos, Alice, você é uma garota animada e forte, você não deve chorar nem nos momentos mais difíceis! —Voltei a me olhar no espelho e disse para mim mesma aquelas palavras enquanto Jerry parecia não entender nada.— Você não deve chorar ... Não deve chorar ... —Repetia as palavras caindo de joelhos com as mãos sobre meu rosto e logo Jerry voou para cima de mim surpreso.— Porquê eu prometi... Que seria feliz ... —Disse limpando as lágrimas que caíam sobre minhas bochechas e então Sharon apareceu a puxou-me pelas mãos que estavam em meu rosto.— Sharon? —Perguntei incrédula imaginando que ela estava em seu quarto dormindo naquele exato momento.— Muito obrigada! —Ela agradeceu com um sorriso no rosto e em seguida pediu para que eu não chorasse mais.— Hey, Sharon, você é infeliz aqui? — Perguntei curiosa já que ela está há muito mais tempo que eu aqui, ela deveria conhecer melhor aqueles dois.— Hum... Quando eu me sinto triste, eu penso na minha irmãzinha. —Sharon afirmou e então logo fiquei pensativa.— "Irmãzinha"... — Repeti e me lembrei de Allen, meu amado irmão, simplesmente não suportaria ter que retornar para aquele orfanato e encarar Allen como uma derrotada.— Realmente... Eu me sinto melhor, de alguma forma! — Afirmei olhando para a morena com um sorriso largo e me senti mais aliviada.— Em breve você terá que frequentar a escola, então... Durma. —Sharon pediu e então obedeci imaginando se meu sonho poderia se tornar realidade, e se poderia me encontrar com Allen novamente.Realmente... Não sabia o quê o futuro guardava para mim.
Notas finais
Olá caros/as leitores/as agradeço pela atenção e por terem lido a minha fanfic.
Caso goste deixe um comentário e caso queira, favorite a fanfic para receber notificações de novos capítulos.
Seu comentário me faz continuar, obrigada novamente e espero que curtam os próximos capítulos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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