Kenshi no Monogatari
1 Capítulo 1: Vermelho: Ódio
Notas iniciais
—January 1st, 2000_
No mundo inteiro, independente de sua cultura, de sua religião, de sua cor, todos comemoravam o novo ano que nascia ou quase todos.
Hayato Megane. Oh meu pequeno sofredor... Mesmo tendo lhe tirado tudo o que era direito... Mesmo o proporcionando uma vida de miséria e dor... Você ainda continua a lutar para sobreviver nesse mundo nojento. Você me diverte tanto, hihihi... Talvez te conceder um novo começo! Para a sua nova miséria, o tornaria mais interessante ainda! Hahaha!
Som de meu estalo ecoa por todo o recinto, trazendo a pequena criança de cabelos vermelhos lisos a minha presença.
“Hay-a-to... Venha ser minha nova diversão, me entretenha! Minha pobre e carente cria, lhe tirarei desse mundo nojento, lhe darei uma nova casa, uma nova chance! Não acho que você tenha outra escolha... Não é mesmo?”
Falo ao seu ouvido, o abraçando cobrindo com os meus cabelos ruivos enquanto ele sem entender nada derrama algumas lágrimas por aquele infinito mar branco de absolutamente nada.
Aquela pobre criança me olhou com um brilho de esperança para toda aquela curta vida de sofrimento, nas cruéis e frias ruas em que vivia. Como a sensação de fazê-lo perder aquela fagulha de luz que lhe restava me excitava!
“Eu aceito... Me de uma nova vida!”
“Como desejar...“
Sorrindo, deposito um beijo em seus lábios inocentes, antes de tudo ser consumido por um feixe de luz que se expandia, até tudo desaparecer.
“SOFRA! PERSISTA! LUTE! SOBREVIVA! E ME ENTRETENHA HAYATO-KUN!”
剣士の物語
Kenshi no monogatari
Vermelho: Ódio
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—xx xx, xxxx_
Onde estou… porque está tudo tão escuro? Aquela mulher, ela me beijou… e acordei aqui.
Para Esquerda, para direita, não importava para onde direcionasse minha visão, achar alguma brecha de luz era inútil. Em uma tentativa de me levantar sou impedido por uma corrente grudada ao meu tornozelo, de repente a sinto o lugar se elevar e choco a cabeça em uma das paredes. Ao escutar relinchos, paro de massagear a região da batida e penso surpreso.
“Espera, esses sons... São de cavalos. Eu... estou em uma carroça?”
Acorrentado por aquela tornozeleira, estava em uma carroça deplorável e escura, aquilo só poderia significar uma coisa. Eu estava preso... E diante desta situação a única coisa que vem em minha mente é "Fugir! Preciso Fugir!", mas logo o calhambeque parava de se mover. Isso significa que estava prestes a descobrir o motivo de encontrar-me nesse estado e nesta situação.
“Acorda! Venha conhecer seu novo lar…”
Se referindo a mim, ao abrir a porta da carroça fazendo fechar, com força, os olhos vendo a forte luz do dia me ‘cegar’.
“Vamos abra esse olho, aqui não temos mordomia!”
Obrigando-me, com um tom como se pertencesse a ele. Erguer seus punhos contra a mim desferindo um soco em minha cabeça, em seguida tira minha corrente ligada ao meu pé e acabando por me jogar na lama à frente.
"AGORA!"
Pensando ser minha brecha, comecei a correr, mas…
“Que bonitinho… O passarinho querendo aprender a voar.”
Acertando a min com um pedaço de madeira as minhas costas, sinto o prego que havia na ponta, perfurando minha carne, fazendo-me gritar e cair de dor no chão. Enquanto ele o tirava lentamente.
“levante-se, e venha se apresentar para seu dono!”
Sem uma resposta imediata, ele chutou em minha recente ferida me fazendo gemer em constante sofrimento.
“EU DISSE PRA LEVANTAR!”
Acertando novamente a mim com a madeira, assim urro de dor e mesmo relutante acabo tirando forças de onde não havia para reerguer-me. “Ótimo.”
“Esse é a mercadoria que tanto diz ser rara?”
A fala da vez era um homem muito bem vestido, de barba e cabelos castanhos escuros, com um brasão de coroa branca em seu manto negro decorado com detalhes dourados, em suas mãos estava cheios de anéis com joias.
“Meu rei.”
Reverencia cordialmente, o comparsa de meu agressor, se ajoelhando e sou obrigado a ajoelhar pelo seu parceiro.
“Ele é um ruivo genuíno, tenho certeza que o sangue de demônio corre em suas veias.”
“Confiarei em tuas palavras.“
Aquele homem imponente lhes deu um saco cheio de moedas. Então num estalar de dedos, logo chega, o que parecia ser um mordomo, só tinha visto os mesmos nas televisões de vitrines…
“Shiro, leve ele para o calabouço.”
“Certamente, meu rei.”
Fala se curvando e me pegando pelos braços, mas caio no chão por estar a um nível insuportável à ferida aberta que ardia em minhas costas e antes que levasse outra bordoada, aquele servo impede.
“Por favor, deixa que eu cuide disso. Com sua licença.”
Se curvando novamente antes de me arrastar, assim me esforço para andar.
“O… O-“
O que está acontecendo?! Não conseguia mais falar um simples "obrigado", estava à mercê de pequenos gemidos. De repente, acabo levando um tapa na cara do mesmo.
“Isso confirma, demônios não falam nossa língua. Escute bem, eu impedi de se machucar mais, para não ter o trabalho de dar as más notícias que você morreu sem ser usado.”
Sendo curto e grosso me surpreendendo em todos os aspectos.
Por que me chamavam de demônio?! Por que eu não consigo falar… Aquela Mulher… Aquela maldita mulher… O que ela fez… — me perdendo em pensamentos — ao derramar lágrimas e rapidamente sou agredido pelo empregado.
“NÃO OUSE SUJAR A CASA REAL COM ESSAS SUAS FALSAS LÁGRIMAS DEMÔNIO!”
Já podia me acostumar com toda aquela agressão que sofria socos, perfurações, chutes, tapas era tudo o que recebi desde que cheguei aqui. E de novo fui agredido por ele, para engolir o choro. Logo chegamos a uma porta e enquanto o homem abria a porta, senti a pressão de ser observado e olhando brevemente para cima onde havia três crianças me observando, dois garotos e uma garota mais velha parecendo ter o meu tamanho.
Inesperadamente sou pego e lançado escada abaixo, chegando ao fim da escadaria prensado ao áspero e imundo chão, sem o mínimo de iluminação.
Chegando com uma vela o mesmo, se aproxima e me joga dentro de uma cela, batendo minhas costas contra a maciça parede chorando por saber que ninguém iria me ajudar... Maldita seja aquela mulher!
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“Ele já está na jaula Rei Julius…”
Curvado cordialmente, para o citado enquanto voltava a limpar o chão onde o ruivo derramou lágrimas.
“Stephannie, Albafica e Leopoldo. Desçam!”
Ordena e as três crianças descem.
“Ótimo, hoje o papai tem uma surpresa especial para vocês! Principalmente para você Stephanie. Trouxe um novo brinquedo para vocês treinarem, para serem Cavaleiros Reais!”
“E o que você trouxe?”
Questiona a mais velha dentre seus herdeiros. Ela tinha longos cabelos loiros, em uma trança, com duas mechas de cabelos que modelavam seu rosto e uma grande no centro de sua testa, uma tirara de plantinha que formava tais mechas e seus olhos azuis celestes tão puros e inocentes combinavam perfeitamente com sua aparência.
“Um demônio genuíno! Sei que você se tornará a Rainha! E como Rainha precisará matar um demônio na frente de todos.”
“Espera aquele garoto deve ter a mesma idade que eu…”
Sorrindo ao sussurrar baixo, lembrando-se do jovem ruivo que tinha sido arrastado pelo servo de sua família.
“Sabia que vocês iam gostar!”
O rei sorriu, ao ver a alegria dos três, rapidamente eles descem para o calabouço onde Shiro iluminava todo o caminho pela frente e abria a cela onde se encontrava o garoto.
“Aqui minhas crianças! O garoto demônio! Divirtam-se!”
Disse ao mesmo tempo em que os garotos mais jovens entraram dando bicudas no ruivo enquanto o aquele pobre sofredor apenas fechava os olhos com a mão em seu rosto a sofrer em silêncio. E assim foram longos trinta minutos até que os meninos se cansaram e a loira resolveu se aproximar de Hayato.
“VAMOS REVIDE!”
Chutando sua cabeça, e o ergue pelo trapo de sua roupa.
“NÃO BRINQUE COMIGO!”
O socando mais o mesmo, desferindo uma cotovelada o fazendo cair de novo mais a precoce sucessora o segura e quando ia o socar uma última vez...
“Me-Me… Ma-Mate…”
Com choque em seu olhar, a garota o largou naquela superfície, cheio de hematomas e sangramentos.
Um silêncio predominou o local, onde a garota estava estática com o que havia ouvido e sem falar ou continuar o meu espancamento, apenas saiu dali junto do resto de sua família, me trancando no escuro e sozinho… novamente.
“Como… eu falei isso…? Agora a pouco eu não conseguia falar uma palavra e agora… Isso dói… Dói muito”
Refletia deitado sobre seu próprio sangue e lágrimas.
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Horas mais tarde, Casa Real.
A família real se encontrava em seus aposentos descansando, e os servos vigiavam a casa, mas no meio da calada da noite a linda princesa estava inquieta. Uma insônia tinha lhe impedido de dormir, havia algo que continuava a incomodar… Algo que perturbava profundamente sua consciência, algo que estava a fazendo derramar pequenas lágrimas de seu agraciado rosto.
“Aquele garoto… ele não pode viver perto da família real… um demônio vivendo perto de humanos… nunca…”
Pensa abrindo os olhos com determinação, se levantando de sua cama e tira de baixo da mesma uma adaga. Apenas com sua camisola sai de seu quarto, em silêncio.
Depois de acender uma lamparina e se direcionar as escadas daquele lugar deprimente, descia, degrau por degrau, sem tirar seu foco das grades que prendiam o ruivo. Assim, abriu a cela com a chave que tinha roubado do mordomo que havia pegado no sono, se aproxima do jovem deixando a pouca iluminação perto de si, vendo que ele não havia se mexido, continuava da mesma forma que o havia deixado. Assim a loira segurando a lâmina com suas mãos a posicionou sobre ele ameaçando o assassinar, fechando os olhos.
“Me… Mate…”
Mesmo sendo ela quem daria a facada final no pobre garoto estirado ao chão, acabou que a própria levou uma facada no peito… Não mortal, mas sentimental. Fazendo a mesma largar a adaga naquela superfície, e colocando as mãos em seu rosto, desaba em lágrimas, deixando ele em confusão.
“Eu não consigo… Por que você nos entende?! Por que você não revida?! Você é um demônio! Eu não entendo...”
Questionam-se, soluçando em meio às lágrimas, e logo vê a sua frente uma imagem que a chocou definitivamente. Hayato estava lhe estendendo o cabo de sua adaga para a garota com a afiada ponta direcionada a seu peito.
“Desculpe-me. Desculpe-me. Eu não consigo… Não consigo…”
Retirando a arma de sua mão, o abraça em lágrimas. E sem entender nada o ruivo apenas retribui.
“Eu prometo que de agora em diante eu irei te ajudar, você não é um Demônio você é como eu… E tenho certeza que o pai deve ter sido enganado”
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Noite seguinte.
Um dia havia se passado, e assim que todos adormeceram, Stephannie era vista caminhando em direção ao calabouço, levando escondido comida e livros para a cela onde o prisioneiro estava. Ao adentrar naquele local deixou a cesta repleta de comida na frente dele, que avança e devora toda a comida como um animal
“Estava mesmo com fome…”
Dando uma leve risada e o ruivo oferece um pouco para ela.
“Não muito obrigada. Mesmo passando fome ainda quer dividir comigo…”
Então Hayato engasga por ter comido rápido demais e Stephannie bate em suas costas voando um caroço, e logo a mesma suspirou sentando a seu lado.
“Você consegue falar minha língua?”
Responde balançando negativamente a cabeça.
“Mas você me entende, não é?”
Mexendo a cabeça positivamente
“Bom, eu não achei meus antigos livros de estudo por isso não posso lhe ajudar a falar minha língua por hora. Mas em compensação vou contar a história do nosso mundo! Preste atenção!”
Há milhares de anos atrás, existia uma Deusa Demônio, A Deusa da Calamidade, Scarlet. E essa Deusa vivia atormenta nosso mundo trazendo a miséria, maldições e caos, até que certo dia ela se entediou de todos nós e ameaçou nos exterminar.
Entretanto um guerreiro de nosso reino resolveu se sacrificar diante do demônio sádica. Ele deu toda sua eterna paz pós-morte e toda sua vida no Plano Terreno, para que ela se sacie da sua desgraça para sempre.
Entretanto… ela era uma Deusa Demônio, e não cumpriu com o acordo… depois de se entediar dele, resolveu mandar demônios para o nosso mundo a fim de que lutassem contra eles para sobrevivência.
Há dois milênios conseguimos a vitória… Mas a cada indeterminado período tempo, sempre as crias daquele demônio vem a esse mundo e trazem a desgraça de alguma forma… Por meio de guerras ou por pestes. E todo sempre detém uma única característica em comum, o maldito tom de cabelos vermelhos da Deusa Demônio.
“Scarlet…”
Sussurrou sonolento, cerrando os punhos.
“Sim, a Deusa-“
Se interrompendo, formando um meigo sorriso em seus lábios ao ver o ruivo dormindo em seu colo.
“Boa noite Hayato-kun…” Beijando sua testa. “Voltarei amanhã.”
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Assim, Stephannie continuou com as vistas noturnas e criou inúmeras desculpas para não machucar Hayato, e quando perceberam já havia se passado longos cinco meses, Hayato aprendia cada vez mais sobre a cultura daquele mundo e por mais estranho que parecia ele aprendeu a falar novamente. Mas não só isso, pois ao mesmo tempo em que eles se aproximavam, uma única e forte emoção crescia em conjunto.
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5 meses depois.
“Hayato-kun… acho que você aprendeu tudo o que eu poderia te ensinar.”
“Obrigado… Obrigado por tudo Stephanie, Er… Eu tenho algo para te contar.”
“Sério?! Eu também tenho… M-Mas seja o primeiro.”
Cedeu, envergonhada pelo rumo da conversa.
“Não você fala primeiro.”
“Então nós dois falamos juntos! No, três. Um… dois… três!”
“Eu estou planejando fugir”
“Eu gosto muito de você!”
“Pera o que?!”
Hayato questiona chocado a vendo ficar velha como a cor de seu cabelo.
“Você gosta de mim…”
“Eu sei... Eu sei que não tem nenhum direito de voltar esse amor por mim, por tudo o que eu fiz… M-“
Sua fala é interrompida por um beijo apaixonado que selaram ambos os lábios, lágrimas de felicidade escorreram por seus gentis olhos.
“Você também…”
Falando em êxtase, com um sorriso livre de culpa e maldade.
“Sim... Mas você é a princesa, a próxima Rainha governante desse reino, não posso a comprometer com um demônio como eu”
Explicou-se com um tom baixo, desviando seu olhar.
“Por isso eu queria fugir, não é só pela liberdade… Mas para evitar seu sofrimento.”
Prosseguiu, enquanto a jovem princesa abaixava olhar em silêncio, contudo apertou seu vestido com força e soltando um leve suspiro, transformando todo sua expressão de desistência, com um olhar esperançoso e um sorriso convicto.
“Se for para viver como uma rainha ou morta por te amar, eu escolho fugir com você e quebrar esse tabu!”
Aquilo ascendeu novamente às esperanças de Hayato, que não pode deixar de fita-la com um olhar de pura felicidade.
“Stephannie...”
De repente sons de caneca batendo pelas grades da cela, chamou imediatamente a atenção dos jovens amantes.
“Ora, ora, ora… Eu nunca esperaria tal ato de traição vindo da minha própria filha contra o próprio povo!”
Falava Rei Julius em ódio, enquanto puxava a moça pelos cabelos e jogando para trás.
“Com você eu acerto as contas depois. Agora, esse demônio…”
Chutando o ruivo, e quando ia afundar sua cabeça contra a parede, acaba sendo impedido pela sua filha.
“Não vou permitir que o machucasse nunca mais!”
Pegando a adaga que carregava consigo, entretanto dois guardas reais que estavam fora das grades, entram e a impede.
“Primeiro defende o demônio! Agora me ameaça! Já sofri insultos o suficiente!”
“ELE NÃO É UM DEMÔNIO! O DEMÔNIO AQUI É VOCÊ!”
Gritou cuspindo em seu pai, que responde seu ato lhe dando um tapa na cara.
“Sem mais esperanças… Vou falar para sua mãe que você morreu em descuido para seu namoradinho demônio e o matamos logo em seguida.”
Limpando o cuspe que sujava seu rosto, com as costas de sua mão e se dirige para fora do local.
“Matem eles, recompensarei devidamente se feito de forma correta.”
Enquanto ele saia um dos guardas se prontificou para cuidar o ruivo e o imobilizou, enquanto o outro a agarrou pelo pescoço a sufocando indiretamente a fazendo largar sua pequena lâmina.
“Precisamos insinuar que ela brigou com o demônio!”
Fala prensando com muita força a cabeça dela na grade, seguidamente de um soco direto em eu gracioso rosto a fazendo desmaiar. O soldado decide a soltar ao ver seu manchado de sangue que escorria de sua cabeça, e por fim a pisoteia fortemente em seu tronco, mantendo seu pé ali.
“Você escolheu o caminho errado princesa... E agradeço por isso, ganharei hoje mais do que toda minha vida servindo o reino de Fiore!”
Debocha dela ao mesmo tempo em que agradecia pela sua de ganância correspondida.
Mas toda sua confiança caia gradualmente ao começar a sentir uma forte brisa em suas costas, e ao se virar, arregala seus olhos em surpresa vendo seu comparsa ser totalmente dilacerado e rasgado em diversas partes pela pressão esmagadora que vinham do vendaval formado a partir da obscura e avermelhada aura que envolvia Hayato.
“AAAAAAAHHHHHHHHH!”
Gritou o adolescente com toda sua ira e tudo à sua volta começa a ser destruído. Então com os olhos de puro ódio em uma coloração escarlate, fitou o último guarda vivo o fazendo tremer e urinar em suas calças com tamanha tensão e medo que sentia do ruivo, era como se estivesse olhando para o próprio demônio, irônico não?
Em seguida ele move seu braço em uma reta linha imaginária a sua frente, controlando a força absurda do vendaval e direcionando para a cabeça do covarde homem a sua frente. Aquele imensurável e selvagem poder abriu diversos cortes que atravessam seu rosto, destruindo seus olhos, suas orelhas, seus dentes o torturando violentamente antes de fechar seu punho e explodir o crânio.
Tudo que pensou ao ver sua amada sendo agredida era derrotar a todos que a causaram mal... Mas a essa altura, ele já havia perdido o controle e quanto mais liberava aquele vendaval, mais se parecia um furacão que começou a destruir toda a mansão.
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“Ahn? O que é isso…?”
Perguntou Julius retoricamente, olhando ao seu entorno percebe que tudo estava sendo aniquilado por uma imensa catástrofe que se formava, e sem poder reagir inesperadamente recebeu vários cortes tão profundos em seu corpo, perdendo membros no processo.
“AAHHHHH!"
Exclamou de dor.
"O que está acontecendo?!”
Não houve tempo de encontrar uma resposta, pois duas grandes paredes se chocaram contra ele o esmagando. De forma inigualável, o furacão formado engoliu toda a mansão.
De repente aquele monstruoso chegou aos céus e se dissipou por todas as direções, mudando totalmente o clima provocando uma forçada chuva.
Após a imensa demonstração de poder. Hayato começa olhar para tudo sua volta, arregalando os olhos e colocando as mãos sobre sua cabeça, desabada em lágrimas ao ver o que restou dos corpos que estraçalhou e da mansão real em que deixou toda irreconhecível.
DEMÔNIO!
DEMÔNIO!
DEMÔNIO!
Essas vozes ecoavam em sua mente, tentando o conduzir para o ódio.
“EU NÃO SOU UM DEMÔNIO!”
Grita para os céus, começando a chorar em raiva pelas vozes que não saiam de sua cabeça. E quanto mais ele tentava se convencer de que era um humano mais aquelas vozes entravam em sua mente e o atormentavam.
Ele olhou para todas as direções, esquecendo totalmente de Stephannie e se concentrando apenas em como acabar com o que sentia. Em pânico sem saber o que fazer ou para onde ir, decide correr para o mais longe que podia então ele o fez... E adentrou na floresta que existia aos arredores, tentando fugir de tudo, mas aquelas odiosas vozes haviam impregnado sua consciência.
Vermelho: Ódio
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Manhã seguinte.
Uma deslumbrante e chique carruagem branca parou a frente do restou daquela mansão, desacreditado o cocheiro viu aquela cena com os olhos esbugalhados, se esquecendo de abrir a porta para quem que estivesse dentro da cabine.
“Servo, por que você parou? Já chegamos? Servo… Servo!”
Exalta de dentro da carruagem uma mulher loira com os mesmo traços e características de Stephannie como se fosse uma versão adulta. Mas logo que a luz do sol reluziu sua belíssima coroa em sua cabeça só poderia significar uma coisa...
“Filha…?”
Diz incrédula, saindo de sua carruagem, arregalando os olhos pela cena que marcaria sua vida para sempre.
Stephannie estava dentro de um gigantesco cristal que a envolvia por inteiro, vendo a sua casa totalmente destruída com sangue e membros de corpos de seus filhos, empregados e maridos espalhados por todos os escombros do que um dia já foi à residência real.
O fio vermelho tece o mais desgraçado e odioso destino.
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