Kendrac

2 Capítulo 1 - A Batalha dos Cavaleiros


Notas iniciais
Oii amores. Eu voltei com Kendrac, finalmente. O capítulo está ENORME e eu nem iria terminar ele ainda, mas era preciso. Espero que aproveitem Boa leitura! ♥

Capítulo 1

A Batalha dos Cavaleiros

~•~•♦•~•~

24 de Outubro de 1999.

A jovem gritava devido a tamanha dor que sentia. Era como se seu corpo estivesse se partindo ao meio, de dentro para fora, só queria que passasse logo. Ela segurava fortemente a mão de seu marido, que esperava ansioso pela a chegada de seu herdeiro ou herdeira.

— Está quase lá! — A parteira gritou. — Só mais um pouco... Força!

Ariel soltou um grande berro e se inclinou para frente fazendo toda a força que conseguia. Logo escutou um choro baixo de um bebê. Ela abriu um lindo sorriso, sentiu-se aliviada.

— Ainda não acabou! — A mulher gritou novamente, enrolou o bebê em uma mantinha branca, a pequena menininha chorava e entregou para a outra garota que observava a cena apreensiva.

— O quê?! — Ariel soltou um grande berro e o vaso próximo a janela se quebrou. Antônio olhou assustado para a esposa que continuava fazendo esforço.

Logo outro choro de bebê foi ouvido, a parteira estava segurando outra menina.

— São gêmeas... Duas garotinhas, minhas garotinhas. — Antônio pronunciou maravilhado, segurou a mão de sua esposa e beijou-a.

Ariel sorriu, encostou-se na cama, permitindo-lhe soltar um suspiro cansado.

— São lindas... — Antônio sussurrou e ela concordou.

— Darei um banho nas duas, descanse. — A mulher pegou as duas garotas e saiu do quarto deixando os três à sós.

— Antônio... — Angel que tinha somente observado o tempo todo. — Eu gostaria de falar com minha irmã... poderia deixar-nos sozinhas?

— Sim, claro! — Ele beijou a testa de Ariel, e acenou com a cabeça para Angel que retribui o gesto em agradecimento.

Ela deixou o homem sair do quarto e virou-se para sua irmã, que sabia exatamente o que ela iria falar.

— Ariel, você não pode esconder isso dele para sempre, o Antônio merece saber. — Angel disse, se aproximou e sentou-se no lado da cama e segurou a mão da irmã cansada.

— Mas posso adiar....

— Ele não pode ser enganado, precisa saber da verdade! Você precisa contar!

— Não enquanto eu poder esconder! Eu não quero falar sobre isso Angel.

— Você tem que falar. Meu Deus! O que vai acontecer quando ele descobrir de quem elas são filhas?!

— Antônio não aceitará fácil...

— Eu tenho certeza que não! São filhas do Carlos!

Antônio escutava tudo atrás da porta, velha de madeira. Ele sentiu seu corpo tremer de ódio. Ela não podia ser capaz de fazer aquilo, não comigo, NÃO COM ELE! Antônio esmurrou a parede, ele saiu dali, seu mundo despencou, tudo girava. Lágrimas escorriam por suas bochechas, era impossível controlar. Ele segurava seus cabelos entre os dedos. A única vontade que tinha era matar o Carlos, e ele ia fazer isso!

Antônio andou desorientado pela a velha casa, nada mais fazia sentido. Ele precisa se vingar... Isso, vingança era perfeito... Ele precisa pensar, o que iria fazer doer mais? Claro, as filhas.

Ele seguiu em direção aonde as bebês estavam, elas estavam calmas, a mulher não estava próxima, era a chance dele.

Pegou a primeira bebê, ela se remexeu em seus braços, ele fez de tudo para que ela não fizesse nenhum barulho. Tentou pegar a outra, mas antes que pudesse fazer algo escutou passos vindo.

Sua única alternativa era correr e pegar somente uma. Ele saiu rápido da casa, o vento frio da noite entrou em contado com seu corpo. Antônio apertou a menina em seus braços. Não sabia mais o que fazer.

— Cadê? A menina, sumiu!

Antônio escutou a parteira perguntando e correu para a floresta, e se agachou entre as árvores. Ele escutou relinchados de cavalos, prendeu a respiração, uma nuvem negra passou por seu corpo, arrepiando-o.

Segundos depois, muitos deles apareceram... Os cavaleiros das trevas estavam ali. Antônio arregalou os olhos, precisa sair dali, urgentemente, temia por sua vida, e pela a da bebê.

Antônio fez a primeira coisa que pensou, fechou os olhos e recitou palavras em uma língua estranha. O vento envolveu seu corpo e do bebê, ele não sabe quanto tempo passou, mas quando abriu os olhos estava parado na beira da estrada.

~•~•♦•~•~

— Você já decidiu o nome das garotas? — Angel mudou a conversa para outro foco.

— Pela minha cabeça passou vários nomes, mas gostaria que uma se chamasse Amélia como nossa avó e a outra...

Uma sensação horrível percorreu o corpo de Ariel, seguida de um arrepio. Ela olhou para Angel que também tinha sentido o mesmo que a irmã.

— Mas o quê...?

Angel foi interrompida pela a entrada da parteira desesperada, ela segurava somente uma garota em seus braços e mantinha o olhar assustado.

— A outra garota... Sumiu! Eles estão aqui, vão nos matar! — Ela falava ofegante.

— Como assim sumiu?! O que aconteceu com a minha filha?! — Ariel se desesperou, a sensação ruim...

— Eu não sei, ela sumiu...

— Eu quero minha filha! Quem fez isso??

— Quem está aqui, Eliza? — Angel segurava sua irmã que chorava descontroladamente.

— Eles... Os cavaleiros das trevas...

O ambiente ficou em silêncio, mas não durou muito tempo, um baque foi escutado, segundos após isso, o quarto estava completamente coberto pelas a nevoa preta, e o terror tinha começado.

Eliza correu para perto das irmãs, Ariel apertou Amélia em seus braços.

— Ariel...

— Angel se prepare, precisamos usar nossas forças.

— Eu ainda não estou pronta!

— Você precisa estar!

A porta velha de madeira foi ao chão, gritos femininos foram ouvidos, e o choro de um bebê também. Pela abertura passou um homem, vestia totalmente de preto. Ele tirou a luva, e mostrou a palma da mão, marca com um "T" e apontou em direção a elas, ele fechou os olhos e concentrou seu poder.

Ariel apertou a mão de sua irmã, uma aura branca começou a envolver seus corpos. Feitiço de proteção.

O homem liberou uma rajada negra em direção as mulheres, mas nada aconteceu, o feitiço bloqueou, mas aquela era uma magia poderosa, o feitiço não aguentaria para sempre.

Antes que o homem proferisse outro ataque, outra pessoa passou pela porta. Ariel o conhecia, todos ali conheciam, era... Carlos! Ele olhou preocupado para Ariel e a criança em seus braços, estava com medo de ter perdido às, nunca teria se perdoado se isso tivesse acontecido.

Ele tirou a espada e apontou em direção ao homem, que revidou jogando um feitiço contra Carlos que bloqueou com a palma da mão.

Antes que o homem pudesse fazer qualquer coisa, a espada de Carlos atravessou seu corpo, e ele caiu no chão, juntamente com seu capuz. Jorge Meyer!

— O quê...?

Antes que Carlos falasse qualquer coisa, uma explosão lá fora o fez cair no chão. Ele virou seu olhar assustado para a abertura que foi feita na casa. Uma batalha estava travado do lado de fora.

Cavaleiros das Trevas e os Cavaleiros da Luz, fazia uma verdadeira guerra, ele se levantou rápido e correu para perto de Ariel que mantinha o olhar aterrorizado em seu rosto, ao mesmo tempo que tentava acalmar Amélia em seus braços.

— Vocês estão bem?! — Ele perguntou, apreensivo.

— Obrigada, mas... — Ariel disse chorando.

— Ariel... — Ele olhou diretamente para a bebê. — Eu acho... que ela devia morar comigo no castelo, junto com Amanda, você sabe, é mais seguro.

— Não existe lugar mais seguro para ela, Amélia tem que ficar comigo!

— Você viu o que aconteceu aqui?! — Ele praticamente gritou. — Eu não sei o porquê Jorge fez isso, nem a mando de quem, mas podem tentar fazer de novo! Eu não quero perder minha filha!

— Você não vai!

— Eu já perdi uma!

— Como assim perdeu uma?!

— Carlos, eu não tive só uma filha, eu tive gêmeas!

— Onde está a outra?

— Ela sumiu, senhor... — Eliza disse, cabisbaixa.

— Sumiu?! Como isso é possível?

— Eu não sei...

— Carlos! — Amanda entrou correndo dentro do quarto, que já estava praticamente destruído.

Ela virou seu rosto para o corpo estirado no chão, gritou horrorizada colocando as mãos sobre a boca.

— Meu Deus, o que aconteceu aqui?!

— Amanda, o que você faz aqui?! — Carlos correu para perto da esposa.

— Eu soube o que aconteceu... — Ela virou seu rosto para Ariel que segurava Amélia preocupada. — Vim ajudar.

— É muito perigoso! — Ele olhou para o lado de fora, estava deplorável, ele nunca tinha presenciado nada parecido, nunca nem mesmo tinha visto uma batalha.

Os cavaleiros travavam uma batalha com suas espadas e poderes, muitos já estavam caídos, era difícil dizer se já tinha um vencedor.

— Precisamos tirá-las daqui. — Carlos olhou em direção as três mulheres.

Amanda foi para perto de Ariel, que se afastou quando ela chegou perto.

— Eu só quero ajudar.

— Eu não quero sua ajuda!

— Por favor, Ariel...

Amanda tentou pegar Amélia, mesmo com relutância por parte de Ariel. Carlos ajudou a levantá-la e Angel ajudou Carlos com a sua irmã.

— Precisamos leva-las para o castelo, é mais seguro.

— Carlos, precisamos achar a outra... — Angel disse.

— Outra? Que outra? — Amanda perguntou, confusa.

— Ariel teve gêmeas, Amanda. — Carlos disse.

— Gêmeas? Oh meu Deus, onde está a outra garota?

— Ela sumiu... — Ariel disse com a voz falha.

— Eu tenho uma suspeita de quem tenha sido... — Eliza respondeu.

— Quem?

— Antônio. — Ela respondeu, envergonhada.

— Antônio? Não pode ser ele... — Ariel negou.

— Ariel, ele pode ter escutado, quando falamos...

— Ele não podia fazer isso comigo, não podia!

Carlos ferveu de raiva.

— Amanda, leve elas para o castelo, eu mandarei tropas atrás de Antônio, ele não pode ter ido muito longe.

— Sim, Carlos. — Ela se aproximou dele, e o beijou. — Cuidado, por favor.

— Eu terei. Agora vá, eu te amo.

— Eu também te amo.

Amanda conduziu elas para a parte de trás da casa, com ajuda de Eliza. Olhou uma última vez para Carlos que observava elas, sentiu medo que fosse a última vez que o veria.

Carlos olhou até perde-las de vista, correu até um dos guardas do castelo que tinha-o acompanhado.

— Quero que mande parte das tropas do castelo atrás de uma pessoa.

— Quem, senhor?

— Antônio Hanson.

~•~•♦•~•~

Antônio estava ajoelhado na beira da estrada, ele tinha parado em um lugar que não conhecia, aquilo estava longe demais de seu mundo.

Ele olhou para a bebê que dormia em seus braços. Já era muito tarde da noite, ele não estava em lugar deserto, mas não tinha ninguém nas ruas. Antônio se levantou olhando para os lados, as casas tinham o mesmo padrão, e era bem diferente das de Kendrac.

Ele atravessou a rua, tinha que deixar aquela recém nascida em algum lugar. Chegou em uma casa, a única que tinha a luz da varanda acesa, com seus poderes criou uma cestinha e colocou a bebê dentro, que nem se mexeu.

— Desculpa por fazer isso com você, Ana Júlia. — Ele sussurrou.

Ana Júlia, era o nome que ele tinha pensado caso fosse uma menina, Ariel queria que fosse Amélia, ele tinha até sugerido Ana Amélia, mas ela recusou no mesmo instante, o pensamento o fez sorrir.

A pouco tempo Ariel havia descoberto que estava grávida, tinha sido muitas festas por parte das famílias de ambos. Finalmente teriam um herdeiro ou herdeira.

Lá estava Antônio, observando Ariel deitada na grama, sua barriga já era visível. Ela tomava um pouco de sol, enquanto olhava as nuvens.

Antônio sorriu com a vista, e se aproximou, deitando-se também ao lado dela.

— O que você está fazendo? — Ele perguntou, e ela virou-se um pouco surpresa para ele.

— Ah, eu estava aqui pensando, sabe, nos nomes... — Ela disse, um pouco envergonha e se sentou.

— Já pensou em algum? — Antônio perguntou, sentando-se também, e olhando diretamente em seus olhos.

— Se fosse menina eu gostaria que fosse... Amélia como minha avó. E se fosse menino, bem, eu ainda não pensei. — Ela deu uma risadinha.

— Se fosse menina, eu gostaria que fosse, Ana Júlia.

— Por que "Ana Júlia"?

— Não sei, eu vi em algum lugar, achei bonito.

Antônio sorriu com a lembrança, a "briga" que os dois tiveram, escolhendo qual seria o melhor nome. Porém, outra lembrança veio em sua mente, a conversa das duas. Eu tenho certeza que não! São filhas do Carlos!

São filhas do Carlos! Aquilo ecoava em sua mente. Ele não tinha muito tempo, alguém poderia aparecer a qualquer minuto.

Olhou novamente para Ana Júlia, escreveu um rápido bilhete e colocou dentro da cesta, tocou a campainha, e se escondeu. Um minuto depois a porta foi aberta.

Uma mulher muito bonita, ela coçou os olhos devido ao sono. Olhou de um lado para o outro, não viu ninguém, estava prestes a fechar a porta quando olhou para baixo e viu uma cesta.

Estela agachou e viu a bebê, sorriu e viu que tinha um bilhete nas mãos da bebê. Cotinha somente duas palavras.

Ana Júlia

Estela pegou a recém nascida da cesta, e entrou dentro de casa. Antônio saiu rapidamente de seu esconderijo e olhou pela a janela.

Pela a janela, Antônio viu um homem sonolento descer as escadas, e se espantar ao ver a esposa com uma criança nos braços.

— Richard, parece que teremos uma nova integrante na família.

Ele escutou a mulher dizer. Não queria escutar mais nada, precisava sair dali. Sabia que nunca mais poderia voltar a Kendrac, àquela hora, já deviam saber o que aconteceu.

Ele deveria ficar aqui, próximo a Ana Júlia, cuidando dela, e ajudando-a sempre que precisasse. Ela iria precisar. Uma hora ou outra.

~•~•♦•~•~

22 de Outubro de 2015.

Ana Júlia esfregou os olhos e bocejou. O alarme do celular tocava, ela sabia que tinha que levantar, mas não tinha um pingo de vontade. Fim de semana, chegue logo por favor.

Dois dias, era só o que faltava para o seu tão esperado aniversário de dezesseis anos. Finalmente tiraria sua carteira, e não iria precisar pegar mais carona com ninguém.

— Ana Júlia! — A garota escutou sua mãe gritar.

— Já vou levantar! — Ela gritou de volta.

Sentou-se na cama, com muita preguiça, acordar cedo não era a melhor coisa do mundo, isso ela tinha certeza absoluta.

Depois de estar devidamente arrumada, ela foi diretamente para a cozinha, sua barriga roncava de fome. Viu sua mãe lavando as louças e seu pai sentado na mesa lendo um jornal, que fechou assim que viu a entrada de Ana Júlia na cozinha.

— Bom dia, querida.

— Bom dia, pai. — Ela se aproximou e beijou a bochecha do pai.

— E eu? — Estela perguntou, dramaticamente.

Ana Júlia riu, e foi até a mãe, beijando-a também no rosto. Sentou-se na mesa, e comeu rapidamente seu café da manhã.

— Que rapidez é essa?

— Tyler chega daqui a pouco.

Richard limpou a garganta, e bebeu um gole de café.

— Quando fará as devidas apresentações?

— Pai, ninguém faz mais isso. — Juh revirou os olhos.

— Eu ainda respeito as tradições, mocinha.

— Um dia, um dia.

Juh um carro parando em frente e casa, e tocando a buzina. Ela se levantou rápido, bebendo um grande gole no seu café, entalando-se.

— Tchau. — Ela pronunciou com a boca cheia.

— Cuidado! — Estela e Richard falaram em uníssimo, em quanto observaram Ana Júlia pegar a mochila e sair correndo pela a porta.

— Por que elas crescem tão rápido?

— Deixa de besteira, Richard. — Estela disse, e deu um tapinha em seu braço.

— Ei!

Ana Júlia entrou rapidamente no carro, dando um beijo na bochecha do namorado.

— Oi, Tyler.

— Oi, amor. — Ele deu um selinho nela, e deu a partida no carro.

O resto da viagem foi calma. Tyler estava animado com a festa que ele daria hoje, seus pais tinham viajado, e era hora de aproveitar enquanto estavam fora.

— Você vai, né? — Ele perguntou.

— Se as meninas forem, e se meus pais deixarem, eu vou.

— Você tem que ir.

— Vamos ver.

Chegaram rapidamente na escola. Ana Júlia praticamente saltou do carro.

— Ei, meu beijo.

Ela voltou sorrindo e depositou um beijo nos lábios do namorado, que sorriu também.

— Ei, Juh! — Natália gritou.

— Nath! — Juh gritou, virou-se para Tyler. — Vejo você depois.

Ana Júlia correu para perto da amiga.

— Falta dois dias. — Natália cantarolou. — Dezesseis, a idade da liberdade.

— Porque? — Ana Júlia perguntou, rindo.

— Não sei, vi isso em algum lugar.

As duas começaram a rir.

— Posso saber o motivo do riso? Quero rir também. — Ana Caroline se aproximou de onde elas estavam.

— Besteiras da Natália.

— Essas eu conheço bem. — As três riram ainda mais.

~•~•♦•~•~

Amélia segurava seu vestido, tentando não cair enquanto caminhava apressada pelos os corredores do castelo.

— Ethan! — Ela gritou, o rapaz cujo o nome foi chamado virou confuso para trás.

— O que foi, Amélia? — Ele perguntou, quando a irmã chegou perto.

— Você vai na cidade hoje?

— Sim, por qual motivo?

— Você poderia trazer algumas tintas para mim?

— Claro, sem problemas.

— Obrigada, irmão.

Ela o abraçou, e saiu deixando o sozinho. Ethan precisava falar com seu pai, antes de ir a cidade. Ethan se dirigiu ao escritório do seu pai, o corredor era enorme, por isso aumentou os passos.

A porta estava entreaberta, antes que Ethan pudesse bater na porta, ele escutou uma conversa.

— Carlos, — Era a voz de sua mãe. — Daqui a dois dias é o aniversário de Amélia, dezesseis anos, você sabe o que irá acontecer.

— Sei, os poderes dela.

— Mas, a outra coisa que me preocupa.

— Já passou dezesseis anos, Amanda. Não sabemos se ela ainda está viva.

— Mas e se tiver, Carlos?

— Iremos encontra-la, assim que seus poderes se apresentarem.

— Temo pelo o que pode acontecer, ela está sozinha lá fora, provavelmente não deve saber sua verdadeira origem. Se Antônio estiver com ela, ele não teria sido burro, a ponto de revelar sua verdadeira identidade.

— Mas o que eles estão falando? — Ethan perguntou a si mesmo.

— O que você está fazendo aí?

O corpo de Ethan gelou. Era Carlos.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo. Por favor, comentem, nem que seja somente um gostei. Ajuda muito. Até a próxima.