Keep it a Secret

34 iTry to Fix You


Notas iniciais
Penúltimo capítulo :/ Apesar de tudo, estou muito contente com a história... Vejam só, a fic ganhou mais uma recomendação!!! Yeaaaaa!!! Agradeço muito a Kelsey herondale por ter dedicado um tempinho para recomendar. Eu fiquei muito feliz quando li o que ela escreveu. Obrigado mesmo, Kelsey!! :D Esse capítulo vai ser dedicado a ela

PDV — Freddie

Fui levado para um pequeno hospital próximo ao colégio. No quarto em que fiquei, havia uma enfermeira terminando de engessar o meu braço esquerdo, além de um doutor, que anotava a minha situação numa prancheta, e a Sam, que observava tudo, enquanto se escorava na parede.

– Você fraturou o seu braço direito — informou o doutor quando parou de fazer as anotações. — Por pouco não quebrou o outro...

A enfermeira finalmente terminou de por o gesso, recolheu os matérias e se juntou ao lado do doutor.

– Quando vou poder ir embora? — perguntei, catucando o braço quebrado.

– Se tudo der certo, ainda hoje — disse a enfermeira. — Estamos esperando o seu segundo raio X sair.

– Qualquer coisa é só avisar — disse o doutor para a Sam, que fez um sinal de entendido.

Os dois profissionais saíram do quarto, possivelmente foram para uma outro quarto ao lado, e a Sam decidiu se sentar na poltrona.

– Parabéns! — falei-lhe, emburrado.

Ela fez uma expressão de quem não entendeu muito bem.

– Por quê? — Ela quis saber.

– Pois... Eu não vou mais poder fazer o Super Provão de Q.I. do Ridgeway nesta Segunda. — Apontei para o meu braço fraturado e ela fez uma expressão de espanto.- Você conseguiu, Sam.

Ela sorriu, mas não parecia animada com a situação.

– Você acha que eu fiz de propósito!? — perguntou ela, embora eu não tenha respondi. Ela se levantou da poltrona, irritada, e estava prestes a ir embora, mas antes exclamou para mim: — Você é um idiota mesmo e eu sou uma maior ainda, por acreditar naquela carta estúpida!

E ela foi embora...

PDV — Sam

–"O Freddie é um tapado mesmo". — murmurei para mim mesma, bastante chateada.

Assim que sai daquele quarto de hospital, me encaminhei até a saída do ambulatório, passando pela sala de espera e pela recepção, mas sou impedida por uma das recepcionistas:

– Senhorita! — gritou ela, me fazendo parar no caminho. — Volte aqui!

Suspirei fundo, indo para o balcão, local onde ela se encontrava.

– O que é!? — perguntei, ajeitando a alça daquele vestido ridículo, que era da minha mãe.

O crachá da recepcionista indicava que o seu nome era Dorily Smith.

– Desculpe o incomodo, mas... Você, por um acaso, não é a garota que está acompanhando aquele garoto moreno — Ela pegou a ficha que estava em cima do balcão. — Sim... — Ela verificou o nome do pateta: — Sim... Freddie Benson... — disse ela, agora olhando para mim. — Você está acompanhando ele, não está?

Cocei a cabeça.

– Eu estava... O que significa que não estou mais! — indaguei, já entediada daquele local. — Agora, se me permitir, irei embora...

– Você não pode! — vociferou Dorily. — A não ser que você chame algum familiar do paciente que possa lhe substituir!

– "Droga!" — pensei. — " Terei que chamar a chata da Sra. Benson aqui!"

Fiz um sorriso falso para a Dorily, dizendo-lhe ainda:

– Okay, irei chamar... — logo depois, me afastei do balcão.

Procurei na minha lista telefônica do Pear Phone, o número daquela Bruxa (Sra. Benson), mas não encontrei nada, além do número das minhas pizzarias favoritas e telefones de alguns amigos, como o Gibby, o T-Bo e o Spencer.

Primeiramente liguei para o Spencer, por ser vizinho dela:

Spencer: Oi, Sam... A Carly já está com você? Posso falar com ela?

Eu: Carly!?

Spencer: Sim! A minha irmã, Carly Shay...

Eu: Spencer, você só pode estar bêbado, pois a Carly foi para a Itália há alguns anos. Enfim, falo com você numa outra hora... Meus créditos estam acabando!

Finalizei a ligação e puxei um outro número, o do T-Bo, por morar no mesmo teto que aquela maluca.

T-Bo: Saaaaam!!

Eu: Oiiii...

T-Bo: Como vai a sua mãe? Soube que ela...

Eu: Depois eu te dou o número dela. Agora, quero que você mande um recado para a mãe do Freddie. Diga que: "ele sofreu um pequeno acidente e que quebrou o braço" (...)

Antes de desligar o telefone, dei o endereço do hospital para o T-Bo. Voltei ao balcão de recepcionistas e informei a Dorily:

– Pronto — falei com os braços cruzados. — Já chamei a mãe do paciente. Posso ir agora?

Dorily sorriu.

– Infelizmente, não. — Disse ela, calmamente. Segurei-me ao máximo para não atacar o pescoço daquela recepcionista. — Você terá que esperar o familiar a chegar, assinar algumas papeladas impostas pelo hospital e, só assim, poder sair...

PDV — Freddie

O relógio do meu Pear Phone marcava 22 horas da noite e a essa hora o nosso baile já estava em tempo de acabar, uma pena que a noite tenha que acabar dessa forma.

Agora eu me sentia culpado por ter dito aquelas besteiras para a Sam, por ter feito ela ir embora daquele jeito. Logo agora que ela se mostrava "gentil" por me acompanhar no hospital.

No entanto, um milagre finalmente aconteceu, pois a Sam voltou para o quarto em que eu estava internado. Embora ela ainda esteja chateada comigo, talvez até estivesse fazendo um grande 'favor' para mim.

– Só não embora porque não me deixaram! — Ela voltou a se sentar na poltrona e a cruzar os braços.

– Olha só... — falei, chamando a atenção dela. — Desculpa, tá? Eu... eu não quis dizer aquilo...

– Até porque o que aconteceu realmente foi um acidente! Não foi minha intenção te derrubar da escada, nem se quer toquei um dedo em você.

Ela arrastou a poltrona para o lado da minha maca e estendeu a mão para mim.

– Trégua? — questionou ela, ainda com a mão estendida.

Bufei, estendendo o meu braço normal — sem gesso -, para um aperto de mão amigável.

(***)

Nessa "trégua" fizemos algumas brincadeiras bobas, contamos piadas sem graça e falamos de fatos do passado, algo que eu pensara nunca poder compartilhar com a Sam. Enfim, estávamos nos divertindo para valer.

– Ah, que demora desse raio X sair! — queixei-me. Após ter dito isso, notei que a Sam abafou a risada para si. — Não que eu não esteja gostando da sua presença, mas... Quero sair daqui.

Sam e eu ficamos em silêncio por uns minutos, quando decidi tocar num assunto delicado:

– O que aconteceu para você ir ao baile hoje? Pelo que o Gibby me contou, você não queria ir.

– Achei que você sabia — Ela pós as mãos no queixo. — Na carta dizia que você queria acertar os nossos problemas.

Ergui uma das sobrancelhas.

– Bem, eu não mandei carta nenhuma... — A notícia deixou Sam intrigada.

– Se não foi você... — ela apontou para mim, meio pensativa. — Então... Só pode ser coisa do Gibby.

Sorri.

– Não, ele não conseguiria fazer algo assim — contei, também pensativo. — Seja como for, a pessoa que escreveu essa carta tem razão. — Sam arregalou os olhos. — Já passou da hora de nós fazermos as pazes, não acha?

– É... — admiti, envergonhada. — Também acho.

Extravasamos um longo sorriso.

Estava indo tudo bem, quando senti uma forte dor perfurando o meu braço direito, justamente o braço com o gesso.

– Au! — gritei de tanta dor.

Sam se levantou da poltrona, assustada.

– O que houve? — perguntou ela, enquanto gritava e chamava alguma enfermeira.

– O meu braço ele... Ai! — gritei mais uma vez. Revirei-me na cama. — Ele dói!

Sam decidiu segurar a minha outra mão.

– Calma, Freddie! — gritou ela, me fazendo parar de mexer. — Vai passar!

E voltamos ao silêncio. A dor no meu braço direito estava parando aos poucos, porém, Sam ainda segurava a minha mão e, por alguma razão, o rosto da Sam estava muito próximo do meu, assim como os seus lábios rosados. Só depois, vim perceber que estava rolando um beijo entre nós. Um beijo!

Foi demais, embora eu tenha sentido um gosto de molho de churrasco.

– FREDDIE! — gritou uma voz feminina, fazendo um grande estrondo na porta do quarto.

Sam se afastou de mim, também assustada.

A baderna toda vinha da entrada do meu quarto, onde se encontrava a minha mãe, acompanhada de uma enfermeira, da Carly e do Gibby, que acabaram de chegar. Todos espantados.

Notas finais
O último capítulo sai na próxima semana sem falta!! Vejo vocês lá! :)