Keep it a Secret
2 iHate my Life
Notas iniciais
PDV — Freddie
Odeio minha vida!
Isso porque eu não tenho a menor privacidade. Nesse exato momento a minha mãe batia na porta do meu quarto para tentar entrar.
– Já vou...
Na verdade nem sair do lugar. Continuei na frente do meu computador conversando com a única pessoa que me entendia de verdade.
– Dá para você sair desse computador! — gritou minha mãe ao entrar no meu quarto.
Isso... Ela tinha uma chave extra.
– Mãe!
– Nada disso! — Ela puxou a minha orelha e fui obrigado a sair do computador. — O Brad me contou tudo. Por que não foi para a escola!?
– Eu não preciso de escola! — falo quase gritando. Depois diminuo o tom da voz. — Minhas notas continuam altas...
Fui interrompido por T-Bo, que acabara de chegar do trabalho. Ele era a segunda pessoa com quem a minha mãe pegava no pé e ele veio numa boa hora.
Enquanto eles discutiam, eu voltava a conversa com a minha "amiga virtual". Nunca pensei que chegaria a esse ponto, mas sem a Carly e a Sam por perto, ela chegava a me fazer companhia.
Freddie2015: Voltei :D
MollyPaixão: Ainda revoltado com a sua mãe?
Freddie2015: Bastante!!! Mas agora ela está pegando no pé do meu amigo/hóspede.
– Freddie! — gritou alguém ao entrar no quarto. Quase pulo da cadeira. Eu tinha certeza que tranquei a porta do meu quarto. — A sua mãe está chamando você. De novo!
– Okay! — aviso ao T-Bo.
Suspiro fundo. E quando tento sair para conter a minha mãe, sou abordado pelo T-Bo a dar algumas explicações.
– Quem é essa garota?
– Ah... Não é nada! — desligo o computador.
– Espera! — Ele faz uma expressão estranha. — Senta aí. Vamos ter uma conversa!
Meu Deus!
Ele até trancou a porta e me obrigou a sentar na minha própria cama.
– Você estava acessando o "soucarente.com"? — perguntou T-Bo. Eu iria responder. — Não mente para mim! Eu sei que sim!
– Sim... Eu estava! Mas não conta para a minha mãe!
Ele sorriu.
– Tudo bem. Eu não conto para a Sra. Benson. — prometeu ele. A minha mãe era muito rigorosa com a Internet. — Mudando de assunto... Eu reparei como você passa horas falando com essa garota. Mas você já esqueceu da Sam?
Sorri, tentando sair daquela conversa constrangedora. Não gosto de falar de garotas com alguém mais velho que eu — ainda mais no meu quarto — sabendo que a minha mãe poderia ouvir tudo atrás da porta.
– Fala, Freddie!
– Okay! — Olhei pros lados. — Eu ainda gosto da Sam. Mas ela está decidida a viver com uma outra garota em Los Angeles. Ela tem uma vida perfeita e cheias de aventuras e bla... bla... Só que nada irá mudar. Eu até já superei a Sam. E... é a mesma coisa com a Carly.
– Oh! — Ele fez uma expressão pensativa, olhando para a minha mesinha de cremes. Talvez não estivesse prestando atenção no meu desabafo. — Posso usar o seu shampo?
– Tanto faz...
Ele pegou o frasco azul e saiu correndo para o corredor. Porém ouvir um grito da minha mãe, dizendo: "Não corra no corredor!"
Havia mais uma mensagem da Molly.
MollyPaixão: Estou passando por um momento difícil. Você é o primeiro a saber...
Freddie2015: O que houve??
MollyPaixão: Terminei com o meu namorado e estou me mudando para a casa do meu amigo próximo a cidade de Seattle.
Freddie2015: Eu moro em Seattle!
Minha mãe ordena não dizer onde mora para estranhos. Mesmo que seja o seu país de origem. Alguns segundos depois, obtenho uma resposta.
MollyPaixão: Sério!?
Freddie2015: Sério! :D
Desvio o olhar para um quadro de tarefas programadas pela minha mãe. Eu havia desrespeitado duas das tarefas (tomar banho quente e limpar os dedos para o jantar). E ela já estava batendo na minha porta para saber se eu completei a primeira tarefa — mas o T-Bo estava no banheiro.
– Droga!
Freddie2015: Falo com você mais tarde...
MollyPaixão: Okay :'(
Desligo o computador e abro a porta para ouvir uma sessão de injustiça. E foi assim a noite toda.
Acordei super mal e desmotivado. Tomei meu café da manhã e fui para a escola. A minha mãe me levou — para ter certeza de que eu vim estudar. Ainda bem que ela desistiu do chip e passou a confiar mais em mim.
Que mico! Eu estou no terceiro ano...
Ela foi embora e eu segui o meu caminho até os armários para pegar os livros necessário. Alguém falou comigo..
– Ei, Freddie!
– Oi, Gibs — falei, sem dar importância. Depois caiu a ficha. — Gibby!?
– É... Eu voltei! — disse ele. Em seguida, me deu um abraço forte.
– É... Não faz mais isso! — Olhei em volta, ninguém estava vendo. — O que aconteceu?
Ele não explicou ou talvez não ouvi. Reparei numa antiga loira se aproximando com um burrito na mão.
– Sam!?
Ela deu um sorriso de lado ao me ver. Esperei um abraço, como o do Gibby, mas isso era pedir de mais. Ainda mais vindo da Puckett.
– Olha só quem deu as caras! — disse Sam, dando uma longa mordida na comida mexicana e se aproximando lentamente.
– Digo o mesmo. — falei encarando-a.
Daí a louca me atacou o com o burrito. Gibby jurou que viu o burrito entrando no meu narriz dele e se não fosse por ele, a Sam não me deixaria em paz.
– Ai! O que deu em você!? — reclamo.
Ela deu um pausa para comer o burrito (que nojo).
– Eu que pergunto. No dia em que você iria sair daquele hospital em Los Angeles. Tinhamos um encontro!
– Oh.. Aquele que você não apareceu?
– Que você não apareceu!
Gibby se intrometeu na nossa discussão.
– Gente eu estou confuso — falou ele. — Poderiam me explicar?
– Bem... O Freddorento foi atacado por uns atuns e nós marcamos um encontro no Bots, quando ele se recuperasse. Mas ele não foi. Me deu um bolo!
Neguei tudo.
– Não... Eu não tive culpa se alguém do hospital ligou para a minha casa e do nada minha mãe me raptou. Eu remarquei o encontro no dia seguinte... após esse... Eu até liguei!
Sam sorriu e negou.
– Não ligou!
– Liguei... Até deixei um recado com um tal de Goomer.
– Aquele idiota! — disse Sam num tom extremamente alto.
A nossa conversa chegou ao fim, a partir do momento em que a Srta. Briggs mandou todos para a sala de aula.
Pelo visto, o meu reencontro com a Sam não foi um dos melhores.
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