Notas iniciais
Ooi!! Eu sei que faz mais de uma semana que eu não posto, então pensei em terminar de editar esse capítulo. Haviam dois outros capítulos antes do "Encontro", mas seria muita enrolação e tal... Conheçam a Molly!!

PDV — Freddie

Finalmente a noite em que eu irei encontrar a Molly chegou. E terá de ser um grandioso "encontro"!

Até o momento tudo ocorria normalmente. Reservei duas horas, antes de sair de casa, para me preparando psicologicamente e formalmente para essa noite.

Eu pensei que não fosse conseguir me aprontar a tempo, então fiz essa maluquice.

– Cadê a minha escova de cabelo! — guinchei para o espelho.

Tomei um susto quando vi o Gibby (reflexo) sair de baixo da cama.

– Procurando por isso? — perguntou Gibby me entregando a escova.

– Valeu, Gibbeh! — Aceitei o objeto e quase dei um abraço no meu amigo. Minha felicidade poderia ter vida própria. — Ainda bem que você está aqui. Vou precisar da ajudar para driblar a minha mãe?

– Driblar... Okay!

O Gibby ficou sentado na minha cama, enquanto eu terminava de me arrumar.

– É estranho! — Começou ele. Eu realmente não estava interessado em saber, mesmo assim, perguntei 'qual era o motivo dessa vez'. — Achei um recado escrito pela Sam de baixo da sua cama... Você nem leu, né?

– Não faz sentido ler isso agora, Gibby. Esse papel deve ter mais de dois anos e nós não estamos namorando.

Ele soltou um ar de felicidade.

– Posso ficar com ela?

– Com a Sam? — perguntei, mesmo não escondendo um sorriso.

– Não! Com a carta...

Qual o problema desse cara?

Estaria ele colecionando os meus recados amorosos? Acho que não... Também não sei o motivo dele querer a carta que a Sam "supostamente" escreveu — ou roubou de um outro casal e mudou a letra.

– Tudo bem, Gibs — Voltei aos preparativos. E logo notei algo de errado ao tentar pegar as minhas novas roupas. — Cadê!?

Estava bom de mais pra ser verdade. Alguém roubou as minhas roupas casuais para encontro. Já sei até quem pode ser...

Naquela noite a minha mãe preparava o jantar em frente a TV. Ela aparentava estar bem entretida em assistir um programa de culinária. Estabeleci um plano para saber se ela realmente catou as minhas roupas novas.

Primeiro tentei deixá-la ocupada.

– Você vai sair com o seu amigo doente de novo? — Ela diminuiu o volume do aparelho eletrônico. E supostamente estava se referindo ao Gibson.

Olhei para ela, um frustrado, enquanto ele checava a casa.

– O Gibby não é doente. Ele é só... meio retardado?

Ele percebeu a ofensa e deu uma pausa na procura.

– Não minta pra mim! Você vai sair mesmo com aquela garota nova, não é!?

– Mãe! — Ela insistiu na discussão. Mas eu estava sem tempo para isso. — Esconder as minhas roupas não vai me impedir de ir ao encontro!

– Eu não autorizei a sua saída! Não vai ter o encontro!- gritou ela. — Freddie, você nem se quer conhece ela. Pode ser só um gordo careca tentando lhe enganar...

– Ei! — protestou Gibby.

– Sem ofensas! — Ela revirou os olhos, sem desviá-los de mim. Fiz um sinal para que o Gibby nos deixasse à sós. — A decisão continua a mesma... É: não!

– Que droga!

Observei o relógio. O meu tempo estava sendo sugado e até o momento, eu não achei as minhas vestes.

Porém, havia um único local pelo qual não procurei ainda...

A minha mãe pode não saber, mas nos últimos anos descobri um esconderijo secreto dentro do nosso apartamento para os meus objetos pessoas — possivelmente perigosos e ameaçadores -, logo corri para a área descrita e acabei achando uma sacola com as roupas.

– Vamos ver quem vai decidir essa! — sacudi a sacola na frente dela.

Depois me tranquei no meu quarto e levei poucos minutos para ficar pronto. Mas aí veio um sentimento de culpa...

Tudo começou quando dei os últimos ajustes, e fiz uma das minhas expressões pensativa sobre o ocorrido na sala. Talvez eu tenha sido um pouco rebelde de mais com a minha mãe. Odeio ter que passar por essas situações, mas ela não me deixa fazer nada!

– Estou pronto... — Agora entendo o Bob Esponja.

Tudo arrumado, fui em direção à saída.

– Freddward Benson! — gritou ela, furiosa. — É a sua última chance... Não vou permitir que vá a esse encontro!

Ela se jogou na frente da porta.

– Você pode ser sequestrado, assassinado, traficado para um outro país...

– Mãe! — gritei, dando um basta em sua lista maluca de acontecimentos. Ela sempre conseguia derrubar a minha autoestima em poucos segundos e de me fazer sentir uma criança novamente. — Vai dar tudo certo, okay!? Eu marquei num local seguro... no Vitamina do Hora. O T-Bo estará lá me vigiando.

Ela soluçou após me dar um longo abraço, quase desmanchou o meu penteado, que demorei para concluir.

Pensei que ela fosse protestar um pouco mais. Mas não fez, ela correu para pegar uma bolsa que estava em cima da mesa.

– De qualquer forma leva essa arma... — Ela me entregou uma pistola de fogo carregada. Não fiz ideia de onde ela retirou aquilo. — E... esse meu celular! — Ela também retirou do bolso um telefone antigo (algo de 1990 ou menos). Sem necessidade! Eu tenho o meu próprio Pear Phone. — Toma cuidado, filho!

– Pode deixar!

(***)

Fiquei numa mesa reservada. A movimentação no Vitamina da Hora era bem baixa às noites de Sexta. Percebi o cansaço e as expressões de tédio das pessoas aos meu redor.

Aproveitei para verificar a caixa de mensagens, porém não havia nada de novo.

– Será que ela realmente vem? — pergunto a mim mesmo.

Quase todo mundo estava indo embora com os segundos do meu relógio de pulso.

– Ei, Freddie! — chamou T-Bo com uma comida estranha no espeto. — Vai uma Asinha?

Por ironia, um dos braços do "Costela" estava engessado, enquanto o outro normal se esforçava ao máximo para servir os clientes. Tudo isso graças a barraqueira da Puckett e as suas cadeiras agressivas e voadoras.

– Não, valeu, T-Bo... — Olhei várias vezes para o Pear Phone esperando uma mensagem qualquer. — Ei, por que não está descansando em casa? Você tem dois dias de licença, esqueceu?

– E ter que ficar com Sra. Benson!? Não, estou bem aqui.

Ele se afastou. Fiquei ainda mais frustrado pela demora da Molly. Talvez ela não venha mais.

Preparei-me para levantar da cadeira, quando uma garota morena, nem tão alta, de olhos castanhos, com uma camiseta amarela e calça jeans entrou no estabelecimento.

Ela foi diretamente para o caixa, pra falar com o Costela. E pela aparência não parecia ser de Seattle. Certo, essa última conclusão foi estranha.

– Logo ali!- apontou o T-Bo para a minha mesa.

Só poderia ser ela. Apesar da foto do perfil não ter me ajudado muito na identificação. De qualquer forma ela estava vindo na minha direção, sorridente.

– Francisco? — perguntou ela, meio duvidosa e sorridente.

Francisco?

O meu sorriso foi por água abaixo.

– Não...

– É brincadeira! — Ela deu uma gargalhada. — Você é o Fredward Benson, certo?

– Molly?

Ela concordou com a cabeça. A surpresa foi tanta que esqueci, por alguns minutos, o verdadeiro motivo de estar lá.

– Bem... — Ela ficou de pé, estranhando a minha reação. — Depois de um ano de conversas online não mereço um cumprimento? Abraço?

– Claro! — Levantei, sorridente para abraçá-la.

Sentamos. E por fim, colocamos o nosso papo em dia, enquanto o espaço a nossa volta se esvaziava de vez.

Nossas conversas poderiam ser eternas.

Estava tudo tranquilo, até uma "bomba" loira entrar na loja e poder estragar tudo. Essa bomba se chamava "Sam", e não pude evitar os olhares.

–... Você ouviu? — perguntou Molly pra mim.

– Como? — Não consegui prestar atenção nos diálogos.

Droga, a Sam estava vindo para a nossa mesa.

– Quer alguma coisa? — perguntou Molly, preocupada, para a Sam.

Ela apenas me observava, confusa.

– Sam... — Comecei, nervoso. Não havia mais nenhuma maneira de fugir daquela situação. Contei a verdade. — Essa é a Molly...

– Prazer — disseram as duas, em meio de um aperto de mãos. Sam puxou uma cadeira para fazer um questão: — Desde quando vocês se conhecessem?

Não tive coragem de falar nenhuma palavra.

– Pouco tempo — respondeu ela. — E vocês?

– Muito... Muito tempo. — Ela olhou mais uma vez para mim, esperando uma explicação. Depois de um tempo virou para o meu par da noite. — Foi legal conhecer você, Molly.

– Foi legal conhecê-la também!

A Sam se levantou.

– O que veio fazer aqui? — perguntei.

– Ué... Vim pegar as minhas Vitaminas!

Ela deu as costas e saiu da lanchonete, sem pegar o que tanto queria. Muito estranho...

Tentei retomar as nossas conversas, mas a Molly estava muito preocupada em saber da Sam:

– O que deu nela?

– Sei lá...

– Hmmm... Não seria melhor você ir atrás dela? Tipo, ela ficou bem chateada quando nos viu juntos. Já é bem tarde... Tenho medo que ela fique chorando pelos cantos ou..

Chorar? Ela realmente não conhecia a Sam.

– Não... — Interrompi. — Ela vai ficar bem.

Depois desse episódio dramático, continuamos o nosso papo, dessa vez contei um pouco mais da minha história e ela contou a dela. E assim pude conhecê-la melhor.

No final do encontro, o T-Bo e os outros funcionários tiveram de fechar a loja.

Foi muito legal em quanto durou. Mesmo eu querendo falar um pouco mais com a Molly.

– É... Eu acho melhor ir agora — falou ela, enquanto trocávamos o nosso segundo abraço.

– Espera! — Olhei bem nos olhos da Molly e desviei o olhar para saber se mais alguém estava presenciando o momento.

– O que foi? — perguntou ela, sorridente.

Eu precisava dizer que estava realmente "apaixonado por ela" e teria que ser naquela noite — ainda não sei quando iremos nos encontrar novamente.

– Molly — Sorri, mesmo nervoso. — Eu... Eu... estou... — A palavra "apaixonado" não saia! — Estou gostando de você!

Ela sorriu e deu um tapinha no meu ombro.

– Ah, eu também estou gostando de você!

– Está!? — Ela confirmou.

Mesmo assim eu tinha as minhas dúvidas. Já que há poucos dias, ela me mandou uma mensagem dizendo: "Você está sendo um grande amigo para mim!". Odeio ser iludido

– Mas, tipo, gostando como um amigo? — perguntei, curioso com a resposta.

– Mais...

– Como grandes amigos?

– Bem mais...

Meu grau de ilusão estava aumentando.

– Melhores amigos?

– Qual é, Benson?!

– Tá... — Meu último teste para saber se a Molly realmente sentia o mesmo que eu: — Super ultra melhores e grandiosos amigos da galáxia? Eu deu uma gargalhada.

– Dez vezes mais que isso! — disse ela, séria. Pra mim isso foi um grande alívio. — Mas... Vamos devagar com isso, certo!?

– Certo!

Já é um começo...

Notas finais
O que achou? :/ Não foi nada legal ter mexer nos textos... Se houver algum erro ou dúvidas ou reclamações é só avisar! Até a próxima! :D:D