Notas iniciais
*bela02* & *Gabi Salles* - Obrigada gatíssimas pelos comentários *o* ♥ ♥

CAPÍTULO 2

Isabella’s Point of View

Não acreditei que voltar seria simples. Na verdade, me despedir de Amsterdam havia sido uma tortura. Eu sentiria demasiadas saudades de meus amigos, todos eles, dos mais coloridos aos mais inocentes. E de todas as farras, loucuras e experiências nestes seis anos longe de casa. Os melhores, também.

Mas como meus irmãos me disseram há algumas semanas atrás: já está mais do que na hora de voltar para casa. Então aqui estou, LAX, duas e quarenta da madrugada. Exausta, após um voo de 13 horas e uma ressaca terrível da festa de despedida — com direito a beijo triplo, sexo ao ar livre e muito choro —. Sim, eu sou uma completa devassa, mas como dizem.. puxei ao papai.

Olhando em meu iPhone, verifiquei a última mensagem de Tanya — minha irmã mais velha — que estava vindo me buscar. Dizia que ela estava próximo, para eu aguardá-la na saída do aeroporto, onde geralmente ficavam táxis. O que mais me chamou a atenção foi o plural que ela usou ao falar que estava próxima.

“Estamos próximos, aguarde aí.” — E um emoticon de coração. Que meiga!

Aliás, Tanya sempre fora muito meiga. Aquele tipo de adolescente romântica que adorava Romeu e Julieta e músicas antigas da Taylor Swift. Nada contra, só a diferença entre nós é extrema.

Cansada de ficar em pé, com bagagens enormes e pesadas, pensei em me sentar em um dos bancos que ficavam do outro lado, mas antes que eu pudesse atravessar e ir ao encontro do descanso, uma Land Rover preta e de enormes faróis brancos buzinou e parou a minha frente. A porta do carona abriu e de lá saiu uma loura bela e cheia de sardas, consequentemente, ela chorava.

— Bella! — a voz soou e ela chocou-se contra meu corpo, nos abraçamos intensamente, matando a saudade de anos e mais anos, que Skype ou ligação alguma substituiria.

— Tan! — exclamei em êxtase de alegria.

— Oh, minha nossa. Eu estava morrendo de saudades! Como você pôde me abandonar por tanto tempo? — dramatizou, chorosa. Ainda estávamos agarradas, frente a frente. Alguém poderia pensar que éramos um casal? Seria absolutamente divertido.

Ri, rolando os olhos.

— Não seja tão dramática, se você me visitasse mais vezes não havia tanta saudade assim. — alfinetei-a, já que ela havia me visitado apenas três vezes em seis anos. Certo, e eu apenas duas vezes, mas tudo bem. Minha maior desculpa era não ser mentalmente saudável para suportar as crises de meia idade da mamãe e de imaturidade do papai.

Ela bufou, mas riu, entre lágrimas e rímel — ambos misturados e descendo por seu rosto de porcelana —.

— Bom. — ela disse timidamente, recompondo-se da choradeira. — Antes de você entrar, quero te apresentar uma pessoa.

Puxei o ar, esperando sair mais um Demetri da vida da minha irmã, vulgo mauricinho de cabelos platinados e bronzeado totalmente desnecessário.

Mas o que acompanhei saindo do outro lado da Land foi o que pode-se chamar de Deus Grego. Ou de muitos adjetivos.

Minha nossa, o que era aquilo? Alto, ombros largos, provável porte atlético. Rosto retangular, cabelos lisos e bem domados — de coloração castanho bem claro —, dono de olhos azuis reluzentes e lábios avermelhados. O Deus Grego possuía uma barba e bigode bem aparado. E quando ele sorriu, Céus, parecia que o mundo havia parado por um estante. Dentes brancos e brilhantes, que entrara em perfeito contraste com todo o resto.

Ele estava perfeitamente vestido em camisa social branca, calça jeans e tênis. Sinceramente, consegui imaginá-lo de tantas formas que já soube que ele poderia estar com trapos e ainda sim ser lindo. Porque ele é lindo. E extremamente excitante.

— Bella, este é Edward. Meu namorado! — ao que parecia um furar de disco, a frase que minha irmã proferira me fez encará-la imediatamente, boquiaberta. Voltei meu olhar ao Deus Grego, ou melhor, Edward, e ele ainda sorria — de uma forma até descarada —.

— É um prazer finalmente conhecê-la, Bella. — ele disse, em uma voz grossa e bem melodiosa. Céus, como explicar o quão perfeitamente sexy ficou meu nome em sua voz?!

Ele havia dado-me a mão, que aceitei, e então um beijo em minha bochecha veio. Barba ligeiramente roçando, toque firme, um homem totalmente excitante e que parecia me penetrar com os olhos.

Porra. Perdi o juízo naquele mesmo instante em que nos apresentaram.

Mas infelizmente um detalhe era importante, ele é o namorado da minha irmã. E nós iremos voltar a morarmos juntas, o que consequentemente o levará a estar muito por perto. Merda!

Notas finais
Ainda preciso me atualizar melhor na minha outra fanfic, e irei, em breve. Porém, esta aqui já tem muitos capítulos já feitos. Estou animadíssima para dar continuidade à ela, e logo mais, à minha outra