Keep Your Head Up

9 Capítulo 9


Notas iniciais
Oii, repito: me desculpem pelos nomes dos capítulos. Sou um desastre, não sou muito criativa, então quando eu conseguir eu tento colocar um nome melhor em cada. Falando em nome queria avisar que o nome da fic é em homenagem à uma música que eu amo muito e que tem um pouco a ver com a história. Ah boa leitura.

E chega o dia que todos estavam ansiosos. As coisas passaram e o último dia de aula chega, passei direto e pude comemorar com Lucas, fomos comer comida mexicana na sexta a noite e não poderia estar mais feliz.

"O casamento da minha irmã está chegando hein, quero você lá" "claro que vou, prometo" sorriu de um jeito forçado. "Por que... hmm você é tão tristonho as vezes e nunca me falou nada, só sei suas histórias engraçadas, cade sua história de vida? sua história real" termino olhando pra ele, esperando ele me responder olhando em meus olhos, como nunca antes feito. "Deixa eu ver, tinha 7 anos quando meus pais se separaram, meu pai batia na minha mãe e gritava comigo pra eu ser assim, me lembro dele gritando comigo dizendo que homens que mandam e mulheres devem ficar na cozinha. Minha irmã mais velha não aguentava então fugiu de casa. Passou a me mandar cartas e depois desapareceu. Minha mãe entrou em depressão e acabou falecendo dizendo que tudo era culpa dela, isso quando tinha 13 anos. Um ano depois dela se partir fui atrás da minha irmã, já que estava sozinho nesse mundão a fora. Encontrei ela com a ajuda de um antigo amigo dela. Estava com 18 anos na época e estava grávida, eu tive um ataque, ela estava na pobreza, estava tão apagada, sua expressão não passava de linhas entristecidas. Eu chorei por horas e ela também. Dois meses depois ela se separou e largou mão de ser durona e pediu ajuda, eu e ela fomos adotados pela mãe do amigo dela. Nós três somos inseparáveis, você nunca a conheceu porque agora ela está viajando pela Europa com o meu sobrinho, com o dinheiro que ela guardou. E sobre meu pai nunca mais o vi. E nem quero. Sou tímido e sem jeito com garotas acho que por isso. E meu amigo eu o perdi numa festa dessas, das garotas populares, elas sacanearem ele, fizeram ele beber muito, e ele caiu da escada, bateu a cabeça, quebrou o braço e voltou pra cidade natal dele, sem me dar um tchau..." ele faz uma pausa e respira fundo "ahhn acho que é só mesmo." fico de boca aberta, ele consegue se resolver em seus problemas, os esconde tão bem, vive fazendo os outros rirem e sabe como tratar as pessoas e passou por muita coisa e aqui chorando por ser traída. Não sabia nem o que falar "se eu soubesse que te perguntar iria fazer você falar, teria perguntado antes" dou uma risadinha e finalmente ele me olha nos olhos e posso perceber seus lindos olhos negros "Não é tão fácil pros outros, mas pra você é" me sinto um pouco mal por não sentir algo por ele na mesma intensidade e aí por fim abaixo a cabeça com vergonha. "Como foi seu primeiro beijo?" ele me pergunta olhando pro chão acabando com o silêncio "foi meio esquisito, foi estranho, mas bom, eu tinha acado de fazer 15, e o seu?" pergunto olhando pra ele "foi horrível" ele solta uma risada fraca, ele observava o chão como se pudesse sentir aquela sensação de novo, como se estivesse revivendo aquilo, e depois de alguns segundos acrescenta "eu tinha 14" "foi com quem? você namorou com ela?" "ahn não, ela era da minha sala, era excluída assim como eu, eu estava preste a fazer aniversário e foi naquela festa grande da Lindi. Ela foi convidada também e eu achava ela um amor, fui até ela na festa, antes beber algumas pra tomar coragem, conversamos por horas e horas, nem vi o tempo passar. Enfim, quando eu vi estava beijando ela, depois de uma conversa bem estranha sobre qual chá preferíamos, foi esquisito e meio molhado mas com o tempo foi indo, fui pegando o jeito" "e vocês namoraram?" "não, mas ficamos um mês tendo um caso, mas ela se mudou porque o pai dela descobriu da gente, e ela tem uma religião que não a permite namorar fora da igreja". Olhava pra ele e via que ele gostava dela naquele tempo e que até, não sei, sentia sua falta. Comemos e conversamos mais um pouco e quando vi já era meia noite, pela menos era uma sexta feira e já não tinha mais aula.

"Eu quero ir ao banheiro" diz ele depois de alguns minutos sem falar, balanço a cabeça e pergunto "quer deixar sua carteira aqui pra eu poder pegar a metade do dinheiro?" ele me olha como se não tivesse problema, mas com alguns segundos passados diz que não precisa e que volta rápido. "Quer que eu pague sozinha?" ele se vira pra mim e diz sério que não, e que não quer que eu mexa na carteira dele. Ele volta e pagamos a conta.

É sábado de manhã e eu estou sozinha, minha mãe e minha irmã foram ver o vestido dela, eu queria ir junto mas acordei tarde demais. Me sinto um pouco sozinha. Ligo pro lucas. "Alô?" "ahnn oi..." "oi" "então to sozinha, queria conversar" "ok, fala" "ah já sei, você vai na formatura?". Nossa formatura não seria esse ano, nossa sala era tão desunida que não conseguiu arrecadar dinheiro o suficiente, então algumas pessoas desistiram e ficaram de 27 alunos para 11, e era apenas duas salas de terceirão, assim ao total daria 26 pessoas, sem contar convidados. "Vai rolar mesmo? estamos sem dinheiro" "vai sim, ouvi dizer que vão atrás de pessoas pra comprar rifas e aí vai acontecer só ano que vem" "não sei se vou, nunca tive interesse" "vamos por favorrr" "até lá eu penso..." ouço um barulho de chave e penso que minha irmã chegou e o aviso e desligados.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim. Deixe um comentário se quiser, ficarei feliz.