Keep Your Head Up
32 Capítulo 32
Notas iniciais
Oii, então eu estava vendo e a um tempo atrás eu disse que iria tentar mudar os nomes dos capítulos, mas eu estou até hoje tentando pensar nos nomes que posso dar, mas eu realmente não tenho criatividade.
Enfim heheh, boa leitura!!
"Vamos pichar o seu ou o quarto da sua irmã?" ele me pergunta depois de um tempo em silêncio. "Cara, isso é um apartamento, acho que nem rola" "vamos pra minha casa" "ok, mas temos que comprar os sprays". Levantamos do chão e vamos.
Chegando na casa dele, percebemos que a casa estava vazia e ele entra com a chave dele. Vamos até o quarto e começamos a pichar uns desenhos e algumas frases. Colocamos a nossa inicial no canto da parede e ele diz que na lista tem pra pichar o muro de alguma rua. Vamos até lá fora e vimos que naquela havia muita gente e que deveríamos ir numa sem movimento.Fomos pra casa, colocamos roupas pretas e casacos com capuz. "Vamos Lu" eu falo apressada por medo."Podemos ir pichar a casa que eu fico" e ele da um ótima ideia. "Ninguém vai lá mesmo, nunca percebem aquela casa" e fomos seguindo. Demorou três minutos pra que a gente visse ela. Havia três pessoas na rua e não ligamos. Fomos pichando e eu coloquei uma frase que eu acho que seria legal *save the animals* e ele sorriu de canto pra mim com carinho. Colocamos a nossa inicial e saímos dali antes que desse encrenca. "Já que estamos aqui, o que você acha de a gente abraçar o mendigo agora?" ele diz enquanto andamos de mãos dadas. Digo que sim e reviro a sacola vendo se tem algum trocado. Achamos um senhor que parecia ter 60 anos e ele estava alimentando um cachorro. "Oi senhor, queríamos dizer que achamos a sua ação muito boa" digo para puxar assunto, mas também por achar aquilo bonito. "Queria que levantasse e recebesse um abraço de nos dois e queríamos dar esse trocadinho pro senhor" ele me olha confuso mas tinha um brilho nos seus olhos. Ele se levanta e percebo que ele era magro. Ele me apertava por provavelmente sentir falta de um afeto. Lucas o abraça e vejo ele chorando, e o senhor também se emociona. Ficamos conversando com ele por alguns minutos e eu me emociono com sua história. Ele tinha um futuro maravilhoso, seus pais guardavam dinheiro pra faculdade e ele ganhava tudo o que queria por ser filho único. Mas ele entrou ao mundo das drogas. Começou aos poucos com quinze e com dezoito era viciado e já vendia. Disse que a última vez que viu seus pais foi quando eles o expulsaram de casa. Recordando das coisas, ele começou a chorar. Descobrimos que seu nome era Otávio. "Então está aqui seu trocado e que você se recupere" não sabia o que falar, espero que não tenha me expressado mal. Sussuro isso em lágrimas para Lucas e saímos dali de coração partido. Já em casa olhamos que era seis horas e esquecemos das aulas de bateria. "Não estava afim de fazer as aulas" digo sem confiança por medo de magoa-lo. "Tudo bem, você não tinha jeito com a coisa" ele diz. "Pega o ventilador lá em cima do guarda roupa" digo cortando o assunto da bateria, mas apenas por ter lembrado. Ele chega com o ventilador e fazemos sons estranhos com ele. Gritava tudo o que sentia que queria gritar. Depois tentamos tocar o nossos narizes com a língua, o que não deu certo. Lucas tentou encostar sua língua no meu nariz e eu ficava rindo enquanto me distanciava dele. Ele me pega pela cintura e me joga levemente no chão, e me beija. Ficamos conversando e nos beijando quando sentíamos vontade. "Eu não tenho intimidade com a família da minha mãe de adoção, no máximo minha vó que vi no hospital, mas ela está doente" no meio da conversa ele me conta. "Eu não tenho ninguém também" o digo e ele sorri forçado. "O que faremos?" "iremos riscar ué, vamos fingir que fizemos, mas shhh segredo nosso" ele pisca pra mim e me faz derreter. "Então meu amor, o que vamos fazer? ainda são sete horas" "faltam três ítem ainda podemos andar de bicicleta e comer" "você quer fazer o último?" pergunta ele com medo "não sei" respondo com mais medo ainda.Estávamos nos preparando pra correr, nisso fomos na casa dele pra pegar a sua bicicleta, eu já estava com a minha. O vento era forte no meu rosto e isso me fazia lembrar de quando corria contra o vento pra esquecer meus problemas ou apenas fugir deles. O céu estava bonito e escuro. Havia estrelas e eu podia sentir o sol se indo. Olhar aquilo me trazia uma sensação de alívio, calma e tristeza. Pude sentir Lucas me olhar enquanto eu estava parada olhando o mundo, ele estava me esperando, me dando um espaço. E eu amava por ele ser assim. "Vamos?" falo segurando meu choro. E corríamos, ele conseguiu de primeira soltar seus braços. Ele tinha equilíbrio, e eu estava quase caindo. Mas sentir meu cabelo voando e estar andando em direção ao mundo me fazia viva. Ele ria olhando pra mim, ele não ria de mim, ele ria da situação, ele ria e seus cabelos acompanhavam seu ritmo. Eu levantei um dos meus braços, e eu sorri pra ele, ele voltou a olhar a estrada e eu olhei ao redor e respirei fundo, e soltei mais uma mão. Me sentia livre. Me sentia feliz. Me sentia eu. Comecei a pedalar mais rápido pra chegar do lado dele e voltamos a pedalar com as mãos em seus lugares e ficamos dando voltas no lugar.
Paramos num mercado e compramos alguns dos doces que ele gostava e alguns dos salgadinhos que eu gostava. "Você aguenta?" "aguento" falo com vontade. Começamos a comer um pouco no começo e no fim estávamos comendo que nem loucos. Eu já estava cheia mas continuei por ele. Ele comia e não fazia cara feia, estava gostando. Ele riu da minha cara por estar enjoada. "Acho que vou ganhar de novo" "foda se, eu to cheia demais" digo num tom de brincadeira, como se não ligasse. Ele continua comendo e eu ficava olhando pensando em como ele conseguia. Até que ele saiu correndo pro banheiro.
Notas finais
Gostaram? obrigada por estar acompanhando!! Beijosss.
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