Keep Your Head Up
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Oi, boa leitura!!
Acordo, tomo um banho, como ele ainda está dormindo, separo trinta CDs e começo a ouvir baixinho na sala. Uns dez minutos ele acorda e toma um banho. Chega na sala com alguns dos livros que comprou e nem fala nada. Apenas deita no chão e começa a ler. Em um momento começo a dançar e ele me acompanha mas não tira os olhos do livro. Já era meio dia e meio e estava com dor de cabeça, ele diz que não aguenta mais seus olhos de um lado pro outro. Preparo qualquer coisa pra comer e depois de terminar de comer, continuamos. Ele dança comigo e eu as vezes lia com ele alguma parte que ele dizia gostar. As coisas vão indo e eu ouvi 11 CDs e ele leu um livro só.
Era nove horas e começamos a se arrumar pra festa que iríamos. Estáva animada. "Como estou?" pergunta ele em dúvida "está bom, vamos. Já é dez horas". Chegando na festa, podia ver que tinha poucas pessoas. As garotas ainda estavam arrumadinhas e comportadas em suas mesas esperando os garotos chegarem nelas. E os garotos estavam esperado alguem ir na pista pra que eles pudessem olhar as garotas. Escolhemos uma festa onde se podia ver que tinha adolescentes de catorze a dezesseis anos. Procuramos uma mesa e lá ficamos esperando uma alma boa entrar na pista. Se passaram meia hora e ninguém tinha coragem já que a festa estava vazia, mas pego a mão de Lucas e o dirijo a pista. Começo a dançar com uma música que me fazia sentir bem e animada. Ele ficou meio constrangido mas entrou no ritmo comigo. Fomos e pegamos duas garrafas de vodka. Nós bebemos na pista e começamos a dançar. As pessoas riam da gente por sermos um pouco mais velhos. Mas eu bebia o máximo que podia e ele também. As coisas foram esquentando e o pessoal saiu da zona de conforto e vieram até a pista. Estavam todos dançando e se beijando. Fazia uns quarenta minutos que eu e Lucas estávamos bebendo. Me sentia a melhor pessoa naquela festa. Me sentia bonita. Lucas pegava na minha cintura e me conduzia na sua dança. Ele me beija como se estivesse tomando vodka na minha boca. Cada gole era uma sensação diferente. E eu queria mais e mais. Eu percebo que Lucas não está lá e procuro ele, vou até onde estão vendendo as bebidas, até o banheiro e olho pela porta, mas ele está sentado num banco com os olhos vermelhos e a aparência dele não era das melhores. "Estais bêbado já?" pergunto meio alterada "óbvio" diz ele e começa a rir e eu entro na dele. Ficamos rindo por alguns minutos e eu me jogo em cima dele e ficamos ali mais alguns minutos e não podia ser mais divertido. Voltamos pra pista e estávamos bebendo. Já estava bem alterada e falava alto "olha aquele vestido. Que vestido de merda" e eu ria na cara da pessoa. Ele ria comigo e ficávamos rindo das crianças que estavam beijando só pra impressionar seus amigos, estávamos sendo bem malvados com os adolescentes que estavam ali, mas não tinhamos consciência do que estava acontendo.Íamos no ritmo da música, Lucas estava ainda rindo e eu pensando nas coisas. Bebia cada vez mais e ficava imaginando como seria se minha mãe estivesse viva. Acho que tudo tem um porque. Quem sabe se ela estivesse viva não estaria aqui fazendo essas coisas. Estava começando a ficar triste. Cheguei perto de Lucas e falei que queria ir pra casa. Ele me disse que eu não parecia estar bebeda. Comecei a rir de novo e fingi que estava. Bebia rápido e ficava dançando. Comecei a me sentir mais tonta e fui pro banheiro. Aquela sensação era nojenta e muito pior do que a primeira vez. Fui atrás de Lucas que estava na frente do banheiro das meninas conversando com uma garota. "Que porra é essa?" pergunto gritando e com raiva, a garota sai e ele diz que só estava sendo simpático. Ele parecia estar bem mais alterado que eu e estar bêbedo, diferente de mim que estava muito enjoada.Depois de ele me puxar para a pista e beber o último gole de sua garrafa, tentamos caminhar os vinte minutos que a festa tinha do apartamento.Chegamos em casa e eu fui escovar os dentes. Ajudei Lucas escovar o dele. "Vamos, me deixe" e ele ria. Estava descontrolado. Queria dar um banho nele. Mas... "Vamos Lucas vai tomar um banho" "não quero. Me de um banho!!" ele dizia num tom de ordem. Fui até ele no banheiro e coloquei a água na banheira da minha irmã. Ele foi tirando a roupa e ficou só de cueca. Sentou na banheira e eu passei os produtos na cabeça dele. Ele vomitou em cima dele e na minhas mãos. Não sabia o que fazer. Estava meio tonta e morrendo de dor de cabeça. "Vamos, minha cabeça está doendo me ajuda" ele pede ajuda como uma criança e eu ligo o chuveiro de novo. A nojeira que ele havia feito estava indo por água abaixo. Estava mais calma. Teria que lavar ele por inteiro. Tiro a cueca e tento não olhar. Passo o sabonete pelo seu peito e vou pra barriga. Passo pra perna e vou até os pés dele. Pego a mão dele e coloco o sabonete em suas mãos e faço momentos na parte de baixo para limpar. Tento não olhar, aquilo era constrangedor demais. O levanto da banheira e desligo o chuveiro. Vou até o quarto e pego as roupas e a toalha, ele me agarra quando eu chego no banheiro. Ele me abraça de um jeito forte e eu fico pouco incomodada, ele ainda estava molhado. Me encosta na parede e me beija "obrigado" diz ele ainda meio alterado por causa da bebida. "eu te amo" diz me olhando e logo depois ele me beija. Eu saio de perto da porta e a abro. Saímos do banheiro e fomos pro quarto. Eu que estava nervosa e um pouco incomodada, fico mais tranquila, o beijo dele parecia um remédio. Tiro meu vestido. Ele me joga na cama ligeiro e entre os beijos ele solta alguns gemidos. Ele tira meu sutiã e me toca. Faz massagens e me beija como na primeira vez. Me beija querendo mais. Nos ajeitamos na cama, fica em cima de mim e para de me bejar e sussurra coisas safadas em meu ouvido. Me faz gemer. Meu sangue subia e eu não tinha noção do tempo. Ele me fazia voar se encaixando em mim. Nossa noite, que eu achava que iria ser de dor de cabeça e vários remédios, estava sendo melhor do que eu imagina. Já é quarta e eu estou de folga. Minha cabeça doía e eu não podia ouvir nenhum barulho que fosse porque ela poderia explodir. Era uma e meia da tarde e só estava eu na cama. "Bom dia" digo a ele com as mãos na minha cabeça "bom dia" ele cora. Lembro da nossa noite. "Como você está? minha cabeça está me matando" "estou mal, mas li um pouco e tomei um remédio". Pego a caixa de remédios e pego um remédio de dor de cabeça. Guardo ela e como algumas coisas que estão na mesa. "O que faremos hoje?" "eu estava lendo e podemos fazer isso" ele aponta pro papel em cima da mesa. *Escreva uma poesia, visite um parente distante e finja que as conversas da família te interessam, segure o ar por dois minutos sem soltar (não morra tentando essa parte), escreva seu texto favorito nas paredes do seu quarto, piche uma frase de efeito em um muro, coma até não aguentar mais, encoste a língua no nariz, cante no ventilador, abrace um mendigo*. "Fazer tudo isso hoje??" pergunto como se isso não fosse possível "sim, acho que a do parente a gente pode deixar pro final, tipo de noite" "ok, vamos lá". Minha cabeça estava contando os segundos pra explodir mas mesmo assim topei.
"Já terminou?" "não, nem comecei" digo rindo. "Eu estou quase". Minutos se passaram e ele diz em voz alta do nada a poesia que está escrita no seu papel. "Hoje posso dizer que conheci a menina mais lindo do mundo..." pausa dramática "com ela já não sou mais um imundo" pausa "isso porque ela me da banho" pausa "eu a amo lá no fundo" pausa "no fundo do meu coração" e eu estou rindo. Ele me apressa e eu digo que terminei "ahn... Ok... Alguém me ajudou a passar as merdas que já enfrentei" pausa "por isso sou grata" pausa "e por você me jogaria de uma cascata" digo olhando pra ele e ele está sério me olhando, como se nem estivesse dando bola pro que falei. "o que... que foi?" pergunto insegura. Ele da um sorriso bobo e apaixonado "nada"."Aaahhh" digo sem conseguir segurar por dois minutos o ar e ele está pra rir de mim mas aguenta. O alarme do celular toca e ele comemora a vitória, ele conseguiu por dois minutos e eu por trinta e poucos segundos. "Ganhei yee" ele diz animado. "Parabéns" e dou um selinho nele. Estamos jogados na sala e já é duas e quarenta.
Notas finais
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