Keep Your Head Up

30 Capítulo 30


Notas iniciais
Oi, então eu estava lendo (o que deveria ter feito antes) o site e vi que o ideal seria cada capítulo com mais de 1000 palavras e o máximo com 4000, eu realmente achava que capítulos com mais de 1000 eram super grande, mas enfim, agora vou começar a postar a história com capítulos bem maiores do que eu postava. Boa leitura!!

"Como vamos fazer com o show?" pergunto a ele. "Vamos fazer assim, vamos numa balada, daí já riscamos outra missão" "qual?" eu me inclino para ver o papel em sua mão. "Aqui" diz ele apontando. "Beba até vomitar!?" digo já com enjôo de lembrar da primeira vez que fiquei bêbeda, por mais que naquela época eu gostasse da consequência que aquilo me proporcionou. "E aí??" ele para meus pensamentos "ok" digo sem empolgação "mas temos que fazer segunda no dia da minha folga" "tudo bem... Ah vamos ver o que fazer hoje" *faça uma tatuagem*. "Oouu sempre quis" ele diz me olhando animado "e o dinheiro?" "eu pago pra você". Lucas era muito querido e sempre estava pra pagar as coisas pra mim porque sua família tinha condições pra se sustentar e fazer algo a mais com o restante. E ele ganhava mesada. "Ok, eu te pago depois" "não precisa, sabes que não. Vamosss?".

O chato mesmo daquilo tudo era pegar ônibus. Fomos num lugar onde minha irmã tinha feito a dela. Chegando lá olhamos os desenhos e eu pensei no meio do nada em fazer uma frase de uma música *nothing can stop us if we believe*. Não sabia o porque da frase mas adorava repetir ela em minha mente, o que dizia também era um amor. "Já sabe o que fazer?" ele me pergunta "já, e você?" "aí não sei, me ajuda". Sugeri a ele fazer uma frase também, mas por fim ele escolheu um desenho de uma flor no antebraço, achei bem bonitinha. "Minha mãe vai me matar" e eu rio porque a mãe dele mataria ele mesmo. E completa "então como você se sente com essa tatuagem nova?" eu sorrio e falo baixinho "amei" "ahn... Você esta bem?" "estou" "não parece, pareces desanimada com tudo, nem pareces mais gostar de mim" "você é tão inseguro, se acalme" "ok" "desculpa Lu, eu..." respiro fundo e o beijo.

Meu Deus já é domingo, eu penso comigo mesma acordando. Fico curiosa de ver a missão de hoje e vou logo pegando o papel pra ver o que me espera à noite. *Apaixone pessoas que você não vai amar até descobrir que na brincadeira se apaixonou mesmo*. Aquilo não era muito específico mas esperava ele ter uma ideia pra essa missão.

Já era 4 e estava saindo. O vejo com o papelzinho na mão. "Você viu a de hoje?" "uhum, e o que fazemos?" "eu não preciso me preocupar já fiz com você" sorrio e dou um selinho nele. "O que farei?" "não sei, podes mentir e fingir que fez isso comigo" "pode ser... Eu achei que não iria me apaixonar por você mas me apaixonei" digo fazendo uma voz de drama e ele repete pra mim o que eu falei, rimos e eu digo "o que acha de ficarmos com outras pessoas? sem compromisso, apenas pra beijar e não nos apaixonamos por eles" digo num tom de brincadeira mas ele não ri "é o que você quer?" "não" e parei pra pensar em algo legal pra falar, ele sempre tem algo na ponta da língua pra me falar, está sempre dizendo que me ama. As vezes chega ser chato, mas é o jeito dele. Mas o meu jeito é não dizer, não sei expressar um sentimento, sempre me enrolo. "Ok... Então vamos fazer isso. Ótimo" diz ele irritado e sai. "Aonde vais?" "pegar minha vizinha" ele diz e fico furiosa. "Ei, não podes fazer isso, é sério. Estava brincando" "não parecia, e na verdade ultimamente estais estranha, se você está cansada de estar comigo. Ótimo" e ele sai. E eu não sei o que fazer.

Chego em casa depois de uma hora, porque perdi meu ônibus e vejo que ele não está lá. Passo a chave na porta e vou até a casa dele. Estou pra chamar sua mãe para abrir o portão, mas o vejo conversando com uma garota. E ele me vê e me provoca. Começa a mexer no cabelo dela e vai descendo até sua barriga onde pega na sua cintura e da um riso alto. Vou até lá. "Oi Lucas" digo tentando não parecer irritada "oi, já conhece minha vizinha?" ele pergunta debochando e eu fico nas fúrias. "Lu me desculpa mas não consigo fazer isso com a pobrezinha" ela diz me olhando com pena "Ju..." diz ele tentando me enganar. "Isso é uma armação?". Ju era linda, tinha olhos pequenos e seu rosto também era, tinha um corpo cheinho e era alta, seus cabelos eram castanhos e curto, ela usava uma toca e parecia ser alguns anos mais velha. "O que está havendo?" pergunto de novo. "Eu estou indo" diz a tal Ju e ela me da um abraço e sussurra no ouvido que eu tinha sorte por ter ele, sem ele perceber. "Pode me explicar o porque dessa ceninha?" "me desculpa Lia, mas... Aaa você é tão fria as vezes comigo e eu tento ser tão legal. Me desculpa por cobrar isso de você. E também ouvir aquilo de você querer ficar com outras pessoas foi bem chato" "meu Deus Lucas" respiro fundo. "Me desculpa por as vezes parecer desanimada, eu te amo ta legal?" eu sorrio de vergonha e ele me beija. "Quem é ela?" "ela? minha vizinha, eu peguei ela alguns meses depois de perder meu primeiro amor. E ela é lésbica, descobriu isso depois de ficar comigo, eu fiquei um pouco ofendido" e isso me faz rir muito e ele ri comigo. Enquanto nós andamos pra ir pra casa ele olha a próxima tarefa. "Fazer aula de algum instrumento, e aí?" "sempre tive vontade de tocar bateria e você?" "eu toco violão e bateria" ele diz sem jeito "por que nunca me contasse?" digo surpresa "não sei, não tive oportunidade, mas posso te ajudar" "pode sim. Já que fazemos as coisas depois das noves, podemos fazer as aulas de bateria no horário que chego em casa, das quatro até as seis, com pausas" "ok, mandona" "e como ta o pacman?" "está indo, acho que em menos de três semana termino" "ótimo".

"E como ta a vida?" pergunta minha irmã enquanto estou almoçando. "Vai indo bem. Continua mandando dinheiro, antes que eu esqueça de pedir" "ok, estou com saudades da mãe, eu queria me despedir" "eu também estou, mas quando paro pra pensar nisso eu tento esquecer" não havia dito da carta, minha irmã já estava triste pela perda e por não ter se despedido dela, imagina se ouvisse a carta. Depois de conversamos sobre a gravidez dela e eu ter falado sobre querer fazer a faculdade mas estar sem oportunidade, ela me mandou uma foto da barriga dela e eu fiquei emocionada.

Depois de um tempão trabalhando pesado, vi Lucas chegando perto. "E aí gata, vamos aprender a tocar bateria?" "por que você sempre vem me pegar? está gastando dinheiro com o ônibus a toa vindo aqui" "não estou gastando dinheiro. Eu venho apé" "Lucas é meia hora de corrida você é doido?" "só quero emagrecer um pouco, não posso?" "você é bom desse jeito, não precisa ficar querendo emagrecer" depois de eu ter elogiado ele, ele parecia satisfeito.

Já tínhamos chegado, e eu estava entrando numa parte mais alta da casa que ele nunca havia me contado. Tinha uma escada branca e depois de subir ela se via alguns instrumentos e uma cama com um banheiro, o que provavelmente era o quarto da empregada. "Gostou?" "nossa é lindo" "você toca a quanto tempo?" "desde sei lá ano passado, um ano e meio não sei" ele diz e eu vou indo até a bateria, ela era grande e cheia de partes. Sentamos e ficamos ali tocando por algumas horas. Quando vi já era quase seis. Eu estava cansada e minha bunda estava doendo de tanto ficar sentada na cadeirinha da bateria, então disse que estava na hora de voltar pra casa. Sem se pronunciar, ele pega meu cabelo e coloca de um lado só e fica me beijando no pescoço. "Aqui não" falo pra ele sair de perto de mim. "Só estou te fazendo um agrado" e eu me viro sem ligar para o que eu disse antes. O beijo, nossos lábios se encontravam e pareciam não querer se largar mais. Ele começa a colocar sua mão dentro da minha blusa e eu começo a respirar forte e ele me beija. Ele para e se senta no chão, vou e sento no colo dele e ficamos nos beijando enquanto cada um se revezava beijando o pescoço do outro. E a porta abre. "Me desculpa" e a porta se fecha. As mãos dele continuavam dentro da minha blusa e nossos rostos mostravam o constrangimento que estávamos passando. "Meu Deus quem era?" pergunto porque não reconheci a voz. "Minha irmã. Vamos parar por aqui" ele diz sem jeito. Fomos para casa sem nos despedir de ninguém.

Notas finais
Gstaram? se sim comenta e se achou algo estranho, comenta também haha. Beijosss.