Keep The Faith: Carry On
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Capítulo 5
" Os seus olhos se fecham lentamente, a sua garganta parece secar, seu coração se quebra em mil pedaços, e então por fim seus olhos transbordam demostrando aquilo que o coração já não mais suporta sozinho, e o fim parece perto demais".
Mari Silva
Na manhã seguinte fui desperta pelo barulho de algo se quebrando. Me sentei rapidamente varrendo a sala com os olhos me fazendo notar que passei a noite no sofá.
Passei a mão pelo rosto respirando fundo.
' E só mais um dia' — pensei comigo mesmo.
Ajeitei o cabelo de qualquer forma e caminhei para a cozinha.
– Bom dia. — disse indo até a cafeteira.
Edward que catava algo no chão, provavelmente algum copo meu, nem ao menos se deu ao trabalho de responder.
Respirei fundo.
Okay.
Eu precisava rever a minha vida, por que as coisas não iam bem a tempos.
Busquei mais uma vez o ar para os meus pulmões tentando nublar meus pensamentos, este não era o momento. Pus café em minha xícara observando Edward catar os cacos de vidros da sua maneira.
– Eu posso fazer isso Edward. — me ofereci vendo hora dele se cortar.
– Não precisa Isabella. — murmurou de mal humor.
A sua frieza era algo que realmente acabava comigo.
– Desculpa só queria ajudar. — Murmurei deixando a xícara sobre a pida de qualquer maneira e me retirando.
Ele me olhou rapidamente antes que eu sumisse pelo corredor.
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– Sabe Sunny, eu não sei onde eu errei em tudo isso, nós lutamos muito pra acabar assim, sei lá.. tudo não é mais como antes. — Eu disse desabafando com a minha pianista da NY Ballet.
– Talvez vocês tenham apenas se desgastado demais com o que não vale a pena. — Ela disse solidaria.
– Eu não sei Sunny.. eu só queria que as coisas voltassem ao normal.- Murmurei fechando os olhos. — Eu sempre idealizei um casamento perfeito, onde seríamos como aqueles casais bem velhinhos, que caminhariam de mãos dadas pra igreja.. — eu sorri — criaríamos nossos filhos debaixo das bençãos de Deus.. Nos ajoelharíamos no fim da noite para agradecer ao senho pelo dia que ele nos deu.. um casamento na base da fé, amor, carinho.. um casamento dirigido por Deus! Mas.. céus como e doloroso ver tudo isso se esvair antes mesmo de eu ter tido. — Apoeie a minha cabeça no piano.
– Deus sabe o que o faz Bella, tudo no tempo dele. Não se esqueça: Deus é bom o tempo todo e o tempo todo Deus é bom. — Ela sorriu de forma reconfortante.
Eu apenas concordei com a cabeça.
A cidade de NY estava congelante no fim do expediente, caminhei apressada no meio da leve tempestade de neve que caia. Gemi irritada apertando mas forte o sobre-tudo a minha volta.Logo hoje eu tinha aberto mão do conforto do meu carro e tinha vindo de taxi. Caminhei pelo patio da escola mais rapidamente afim de chegar logo na quinta avenida onde somente eu poderia pegar um taxi para casa.
Atravessei a rua aproveitando sinal fechado. A quinta avenida era repleta de lojas de grandes marcas*, famosa por suas lojas de grifes. Caminhei pela calçada observando alguns novos modelos do Victor Hugo, Passei pela loja da Armani parando de supetão na mesma ao avistar alguém que parecia ser meu marido. Analisei mais uma vez o homem de costas para entrada avaliando seu terno sob medida, seus cabelos eram inconfundíveis. Caminhei com passos incertos para dentro da loja.
– Oi. — Sussurrei assim que me aproximei por suas costas.
Ele se virou lentamente para me observar.
– Oi, o que faz por aqui? — Ele disse se virando novamente para o grande espelho a sua frente.
– Sai do trabalho agora, estava indo em busca de um taxi. — Eu disse mordendo o lábio inferior e desviando os olhos dele.
– Ah, não veio com seu carro por que? Ele tá ruim? — Ele questionou ajeitando a gravata.
– Não, apenas queria andar um pouco, pra pensar.. — Eu disse o olhando através do espelho. Seus olhos se encontraram com os meus, eles estava cerrados em uma pergunta muda do que estava acontecendo.
Desviei os olhos dos seus depois de alguns segundos.
– Vai comprar um terno novo? Você já não tem ternos demais? — Questionei mudando de assunto.
– Sim, é para o coquetel de hoje. — Ele disse avaliando a manga do mesmo.
– Claro o coquetel.. eu..
–Edward! Olha essa camisa vai ficar perfeita em você. — Disse uma mulher dos cabelos negros me cortando e se aproximando de Edward por sua frente. Ela trazia consigo uma camisa branca de tom perolado em suas mãos.
– Oh, obrigada Suzane. Vou experimentar.- Edward sorriu.
– De nada. Essa quem é? — Suzane sorriu de modo amigavél.
– Isabella. — Edward disse simplesmente.
– Sua esposa? — Ela quis saber. Ele apenas acenou que sim.
– Acho que eu já vou.. não quero atrapalhar. — Eu sussurrei dando um passo atrás.
– Espere Isabella, eu apenas vou experimentar isso aqui e vamos pra casa. Tenho que me arrumar, não demoro. — Ele disse se afastando em direção aos provadores..
Eu mordi o lábio sem saber como reagir diante daquela mulher, eu não a conheci não sabia o que falar.
– Fico feliz em conhece-la pessoalmente. — Ela sorriu. — A via apenas por fotos na mesa dele. — Ela apontou a cabeça em direção ao provador.
Eu sorri sem jeito, eu não sabia que Edward continha fotos minhas em sua mesa.
– Ham.. ele tem fotos minhas na sua mesa? Eu não sabia. — sussurro.
– Sim, ele tem.. e na maioria das vezes ele se distraí as vendo. — ela sorri.
Edward volta segundo o terno e a camisa nova nas mãos.
– Vamos. — Ele chama já caminhando para o caixa. Eu apenas confirmo que sim.
Suzane se despediu, e se foi. Edward eu caminhamos lado a lado em silêncio em direção ao seu carro.
“Ele se distraí as vendo” as palavras de Suzane voltaram a minha mente, será que ainda tínhamos uma chance?
“ — Não tenha medo. — ele murmurou- Nós pertencemos um ao outro.
– Para sempre. — concordei.”
Amanhecer.
Continua..
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