Notas iniciais
Mais um cap! :D acho que pouca gente vai ler esse, porque acho que o povo sumiu! mas, whatever, tenho que acelerar as coisas aqui. ate laaaa embaixo (leiam as notas finais,sim?)
MUSICA: WISH YOU WERE HERE - AVRIL LAVIGNE.

P.O.V – Lizzie

Droga aquele menino de novo não.

— Liz?

Virei para responder. Não sei porque eu respondi, mas ...

— Oi Blaine – me esforcei para soar simpática, mas pela cara que ele fez não funcionou

— Liz, eu posso te perguntar uma coisa? – disse ele, me tirando do corredor e me colocando numa sala vazia, para termos mais privacidade. Opa, aquilo não era nada bom

— Po ... po ... de – disse bem nervosa. Aquilo não era nada bom. MEU DEUS ALGUÉM ME AJUDA!!!!

— Liz, por que você me evita? – perguntou Blaine bem serio

— O que? Que bobagem eh essa Blaine, eu não evito ninguém – perfeito, Lizzie, você disse isso sem nem olhar nos olhos do garoto. Verdadeira, você.

— Olhe nos meus olhos, enquanto fala, por favor – pediu ele mais serio ainda.

Bufei antes de olhar pros olhos dele. Ele tinha olhas tão bonitos. Uau! Eram uma combinação perfeita de mel e verde escuro, que resultava num avelã. Mas o que mais me abateu não foi a cor dos olhos, mas sim a expressão que continham. De angustia. Ele realmente queria saber.

— Eu não posso ... – disse me esforçando para não chorar.

Ele parou por um tempo e pensou. Ai, não, Elizabeth Stacey como você eh burra!!!!! Aquele menino vai juntar um com dois rapidinho e logo vai te odiar por uma coisa que você nem fez!!! Eu preciso contar para ele antes que ele ...

— Espere! Já sei por que você me odeia tanto.

Descubra.

— Já te falei que não te odeio – tarde demais.

— Eh por causa da minha opção sexual, não eh? Você eh homofobica! – ele nem perguntou já afirmou. Também ...

— EU NÃO SOU HOMOFOBICA!!! VOCÊ NÃO SABE NADA SOBRE MIM!!!!!!!!!! VOCÊ NÃO PODE AFIRMAR NADA!!!!!!! – gritei super descontrolada. Otimo, queimei meu filme.

— Eu tenho nojo de você – disse ele com uma cara de desprezo. Que grande bosta – Nunca pensei que alguém como você, que cantava para os doentes no hospital, julgaria as pessoas pela opção sexual delas! Você eh um tanto irônica, não?

Dito isso ele foi embora. Quando ele estava prestes a fechar a porta, eu disse, já chorando:

— Você não sabe nada sobre mim ...

— Nem quero saber – ele respondeu e bateu a porta fortemente.

Depois daquilo não consegui me segurar. Chorei como se não fizesse isso há 200 anos. Bati com força nas mesas e empurrei todas as cadeiras que eu via pela frente de tanta raiva:

— POR QUE????? POR QUE DEUS??????? – gritei mais descontrolada do que na primeira vez.

Foi então que eu lembrei que pedir ajuda pra Deus não ia adiantar nada. Foi por causa dele que minha vida se tornou essa merda.

P.O.V — Marley

Sai do Glee Club, um tanto quanto abalada. Dispensei o Jake, porque queria andar sozinha um pouco pela escola. Cheguei a arquibancada na quadra de futebol. Sim, o lugar onde eu e Jake fizemos nosso dueto. Eu sei que eh estranho estar aqui quando quero dar um tempo no nosso namoro.

— Você eh nojenta.

Nem precisei me virar para ver quem era. Reconheci imediatamente a voz da Kitty.

— Está falando comigo? – me virei e a encarei com doçura. Não importa o quanto as pessoas fossem chatas ou malvadas. Eu sempre era doce com todo mundo. Sim, eu sempre me ferrava por isso.

— Está vendo mais alguém aqui? – Kitty apontou para a quadra vazia. Baixei a cabeça com vergonha.

— Kitty, o que eu fiz? – perguntei encarando ela que descia as escadas em minha direção – Você terminou com o Jake! Não foi traição nem nada.

— Eu pensei que fossemos AMIGAS – disse Kitty agora do meu lado, ainda de pé.

— Mas nós somos – respondi confusa.

— NÃO, NÃO SOMOS PORRA NENHUMA!!!!!!! – Kitty explodiu.

Kitty respirou fundo e logo depois se recompôs.

— Amigas, Marley- disse ela forçando para não perder a paciência – Nunca ficam com os ex-s das outras. Principalmente quando a amiga ainda está apaixonada pelo garoto.

— Mas Kitty – olhei bem fundo nos olhos dela – para que se iludir? O Jake não te ama e isso não eh minha culpa. E você ...

PAH. Levei um tapa na cara sem nem terminar a frase. Pior que a Kitty devia ser boa nisso porque deixou meu rosto todo vermelho.

— NUNCA DIGA MAIS ISSO, SUA VACA!

E ela saiu, chorando.

— Você consegue qualquer garoto que quiser – completei a frase. Ela parou para ouvir, virou o rosto meio de lado e saiu correndo chorando.

P.O.V – Kitty
Alguém por favor me tira daqui! Me teletransporta pra Nova York, Paris, sei lá. Tudo o que eu quero fazer agora eh sumir daqui e enxugar essas lagrimas que insistem em descer.

Não sei o que estou sentindo. Raiva da Marley? Raiva do Jake? Raiva de mim? Eu amo o Jake? Ou não? Só eu posso responder essas perguntas, eu sei, mas no entanto, tudo o que quero eh que alguém me de essas respostas. Agora.

— Posso saber o motivo do choro? – Ryder pergunta logo atrás de mim.

Claro, presumo que isso seja um acontecimento que aconteça de dois séculos em dois séculos. Quer dizer, presumo que todo mundo ache isso. Porque na verdade eu choro muito. Mas shhhh, você não leu isso.

Enxugo as lagrimas e procuro uma resposta a minha altura.

— Por que você acha que eu deveria contar uma crise pessoal pra um menino que nunca falou comigo? Você eh algum psicólogo por algum acaso?

Sim, fui grossa, mas o moleque queria o que? Ah, vai catar coquinho, vai.

— Eu só estava tentando ser gentil – murmurou ele com carinha de cachorro abandonado.

— Bem, as vezes esse eh justamente o problema das pessoas. Tentarem ser gentis.

Já vou indo embora, quando ele me agarra pelo braço.

— Você gostaria de ir comigo no baile?

Assim, sem mais nem menos.

— Obrigada, mas eu já tenho um par. – E ele se chama Jake Puckerman

— Ele não te ama. – ele respondeu ainda segurando meu braço – Se você não acredita na Marley acredite em mim. Somos melhores amigos. Ele não teria por que mentir pra mim.

Olho pro braço dele, que estava me segurando muito forte.

— Você eh fortinho, hein? – ele entende o sarcasmo e solta meu braço. Mas não eh que ele eh forte, mesmo? Ai, ai ele deve malhar muito ... Kitty Wilde para de pensar em merda.

— Escuta aqui burrinho, da minha vida cuido eu, ok?

Ops, Britney you did it again ...

Dou um sorrisinho falso, que a essa altura já eh minha marca registrada e vou embora. Ando alguns passos quando escuto Ryder gritar atrás de mim:

— EU NÃO VOU DESISTIR DE VOCÊ!

Achei aquilo bem estranho, mas continuei andando.

Eu mesma já desisti de mim há muito tempo.

P.O.V – Lizzie

A aula do Glee Club era a ultima do dia. Ou seja que depois da “conversa” com o Blaine eu deveria ir pra casa. Mas eu não consegui. Precisava de algo para me animar. Uma musica. Era isso que eu precisava.

Fui ate o auditório que estava vazio. Apenas os caras dos instrumentos ainda estavam lá. Mas já estavam de saída ...

— Ei, esperem! – digo correndo em direção ao palco – Você tem tempo para mais uma musica?

Os caras se olham e dão de ombros, mas no final acenam positivamente para mim.

— Eu vou precisar ficar também – o cara do piano pergunta, um cara de meia idade com um cabelo meio grisalho meio ruivo e de óculos.

Faço um sinal com a cabeça do tipo “sim, eh obvio!”. Ele bufa em sinal de “que saco!” mas no final sorri para mim. Sorrio de volta.

A musica começa e me esforço para não chorar. A letra me traz tantas memorias ...

I can be tough

I can be strong

But with you, it's not like that at all

There's a girl

That gives a shit

Behind this wall

You've just walked through it

And I remember, all those crazy things you said

You left them riding through my head

You're always there, you're everywhere

But right now I wish you were here.

All those crazy things we did

Didn't think about it, just went with it

You're always there, you're everywhere

But right now I wish you were here

Damn, damn, damn,

What I'd do to have you

Here, here, here

I wish you were here.

Damn, damn, damn

What I'd do to have you

Near, near, near

I wish you were here.

No, I don't wanna let go

I just wanna let you to know

That I never wanna let go

(let go let go let go let go)

No, I don't wanna let go

I just wanna let you to know

That I never wanna let go

(let go let go let go let go let go let go let go)

Damn, damn, damn,

What I'd do to have you

Here, here, here

I wish you were here (I wish you were)

Damn, damn, damn

What I'd do to have you

Near, near, near

I wish you were here.

No, I don't wanna let go

I just wanna let you to know

That I never wanna let go

(let go let go let go let go)

No, I don't wanna let go

I just wanna let you to know

That I never wanna let go

(let go let go let go let go let go let go let go)

Damn, damn, damn,

What I'd do to have you

Here, here, here

I wish you were here (I wish you were)

Damn, damn, damn

What I'd do to have you

Near, near, near

I wish you were here.

Damn, damn, damn,

What I'd do to have you

Here, here, here

I wish you were here.

Damn, damn, damn

What I'd do to have you

Near, near, near

I wish you were here.

Não sei como, mas consegui terminar a musica. Me viro para os músicos e sussurro um: “obrigada”. Quanto todos estão indo embora o cara do piano vem ate mim e diz:

-Ei, se você precisar de alguém para te acompanhar da próxima vez que cantar eh só me ligar – e estendeu o cartãozinho dele para mim. Depois ele piscou para mim. Sorri para ele de volta, ate que ele foi embora.

Depois dessa vou pra casa. Acho que já passei por muitas coisas hoje.

-DIA SEGUINTE-

P.O.V – Lizzie.

Eh hoje. Preciso sair do Glee Club. A aula eh agora. Eu passei o dia inteiro pensando nisso. Vamos, Liz, você consegue.

Chego ate a sala do coral um pouco nervosa, afinal eh uma das coisas mais difíceis que já fiz na minha vida inteira.

— Mr. Schue – pergunto quando todos já estão sentados. Ele olha para mim e da um sinal para que eu continue – Eu preciso sair do New Directions.

A minha decisão gera uma serie de: “o que?” “ela não pode sair agora”, “como vamos sobreviver sem ela nas Regionais”. Chego ate a ficar um pouco feliz com os comentários quando eu percebo o olhar de Blaine em mim, como se fosse uma metralhadora.

— Chega, pessoal – diz Mr. Schue pondo a ordem na casa – Lizzie por que você vai sair do Glee Club?

Respiro fundo e vou começar a falar quando ...

— Eh porque ela não gosta da opção sexual de alguns ... E como esse eh um clube que respeita os gays ela via sair e se juntar aos homofobicos – responde Blaine.

Uou, isso foi como um soco na cara. Só que foi mil vezes pior.

— Espera – começa Kitty. Ah não aquela vadia de novo não ... – Você ta me dizendo que a Maria Tereza de Calcuta teeen eh homofobica? Uou, uou, quem diria?

Claro que isso gera uma bagunça ainda maior. Uns começam a me xingar (especialmente Unique, que quer me dar um soco agora) eu tento me explicar quando encontro o olhar de Marley. Ela apenas me pergunta: “por que você não me contou?” com os lábios. Verdade, eu não contei nada a minha melhor amiga. Droga, tem como ficar pior?

De repente tudo para quando ouço meu nome sendo chamado:

— Elizabeth ...

Quem me chama desse jeito? Todo mundo me chama de Liz ou Lizzie. Não, espera eu já sei quem eh.

Me viro e eh justamente quem eu esperava. Minha irmã mais velha. Igualzinha a mim, só que mais velha.

Ela me chamou pelo primeiro nome. Isso eh um código para quando acontecesse alguma coisa ruim.

— Cher – vou correndo em direção a ela- O que houve?

Notas finais
e aee gostaram? entao gente, provavelmente eu nao volte mais. vou viajar dia 4 e so volto no dia 28. provavelmente eu nao poste mais nada ate o dia 4. e ai, depois so no finalzinho. mas eu vou terminar essa fic antes das aulas comecar, certeza! besos