Keep Calm and Try to not Kill Him

18 Capítulo 15 - A bruxa do 361


Notas iniciais
POR FAVOR LEIAM ESSAS NOTAS!!!UM AVISINHO BÁSICO ;) Heyy flores!! Como vão? Quero avisar que eu PRETENDO tentar postar mais rápido a fic, porque eu já tenho ideias para duas outras fics originais que quero escrever e começá-las logo, mas eu queria terminar essa primeiro =) Entãaooo eu vou avisando sempre nas notas finais quando vai vir o próximo capítulo porque minha rotina é meio diferente a cada dia e blábláblá. Portanto, é melhor sempre estarem dando uma olhadinha nas notas finais para verem o dia, se quiserem saber, afinal é raro eu atrasar a postagem (às vezes pode acontecer, né? Mas é MUITO difícil). Pronto, agora, boa leitura, I hope you enjoy, Kissus

Angeles NightWalker

Me diga, porquê e eu repito: por quê diabos eu preciso saber eletrólise?? Eu quero fazer remédio, não ligar a porra do cloreto de sódio num gerador.

Meus Deuses, me dê paciência porque se me der uma arma, eu mato!

Belo jeito de passar a noite de sexta-feira. Estudando Química, mais precisamente eletrólise que eu acredito que NUNCA usarei isso na minha vida.

Mereço?

Devo ter brincado de surfe com a cruz de Jesus para merecer tal coisa.

E dentro desse mar de calamidades, eu não podia me deixar de me preocupar com um ser acéfalo.

Rei Demônio estava sabe-se Godzilla aonde. Ele não havia dormido ontem aqui no dormitório e no dia seguinte recebi uma leve explicação de Ash:

“Oi, Angeles, sei que você deve estar preocupada, Jake está aqui no meu quarto, ele havia perdido a chave e não queria te acordar, então ele veio dormir aqui. Ele está meio mau do resfriado então ele vai faltar amanhã e continuar aqui no meu dormitório.”

Meu cú.

Eu sabia que Jake não havia perdido a chave porque eu o vi guardando ela em seu bolso, ele não ligaria de me acordar de madrugada para abrir a merda da porta para ele, Jake não é de ser relaxado com esse tipo de coisa como esquecer uma chave e QUEM DIABOS PEGA UM RESFRIADO DO NADA E NÃO PODE VOLTAR PRO PRÓPRIO DORMITÓRIO?!

Bufei, irritada. Ele tinha se tornado um fantasma aqui.

Se ele quer ser assim, que seja.

— CANSEI! — gritei irritada, levantando da escrivaninha.

Estava cansada de Química e de Jake DarkShadow.

Sai do dormitório, decidi comer alguma coisa extremamente gordurosa e gostosa. Liguei rapidamente para Allan.

Estava fazendo trabalho.

Liguei para Yuki.

Estava estudando para a prova.

Então liguei para os dois idiotas (Pernil e Derek).

Nenhum dos dois atendia.

Liguei – última fucking tentativa – para Vincent.

Seu lindo, você se preocupa comigo.

Combinamos de parar na confeitaria da faculdade. Estava um pouco frio, então eu vesti minha calça legging preta e moletom grande preto do Supernatural. Com meu AllStar no pé, fui andando em direção a mesa onde avistei Vincent.

— Hey, Vin.

— Oi, Angeles.

Ele ainda era meio tímido, mas havia melhorado BASTANTE desde a primeira vez que nós tínhamos nos encontrado.

— Estava ocupado?

— Não... Nada disso....

Ele estava estranho. Seu capuz não escondia tudo – dessa vez – de seu cabelo loiro claro. Seus olhos azuis estavam pensativos...

— O que está pensando? — perguntei enquanto decidia no cardápio o que iria querer.

— Nada particularmente...

— Corta a encheção de linguiça, Vincent, eu sei que você está pensando em alguma coisa...

Ele apenas ficou olhando para mim.

— Ou, em alguém...

Seu rosto ficou vermelho.

— AHÁ, SABIA. E aê, quem é a garota?

— Qu-que garota?

Revirei os olhos.

— Vincent, você é meu amigo, pode me contar e outra, eu ODEIO que meus amigos tentem esconder esse tipo de coisa de mim. E então, quem é?

— Você não a conhece...

— Bem, isso não é uma dificuldade, já que eu conheço apenas uma dúzia de seres nessa faculdade imensa.

— Ela é do dormitório 361.

Hm? Eu lembrava dos meninos falando sobre uma menina que era do 361. Aparentemente ela morava sozinha porque a menina que dividia o quarto com ela saiu por motivos misteriosos da faculdade. E muitos acreditavam que ela era uma bruxa porque ela sempre usava roupas escuras.

Eu nunca tinha encontrado ela e nem sabia seu nome. Sabia apenas que ela sempre estava carregando livros sobre magia etc... (mais um motivo para as pessoas acreditarem nesses boatos sobre ela) e que ela tinha poucos amigos.

— Qual o nome dela?

— Molly.

Sorri e comecei a encher o saco dele sobre isso.

— Vincent está apaixonado, Vincent gosta de uma garota — comecei a cantar enquanto esperava pelo meu pedido.

Ele era tão fofo quando ficava vermelho.

— Aqui está seu pedido, senhorita — disse a garçonete — uma coca-cola, um X-tudo com batata frita mais sua sobremesa, torta de frutas com chocolate e mini pastel de maçã.

Vincent arregalou os olhos.

— Você vai comer TUDO isso?

— Cara, eu não estou entendo química sendo que eu faço FARMÁCIA, eu tenho ainda que fazer mais dois trabalhos para essa semana e estudar para uma prova e meu colega de quarto acabou de virar um fantasma filho da puta. Me dê uma trégua.

Vincent pareceu confuso, mas ficou quieto e eu agradeci por isso. Enquanto comia minha comida, percebi que uma menina havia entrado no refeitório e percebi que esse era o motivo do Vincent ter ficado quieto. Ele não tirava os olhos dela.

Deve ser a tal Molly.

Ela era bonita, tinha olhos cor de mel e cabelo castanho escuro que não chegava a alcançar os ombros. Tinha uma pele tão branca quanto a minha e era um pouco mais alta do que eu.

Bem, isso não é novidade.

Percebi que ela nos viu e começou a caminhar em nossa direção.

— Olá, Vin — ela disse com um sorriso no rosto.

— O-oi, Molly — ele disse, timidamente.

Revirei os olhos, seja homem, Vincent.

— Eu queria lhe entregar o seu caderno de anotações, me ajudou muito — ela entregou para ele o caderno.

Ele assentiu, e depois de nos despedir, ela saiu andando.

— Mas que porra foi aquela, Vin? — perguntei, com o rosto cheio de chocolate.

— Aqui — ele disse, entregando um guardanapo.

Limpei minha boca e repeti a pergunta.

— Eu... Não sei como me comunicar com as pessoas direito — ele disse, suspirando.

— Oh, sério, Sherlock? Não tinha reparado nisso, quem te falou isso? O papa?

— É serio, Angeles, será que você poderia me ajudar? — ele perguntou, esperançoso.

— Bem... Vou ver se falo mais com a menina para ver no que exatamente eu preciso te ajudar, mas assim que eu descobrir, te avisarei — disse com um sorriso encorajador.

Vincent assentiu e continuamos a conversar sobre coisas banais.

Decidi que era hora de falar com Allan, assim que separei do Vincent.

Desculpa, flor, não posso falar agora, acabei de sair com Eric.

— Mas que porra... — comecei a frase, mas nunca terminei. Sentei no primeiro banco que encontrei e comecei a digitar na porra do touch como uma condenada.

QUEM NO INFERNO É ERIC, SIR EU-NÃO-FALO-MAIS-NADA-PARA-ANGELES?

Alguns segundos depois, ele me respondeu.

Não, Angel querida, ele não é do inferno. É apenas um cara que eu conheci na faculdade e eu decidi sair com ele depois de fazer meu trabalho. Não te contei nada porque hoje foi a primeira vez que fui encontrar com ele. =)

Tudo bem, mas depois eu quero saber CADA DETALHE, Sir.

E quando eu estava quase desligando meu celular, ele respondeu.

Mas é claro, mamãe.

Xinguei o Allan de algumas coisinhas básicas, antes de sair andando pelos corredores.

Cheguei no dormitório e tudo estava apagado, eu pensei que estava sozinha em casa, então acendi tudo. Eu ouvi alguns barulhos e congelei.

Satanás, é você?

Pegando a primeira coisa que eu vi na minha frente – um abajur – eu fiz meu caminho até a mini sala.

— AAAAARRRRRHHHHH — gritei enquanto acertava um vulto negro da minha sala.

— MORRA BANDIDO, MORRRRAAA!!!

— MAS QUE CARALHO, ANGELES, O QUE RAIOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO?!

Eu conhecia aquela voz.

— Jake? O que você está fazendo aqui? — perguntei enquanto ligava as luzes.

— Esse é o meu dormitório — ele respondeu enquanto massageava o ombro que acertei com o abajur.

Eu ia retrucar, mas percebi que havia uma terceira pessoa em nossa sala. Era uma menina loira com um corpo esbelto e unhas gigantes que usava um mini mini ultra mini vestido.

Uma vadia na minha sala, era só o que me faltava.

— Quem é a coisa? — perguntei, enquanto colocava o abajur em cima da mesinha.

— Ei, eu estou bem aqui...

— Oh, sério, Sherlock? Pensei que não.

— Você...

— Eu preciso falar com esse bicho que você estava se agarrando — estremeci pensando que o barulho que havia escutado era deles dando uns amassos — então, por favor saia.

— Mas...

— Saia.

— Eu...

— EU DISSE SAIA! — gritei, trincando meus dentes. Minha raiva era muito grande para ser controlada.

Não demorou cinco segundos pra vadia sair do meu dormitório.

— Então? — ele perguntou casualmente — você precisa falar algo?

Respirei fundo.

— Jake, onde você estava?

— No Ash.

— ANTES SUA MULA DO CARALHO.

— Numa festa. Agora se me der licença, eu quero comer alguma coisa.

Empurrei ele que acabou voltando pro sofá.

— É assim, então? Você some por dias, me ignora na maioria das vezes, age como se não ligasse para mais nada. O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM VOCÊ, DARKSHADOW?

— Eu não vejo porque você está preocupada...

— PORQUE SOU SUA AMIGA.

Me joguei no sofá do lado.

— Ou pelo menos, pensei que era.

Jake ficou olhando para a parede.

— Não somos amigos. Nunca fomos, a única coisa que eu queria era tentar te aturar.

Sua voz não me convencia.

— Não acredito nisso, acreditarei se olhar nos meus olhos e repetir tudo isso sem essa voz de velhinha.

— Viu? Estava certa. Mas que droga, Jake, por que está fazendo isso? Por qu...

— MAS QUE PORRA, ANGELES, NÃO QUERO FALAR SOBRE ISSO. PARE DE ME ENCHER POR PELO MENOS UM SEGUNDO. EU NÃO QUERO OLHAR PRA VOCÊ, EU NÃO QUERO FALAR COM VOCÊ. EU QUERO QUE VOCÊ ME DEIXE EM PAZ, ENTÃO PORQUE VOCÊ NÃO PARA UM POUCO DE PENSAR EM SI MESMA E TENTA FAZER UMA COISA QUE EU QUEIRA?

— Então, é isso que você quer? — perguntei num sussurro.

— Eu... — Jake estava sem ar, e parecia que ele ia chorar. Nunca o vi assim, mas eu estava machucada demais para me preocupar com ele.

Tentei levantar minha cabeça, impedindo as lágrimas que queriam sair.

— Então é isso — falei mais decidida.

Sai andando e deixei Jake atônito.

— Hey, Angel, onde...Onde você vai? O que você vai fazer.

Peguei minha chave e meu celular. Não tive tempo de pensar em nada. Nem de pegar nada.

— Vou fazer a coisa que você quer — respondi, indo para a porta.

Abri ela, e olhei para trás, vendo um Jake totalmente perturbado. Não pude perceber as emoções que estavam em seu rosto porque eram muitas.

— Parabéns, DarkShadow, você conseguiu o que queria. Você conseguiu ter o quarto só para você — disse, logo antes de fechar a porta.

Notas finais
Tadinha da Angeles =( Logo veremos porquê Jake está fazendo todas essas coisas (sim, há motivos). Espero que tenham gostado. Comentem, favoritem, ou recomendem =D Próximo capítulo tentarei postar na quarta =) Byebye