Keep Calm And Love Dramione

1 Keep Calm And Rasgue Lingeries


Notas iniciais
Primeira fanfic babys, então perdoem os erros de ortografia, e pontuação. Mas Dramione sempre vale a pena. Boa leitura.

O vento típico de inverno dançava nos corredores escuros do castelo de Hogwarts, a noite obscura dava um ótimo contraste aos fantasmas que ali passavam, e aos quadros vivos que sussurram até que fossem vencidos pelo sono.

Nesses mesmos corredores uma bruxinha muito irada passava apressada, seus sapatos batiam em um ritmo constante no chão, pisando duro, nunca parando, como se estivesse descontando a irá dos céus na pobre pedra. Suas mãos em punho, suas bochechas rosadas, o cabelo revolto, e as lagrimas turvando seus olhos demonstravam o quanto à raiva a dominava.

Hermione Jean Granger, a bruxa mais inteligente de sua idade, e por que não dizer, a mais inteligente de sua geração? A menina mulher que ajudou a salvar o mundo da ruína iminente, derrotando o homem que foi o maior bruxo das trevas. A castanha que havia sofrido bulling em seu primeiro ano na escola de magia, e que hoje era venerada por onde passava. Se antes era uma garota franzina, com os cabelos crespos, tendo os dentes um pouco maiores por conta sua genética, considerada uma rata de biblioteca que nunca teria amigos, hoje é uma mulher forte, linda e respeitada!

Seus cabelos ondulados e incrivelmente macios caiam até sua cintura, seu corpo desenvolvido com o passar do tempo era de encher os olhos, ela ainda possui uma estatura baixa, porem suas pernas são bem torneadas, seios e bumbum em um tamanho médio e firmes, e pra completar a obra de arte, seus olhos castanhos cheios de vida demonstram uma coragem Grifinória que fascina seus admiradores.

Então por que a pequena andava tão puta da vida àquela hora da noite, onde o frio castigava quem ousava andar por aqueles corredores sombrios? A resposta é fácil, e por que não dizer clichê?

Draco Black Malfoy.

Esse é o primeiro e quase sempre o motivo para que a castanha ficasse tão brava, a ponto de mostrar o dedo do meio para os quadros que reclamavam da luz que sua varinha emitia pelos corredores escuros.

Até hoje o mundo bruxo se espanta ao saber que um Malfoy namora uma Granger, um puro sangue com uma nascida trouxa. Mesmo após um ano de namoro o casal recebe comentários, olhares curiosos e maldosos. Mas ambos levam isso numa boa, até riem em algumas ocasiões.

Só que Hermione não estava rindo agora, muito pelo contrário, se ela encontrasse Valdemort nesse instante, é bem capaz dele sair correndo e se trancar em um armário ao ver a expressão da garota, e ela nem estava na TPM.

Hoje tinha tudo para ser um dia perfeito, novos alunos chegaram ao castelo para mais um ano letivo, a seleção de casas foi animada e mais engraçada do que o costume, tudo por causa do chapéu seletor que parecia ter bebidos todas. Alguns alunos foram chamados pelo nome de antigos estudantes do castelo, e até houve um momento em que o chapéu passou uma cantada na professora, que agora também é diretora, Minerva Mcgonagall.

Porem, no fim deu tudo certo, cada novato foi designado a sua casa conforme a tradição, mesmo o chapéu seletor estando um pouco velho e desmiolado.

Mais tarde naquele mesmo dia, ocorreu o jogo de quadribol entre a Lufa-lufa e Sonserina, claro que Hermione torceu para Sonserina. Sobe seus aplausos e gritos de incentivo para o namorado, Draco foi o maior pontuador da partida, além de ter abortado a maioria das tentativas de gols dos adversários.

Por fim a Sonserina ganhou de lavada, ainda mais quando adicionou os pontos por terem apanhado o pomo. Hermione morrendo de orgulho do seu loiro, foi correndo até o campo para que pudesse abraçá-lo antes que aquilo virasse uma loucura e o perdesse de vista. Já estava na metade do caminho, conseguia até avistar seu namorado comemorando a vitória com alguns integrantes do time, só mais alguns passos e o abraçaria, no entanto foi impedida por um novato que parou na sua frente, a impedindo de seguir adiante.

Ele era alto, cabelos pretos e olhos verdes, bonito até, mas nada que tirasse a atenção da castanha. Ele começou a falar e falar, claramente dando em cima dela, Hermione por sua vez apenas sorria educadamente sem prestar atenção em suas palavras, quando achou que já havia sido educada o bastante, a pequena contornou o garoto, deu qualquer desculpa e retornou sua caminhada, porem não esperava que o garoto fosse tão irritante e insistente, ela não conseguiu dar dois passos antes que o novato a puxasse com tudo e colasse o corpo no dela.

Hermione o olhou brava diante de sua ousadia, já estava prestes a dar um belo soco no atrevido quando sentiu os pelos de sua nuca eriçassem.

Automaticamente ficou paralisada nos braços do desconhecido, ela conhecia muito bem aquela sensação, podia apostar sua vida que estava sendo observada, e não por qualquer um, e sim por Draco Malfoy. Apenas ele causava aquele arrepio, mesmo sem ver, ela sabia quando estava sendo alvo de seu olhar.

Assim não foi nenhuma surpresa quando virou a cabeça e encontrou olhos azuis cinzentos a encarando com raiva, não só ela, mas também o novato que ainda a segurava, o desgraçado ainda tinha passado o braço por sua cintura.

Hermione entrou em pânico, conhecia muito bem seu namorado possessivo e ciumento, ele faria alguma besteira, mas mesmo o conhecendo, ela não sabia se a raiva cairia sobre ela, ou sobre o garoto.

A resposta veio mais rápido do que um balaço, Draco estava cercado de admiradores, a maioria sendo meninas, novatas e veteranas, todas querendo, implorando ao menos um segundo de atenção do loiro. Malfoy desviou os olhos de Hermione e deu aquele sorriso de molhar calcinha para suas fãs.

– Calma meninas – sua voz rouca foi ouvida por Hermione – tem Draco pra todas, se quiserem podem pegar senha pra visitar o meu quarto mais tarde.

Hermione arfou em choque, seus olhos enchendo de lagrimas assim que assimilava as palavras de seu namorado. Sua vontade era ir até o loiro esfolá-lo vivo e depois azarar todas aquelas putas que ousavam respirar perto do seu homem. Mas mesmo naquela situação a “menina-sabe-tudo” conseguia ser racional, ela não daria aquele gostinho para o fuinha oxigenado, não iria dar novamente um showzinho gratuito para os presentes, ela sempre se arrependia quando discutia sua relação em publico.

Dessa forma a castanha empinou o nariz que já é arrebitado, deu um empurrão no novato que estava alheio a confusão e causara, e marchou para dentro do castelo sem olhar pra trás.

Foi assim que a menina começou a andar pelos corredores frios de Hogwarts, sua raiva exalando por todos os lados, azar de quem a encontrasse pelo caminho.

Não demorou muito para que ela chegasse até seu destino, seu salão comunal, o apartamento dos monitores cujo dividia com Draco, seu namorado, ou seria ex namorado?

Hermione bateu a porta com força após adentrar no apartamento, o salão comunal que ela tanto adorava a recebeu com seu toque aconchegante, no entanto nem isso poderia acalmá-la. A castanha começou a andar de um lado pro outro, proferindo palavrões e pragas aos sete ventos, toda raiva direcionada ao Malfoy e todas as garotas daquela escola, quer dizer, nem todas, pelo menos umas quatro são suas amigas.

Mas aquilo ainda não a acalmava, então segundos depois conjurou um taco de baseball e começou a quebrar tudo que via pela gente, a estante de livros, os frascos de poções de Draco, os portas retratos, a mesinha de centro onde ostentava os símbolos da Grifinória e Sonserina, derrubou todos os troféus do loiro, destruiu os quadros que decoravam as paredes, e por fim descarregou suas ultimas forças no belo sofá que decorava metade do ambiente, local onde o casal protagonizou muitos momentos de amor.

Suada e ofegante, Hermione deu uma boa olhada em sua obra prima, o local estava devastado como se um furacão tivesse dado um “olá” ao salão comunal. A pequena suspirou um pouco mais calma, mas não completamente. Tirou a varinha de suas vestes e com apenas três movimentos a sala começou a voltar ao normal, tudo que havia sido destruído foi consertado e colado devidamente em seu lugar, como se nada tivesse acontecido.

A castanha estava cada vez melhor nesse feitiço, não era a primeira vez que o utilizava, já destruíra muitas vezes aquela sala, mas sempre arrumava a bagunça após seu racional lhe puxar a orelha.

Não era a primeira vez que brigavam, e não seria a última, mas até quando eles conseguiriam se reconciliar? Só de pensar que um dia isso não poderia acontecer, o coração da menina perdeu uma batida.

Suspirando pesadamente Hermione seguiu até o banheiro, onde se despiu lentamente, e ligou o chuveiro liberando um forte jato de água quente. Mas não era isso que ela precisava, assim mudou a temperatura deixando a água gelada cair sobre o seu corpo. Ela precisava esfriar a cabeça, até mesmo o seu coração, que parecia estar incendiando o seu ser.

Gemendo um pouco por causa da queimação da água gelada, Hermione tentou esvaziar a mente e relaxar, seu corpo ao poucos foi se acostumando com a temperatura deixando o banho agradável. Infelizmente sua mente continuava a vagar em todas as direções, sendo que no final delas encontrava-se Draco Malfoy.

Sem o seu consentimento, a pequena lembrou de como foi o começo de seu relacionamento com o loiro. Tudo começou a partir do momento em que a diretora Mcgonagall anunciou que ambos seriam monitores chefes, e assim conseqüentemente dividiriam um dormitório. Eles ficaram chocados com o anuncio, porem estranhamente não contestaram a decisão da bruxa.

Desde que chegara a escola, após a guerra com “você-sabe-quem”, Hermione percebeu que Malfoy estava diferente, o garoto estava mais frio do que nunca, se antes ele andava rodeado por seus admiradores com aquele sorriso sarcástico, passou a andar sozinho, sem sorrir ou olhar para os lados, apenas uma coisa permanecia a mesma, Draco Malfoy andava com a cabeça erguida lançando seu olhar arrogante por onde passava.

Todos ali sabiam a trajetória do puro sangue antes e pós guerra. Que todas as coisas ruins que o garoto havia feito a mando do Lord da treva, foi para proteger sua mãe, sua única prioridade naquela época. No fim o loiro encontrou uma luz no fim do túnel e se aliou ao lado do bem, de algum modo ajudou a derrotar Voldemort, como também fez um longo depoimento sobre tudo o que sabia sobre os planos dos comensais da morte, revelou também nomes dos seguidores do bruxo das trevas.

Mas nem tudo acabou bem, infelizmente sua mãe se contagiou com uma forte pneumonia e faleceu um mês depois do fim da guerra, seu pai condenado ao beijo do dementador.

Mesmo tendo se redimido, a fama de ex comensal da morte rondava Malfoy no começo do ano letivo, metade dos alunos o olhava com desprezo ousando até provocar e xingar o loiro, a outra metade que incluía Hermione, ignorava a existência do menino.

No entanto isso não durou por muito tempo, sem nenhum esforço da parte de Draco, o príncipe da Sonserina voltava a reinar. Primeiro em sua própria casa, onde os alunos fingiram que nada havia acontecido e alegremente faziam de tudo por um segundo da atenção do loiro, e aos poucos Hogwarts, a maioria sendo meninas, transformava novamente Malfoy como o garoto mais popular da escola.

E isso não foi por acaso, mesmo não fazendo nada fora do contexto, Draco era e ainda é o aluno mais inteligente das turmas, tendo as melhores notas nas aulas, só perdendo claro para Hermione Granger. Capitão do time de quadribol, dono de uma beleza irritantemente fascinante, e monitor chefe.

Assim ficou quase impossível não ”devolver” o trono para sua majestade, mesmo que alguns nunca admitissem a admiração pelo Sonserino.

Hermione pegou seu sabonete preferido, o de morangos, e calmamente começou a esfregar seu corpo, tirando o suor e poeira adquiridos naquele dia. Não pode deixar de lembrar o quanto Draco gostava de seu cheiro, ele mesmo havia dito isso a ela após o primeiro beijo do casal.

Aconteceu na biblioteca, o lugar sagrado de Hermione, o casal discutia o que não era nenhuma novidade, desde que começaram a dividir o mesmo dormitório as brigas ficaram mais constantes, mais atrevidas e por que não dizer esperadas? Sim, o loiro e a castanha esperavam ansiosamente por aqueles confrontos, não faziam ideia do motivo, porem, o dia não ficava completo sem que ambos se provocassem.

E foi em meio a uma dessas discussões onde Draco chamava Hermione de rata de biblioteca, dizendo que ela nunca teria uma vida social ficando enfurnada naquele lugar, que a garota levantou enfurecida e começou a jogar livros naquela cabeça loira. Malfoy por sua vez tentando se defender foi até a menina imobilizando-a sobre uma das estantes, seu corpo pressionando o dela, no segundo seguinte estavam se beijando.

O melhor beija da vida deles, diga-se de passagem.

Já fora do banheiro enquanto secava-se, Hermione se recordava de que após o primeiro beijo com Draco ambos ficaram sem se falar por uma semana, sete dias inteiros ignorando um ao outro, sem provocações ou brigas. A castanha já estava agoniada e estranhamente cheia de saudades, sem sonhar que Draco sentia o mesmo. Até que para o bem geral da nação, Malfoy mandou o mundo para a casa do caralho e agarrou Hermione durante a ronda, ele reivindicou sua pequena, não aguentava passar mais nenhum segundo sentindo o cheiro dela sem poder tê-la em seus braços.

Durante dois meses o casal se escondeu de Hogwarts, entre beijos, caricias, conversas até tarde da noite, e muitos amassos, amassos por toda escola. Sempre que podiam Draco e Hermione estavam se agarrando, nos corredores, durante as trocas de aulas, nas rondas, atrás da cabana do Hagrid, nos banheiros, nas salas, enfim, como dizia Draco, eles já haviam “batizado” a maior parte da escola.

Draco e Hermione construíam um relacionamento sólido a cada dia que se passava, ambos conhecendo detalhes íntimos um do outro, sem se darem conta se apaixonavam por cada detalhe descoberto. As brigas? Continuavam é claro, duas personalidades tão fortes e diferentes nunca irão deixar de soltar faíscas quando são postas em um embate. Apenas o teor das discussões que mudou. Após o inicio do relacionamento, o ciúmes era e é o grande causador dos conflitos entre o loiro e a castanha.

E o foi o bendito ciúme que causou o próximo passo desse relacionamento. Draco não suportava mais presenciar os garotos daquela escola dando em cima da sua mulher, ele queria que todos soubessem que ela é somente dele. Assim sendo, o loiro mandou o mundo pra casa do caralho pela segunda vez ao pedir sua castanha em namoro, com direito a anel e tudo, teve que que bater o pé até Hermione mostrar sua coragem Grifionória, e aceitar assumir seu amor publicamente.

Hermione girou sua aliança de prata ao redor do dedo, sorriu tristemente ao lembrar-se do quanto a noticia de seu namoro com o Sonserino parou Hogwarts.

Harry e Rony que não retornaram a escola porque já estavam fazendo curso de auror , apareceram enfurecidos na escola exigindo que todos os testes fossem feitos na amiga, para comprovar que ela não fora enfeitiçada por Malfoy.

Foi uma tremenda loucura, mas tudo passa, até mesmo o choque do relacionamento entre um puro sangue e uma nascida trouxa. Hoje em dia o casal é admirado, tem até alguns que os apelidaram como “Dramione”. Malfoy odiou alegando que aquilo era bem gay, Hermione adorou saber que tantas pessoas os apoiavam a ponto de fazer junção com os seus nomes.

Finalmente a castanha saiu do banheiro e seguiu para o quarto de Draco, ou melhor, o quarto deles. Desde que começaram a namorar o casal dividia o mesmo quarto, aos poucos Hermione foi trazendo suas coisas para o local, fazendo com que também fosse seu.

A menina foi até o grande guarda roupa onde dividia com o namorado, e pegou uma camisola branca a vestindo em seguida, prendeu os cabelos secos em um coque, e fitou a cama em duvida. Não sabia se dormiria ali essa noite, ainda estava magoada com o acontecimento de algumas horas antes, não estava a fim de olhar para cara arrogante do Malfoy tão cedo.

Sendo assim pegou um travesseiro e saiu em direção ao seu antigo quarto.

O quarto que já fora de Hermione estava praticamente vazio, tirando a cama, as únicas coisas que restavam ali eram a escrivaninha rosa, que a própria menina havia pintado, e alguns portas retratos contendo fotos de Hermione com Rony. Draco havia retratado o inferno na terra quando viu aquelas fotos no quarto deles, então para conservar a paz mundial, a menina deixou as fotos em seu quarto antigo.

Hermione se enrolou no cobertor tentando se aconchegar na cama fria e desconhecida, já estava tão acostumada com a cama de Draco, com o calor do namorado, que deitar naquele espaço frio foi estranho e solitário.

Ela afundou a cabeça no travesseiro tentando achar uma posição familiar e confortável, mas tudo que conseguiu foi sentir o cheiro do loiro que estava impregnado ali. Gemendo frustrada começou a se debater na cama como uma criança birrenta, se perguntava o porquê tinha que amar tanto aquele loiro de cabeça oca?.

Já que estava no inferno, Hermione decidiu abraçar o capeta. Pegou o travesseiro e o apertou inspirando aquele cheiro que a deixava louca, sabonete, menta e algo mais que a menina não sabia identificar, só sabia que adorava aquela fragrância.

Fragmentos de sua primeira vez com Draco encheram sua mente, duas semanas depois de assumirem seu relacionamento publicamente, Hermione se sentiu preparada para se entregar de corpo e alma ao seu namorado, e também porque ambos já estavam subindo pelas paredes com todos aqueles amassos, qualquer um ficaria louco.

Sem sombras de dúvidas aquele momento, a primeira vez deles, estava na lista dos “dez mais” da castanha.

Hermione rolou novamente sobre a cama fria, sabia que Draco demoraria a chegar. Se a bruxinha descontava sua raiva com a ajuda de um taco de baseball, o loiro tentava se acalmar fazendo uma caminhada pelos arredores do castelo, talvez acompanhado por um copo de whisky, até quem sabe tragando um cigarro.

Finalmente o cansaço a venceu, depois de algum tempo de agitação Hermione conseguiu relaxar ao ponto de cochilar, só mais alguns minutos e cairia em um sono profundo, o melhor remédio para acalmar seu coração apertado.

Mas isso foi interrompido bruscamente quando a menina sentiu braços fortes a erguendo da cama.

Hermione abriu os olhos assustada tentando se orientar, ainda estava meio grogue por conta do sono, foi despertando aos poucos quando aquele cheiro chegou até sua consciência, a fragrância de Draco.

Ele não só havia voltado cedo, como também pegara Hermione no colo e seguia até o quarto deles.

Os resquícios de raiva que ainda sobravam na castanha voltaram a dominá-la.

– O que pensa que esta fazendo? – ela disse se debatendo nos braços de Draco, obrigando o mesmo a colocá-la no chão.

– Te colocando na cama – ele respondeu calmamente. Calma que só serviu para aumentar a raiva da menina.

– Mas eu já estava na cama – Hermione elevou a voz e cerrou os punhos. Sabia que estava sendo infantil, mas não deixaria passar a oportunidade de confrontar o loiro.

– Não, não estava – Draco disse enquanto tirava seus sapatos, e em seguida sua camisa, ficando apenas com a calça do uniforme – sua cama e seu quarto são esses aqui.

Hermione mal ouvia o que o menino falava, ela estava hipnotizada com a beleza que encontrava-se em sua frente. Os cabelos loiros platinados estavam bagunçados de um jeito totalmente adorável, seu corpo desenvolvido decorado com músculos nos lugares certo, santo quadribol que proporcionava esse físico, o peitoral firme fazendo um belo encaixe com o abdômen decorado com vários gominhos que terminavam naquelas entradas que levavam ao caminho da felicidade.

A castanha queria se atirar naqueles braços e reivindicar aquele corpo como sempre fazia, tocar cada centímetro de pele com os seus lábios. Mas não podia, não agora quando ainda estava brava, sabia que a atração que o loiro exercia sobre si é o seu ponto fraco, por isso tinha que trabalhar para não cair em tentação.

Virou-se em direção da porta com a intenção de voltar para a cama fria, porem, antes que desse mais um passo, Draco a puxou pelo braço.

– Onde pensa que vai? – a voz rouca perguntou. A raiva substituindo a calma de antes.

– Dormir – respondeu a castanha petulante.

– Já disse que o seu quarto é aqui – Draco disse frustrado.

– É, mas eu não estou a fim de ficar olhando pra essa sua cara sínica – Hermione disse sarcástica – então se me der licença.

– Não, não dou – o loiro passou as mãos no cabelo, sinal de nervosismo – qual o seu problema hein, porra? Você fica abraçada com aquele novato de merda e depois vem ter raiva de mim?

Hermione o olhou incrédula, já sabia que essa seria exatamente a reação do loiro, mas ainda assim ficava surpresa com tamanha idiotice.

– Olha como fala comigo, seu babaca – a menina ficou vermelha de raiva – eu não sou essas vadias com que você estava acostumado, e se fosse ao menos inteligente teria percebido que o novato que me abraçou contra a minha vontade.

– Fui inteligente o suficiente pra ver que a santinha não fez nada pra afastá-lo – Draco rebateu.

– Eu fiquei em choque, droga – a castanha gritou – assim que percebi que você estava olhando aquela cena, sabia que faria alguma merda que resultaria a mais uma discussão.

Draco deu de ombros, como se não estivesse interessado na explicação da namorada.

– Eu estava muito cansado – ele disse calmo, a raiva parecia ter se dissipado – fiquei com preguiça de bater naquele merdinha.

– Ah claro! – Hermione riu sem humor – então você resolveu me atingir. Alias não era pra você estar atendendo uma fila de vadias, se bem me lembro tinha até que pegar senha.

Malfoy ficou apenas a encarando, sem dizer nada. Sem pressa nenhuma admirava Hermione, seu olhar passando desde os seus cabelos presos em um coque frouxo, em suas bochechas adoravelmente coradas pela raiva, descendo até seus seios médios e firme moldados pelo tecido fino da camisola, terminando em suas coxas torneadas que estavam praticamente descobertas pelo pano que vestia.

Hermione percebendo o olhar que lhe era lançado deu um passo pra trás, sempre que o recebia acabava nos braços do loiro, não importa onde ou quando, bastava Draco a olhar daquela maneira pra eles se perdessem um no outro.

No entanto a castanha não estava disposta a ceder assim tão fácil, ainda estava magoada por ter sido alvo da raiva de loiro. Desejou que conseguisse aparatar dentro do castelo, assim poderia fugir facilmente para o outro quarto, mas como aquela proeza era impossível graças ao saudoso Alvo Dumbledore, teria que ser do jeito tradicional mesmo.

Deu um meio giro, conseguiu dar três passos até a porta, colocou a mão na maçaneta, certa de que conseguiria fugir das garras do namorado, mas o sentimento de vitória não durou por muito tempo. Mal encostou na porta e Hermione sentiu seu corpo sendo prensado na madeira fria. A bruxinha ofegou em choque, assustada pelo repentino impacto, ao poucos percebia a situação que se encontrava, estava totalmente imobilizada contra a porta, sentia o corpo másculo atrás de si a mantendo no lugar.

– Merda – murmurou resignada – o que pensa que está fazendo? Me solta agora, Malfoy.

A menina começou a espernear na tentativa de livrar-se do aperto de Draco, mas não tinha muito resultado, o namorado era incrivelmente forte, e quanto mais ela mexia, mais ele a prensava na porta.

– Você tem noção do quanto fica gostosa quando está com ciúmes?– Draco sussurrou em seu ouvido.

O corpo traidor de Hermione tremeu em resposta, um arrepio excitante percorreu sua espinha, fazendo que ela segurasse um suspiro.

– Vai se foder, Draco – a menina gritou na tentativa de manter o foco – você vai apreciar muito o meu ciúmes quando eu quebrar essa sua cara de Barbie falsificada.

– Humm selvagem – o loiro ronronou divertido – Foder? Só se for com você, amor.

Como se quisesse dar ênfase na frase, Draco pressionou mais seu corpo no da namorada, Hermione já conseguia sentir o calor que emanava do peito nu de Draco em suas costas, agora para completar a tortura, sentiu o membro completamente excitado do loiro roçando em seu bumbum.

A pequena teve que morder os lábios com força pra conter um gemido, teve êxito até, mas não conseguiu controlar seu corpo, estava completamente excitada, sua calcinha molhada pelo simples fato de conseguir excitar Draco.

Eu sou uma fraca pervertida, Hermione choramingou em pensamento.

– É sério, Draco – Hermione suspirou cansada – você não pode me humilhar daquele jeito e depois fingir que nada aconteceu. A maneira como se ofereceu para aquelas garotas, como se não fosse comprometido, pior, como se eu fosse um lixo empatando a sua diversão. Pode imaginar como me senti ao presenciar aquilo?

A menina já tinha os olhos cheios de lagrimas, Draco já havia parado de prensar seu corpo na porta, mas ela nem notou, ficou na mesma posição, encarando a madeira a sua frente, soltando as palavras que sufocavam seu peito.

– Nós poderíamos ter evitado mais essa discussão, se você confiasse em mim – a bruxinha fechou as mãos em punho para segurar as lagrimas – mas você é um cabeça oca impulsivo, no final a sua arrogância e orgulho sempre me atingem! Hoje quando estava vindo pra cá, me perguntei até quando iríamos discutir por coisas tão tolas, nos machucarmos assim e ainda conseguir a reconciliação? Eu tenho medo que isso acabe nos cansando... O que em nome de Merlin eu posso fazer pra você entender de uma vez por todas que eu te amo, que eu só quero você, que nenhum outro consegue me fazer perder o controle? Agora mesmo meu coração está assustadoramente acelerado, e é por sua causa, só você consegue me fazer sentir todas as emoções ao mesmo tempo, só você, seu idiota.

Hermione respirou fundo tentando acalmar as emoções que a queimavam sem piedade, como um crucio. Porem, ironicamente sentia um frio descomunal por dentro, seu coração realmente estava acelerado, ela poderia contar as batidas com facilidade, talvez estivesse tendo um ataque cardíaco, pensou a menina em seus devaneios.

Como a mesma acabara de dizer, o único capaz de fazer aquilo com ela é Draco Malfoy, apenas o loiro arrogante conseguia fazer a heroína do mundo bruxo perder completamente a razão.

A menina desejava sentar no chão, colocar a cabeça sobre os joelhos e fazer uma seqüência de respirações, assim como o pai havia lhe ensinado aos 6 anos de idade, quando a pequena tinha ataques de pânico, e precisava se acalmar antes que parasse de respirar. Fazia muito tempo que a bruxinha não sofria desses ataques, mas mesmo assim gostava de fazer o “ritual” para acalmar suas emoções.

Os pensamentos de Hermione foram interrompidos, quando Draco a pegou pelos ombros e deixou a garota de frente pra ele. O loiro tinha uma expressão séria e determinada, a mesma expressão que usava quando jogava quadribol, ou quando a pediu em namoro. Os olhos azuis acinzentados encaravam a menina com intensidade.

– Escuta aqui, Granger – a voz do loiro estava mais rouca que o normal, parecia furioso – mas escuta bem porque eu não vou repetir, e não ouse me interromper, entendeu?

Hermione encarava o loiro um tanto chocada e... excitada? Sim, a menina negaria até a morte, mas nunca diria em voz alta o quanto ficava excitada quando o namorado ficava bravo daquela maneira. Um arrepio delicioso passeava por sua coluna enquanto absorvia a expressão e palavras de Draco.

– Entendeu, porra? – Draco rosnou. Ainda esperava uma resposta de Hermione.

– Sim – a menina murmurou petulante, mesmo estando curiosa pra saber o que o loiro tinha pra falar.

No entanto, Draco não falou de imediato, o bruxo passou a mão no cabelo e começou a olhar todos os pontos do quarto, como se buscasse uma inspiração, ou coragem pra dizer o que queria. Hermione cruzou os braços e segurou a vontade de bater o pé, sabia que aquilo o irritaria mais ainda.

– Desculpa – finalmente o loiro falou. Ele surpreendentemente começara com aquela palavrinha tão rara para um Malfoy – eu fui um cretino quando disse aquelas coisas, como sempre eu deixei o meu gênio tomar conta da situação, mas você me conhece, sabe o quanto eu sou ciumento e possessivo em relação a você, então quando eu vi aquele filho da puta te abraçando e você parada sem fazer nada... Eu to me esforçando Hermione, Merlin sabe o quanto eu já mudei, a quantidade de vezes que eu engoli meu orgulho e arrogância, e tudo isso por você, tudo pra me tornar um cara melhor.

Draco começou a andar de um lado pro outro novamente, as mãos em punho, às vezes fechava os olhos quando tinha dificuldade em soltar as palavras. Já Hermione estava estática no lugar, seu coração voltava a bater daquele jeito perturbador, foram raras às vezes em que o namorado se desculpava com todas as palavras, o loiro não é muito de palavras muito menos declarações, ele é o cara que opta por atitudes.

– Mesmo melhorando eu ainda erro muito, Granger – Malfoy parou de andar e agora encarava a menina – mesmo me esforçando eu ainda faço merda, sou como um viciado em recuperação, por mais que eu tente vai ter momentos em que aquele menino mimado que só te magoava voltará á tona. Mas você não pode... Não ouse desistir de mim, Hermione. Por favor, não pense em entregar os pontos quando as coisas estiverem difíceis, eu um Malfoy puro sangue, imploro para que você tenha um pouco de fé e paciência. Pare com essa baboseira de que algum dia um de nós irá se cansar disso. Eu nunca estive realmente vivo, só soube da verdadeira sensação depois que comecei a conviver com você, amar você. Agora me diz como eu posso me cansar disso?

A castanha olhava Draco maravilhada, mesmo ali naquela hora, onde o loiro se desculpava e se declarava, o menino ainda era autoritário, a determinação queimando seus olhos como se pudesse mover céus e terras para convencer Hermione de suas palavras.

– Eu te amo, porra – Draco pareceu cansado – eu te amo muito, você é a única coisa boa que me sobrou depois de todas as merdas que aconteceram na minha vida. E quando a gente briga desse jeito me bate um medo do caralho, eu não sei mais viver sem você ao meu lado, você é minha, você me da esperanças para não ter o mesmo fim que meus pais. Então, por favor, coloca nessa sua cabecinha de "sabe tudo", que sempre que tivermos qualquer tipo de briga, e acabarmos magoando um ao outro, eu ainda te amo, mesmo sendo um idiota filho da puta, eu sempre vou amar você, amor.

Draco parou de falar e ficou olhando Hermione, esperando alguma reação ou resposta da garota. Mas a bruxinha ainda assimilava o momento, absorvendo as palavras do namorado. Como um cobertor quentinho em uma noite de inverno, a declaração de Draco abraçava Hermione, a confortando, deixando um rastro de felicidade por cada célula do seu corpo, uma confiança incrível se tornava sólida em sua mente e corpo.

Não importa quantas vezes brigassem, ou até mesmo se magoassem, Draco sempre a amaria, e ela não estava em uma situação diferente, se o loiro confessou que a menina o ensinou a viver, para Hermione o bruxo tornara-se a sua vida.

O coração da bruxinha voltará a palpitar com força total, até latejava em sua cabeça, e tudo isso por conta de uma só pessoa, e mais uma vez a menina se apaixonava por Malfoy, como se fosse possível o amava um pouco mais, seu coração parecia prestes a explodir por comportar tamanho sentimento.

Finalmente Hermione deixou que as lagrimas escorressem por seu rosto, mas dessa vez o sentimento era diferente, se antes chorava por raiva, agora as lagrimas eram conseqüência de sua felicidade, estava tão emocionada que deixou escapar uns soluços estrangulados.

– Voce está bem? – Draco perguntou assustado, não esperava aquela reação da garota que sempre conseguia controlar as emoções – Não está tendo um ataque de pânico, esta? É melhor se sentar e fazer aquele ritual estranho que seu pai lhe ensinou.

Hermione riu entre as lagrimas, o loiro a conhecia tão bem, sabia de coisas sobre ela que ela nem lembrava de ter contato.

Malfoy avançou até Hermione com a intenção de forçá-la a se sentar, mas a bruxinha foi mais rápida, e sem qualquer aviso se jogou nos braços de Draco. O loiro deu um passo para trás para conseguir se firmar e segurar a menina nos braços, a mesma o pegou de surpresa, por isso demorou alguns segundos para que ele retribuísse o abraço acalorado da namorada.

– Eu também te amo, seu idiota – Hermione ria sem reservas – eu nunca vou desistir de você, eu sou uma Grifinória "sabe tudo", eu vou fazer de tudo para sempre ter você ao meu lado, nem que pra isso tenha que ler todos os livros do mundo. Então trata de se conformar que eu vou sempre ser sua, e você é meu, só meu.

Draco soltou um suspiro longo, como se um peso tivesse sido retirado de suas costas. Ele abraçou Hermione com mais força e curtiu o momento, sentir o corpo pequeno da namorada contra o seu era sem dúvidas a sua “oitava maravilha do mundo”.

O casal ficou abraçado no meio do quarto, por segundos, minutos, horas, quem sabe? Nenhum dos dois ligava, eles estavam muito ocupados sentindo o coração batendo em uníssono, sentindo o cheiro do outro, aquele aroma que os enfeitiçava como se fosse uma poção do amor, só que aquilo era verdadeiro, nada forjado por ingredientes.

Tanto Draco como Hermione não eram muito bons com palavras, não diziam sempre a frase mágica “Eu te amo”, não precisam disso pra saber o amor que sentem um pelo outro, mas quando declarações assim acontecem ambos iam ao paraíso em questão de segundos.

Hermione se afastou alguns centímetros de Draco e fez o que queria fazer desde o momento em que o loiro a carregou até o quarto, o beijou. Estava louca para beijá-lo, alimentar seu vício que tinha por aqueles lábios, sentir aquele gosto de menta com whisky.

O beijo começou lento e apaixonado, sem pressa, ambos saboreavam a reconciliação, as línguas dançavam em sincronia conhecendo novamente cada cantinho disponível.

Já sem fôlego, Draco começou a dar mordidas por todo o lábio da garota deixando o beijo mais quente e urgente, Hermione correspondeu a altura puxando os cabelos do loiro, como se pudesse trazê-lo para mais perto.

– Eu adoro brigar com você – Draco sussurrou ofegante sobre os lábios da menina – mas eu amo nossas reconciliações.

– Sim, tem as suas vantagens – Hermione brincou enquanto mordiscava o queixo do rapaz.

– Eu quero você, Granger – o loiro ofegou ao sentir os lábios da namorada em seu pescoço. Como resposta o bruxo desceu as mãos até o bumbum da menina e o apertou com vontade, colando ainda mais o corpo ao seu, fazendo com que ela sentisse sua ereção.

– Eu também preciso de você, amor – a bruxinha mordiscou o nódulo da orelha do namorado fazendo os pelos da nuca do mesmo se eriçar.

– Você me deixa louco – Draco rosnou em aprovação – espero que não goste tanto dessa camisola.

Antes que a bruxinha pudesse entender suas palavras, Draco agarrou o tecido que a menina vestia e o rasgou com facilidade, deixando a menina apenas de calcinha e soutien.

Hermione até abriu a boca para reclamar, perdera a conta de quantas camisolas já foram rasgadas por Draco, sem contar as calcinhas. A garota já teve que ir ao shopping escondida, em dia de semana por conta de não ter mais roupas intimas. Daqui algum tempo o namorado rasgaria seus jeans, a menina pensou contrariada.

Mas ao perceber o olhar do loiro em seu corpo, a castanha fechou a boca. Aquela imensidão azul admirava Hermione com um desejo quase sólido, se fechasse os olhos era capaz de sentir aquela atmosfera erótica que se espalhava pelo ambiente. Apenas com um olhar Draco conseguia fazer com que Hermione se sentisse linda, poderosa, amada. A menina se sentia uma mulher completa e feliz só pelo fato de causar a cobiça de Draco Malfoy.

– Gostou? – Hermione deu uma pirueta para que o namorado desse uma boa olhada em todos os campos descobertos de seu corpo. Após a terceira transa do casal, a bruxinha havia ficado desinibida, adorava mostrar todos os seus atributos ao namorado, gostava de receber os olhares sensuais do seu homem.

– Muito – Draco respondeu, sua voz já rouca pelo desejo – são minhas cores preferidas.

A castanha nem havia notado, mas havia vestido um conjunto de lingerie preto com detalhes de renda verdes. Sim, a menina comprava a maioria de suas roupas intimas pensando no namorado, imaginando a sua reação ao vê-la usando aquelas peças.

E ela nunca se decepcionara com as reações do Sonserino.

Hermione caminhou até Draco novamente, o admirando também, sabia que seus olhos demonstravam o quanto estava excitada. Ele mal a tocara e ela já estava molhada. Mordendo os lábios e sem tirar os olhos dos dele, a bruxinha começou a distribuir beijos pelo peitoral malhado de Draco, sentia o cheiro e textura da pele em seus lábios. Já suas mãos desceram para seu objetivo inicial, passando pelos gominhos indo até o elástico de sua calça, onde prontamente enganchou os dedos e as desceu até seus pés. Em silêncio Draco deu um passo para o lado, descartando a calça para o canto do quarto, seus olhos já totalmente cinzas por conta do desejo, fitavam cada movimento da castanha, tentando imaginar o que a menina faria a seguir.

A bruxinha ainda estava na mesma posição, de joelhos, agora observava Draco de baixo para cima, olhando as coxas musculosas, passando pela cueca que estava com uma protuberância por conta de sua ereção, indo até seu abdômen e peitoral incrivelmente esculpidos, finalmente parando naquele rosto magnífico que encantava qualquer um.

Mas por uma loucura do destino aquele homem é dela.

Sorrindo com o pensamento, Hermione desviou os olhos e encarou a ereção a sua frente, sem que precisasse pensar duas vezes, esticou uma das mãos e acariciou a protuberância sendo compensada prontamente por um gemido baixinho de Draco. Enganchou mais uma vez os dedos no elástico e puxou o tecido, observando o loiro jogar a cueca no mesmo canto da calça.

Hermione já sabia o que queria quando permaneceu ajoelhada, então sem mais delongas segurou o membro de Draco e começou a manipulá-lo em um vai e vem lento, sentia o pulsar em sua mão, duro como uma pedra e incrivelmente quente, a castanha já sentia sua boca salivar, sua intimidade pulsando pelo fato de dar prazer a Draco, sentia-se mais confiante a cada gemido que saia do loiro.

Inclinando-se para mais perto, Hermione mordeu a coxa de Draco, aquilo com certeza deixaria marcas, mas ambos gostavam de deixar marcas um no outro, principalmente o loiro, ele gosta de que os outros vejam que a namorada pertence a ele, Hermione não é diferente.

Já perto do seu objetivo, a menina lambeu toda a extensão do membro parando na cabecinha, onde deu uma pequena sucção.

– Porra – Draco gemeu alto ao sentir a boca de Hermione em seu pau, um calor prazeroso percorria seu corpo e se concentrava naquela região – Isso, Granger!.

Mais excitada do que nunca, a bruxinha colocou o que cabia em sua boca, e o restante manipulava com a mão. Draco é grande, a menina lembra-se de como ficou apavorada na primeira vez deles, se perguntava a todo momento se aquilo tudo caberia dentro dela, mas Draco havia sido incrivelmente doce, fazendo com que aquela noite fosse perfeita para ambos.

Draco juntou os cabelos de Hermione em um rabo de cavalo e começou a ditar o ritmo das estocadas, ele agora a olhava ofegante, os olhos semicerrados, segurando-se pra não puxar demais seus cabelos, ou estocar muito forte a ponto de deixá-la desconfortável. A menina olhou pra cima encontrando o loiro com os olhos quase fechados, o maxilar tenso tentando conter os gemidos. Para provocá-lo ainda mais, Hermione o colocou quase inteiramente na boca e o chupou co força, instantaneamente sentiu as pernas de Draco tremendo.

– Já chega – o bruxo rosnou segurando Hermione pelos ombros a erguendo do chão – eu vou gozar, mas vai ser dentro de você.

Sem esperar por respostas, o loiro beijou a menina com força, os dentes segurando o lábio inferior dela, sugando com gosto. Hermione estremeceu com a intensidade de Draco, se apoiou no mesmo para estabilizar as pernas bambas. Malfoy deslizou as mãos entre os corpos até chegar ao tecido de renda, onde com apenas um puxão foi rasgado e descartado.

“Mais uma calcinha” O inconsciente de Hermione revirou os olhos. A menina já ia repreender o namorado, quando perdeu o fôlego ao sentir aqueles longos dedos em sua intimidade. Foi até o céu em questão de segundo quando sentiu as caricias naquele local que já estava tão necessitado.

– Oh, Draco – a bruxinha gemeu manhosa no pescoço do loiro, passou um braço ao redor do mesmo espalmando a mão naquelas costas musculosas. Começou a cravar as unhas ao longo delas conforme os movimentos de Draco se intensificavam em seu sexo.

– Tão molhada, amor – o loiro ronronou – sempre pronta pra mim.

Pelo jeito o bruxo não tinha problemas com soutien, pois o retirou o sem rasgá-lo. Logo depois jogou Hermione completamente nua na cama. Não perdeu tempo e subiu sobre a mesma atacando seus seios. Draco alternava os carinhos entre os seios da menina, chupava, mordiscava, ou os acariciava com mão deixando completamente excitados. Certamente deixaria marcas, Malfoy adorava reivindicar o corpo de Hermione como seu, e ela não se importava já que fazia o mesmo com dele.

Hermione estava queimando, seu corpo era lambido por labaredas de chamas, o prazer tirando o restinho de sua insanidade. Draco continuava com a tortura deliciosa em seus seios, nunca se cansaria daqueles lábios habilidosos em seu corpo, cada toque enviando um choque excitante em seu ser. Aquela altura não conseguia mais controlar os gemidos, automaticamente começou a movimentar os quadris tentando achar algum atrito que lhe desse alivio.

Draco percebendo a inquietação da menina, continuou a se deliciar com os seus seios, desceu uma mão até a intimidade da garota, onde acariciou suavemente antes de inserir dois dedos dentro dela. Ambos gemeram em êxtase, o loiro podia sentir a intimidade de Hermione pulsando em seus dedos, já a menina estava tentando não desmaiar enquanto recebia tamanho prazer.

– Draco, por favor – Hermione ofegou quando o loiro acrescentou mais um dedo em sua intimidade – eu quero você.

– Eu já sou seu, Granger – o bruxo provocou subindo beijos pelo pescoço da castanha, parou em sua orelha mordiscando o nódulo, seus dedos ainda se movimentavam na intimidade quente e escorregadia da menina.

– Eu quero você dentro de mim, porra – a bruxinha meio que gemeu e rosnou. Agarrou aqueles cabelos loiros platinados, e puxou o menino para um beijo de tirar o fôlego, logo sentiu um gosto metálico, não sabia se o sangue era dela, ou do namorado, pouco importava, ela já tinha perdido a sanidade há uns cinco minutos atrás.

– Adoro quando minha "sabe tudo" perde o controle – Malfoy rosnou. Agarrou a menina pela cintura e a virou deixando a mesma de bruços – agora empina essa bunda gostosa, vou fazer você gozar assim.

Prontamente Hermione ficou de quatro, empinando o bumbum conforme o namorado solicitou tão docemente. Não havia pudores, e nem precisava, o casal se conhecia tão bem, se amavam tanto, que há muito tempo deixaram as mascaras caírem, não tinham vergonha nenhuma quando estavam trancados em sua bolha particular.

– Draco – a castanha gemeu alto ao sentir o tapa em seu bumbum, logo em seguida o loiro a invadiu duro e fundo, a preenchendo do modo que queria, que necessitava. Hermione não aguentou e gozou somente com aquela estocada, enterrou o rosto no travesseiro e gritou coisas desconexas, a sensação de alivio percorrendo seu corpo era magnífica.

Ela precisava se concentrar para permanecer na mesma posição, suas pernas estavam tremulas, ainda não tinha se recuperado do orgasmo, mas o loiro continuava com as estocadas, implacável, duro e fundo.

Se Hermione se esforçava para se recuperar do orgasmo, Draco juntou todas as forças para não gozar, ele podia sentir a intimidade da menina mastigando seu membro.

– Gostosa do caralho – o bruxo gemeu dando outro tapa no traseiro da menina. Sem parar os movimentos Draco inclinou o corpo e distribuiu beijos pelas costas de Hermione, deslizou uma de suas mãos até o seio da menina, e a outra agarrava sua cintura para ditar os movimentos.

Não demorou muito tempo para que Hermione se excitasse novamente, Draco continuava com os movimentos de vai e vem, atingindo um ponto que a fazia ver estrelas, logo ela começou a rebolar sobre o membro do loiro, os corpos se chocando em contra tempo, emitindo aquele som fodidamente erótico.

O bruxo queria prolongar aquele momento, aproveitar o imenso prazer que era estar dentro da sua amada, nunca se sentira tão completo e pleno quando estava com Hermione, talvez nunca se sentisse assim com mais ninguém, por isso como um bom Sonserino, o loiro estava disposto a lutar para mantê-la ao seu lado, aconteça o que acontecer, a Grifinória seria sua até os últimos dias de sua vida.

No entanto Draco estava mais excitado do que o normal, a adrenalina que adquirira no momento da discussão se juntou com a excitação de seu corpo, não demoraria muito para que chegasse ao clímax. Assim o loiro deu uma ultima estocada na castanha e saiu de dentro da mesma, se dirigiu até a cabeceira da cama onde se sentou e encostou as costas na madeira, olhou para sua namorada que permanecia na mesma posição, com os cabelos bagunçados, as bochechas rosadas, parecendo brava por Draco ter parado o que estava fazendo.

Na opinião do loiro, Hermione estava incrivelmente deliciosa daquela maneira.

– Vem, Granger – a voz rouca chegou até Hermione – senta aqui, eu quero observar você enquanto te dou prazer.

A castanha sentiu a intimidade se contrair, observou fascinada o membro do namorado em riste esperando por ela, duro, grande, e rosado, perfeito como o resto do corpo do bruxo.

No instante seguinte estava engatinhando até o loiro, sorriu maliciosa ao perceber o estado do bruxo, já o conhecia muito bem pra saber que ele estava prestes ao perder o controle, e por que não provocá-lo um pouco? Agarrou as coxas do loiro e inclinou a cabeça pra frente até chegar em seu peitoral, onde passou a língua descendo até sua barriga, indo e voltando, podia contar os gominhos de seu abdômen com a língua.

– Você é muito gostoso – Hermione sussurrou no ouvido de Draco – e é todo meu.

Draco ofegou ao sentir os dentes da menina roçando em sua orelha e descendo para seu pescoço, se ela continuasse assim ele gozaria como um maldito virgem, sabia que Hermione já o conhecia e estava o provocando, aquela maldita “sabe tudo” sabia enlouquecê-lo de todas as formas.

– Porra, Hermione – o loiro rosnou pegando Hermione pelos ombros, no objetivo de parar aquela boca que o tirava do sério – Faz logo o que eu mandei, senta aqui, você está me deixando louco.

– Hum, adoro quando você perde o controle – Hermione repetiu as palavras do namorado. Sem esperar por respostas, a menina se posicionou sobre o colo de Draco e sentou de uma vez, encaixando seu sexo no do loiro.

O quarto foi preenchido pelo gemido alto do casal. Hermione enlaçou as pernas na cintura de Draco e começou um movimento lento de vai e vem. Particularmente gostava dessa posição, ela tinha o privilégio de ficar cara a cara com o loiro, podia apreciar as expressões de prazer que ela mesma o proporcionava, podia ditar os movimentos também, apreciar as raras vezes que Malfoy a deixava no controle.

O Sonserino agarrou o bumbum da Grifinória com gosto e começou a ajudá-la nos movimentos, indo e vindo, os sexos se chocando deliciosamente naquela dança erótica. Draco abaixou um pouco a cabeça e começou a chupar os seios da namorada sem parar os movimentos, foi compensado por um grito de êxtase da menina.

Hermione completamente suada, e um pouco cansada já sentia aquela sensação de crescimento de novo, sentia o membro de Draco duro e pulsante em seu centro, cada vez mais fundo, cada estocada mais rápida, não iria conseguir se segurar por mais tempo, parecia que todo o sangue de seu corpo se concentrava em seu ventre, o familiar formigamento do alivio estava próximo de chegar ao seu objetivo, pela segunda vez naquela noite.

– Amor, vou gozar – a castanha perdeu o fôlego ao chegar no clímax do prazer, por instinto mordeu o ombro do loiro para que não gritasse e acordasse o castelo inteiro. Mesmo naquele estado sentiu Draco gemer de dor e prazer, o mesmo deu duas rápidas e fundas estocadas antes de se derramar dentro da menina. Passou os braços ao redor dela e enterrou o rosto naqueles cabelos que tanto amava, a bruxinha cheirava a sexo, morangos e a Draco, uma mistura que o próprio apreciava muito.

– Eu te amo tanto – Hermione meio que sussurrou e gemeu no ouvido do loiro.

Eles permaneciam na mesma posição, com Draco ainda dentro de Hermione, o Sonserino com o rosto enterrado nos cabelos da bruxinha, já a menina acariciava os cabelos platinados do namorado. Ambos tentando recuperar o fôlego e acalmar a avalanche de emoções que rasgavam seus corpos.

– Você é a minha vida – Draco murmurou cansado, porem, muito satisfeito.

O casal ficou alguns minutos curtindo o momento, sentindo o coração bater em uníssono até que sons de suas respirações acalmassem dando lugar aos sussurros da noite. Draco já meio sonolento, tirou delicadamente Hermione de seu colo, e se esticou como um gato na cama, sentindo as articulações protestarem depois de tanto exercício físico. Segundos depois puxou a castanha para mais perto, apoiando a cabeça da mesma em seu peito.

Esses momentos são o paraíso particular do loiro, o menino dos olhos azuis acinzentados desejava engarrafar todos os momentos que tinha ao lado da namorada para que pudesse reviver sem perder nenhum detalhe, era o mesmo desejo que sentia com a mãe, mesmo que os momentos felizes tenham sido raros, e todos sem a presença do pai.

Draco sentiu o formigamento no nariz, uma leve ardência nos olhos, conseqüência por segurar o choro. Apertou mais a menina em seus braços, tentando afugentar os fantasmas que ainda assombravam sua vida. É muito dolorido lembrar as mortes dos pais, principalmente da mãe, a única pessoa que o loiro havia amado até conhecer Hermione. Mesmo sendo um Malfoy, Draco tinha as suas recaídas, até se permitia chorar quando a dor era intensa demais, a castanha já presenciara um desses momentos. Na hora o loiro até se sentiu um pouco envergonhado por mostrar sua fraqueza, mas depois se sentiu agradecido quando Hermione o embalou nos braços e prometeu que tudo ficaria bem.

Hoje em dia Draco e Hermione se usavam como âncora, ambos se ajudando a limpar os esqueletos nos armários. O loiro não saberia como sobreviver a toda essa merda sem ter a namorada ao seu lado, e já deixará isso bem claro para a menina.

– Draco? – A voz da menina chegou até o mesmo, o tirando de seus devaneios.

– Sim, amor? – ele perguntou.

– Você ta me devendo uma camisola, e uma calcinha – Hermione o repreendeu, mas falhou ao deixar explicito o tom de divertimento na voz.

– Não se preocupe, nesse final de semana nós vamos ao shopping, e eu compro quantas você quiser – o loiro revirou os olhos. O que tinha de errado em rasgar umas peças de roupa?

Hermione sorriu ao lembrar-se da primeira vez que ela e Draco foram pra um imenso shopping em Londres, o loiro ficou boquiaberto com todas as peculiaridades trouxas, finalmente se deixou encantar por um mundo que não fosse o bruxo. Não que ele fosse admitir para a castanha, mas hoje em dia o Sonserino adora o cinema, dessa forma sempre que podem visitam o local.

– Não entendo essa sua fissura por rasgar roupas – a Grifinória murmurou.

– Talvez seja um modo de te convencer a não usá-las – Draco sussurrou no ouvido da menina. Se deliciou quando viu a mesma se arrepiar. – Mas isso está fora de questão, não quero que nenhum filho da puta fique te secando quando você não estiver usando nada por baixo do uniforme.

Uma vez Malfoy, sempre Malfoy.

– Às vezes você é tão idiota – Hermione riu.

– E mesmo assim você me ama – o loiro rebateu – ao invés de idiota, você pode dizer que sou foda.

Hermione levantou a cabeça para que pudesse olhar para Draco, logo encontrou aqueles olhos azuis tão calorosos e brincalhões, o cinza fazendo um contraste magnífico na imensidão azul. Quem diria que esses mesmos olhos já foram frios e sem vida?

A bruxinha depositou um beijo no queixo do loiro, levou os dedos até as costelas do mesmo fazendo cócegas, foi compensada pelo riso do menino, tão raro e bonito.

Depois de deixar Draco sem fôlego por conta do ataque de cócegas, Hermione voltou a deitar a cabeça no peito do mesmo, as pernas enroscadas, sentindo o calor emanar dos corpos.

– Draco? – Hermione chamou novamente após um tempo de silencio.

– Hum? – O menino respondeu meio sonolento. Parece que o cansaço finalmente o estava vencendo.

– Parabéns pelo jogo. Você foi incrível – a castanha disse docemente.

– Fui mesmo, não fui? – o loiro se gabou. Hermione revirou os olhos, já pronta pra atacá-lo com mais cócegas – Queria te abraçar logo após a partida, comemorar a nossa vitória, mas aconteceu toda aquela merda...

– Eu sei – Hermione suspirou – Mas vamos esquecer isso. Estou muito orgulhosa de você. E a gente tem muitos jogos pela frente, poderemos comemorar sem imprevistos, com direito a muitos beijos no campo para que todas vejam que você tem dona.

O loiro riu com o ciúme da menina, depositou um beijo em sua cabeça e se aconchegou pronto para dormir.

– Hermione?- Dessa vez o Sonserino que rompeu o silencio.

– Sim, amor? – a castanha perguntou de olhos fechados.

– Eu vou continuar rasgando suas camisolas e calcinhas – Draco disse divertido.

– Quantas você quiser, amor – Hermione respondeu sorrindo – quantas você quiser.

Assim o casal caiu no mundo dos sonhos, não antes de pensar quando teriam a oportunidade de rasgar mais lingeries.

Notas finais
Bom, se você chegou até aqui, só tenho a agradecer ♥.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!