Katrina - HIATUS
2 Cap. 2: Viagem
Era um começo de férias, começo de dezembro, meus pais Adotivos raramente tiravam ferias na mesma época que a minha, mais dessa vez tiraram para irmos visitar meus avós em Boston e aproveitarmos o embalo de dezembro e ficar até o natal. Não digo que não gostaria de ir visita-lá, pois gostaria mais de ver meus avós, mais a ideia de ir para um lugar onde não se conhece ninguém é ficar alguns messes dentro de casa não me agradava muito.
Não sou uma pessoa de muitos amigos, não tenho aquela essência que chamam de carisma. Totalmente desprovida dos adjetivos positivos, desprovida de qualquer essência positiva. Talvez por isso que eu goste de estudar, digamos que eu procure meus vícios nos estudos.
Sou aquela típica adolescente revoltada com a vida, que curte Beatles, filmes de amorzinho e odeia o corpo, está identificando que história é essa? Pois bem, meu bem, mesmo não sendo clichê, me torno clichê. E sobre romance? Amor? Essas palavras não me soam estranho, mas... Podemos pulá-las?
Assim que chegamos à casa da vovó, fomos recebidos com muitas comidas deliciosas e carinho, eu definitivamente havia achado meu ponto de fuga. Comemos, rimos, conversamos, quando ela me apresenta uma garota que morava ali perto, ela devia ter minha idade, mais ou menos, se apresentara como Charlie.
– Katrinaziinha, querida, venha cá! Quero apresentar-te Charlie, ela é sobrinha de uma amiga minha, tenho certeza que vocês vão se dar muito bem!
Fui andando em sua direção com um olhar meio assustado, e torto, aproximei-me de Charlie e dei um sorriso amarelo de quem definitivamente não gostaria de estar ali e enfim consegui balbuciar alguma coisa:
– Minha vó falou muito bem de você, prazer em conhecê-la, meu nome é Alice. Sorri tentando aparentar um poço de simpatia, o oposto de mim.
– Katrina... Enfim conheci a neta tão querida de Dona Lúcia. Disse-me mostrando todos os dentes de sua boca, quase explodindo de tão grande era seu sorriso. Continuou: — Sua vó falou muito de você, se você quiser Alice, posso te apresentar uns amigos, te levar para sair.
– Ela vai adorar C! Pode leva-la sim, precisa de dinheiro Katy? Tome. Disse enquanto respondia por mim e me empurrava para fora de casa com C. Essa era uma das coisas boas de visitar a minha avó, Ela sempre estava me empurrando dinheiro — o que erra realmente a melhor coisa -e mandando eu sair, fazer amigos é dar uns pegas em alguns garotos — Sempre corava quando ela entrava nesse assunto — garotos.
– Não precisa ficar com essa cara de medo não, tento não te morder, combinado? Disse Charle arrancando um sorriso meu.
Pensei comigo, essa noite vai ser longa, mais se eu não me der bem, eu pego um taxi é volto pra casa, me jogo na cama, é finjo pra minha avó que estou com dor de cabeça — fiz uma nota mental de anotar o endereço antes de seguir C-.
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