Katniss Vs. Bella
1 Combate na Floresta - Único Capítulo
Notas iniciais
Categoria: Heroínas de Saga
Local da luta: Limites do Distrito 6 para o mar, perto de onde esteve Forks, onde os vampiros Cullen "viveram", onde localizava-se Washington.
FIGHT!
PRÓLOGO
Katniss estava pronta para novamente colocar os pés firmes no chão, apesar de ser totalmente desconhecido para ela.
Por pouco, ela explorou aquele local incerto, apenas o viu passar diante de seus olhos rapidamente durante o Tour dos Vitoriosos, à tantos anos atrás. Mas a determinação de redescobrir as ruínas de Panem falava mais alto como um apito em seu coração, apesar dos enjoos constantes e ataques de pesadelos lhe arrastavam para fora pra cama, desejando mais do que tudo voltar para o 12.
Fora Greasy Sae que sugeriu, além da própria Paylor em pessoa.
"Você precisa conhecer de verdade o País que ajudou a libertar da escravidão ensanguentada. Precisa super essa trauma que lhe assola, e conquistar novamente o apoio dos novos cidadãos de Panem que nascem agora, e os antigos para que não esqueçam o que você sacrificou por eles", diziam.
Mais em todo caso, Katniss ainda não se sentia confiante ou determinada o bastante para voltar aos braços do público. Ela estava liberta desta vida, mas quando Peeta insistiu que a idéia era boa, de rever antigos "amigos", e como os distritos seguiam seus novos rumos depois da última rebelião, não teve como negá-lo uma viagem.
Poderíam ir onde queriam, agora. Por vier de dúvidas, protegidos e soldados pacificadores os seguiriam, lhe explicando o que fora mudado, o que está sendo reorganizado, o que está de novo em Panem. Mas Katniss mal dava atenção para os protocolos se segurança e notícias dos distritos. Não queria nem os vê-los em ruínas novamente.
A rotina novamente simples fora quebrada por um telefonema.
Era o próprio Peeta que ligara pela manhã para providenciar segurança, e um trem que partiria às oito da manhã na semana seguinte. Tudo foi organizado pelas sombras, Paylor e os líderes da Capital ficaram até contentes por ver o tordo novamente à ativa depois de anos, saindo do Distrito 12. Uma súbita conclusão que ela estava já recuperada.
Quando a notícia do novo Tour dos dois tributos do Distrito 12 depois da rebelião chegara aos ouvidos de Katniss pelo próprio Peeta, ela acabou se engasgando com o próprio café da manhã, cuspindo seus ovos e dilatando os olhos. No início, achou que fosse algum tipo de piada sem graça para tentar tirá-la da cadeira de balanço em que ficava acomodada quase todo dia e começou a gargalhar. Mas ao perceber as palavras rígidas de seu marido ao segurar seus ombros com força, Katniss pode perceber que era mesmo real. Apenas uma rápida telefonema para Paylor em seu ofício, e ela confirmara. Katniss mal teve reação.
Iria sair do seu distrito novamente para os bombardeios de seus pesadelos lá de fora.
Ela estava, novamente se afogando com seus medos antigos.
– As crianças precisam conhecer os outros distritos também. — Peeta dizia suavimente logo prestes à dormir.
Como beneficiados pelos papéis importantes na revolução, eles tinha agora este luxo. Mas ela sabia que só se tratava de assuntos políticos, em que Katniss nunca se viria livre. Jamais. Mas a realidade era, de fato verídica. Seus filhos iriam completar doze e onze anos — o menino mais velho, e a menina mais nova logo atrás — e nunca havia se aventurado para além da floresta, e do lago que conheciam de cor.
Se logo teriam perguntas, logo precisavam de provas. Eles tinham o direito de explorar e conhecer Panem também. Afinal, eles podiam.
Logo os olhos de Katniss se escureciam com a decisão obrigatória e certa, e os olhos das duas crianças se iluminaram como velas. Eles poderiam finalmente conhecer os amigos não mortos do casal, os rebeldes que lhes ajudaram a se manter vivos, o filho de Annie e Finnick já jovem, e quem sabe, a avó deles. E Gale.
Pela manhã cedo, com as poucas bagagens que tinham, e nenhum outro por perto na estação — ao não ser Greasy Sae, sua neta, Thom e Bristel; colegas de Gale das antigas minas de carvão que ajudavam Katniss e os seus filhos de vem em quando, se despedindo cordialmente — subiram assim que as portas se abriram automaticamente.
No início, as crianças se assustaram com o gigantesco meio de transporte barulhento e enorme, além de luxuoso por dentro, e Katniss permitiu sorrir levemente com as expressões confusas de admiração dos seus filhos, lhe relembrando memórias da primeira vez que esteve ali.
Seguiram por semanas. Dia após dia, novos encontros com oficiais dos Edifícios da Justiça dos Distritos que parava para rever, e Katniss se via obrigada à "agradecer" pelo trabalho bem feito nos últimos anos naqueles locais aos prefeitos e os cumprimentando.
Mas no fundo, ela se sentia aliviada em cada distrito que passava; pois via as ruínas e marcas que bombas que havia visto chover do céu e matar tantos, sendo substituídos por áureas de alegria e esperança, plantações e prédios novos, e vida estava limpa e depois de 90 anos de Panem, se podia dizer que estavam à salvo.
Não eram todos os Distritos que estavam progredindo, alguns ainda permaneciam esmigalhados, mas era normal. Katniss se permitia exalar o cheio das plantas novas que brotavam. O Distrito 11 ainda estava enorme, mas sem os campos de trabalho forçado e paredes de segurança. Era a liberdade que suspirava ao lembrar de Rue novamente. Seus filhos, guardando cada recordação que podiam dos lugares, enquanto Peeta a abraçava e desenhava tudo que via pela frente para não novamente se esquecer.
Logo, tudo acabaria novamente.
[...]
Faltavam apenas mais dois distritos: O Distritos 2 e o Distrito 6. Não propositalmente, mas Katniss evitava chegar naqueles dois últimos. O Distrito 2 pela mãe e pelo antigo amigo caça, não suportaria olhar para os dois sem se desmanchar de lágrimas e frustração. Mas o Distrito 6 era por instinto. Estava com cheirando ruim sobre ele. Formigava. Não chegaria no Distrito 6 de jeito nenhum.
Depois de uma dura reflexão no 10 antes de embarcar novamente no trem, Katniss decidiu evitar à todo custo o 2 e deixá-lo para último. Ela mesma escolhia as rotas das viagens, e não deixaria de ver o 6 por conta de sua intuição. Sua filha puxava a orla do vestido branco ao olhar para grossa janela transparente, as imagens da paisagem do distrito 6 que chegavam.
Pisou no solo, carregando o menino consigo. Um raio percorreu seu corpo. Péssima idéia. Pensou em desistir, e voltar para a cabine, desejando retornar a costura o quanto antes. Mas foi arrastada por Peeta para fora, ajudando-lhe com os pertences minúsculos que fez a questão de levar, piscando toda vez que sentia uma sombra antiga lhe voltar o quanto antes.
Katniss apenas ignorou sua sombra, e voltou a prestar à atenção no que sabia sobre o distrito onde estava, ditando para si mesma as informações antes de fazer qualquer coisa, como já fizeram nos que já passara antes:
– Este é o distrito 6. Ele é próximo à Capital e atua em pesquisas e manufatura de remédios... — Suspirava — É responsável pelo transporte e cargas. É um distrito bem instável e grande, e foi muito atacado durante a rebelião. — deu outro suspiro, mas demorado. Finalizou, depositando um beijo na testa do menino, e agarrando a mão da menina, dirigindo-se à uma das casas onde passariam à noite, até o dia seguinte onde iriam para o 2.
Essa idéia ainda revirava seu estômago, mas deixou sua mente se levar, relaxando entre a cama e os braços fortes do marido, desejando permanecer no momento para sempre.
Ainda de madrugada, sentiu um formigamento em seu pé, e não conseguiu ficar mais parada. Já tinham visto grande parte do distrito à tarde passada apenas por caminhadas longas e cansativas, observando de longe as grandes garagens de aerodeslizadores e automóveis que nunca tinha visto antes. As carcaças de trens antigos ainda eram recolhidos, e aquele Distrito exalava um ar de metrópole agitada.
Mas era calmo quando podia, e Katniss pode se deixar admirada com os densos bosques de pinheiros, fundos e rico em árvores, montanhas e cachoeiras das planícies cobertas de neve. Tudo ainda estava congelado pela neve fria e branca que não era derretida pela primavera que estava chegando; o inverno ainda dominava nas florestas de longos pinheiros do 6.
Com muita discrição e rapidez, calçou suas botas de caça, dois quais jamais de separava. Consigo, levara o casaco de couro de seu pai, o ventindo e sentindo o calor dele lhe abraçar com a chama de esperança que ela desencadeava. Precisava admitir que estava feliz por retomar ás obrigações — não como o tordo da rebelião — mas como uma mulher que tinha feito algo de útil. Sentando-se na beira da cama, Observava a pouca neve que ainda caia por flocos, e nenhum vento de estendia pela casa de hóspedes de madeira.
Não podia mais ficar parada sem nada. Não conseguia dormir, e esta também não era uma opção plausível. Não para Katniss. Beijou levemente os lábios de Peeta adormecido, não estava acordado. Seus filhos dormiam juntos em outra cama, aconchegados pelos lençóis antigos da casa de madeira, sonhando com suas faces de anjos invadindo-lhes.
O coração de Katniss batia cada vez mais rápido quando olhava por muito tempo os rostos daqueles dois anjos. O menino e a menina eram graciosos e lindos. Eram belos demais.
– Como consegui gerar isto? – Dizia para si mesma, tendo que desviar o olhar para que seus olhos não marejassem.
Então com um só sobressalto, seguiu para uma de suas malas em forma de cano que carregava, onde estava escondido uma flecha grande e uma aljava de flechas, com apenas três delas ali. Katniss o mantinha escondido, porque sabia que Peeta não a deixaria portar armas durante o longo da viagem, com medo de que ela se machucasse ou machucasse alguém. Mas não podia evitar, nem lhe obedecer.
Precisava da segurança que sua arma predileta lhe oferecia, seu reflexo não a deixaria ficar desarmada em solo desconhecido. Precisava de proteção. Precisava caçar mais do que tudo naquele momento.
– Bom dia — Sussurrou para seu arco revestido, e com um pequenos zunidos, seu sistema fora ativado e o cabo rolava para fora do seu suporte, revelando a corda dele.
Tendo assim feito, puxou apenas mais um cinto e um dos machados que estava de decoração na parede da casa de madeira, fez uma trança ligeiramente nos cabelos castanhos com as madeixas da franja cortados para detrás das orelhas e os fios caiam nos olhos. Jogando água no rosto para terminar de despertar, olhou para um dos espelhos estendidos na parede, onde Katniss pôde se observar com profundas marcas de olheiras abaixo dos olhos cinzentos.
Será que tem animais selvagens nesta floresta? Pensava.
Era provável que conseguisse capturar alguns coelhos, no máximo. Os pinheiros uma vegetação desconhecida e perigosa, não se via aventureiros por lá dentro, afinal, à muitos anos parte do país antes de Panem fora afogado no oceano, e apenas agora as terras secas submergiam, dando lugar a neve que teimava em cair.
Sem pressa, dirigia-se para a porta, quando a menina despertou com o ruído da porta que raspava na madeira ao ser aberta, e Katniss desejou não tê-la aberto com a culpa lhe devorando no mesmo instante. Katniss pôde apenas se aproximar da morena de olhos profundamente azuis e, empurrá-la de volta para a cama, prometendo trazer caça fresca para comer e que daria apenas uma volta para respirar. A menina sonolenta apenas assentiu, e voltou a abraçar o irmão, aninhando-se nele.
Com um suspiro, precisou se lembrar de avisá-los onde estava indo, e anotou em um pedaço de papel onde se dirigiria e que não iria demorar, alegando que ficaria bem para todos, especialmente para Peeta. Assim que terminou, depositou a folha na escrivaninha ao lado da porta, e a abriu novamente devagar, saindo para fora em um piscar de olhos.
Sentindo frio, se apertou ainda mais o casaco, bufando entre o ar gelado e afundando na neve que restava, pisando com barulho nos galhos das árvores musgosas. O ar estava seco e frio, mas mesmo assim, estava bem com a presença das árvores grandes lhe protegendo, analisando com firmeza cada local da floresta do distrito 6 o quanto podia.
Depois se meia de meia hora de caminhada lenta, viu uma placa improvisada, dizendo:
"Área proibida de passagem. Local à diante inundado pelo oceano antes da catástrofe global. Local não mapeado."
Katniss esticou o pescoço para atrás da placa. Não havia nenhum sinal do mar, apenas a floresta densa de raízes e pinheiros coberta de neve. O Local nunca tinha sido registrado na Capital, agora ela via-se entrando em um lugar ainda mais desconhecido para ela.
Espantou o pensamento da cabeça. Estaria à salvo, sabia lutar com o que visse por ali. Estava tudo tranquilo, e amanhecia devagar, com o sol no horizonte submergindo em um ar tranquilo e gostoso. Katniss apenas ignorou a placa, voltando a mergulhar as botas na neve, e a caminhar em busca de uma presa para se distrair de tudo que lhe rondava na mente.
Não ouvia nada de perigoso, apenas pássaros que assoviavam pelo início da manhã, e grilos que terminava de cantar. Nenhum farfar suspeito de arbustos, nem mesmo os estalos das brasas de uma fogueira. A floresta estava, até então, livre de presença humana.
Katniss mesma não sentia a presença de ninguém ali. Convidativa, se pois a caminhar mais rápido em busca de algum animal selvagem e observando aquele local incerto, mas sabia que ela que estava enganada por pensar que estava só naquele local.
Uma hora e vinte minutos passaram-se, e Katniss contava o tempo pela posição do sol. Devia ser entre sete e oito da manhã, e estava caminhando já à duas horas sem nada. Com o cansaço que lhe invadia pela coluna e pelas penas, sentou na primeira carcaça de árvore que viu, e relaxou as costas, bebericando a água que levava consigo em um odre semi novo.
Ela olhava para o céu, e parecia que as montanhas afastadas nunca terminavam, nem o bosque dos pinheiros, pareciam ser profundos muito mais além do que imaginava.
Katniss nunca havia ido tão longe em um local não mapeado. Se pedisse ajuda, ninguém viria lhe socorrer.
O sol batia em seu rosto pálido pelo frio, e o agradeceu por lhe esquentar um pouco. Seus olhos permaneciam fechados e a cabeça encostado na árvore, ainda agarrada no casaco do pai, tentando não fazer barulho nenhum, nem emitir nenhum ruído para fora de sua boca. Como se estivesse adormecida ali.
– Assim, os animais vão aparecer. — Pensava consigo mesma. Prendendo também a respiração, seu corpo ficara leve e apenas os seus batimentos cardíacos se estalavam no peito.
Em poucos segundos com isto, um alce de tamanho mediano, de pele alva e chifres protuberantes surgiu entre a mata. Katniss mal conteve a surpresa. Nunca havia visto um alce daqueles.
– Lindo — Suspirou.
O animal estava afastado, mas no caminho em frente de Katniss, entre os raios da luz do sol que iluminavam seu pêlo branco. Ele se alimentava com a grama, e ela precisou ser ágil que quisesse levar a presa.
Rapidamente, com passos de caçadora, se aproximava do animal com cuidado, erguendo sua flecha no arco automático de Beetee. Assim que estava na distância de tocar em seu pêlo, o animal se assustou um farfar de folhas a distância, e se pôs à correr. Mas Katniss não desistiu. O alce corria, mas parava logo em seguida para erguer a cabeça e tentar ouvir algum perigo, mas não notava Katniss se aproximar todas as vezes.
Era como se ela fosse invisível.
Ela quase não tinha coragem de matá-lo, mas precisava da desculpa que estivera caçando para provar à Peeta que está bem. Será que ele ficaria satisfeito que ela fosse embora dali e contasse que não tinha visto nenhum animal?
De repente, a mentira rugiu mais alto em sua coincidência, e ela se dispôs a tentar seguir o alce e mirá-lo novamente.
ROUND 1
O alce tinha a levado para o mais dentro da floresta possível. Mas Katniss estava determinada à caça-lo, ele não escaparia assim tão rápido. Mas precisava admitir que ele era um ótimo adversário. Assim, o deixou fugir, com seu lindo pêlo rodopiando entre os raios dourados no branco, desaparecendo de sua vista para sempre.
Ela já estava cansada e faminta por um café da manhã de Peeta. Logo seria tarde, teria chegado a hora de ir para o D2.
[...]
Katniss se deixou observar ainda o alce sumindo, quando ouviu um barulho estrondoso seguido de esguichos. Uma sucção, e depois o gemer de um animal sentido dor enquanto era atacado. O susto lhe levou a por em posição sua flecha o arco, rodopiando sua própria órbita com a flecha na sua frente, tentando encontrar a causa do barulho. Nada. Sumira.
Os pássaros pararam de cantar, e por experiência distinta de Katniss, sabia que isso significava que algo estava errado.
Tentou achar algum outro pássaro nos galhos olhando para cima, quando ouviu o gemer do dor dos animais novamente. Desta vez, pareciam que estava sendo mutilados, ou esfaqueados e sugados em seguida.
Ela então correu. Não para fugir dos ataques seguidos de mortes que estava ouvindo de perto, mas para o local de onde o barulho de sugação parecia aumentar. Meus pés estavam firmes, e seus músculos ficaram cada vez mais rígidos conforme se distanciava do distrito 6 e se aproximava do perigo. Enfrentaria isso novamente, não poderia escapar.
Enquanto corria, avistava uma trilha de corpos de animais jogados e abandonados na neve, com suas poças de sangue esvaindo pelo corpo. Um veado, casais de coelhos e vários pássaros mais gordos; todos com as suas costelas amostra na pele sem carne.
Estavam em puro osso, e pela trilha de sangue, pareciam estarem sendo arrastados seguido de abandono.
Isso não fez ela se assustar, pelo contrário, aumentava o passo cada vez mais, nem para olhar os corpos das criaturas mortas. Outro barulho de sugação e gemido. Katniss travou o passo, e se espreitou detrás de uma árvore, inclinando o pescoço até seu rosto ganhar uma expressão assassina, para ver o que estava acontecendo realmente entre a pilha de carcaças.
Espreitou os olhos para ver melhor. Os galhos finos atrapalhavam sua visão, e só avistava a neve, com um vulto de um casaco cinza inclinado e devorando algo. Sua mão apertara mais firme a flecha quase a partindo-a, quando realmente viu quem estava ali.
[...]
Bella apenas estava controlando sua sede inacabável como uma vampira.
Claro, o sangue de animais não era o suficiente, e sua dieta lhe corroeu por mais do precioso sangue que escorria pelos lábios até o queixo. Forks havia sido destruída pela catástrofe global, e nada restara dos Estados Unidos. Sua família, sua antiga escola e amigos, seu pai... mortos. Não se tinha notícias de Aro nem dos outros Volturi.
Estavam sozinhos naquela floresta para sempre.
Jacob, Seth e Leah haviam sobrevivido entre os restante dos lobisomens que lhe protegiam depois de tanto tempo. Bella foi obrigada a se manter na floresta com o marido, Edwart e os Cullen, pois acreditavam que os humanos haviam quase se extinguido. Não conseguia chorar toda vez que pensava nisso. Mas estava com fome.
Naquela noite, deixou-se sair da enorme casa guardada dos Cullen entre blocos de neve que a camuflava, e observou Renesmee aninhada à Jacob no sofá da sala. Havia comida o suficiente para os lobisomens por mais alguns anos pela coleta desesperada quando o oceano invadiu Washington. Alice não havia escapado. Um buraco havia sido aberto no coração de Bella.
Saíra simplesmente, depois de tantos anos trancada na casa luxuosa no meio da floresta.
Seu próprio cafofo com Edwart tinha sido afundado durante o terremoto, e destruído. Não tinha mais a mesma energia de sempre, mas se mantinha imortal com seu amor eterno por ele. Mas sua garganta formigava, quando foi a última vez que havia feito uma refeição?
Não podia se controlar como os outros. Precisava sair dali e caçar para seu alívio.
Não durou minutos de caminhada, e viu que tudo havia abaixado o desastre. Uma faísca de esperança lhe brotou, mas foi afundado quando surgira um veado na luz da manhã que nascia ao leste.
Sangue disse lentamente na cabeça, lutando contra si mesma, mas se era de um animal selvagem... que mal faria?
Assim, pulou com um salto gigantesco, e sua agilidade lhe permitiu capturar o animal em poucos segundos, esmagando seu crânio e os ruídos da dor dele lamentavam pela garganta. Ela foi mais lenta do que esperava, sugando o sangue dele pelo grosso pescoço sobre a carne, arquejando pelo desespero da sede.
Seus cabelos grudavam no rosto pelo sangue que invadia em fios pela boca, e seus caninos perfuravam a pele do animal várias vezes, até terminar a refeição.
– Não é o bastante... — Pensou Bella consigo.
Com medo que os outros vissem seu desconforto, arrastou o corpo que restara sobre os ossos do veado até a neve do outro lado de casa, e já havia se distanciado bastante. Os outros animais saltavam perto dela, quando sorriu e os trouxe para si, ensaiando na mente um pedido de desculpas aos Cullen pela ausência. Eles mais do que qualquer um, precisavam entender sua sede. Não era sua culpa, eram os instintos.
Estava sendo seu nono coelho naquele lugar. Agachava-se na neve à céu aberto, manchando seu casaco cinza e simples, enquanto se deliciava o máximo que podia. Talvez não conseguisse sair de casa por tanto tempo de novo, pensava.
A pulsação do coelho parecia se debater mais violentamente enquanto apertava sua cabeça, o que soava estranho. Havia deixando uma trilha para trás, mas nenhuma das caças estava com a pulsação tão forte conforme ouvia pelos ouvidos mutantes. Logo, quanto encravava novamente os dentes para sugar o que restou do coelho, escutou um arquejo e o puxar de uma corda.
Uma respiração falha. Batimentos cardíacos. Batimentos cardíacos Humanos.
Não era o coelho.
Ergueu a cabeça, e Bella parou o que estava fazendo. Tentou olhar os arredores para ver o podia, mas só a neve lhe arredondava. Quando sentiu o cheiro de uma humana lhe possuir. Era forte, e estava perto. Perto dela. No momento, a idéia que jamais machucar um humano pelo seus novos instintos sumiram. Havia sido presa por décadas e isolada da refeição verdadeira, Bella estava no limite da fome.
Queria sangue humano mais do que tudo naquele momento.
Não pôde se controlar.
[...]
Katniss voltou a se esconder no tronco, ficando ereta. Agarrada à flecha em posição, deixou uma bufada e o ar do frio escapar de sua boca, quando viu o momento certo de atacar a vampira.
– O quê, raios é ela?! – Pensava confusa.
Girou o tronco estupefata, apontando a flecha e a liberando no alvo. Bella esticou o pescoço para o lado esquerdo, sem mudar sua expressão de ataque; ignorando completamente a flecha, que apenas passara de raspão e sumira. Katniss pôs em posição sua penúltima flecha, já entorpecida com o que havia visto, e então Bella se pôs a levantar do estado, ela só via a presa perambulante ali em sua frente escondida.
Com um rugido de vampiro sendo liberado de seus lábios por ter visto intrusa, Bella estava face a face com Katniss.
O rosto de Katniss já se desesperava com a mudança de expressões enquanto Bella corria em sua direção e rugindo com seus caninos à mostra e a boca escorrendo sangue das presas. Tentou atirar na criatura que estava vindo outra vez, e a flecha acertou a barriga de Bella, que sem parar de correr, puxou a flecha de sua barriga e o arremessando para longe, tropeçando pelo ataque indolor, correia na direção da outra, e a flecha tinha apenas lhe desacelerado por meio segundo.
Tentando se afastar e apontar a última flecha, Katniss foi surpreendia pela vampira, lhe estapeando o rosto como um soco, o que fez ela ser arremessada para trás. A dor era imediata e dura como se um caminhão lhe havia sido arremessado com potência. Um filete de sangue machucava a ponta dos lábios, e o ataque só desencadeou a raiva e o fogo de Katniss.
Com arquejos, ela tentou se por de joelhos e levantar, clamando por Peeta para que não entrasse na floresta enquanto arfava; sugando força. Bella concentrada, puxou com facilidade pelo ombro a humana, retirando as madeixas castanhas de Katniss grudadas ao pescoço pelo suor, e puxando o tecido do casaco, olhando com vontade para morde-lo, e sentir o sangue humano pela primeira vez em sua boca. Sua presa não se movimentava.
Bella de deixou sorrir, paralisando Katniss pela força de seus braços, e passando os dedos brancos pelo pescoço da outra, e enquanto Katniss sussurrava por Peeta, disse pronta para morder a presa:
– Peeta não está aqui agora para ajudá-la.
ROUND 2
Ao ouvir o nome do marido com malícia, Katniss não segurou a fúria que lhe queimava. Remexeu o corpo antes que Bella pudesse sugá-la, arremessando o cotovelo no rosto da vampira, e se protegeu por reflexo com a mão, sem esforço. Sem que Bella pudesse perceber, foi recebida com um golpe forte do punho de Katniss, dilatando os olhos, realmente não esperando ser atacada deste jeito.
Sem que tivesse chances que revidar, Katniss já havia lhe prendido o pescoço com uma chave, tentando forçar com um giro dos braços para trincar e quebrar a cabeça de Bella.
Uma rápida ponta de dor, Bella sentia seu pescoço doer. Puxando-lhe pelo braço, Bella jogou Katniss para frente, e com uma cambalhota, foi liberta do aperto da humana. As costas de Katniss gritavam. Consumia-se a dor dos ataques de eletricidade que saltava de suas veias, e sentia suas costas "quebradas" pelo impacto no chão.
Se não fosse pela neve, Katniss já teria sido derrotada, havia corrido muito em busca do alce e estava em pleno limite físico. Ela só pode girar os olhos e abrir a boca sentindo a dor, tentando arfar sem acreditar por quem estava sendo atacada, ou sendo derrotada.
Debatendo os braços e as pernas, Katniss dava sinais de desistência. Mas Bella viu o que estava prestes a fazer; matar a única humana que via desde que tudo desaparecera, e não podia se deixar virar uma Volturi de ações. Via a mulher sentindo dores.
Não conseguia prosseguir em tirá-la a vida. Então Bella se levantou de vagar, abandonando Katniss, e se afastando lentamente com os pensamentos que rondava.
Era apenas uma arqueira sobrevivente, deveria estar perdida. Desistiu de mordê-la, em todo caso, fora fácil demais derrotá-la. Bella voltou a olhar Katniss estirada, tentando estudá-la enquanto limpava a boca manchada de sangue com as costas da mão.
ROUND 3
Katniss girava o pescoço para se dar o impulso de levantar e voltar a lutar com a criatura, quando avistou de longe seu cinto abandonado na neve.
- O machado! - relembrou na mente.
Havia trazido consigo também por proteção, mas não sabia se estava afiada ou não para se defender, por vier das dúvidas, precisava arriscar.
Se levantou um um só impulso. O plano era distrair a vampira até o machado. Com os olhos cinzentos de Katniss penetrantes nos distintos vermelhos nos de Bella, tentou pular em cima, mas foi desviada por um ataque das unhas afiadas da vampira, deixando marchas profundas de garras em seu rosto, deslizando sangue em seguida.
Isso atraiu Bella novamente, e seus pensamentos humanos sumiram novamente e os instintos prevaleceram.
Katniss maquiou o rosto e escondeu a dor no rosto, tropeçando nos calcanhares e indo em direção de Bella novamente, que tentou atacar-lhe com as unhas mais uma vez, mas ela desviou, se arremessando e levando Bella junto para o chão com neve, onde se contorciam e trocavam golpes mais potentes do que os outros. Mas a vampira era mais forte que a humana, e logo Katniss fora agredida novamente no rosto pelas unhas, desta vez no lado oposto, e Bella se levantou e rugiu com as presas grunhindo com violência, provocando a morena.
Com a raiva novamente lhe queimando, a força de vontade tetou lh levantar, que pela segunda vez, conseguiu acertá-la com o punho, e Bella apenas levantou Katniss do chão prendeu sua mão em seu pescoço, lhe retirando o controle de respirar.
Katniss estava ficando desesperada, e Bella exausta. Com mais golpes pelo braços, ela foi liberta, e novamente com o cotovelo, ganhou pontos e torceu o braço da vampira, a levando para o chão novamente. Bella só pode sentir o vulto lhe passar diante dos olhos, com a neve encaixada em seu corpo, e chutes em seu rosto queimado da vergonha.
Avistou então a aljava de flechas da humana, e tentou agarrar a primeira que vira, mas também no chão, Katniss a impediu, puxando a flecha também para si, lutando para quem alcançasse a arma.
Logo as duas o capturaram, com com todo o esforço que podia, puxou o casaco cinza da vampira para baixo, deixando Bella de joelhos no mesmo instante e Katniss tentava perfura-la com a flecha enquanto enroscava o braço novamente no pescoço dela, mas Bella a impedia empurrando a flecha também com a mãos, tentando liberar ar na própria garganta com o aperto da humana.
Apenas com um golpe com a cabeça, Katniss via seu nariz esguichar sangue com a dor do impacto, jogando a cabeça para trás, e foi levada para o chão, e Bella a prendia entre as pernas e ficando em cima. Bella estava com a flecha em sua posse.
O ergueu e o mergulhou para furar o olho direito de Katniss, que evitou fazendo força com o braço, enquanto a vampira girava os cabelos para trás e inclinava a cabeça novamente para o pescoço dela, enquanto rugia novamente os grunhidos de vampiro abrindo cada vez mais a boca.
ROUND 4
Era inútil forçar o braço para evitar a flecha lhe perfurar, Bella era mais forte que qualquer um.
Mas novamente, girou o pescoço, e Katniss encontrou uma esperança. A Vampira fingia lhe olhar, onde ela esticava o braço livre para uma pedra pousada na neve. Quando enfim a segurou, levou-a com toda força para a cabeça de Bella, que lhe atingiu feito uma bala, caindo no mesmo instante pela pancada; e Katniss aproveitou o esforço para escapar dela; girando o corpo enquanto Bella tentava se levantar novamente, e lhe acertando no maxilar com um chute forte no local.
Bella não pôde acreditar como era surpreendida e atacada pela humana. Era tecnicamente impossível. Mas a dor zumbia em seu ouvido, e não queria mais matar Katniss por seu sangue agora.
Bella agora queria matar Katniss por raiva.
Arfando com raiva, Bella remexia a boca tentando apagar o golpe da mente. Mas enquanto isso, Katniss corria. Mas não era para fugir. Ia em direção do machado com sua lâmina grudada na madeira com o cinto sob a neve, e ela puxou seu cabo, levando o machado consigo enquanto girava os calcanhares novamente em direção da vampira já de pé. Bella queria rir da situação.
Ela era imortal! Não morreria com uma lâmina cega entre seus membros do corpo, então se levantou e rugiu novamente, prestes a pular e matar de vez Katniss.
Mas Katniss não queria acertar nenhum membro do corpo de Bella.
Foi quando a lâmina do machado atravessou como espada seu pescoço, e a cabeça de Bella arrancada de seu corpo, despencando imediatamente no chão.
Tudo em Katniss sentia dor. O corpo da vampira, morta, caída na neve. Uma fração de segundos.
Katniss só conseguia se ajoelhar e arquejar, expelindo o sangue da boca para fora, levando a mão para evitar tossir pela adrenalina que chocava seu corpo. Fora culpa dos instintos de sobrevivência de duas arenas lhe fizeram ficar impossível de se assassinar.
Ela conseguira matar a vampira.
Finalmente.
EPÍLOGO
– Isso fora impossível...!!! — Sussurrava para si, tentando pressionar as mãos nos ouvidos, como se ouvisse uma cavalaria se aproximar para enterrá-la. Logo, a vampira se juntaria ao elenco de pessoas que a enterravam para soterrá-la com uma pá em suas noites de pesadelos.
Bella se vingaria em seus sonhos obscuros dos Jogos.
Ligeiramente, puxou um dos fósforos de seu cinto, o riscando no zíper lateral da calça que vestia, e a faísca tornava-se uma labareda de fogo queimava em seu pequeno cabo.
Sem mais expressões em seu rosto machucado, Katniss jogou as chamas em cima do corpo decapitado da vampira, que queimou em uma fogueira no mesmo instante enquanto ela assistia as chamas engolir sua cabeça sem corpo.
Já de pé, Katniss ouviu o se aproximar de uma força estranha. A brisa violenta arrancava as folhas das árvores, e o vento lhe cortava, e quando olhou para a trilha de onde a vampira seguira, o fundo da floresta se tornada negro e sombria e assustadora, uma casa no fundo dela.
Passos e pulos em galhos se aproximavam de Katniss. Sem pensar duas vezes, ela se retirou e subiu na árvore mais próxima e escondida, entando não deixar nada para trás, apenas seu machado com a lâmina rachada.
[...]
Edwart sentia falta da amada esposa. Quando sumira do quarto, clamou para que Jacob e o resto da família Cullen ajudassem na busca. Não fora difício rastrear Bella, afinal, ela havia deixado carcaças por todo lado e uma trilha de sangue que os levava até uma clareira da floresta, onde seguiam na esperança de achá-la por ali. E a acharam.
Quando viu as chamas, Edwart não conseguiu pensar mais mais nada, ao não ser correr em sua direção. Os outros não conseguiram impedir a escapada e Jacob o seguia mais rápido. Fora então que o vampiro viu o corpo de Bella decepado, sendo tudo queimado por uma fogueira não restando nada nela.
Fora uma péssima ideia trazer Renesmee junto.
Edwart se ajoelhava e clamada de dor ao ver a esposa morta, socando o chão e chorando seguidos de rugidos. Jacob não conseguira dizer nada, mas também se ajoelhava e gritava à seguir, enquanto os outros abaixavam suas cabeças em luto. Quem quer que fosse o assassino, pagaria por isto.
Katniss sentia a dor de Edwart lhe atravessar. Sentia como se Peeta chorasse por ela que estivesse do outro lado da situação.
Por um instante, tombou a cabeça no tronco da árvore, e... compartilhou o luto por Bella. Não por ela. Mais por aqueles que estavam chorando ali em baixo.
Fora sorte. Renesmee ouvira dos arquejo no alto dos galhos, sem que ninguém prestasse a atenção. A moça apenas fitava Katniss, com toda dor e tristeza que sentia, e Katniss não conseguiu evitar de lembrar da própria filha que dormia na casa de madeira em segurança.
A vampira com quem lutou também era mãe. E estava morta agora.
Por mais estranho que parecesse, Renesmee distraiu o grupo em choque, e Katniss saltou para correr com tudo que podia, atravessando os galhos que lhe machucavam, cambaleando, silenciosa como sempre fazia na floresta.
Quando enfim chegou na casa, estava vazia, então seguiu na mesma velocidade para a estação de trem, onde Peeta e seus filhos preocupados falavam com os pacificadores pelo seu desaparecimento. Katniss não conseguiu conter a alegria por vê-los ainda ali e bem.
– Mamãe! — Gritou o menino loiro.
A menina e Peeta viraram na mesma hora com o berro do menino, e as crianças correram na direção do colo da mãe. Os abraçava, os apertava e os beijava. Katniss não segurava as lágrimas lhes invadindo naquela hora, e foi arrastada por Peeta que estava assustado por vê-la machucada daquele jeito.
Ela, então, só pôde inventar uma história que tentava caçar e foi agredida por um dos lobos selvagens que tinha na floresta. Jurava que não havia ultrapassado nada de nenhum limite ao pacificador, e que nunca fazia isso, e Peeta pode perceber que era mentira.
Com todos aninhados de volta ao trem, e já lavada e com ataduras pelo corpo, Katniss não explicava o que havia passado. Calada, deixou que os fantasmas lhe silenciarem. Nada se comparava com a luta letal que havia enfrentado.
Mas para suavizar quem estava preocupado com ela do jeito que a observavam, ela afugentava o rosto de Bella de sua mente, se remexia na cama da cabine, e dizia tentando esconder o pânico da voz:
– E então? Qual irá ser o jantar?
( Acesse Mainstay Super Fight para assistir a versão em Live-Action real da luta com atores conforme a descrição daqui).
FIM.
QUAL É O PRÓXIMO COMBATE QUE VOCÊ QUER VER?
Notas finais
E a vencedora é... KATNISS EVERDEEN, de JOGOS VORAZES!
Graças à VOCÊS que escolheram a nossa vencedora da primeira luta da UFCF por aqui, agradecemos! Muita obrigado por ter li esta batalha épica, e pedimos desculpas à aqueles que não concordaram com o vendedor ela.
Deixamos para a próxima, não?
Obrigado, e até a próxima luta! :)
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