Katherine Pierce Está De Volta
14 Se Entendendo.
Notas iniciais
– Ainda bem que me acordou, Damon. — disse eu olhando em seus profundos olhos. — Ainda bem que está vivo. — continuei enquanto ele me observava confuso.
– Te acordei porque você estava gritando. — droga, provavelmente gritei o sonho todo.
– O que eu estava gritando?
– Só ouvi Damon, por favor, me desculpe. Não me deixe. Damon Damon Damon... — falou ele imitando minha voz, que não estava na parecida.
Peguei uma almofada e taquei em seu rosto.
– Pare de ser besta. — sorri e ele sorriu de volta se aproximando mais de mim, envolvendo seus braços em meu pescoço e eu envolvendo os meus em sua cintura. Um abraço protetor.
– Só quero que saiba que, não importa o que aconteceu no passado Katherine, eu sei que teve que fugir por causa do Klaus, eu sei que você não gostava e nem gosta das brigas minhas e do meu irmão por sua causa. Eu não gosto que você fique com o Stefan sim, não gosto mesmo. — fez uma pausa e ainda sussurando continuou. — Mas... eu amo você, por mais dolorido que esse amor seja. — apesar de lágrimas estarem cobrindo meus olhos pelas palavras dele, eu não iria me mostrar fraca e chorar.
– Eu só queria pedir desculpas pelo que já te fiz, se ainda faço. Mas não importa quantas vezes eu pedir Damon, nunca vai dar pra apagar o que eu te causei. Me desculpe. Eu te amo Damon, de verdade eu já menti tantas vezes pra você não posso mentir agora falando que sempre será o Stefan, porque não é, nunca foi. Acho que sempre foi você e agora eu sei, ainda é. — ele apertou mais o abraço, quase quebrando meus ossos. Beijou minha testa num ato acolhedor. Como eu gostava disso, como eu gostava de estar com ele. Amo o jeito que ele faz eu me sentir, viva. Não viva como humana porque já estou morta praticamente, mas viva por dentro, ele me faz ser boa o bastante.
Damon P.O.V
Algo me dizia que dessa vez era verdade, que dessa vez seria diferente. Tudo parecia perfeito com ela, coisa que nunca aconteceu. Amo o jeito que ela faz eu me sentir, vivo. Não vivo como humano porque já estou morto praticamente, mas vivo por dentro, ela me faz ser bom o bastante. Amar o bastante. Viver o bastante. Minha vida eterna seria meu amor por ela, eu sabia disso mas me negava aceitar, agora, eu aceitaria. Aceitaria ela de volta mesmo com todas as cicatrizes que antes eram feridas que ela me causou prestes a abrir de novo se ela me deixasse novamente. Mas eu não ligava, não queria ligar. Não ligo.
Katherine P.O.V
Senti seus lábios pressionarem os meus, ternos, quentes, causadores de frios na barriga. Sua língua fazendo uma dança em minha boca, eu fazendo o mesmo. Como pude o deixar? Não sei, não sei nem se um dia eu saberia. Só sei que errei com ele. Muitas vezes. Inúmeras vezes.
A porta foi aberta, e logo um Stefan emburrado surgiu.
– Eu deveria saber... vocês dois aqui. Não gosto disso.
– Como se eu gostasse de pegar você com ela também. — exclamou um Damon irônico.
– Ei, não comessem.
– Tudo bem, tudo bem. Vim avisar que nós vamos sair ás 3h, pulem a janela eu estarei esperando no carro. Tomem cuidado com as mulheres que rondeiam o corredor e... Damon vá pro seu quarto. — Disse Stefan pegando no braço dele e o tirando dali.
– Calma mamãe. — brincou Damon. — Eu ia usar camisinha. — continuou. Não pude deixar de rir, como podia ser tão palhaço?
– Engraçado você Damon, já pensou em ser comediante? — disse Stefan fechando a porta logo depois.
[...]
Dormi, e dessa vez foi sem sonhos. Se sonhei não me lembro, mas espero que não. Já tinha tido um experiência horrivel com o sonho de um tempo depois. Eram 1h quando acordei sobressaltada por causa do pesadelo com Damon. Tudo bem, eu tinha mais 2h pra tentar dormir.
[...]
– Acorda. — disse a voz me chacalhando.
– 10 minutos a mais. — virei pro outro lado.
– Desculpa bela adormecida mas nós precisamos ir antes que as tias montem guarda aqui no corredor.
Levantei ainda meio cambaleando. Peguei umas malas e taquei pela janela, caindo perto de Stefan que já estava com o carro posicionado perto dali. Damon se encarregou das outras malas, as tacou. Se alguma coisa ficasse destruida a punição seria uma tarde comigo no shopping.
Ele me pegou no colo e saltou janela a fora.
– Superman, você deveria saber que sei saltar janelas sozinha. — disse eu quando ele me colocou no chão.
– Resmungona. — me beijou a bochecha.
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