Katherine Pierce Está De Volta
30 Reconciliação
Notas iniciais
– Chega! — gritei o mais alto que pude. — Parem agora! — exigi, mas não deu muito certo. Eles continuaram ser mordendo e um arrancando o sangue do outro. Dando socos e chutes fortes de mais pra ser uma briga por uma bobagem como essa. Em pensar que eu era a causadora de tudo me deixava um pouco... Elena. Ou seja, monga.
E quando estava desconcentrando minha mente, ouço um beque no chão. Era Stefan, ele tinha desmaiado.
– Damon! O que você fez? — perguntei indo acudir o irmão mais novo que mal se movia.
– Nada, eu só... tirei um pouco do sangue dele, juro. — disse ele tentando se fazer de vítima. Minha conciência pesa, sinto que tudo, absolutamente tudo o que estava acontecendo era minha culpa. Culpa de eu ter voltado pra tentar faze-los feliz. Mas então eu vejo que enquanto existissem dois Salvatores em briga por uma Petrova, isso nunca iria acontecer. Eles nunca seriam felizes, pois um tem mais desejo de posse que o outro. Talvez eu devesse ir, devesse partir. Não partir de vagar pelo mundo de novo, mas sim, partir de vez. Deixar minha alma entregar-se ao bréu e as trevas, talvez, somente assim eles seriam felizes de novo, como eram antes de me conhecerem. Unidos. Inseparáveis. Irmãos.
Stefan não se mexe, apenas pisca com dificuldade. E sem pensar duas vezes cedo meu sangue pra ele. Levo meu pulso até a boca fazendo um rasgo consideravelmente grande. Sinto uma pequena dor, mas o que é uma pontada em vista do que meus olhos estavam presenciando? Levo meu pulso até sua boca que antes era rosada, e agora passa pra um beje sem vida. E como vejo, está fraco demais pra se quer puxar o líquido. Ergo sua cabeça facilitando o sangue avermelhado descer por sua garganta. E enfim, posso ver seus olhos verdes esmeralda abertos de novo. O beijo. E sinto o que previa: A ligação inquebrável de nossos corpos se tocando. Assim como em 1864. Assim como antes de eu ir embora. Damon só observa, e no momento o que sinto por ele é ódio. Vou em sua direção e o taco na parede com minha força sobrenatural, o que faz um pequeno corte em sua cabeça. Sinto o cheiro de seu sangue vampírico, ainda irresistível pra mim. Me controlo e levo Stefan até os quartos na parte superior da casa.
[...]
Stefan ainda dorme, umas 3 horas depois do ocorrido. Damon não veio se quer falar comigo, se quer pedir desculpas ao irmão. Eu sabia que o mais velho era mais forte que o mais novo. Não devido a personalidade... bom, também talvez. Mas Stefan viver de coelhos e esquilos ajuda. Eu mal consigo me imaginar sugando um humano por dia. Imagine um coelho, ou um pequeno esquilo.
– Katherine. — diz ele sonolento.
– Oi meu amor, tudo bem? — falo acariciando seus cabelos sedosos.
– Me desculpe. — diz ele olhando diretamente em meus olhos. Verde no negro. Dou um sorriso triste, não tentando demonstrar meu: " você foi mau, e eu gosto disso. Mas podia ter pegado mais leve"
– Tá Stefan, não guardo ressentimentos. — mentira.
– Eu amo você, eu amo. — diz ele pegando em minha mão e me puxando pra mais perto.
– Eu também. — ele me puxa e me abraça apertado, um abraço que se fosse em um humano teria quebrado-lhe as costelas. E então se soltamos, e nossos olhares se encontram novamente. Não me movo. Não o beijo dessa vez. Apenas o encaro. Ele olha pra minha boca e pros meus olhos repetidas vezes, e após molhar os lábios com a língua, me beija intensamente me encostando na cama, fazendo carícias fortes com as mãos em todo meu corpo, enquanto eu apenas me delicio com isso e lembro do quanto senti falta de seu cheiro e toque.
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