Notas iniciais
oi lindos da minha vida! esse capítulo vai ser maior ok? acho que vocês leitores que me deixam sempre muito contente merecem. Espero que gostem, beijos e até ali em baixo.

P.O.V Stefan

– Me de bebidas Damon, preciso de álcool. Preciso parar de me importar. — falei enquanto o via encher o décimo copo. Décimo? Não contei, mas podia apostar que era mais que isso. Estava ocupado demais, pensando no maldito passado.

Flashback on

– Já está tarde amor. — ela estava deitada sobre meu peito e quase dormindo. Era mesmo ruim lhe tirar o sono, ve-la dormindo como um anjo era calma e me fazia ficar do mesmo jeito.

– Eu sei que está, mas gosto de ficar aqui com você. — passou as mãos pelos meus cabelos e me deu um beijo no rosto, logo depois se levantou pra sair. Talvez fosse bom que ela fosse pro seu quarto. Porque perto de mim era uma distração, eu não conseguia pensar mais em nada, minha mente ficava vagando ali em pensamentos e todos sempre com sua imagem, sua bela imagem. E quando ela estava prestes a sair, saiu uma fala que eu não havia planejado, uma coisa que meu cérebro não estava programado a fazer.

– Katherine... não vá. — falei me levantando e a puxando pelo braço. De fato depois que descobri que ela era uma vampira a olhava diferente, eu estava mais frio. Mas isso não mudava em nada o que eu sentia por ela, uma conexão forte o bastante pra ignorar isso, mas minha mente, teimosa, dizia que eu deveria sim teme-la. Afinal, seu objetivo era se alimentar de sangue humano. Eu continuava a amando, talvez como jamais fosse amar outra, e com toda a certeza como jamais havia amado uma. Ficamos algumas semanas separados e sem nos falar, mas a ver com Damon me causava ciúmes doentio. Na 6° semana eu j.á não conseguia mais me controlar, eu estava sendo rude até com meu irmão por motivo dela. Na 8° semana sem trocar uma palavra sequer ela veio em meu quarto pela noite na primeira vez, ela dizia o quanto tinha vontade de ser livre como um pássaro e de como o sangue dos vizinhos a atraiam. As vezes falava de Damon e de como tinha sido seu dia com ele. Eu ficava com raiva, mas não demonstrava tanto assim. E apesar de todos os dias ela falar praticamente as mesmas coisas, eu ficava ali só pra ouvir sua voz.

– Já está tarde... — fez uma longa pausa. — Eu preciso mesmo ir. — Mas eu sabia que o que ela tinha pra fazer era ir no quarto de meu irmão e passar o resto da noite conversando com ele. Eu me perguntava se era só isso que eles faziam... conversavam. Mas eu sabia que não, ele a amava também, e ela mesmo contra minha vontade também o amava.

Ela abriu a porta e quando estava prestes a sair decidi fazer o que deveria ter feito a muito tempo... me desculpar.

– Me desculpe. — ela se virou. — Por tudo. — Ela me olhou confusa por um instante mas depois sorriu abertamente . Chegou mais perto de mim com sua velocidade sobrenatural e relou seus lábios nos meus em um rápido selinho. E aquilo pra mim já era tentador demais...

A abracei e sussurei um " Eu te amo"

– Preciso ir, Stefan. — falou ela se livrando de meu abraço.

– Não! fique aqui, por favor. — a puxei pra mim e a deitei na cama, beijei seu colo enquanto minhas mãos iam desfazendo o laço de seu espartilho. Me levantei e tranquei a porta, colocando a chave em cima da cômoda. Subi em cima dela e tirei suas pesadas roupas com um pouco de dificuldade pra depois tirar as minhas, suas pequenas e delicadas mãos percorriam meu corpo causando uma linha de fogo. E então, depois de semanas sem sentir seus lábios macios nos meus, seu corpo, seus abraços e seu cheiro, matei a saudade unido nossas bocas e ali eu sabia: estava nos unindo pra todo o sempre, definitivamente.

Flashback of

Fui até meu quarto e lá me tranquei, dias sem ela me deixava atordoado. Entrei no banheiro e olhei minha aparência no espelho: pálida e morta. Minha pele já enrugava, eu parecia um velho de 80 anos. Não é de se espantar muito, estou a duas semanas quase três sem colocar sangue na boca. Já Damon faz diferente, voltou a ser o vampiro sanguinário de sempre. Ou quase sempre. Me deitei na cama e todo meu corpo doía. Peguei mais bebida. Desde que ela se foi isso tem sido meu combustível.

P.O.V Damon

Tem jeito melhor que descontar a raiva sem ser matando? Drenar, esquartejar e tocar terror tem sido minha eternidade por muito tempo. Então, Bem-vindo aos velhos tempos!

E ali estava... uma ruivinha dos olhos verdes, uma loira dos olhos azuis e.. a sim claro, uma morena de cabelos enrolados e olhos escuros como sua alma. Não, espere, essa que eu descrevi é a Katherine. Paradas em minha frente, apenas esperando a morte chegar. E queridas, eu sou a morte! Digam olá para o inferno.

Respiro fundo e fecho os olhos, vejo sua imagem e sinto o cheiro das meninas na minha frente. Sorrio e caminho em direção a loirinha que está tremendo. Na verdade nunca fui de frequentar caberes tão baratos, mas que diferença faz se todas iriam morrer?

A loira me olha com medo, a hipnotizo e digo pra não fugir e não gritar. Fecho os olhos pra pensar melhor, mas a única coisa que consigo pensar é nela.

Flashback on

Fazia dois meses que eu havia voltado da guerra, dois meses apaixonado por uma vampira. Eu não ligava pra isso, o fato de ela ser um "mostro" na qual se coloca, eu não a vejo assim. Quando a olho sinto que é um anjo na verdade, ela não teve escolha ela não queria ser assim. Mas eu, eu quero. Quero passar a eternidade ao seu lado fazendo tudo aquilo que ela me mostra, matar humanos e sugar todo o sangue... bom, não é o futuro que os pais querem pros filhos mas, meu pai me odeia, e imaginar o famoso "para sempre" junto com ela me faz querer ser assim, me faz querer ser um vampiro.

[...]

Lá estava, sentada em uma cadeira de área em frente ao lago da nossa propriedade, usando um vestido marrom e beje onde as laterais continham flores avermelhadas. Me sentei ao seu lado.

– Bom dia Damon! — disse ainda de olhos fechados sentindo a brisa fria no rosto.

– Talvez fosse Stefan. — disse eu arrastando a cadeira pra mais perto.

– O cheiro de vocês é diferente, e o som do coração também. — disse ela abrindo os olhos cor de mel e me olhando.

– E mesmo? E quais são as diferenças?– perguntei

– Stefan cheira doce... e seu coração bate 2 rápidos 2 de vagares quando está perto de mim, e quando eu o toco ou falo com ele, bate descompassado. Você... você já bate de descompassado de qualquer jeito só que ao ficar comigo, ele bate descontrolado. E você tem um cheiro exótico, limões, mas as vezes são doces como os de Stefan. — ela riu, e eu ri também. Escutar seu riso era melhor que escutar um pássaro cantante.

– Cheiro ruim? — perguntei a fitando

– Não, claro que não! eu gosto de limões.

A peguei pela mão e a levei pra beira da margem do lago, tirei minhas roupas e mergulhei ela ficou olhando e rindo.

– Não vai entrar? — perguntei colocando os cabelos molhados pra trás.

– Não gosto de água fria, Damon. — ela sorriu. Então eu cheguei mais perto dela e a peguei no colo enquanto ela batia suas mãos em meu peito, mas eu sabia que ela podia ser mais forte que aquilo. E então eu mergulhei com ela. E quando voltamos pra superficie eu a beijei, e mesmo com a mistura de nossas bocas e água, foi um beijo inesquecível. A encostei na margem e beijei seu corpo. E foi ali pela primeira vez que fizemos amor na água, com nossos corpos dançando em um ritmo tão compassado que ninguém jamais conseguiria fazer igual. Com sua boca percorrendo meu corpo causando tantas sensações boas e arrepios.

– Eu amo você, Damon. — disse ela em meu ouvido. Ao olhar seu rosto e ver seus cílios longos e molhados, seus cabelos pra trás, estonteante até tomando banho em um lago. Ali eu percebi, ninguém nunca me faria feliz como ela faz. Ninguém nunca a substituiria, mesmo se fosse com as caracteristicas idênticas. Katherine me mostrou o caminho pro amor, então Katherine pra mim, era o amor.

Flashback of

Droga! Porque persistem em me atormentar? Malditas sejam as lembranças com ela. Abri os olhos e fitei novamente a loirinha, não pensei duas vezes e voei em sua jugular, drenando-a por inteiro. Depois a ruiva... e a, eu estava me esquecendo da morena. Aquela foi a que mais drenei com vontade. Depois de lhe dar um beijo. Era como seu eu estivesse enxergando Katherine nela, mas eu sabia que era só uma peça que minha cabeça alucinada de amor estava pregando.

P.O.V Katherine Deitada em minha cama, sem nada pra pensar a não ser como fui tola tantos anos. Como cometi o mesmo erro. Minha humanidade agora mais do que nunca quer se revelar de novo. Agora que li tantas coisas em meu antigo diário, agora que chorei. Agora, que lembrei dos olhos azuis safira de Damon em encontro aos meus.

Toc toc – ouço uma batida na porta e a abro... Klaus.

- O que quer de novo? — falo bufando.

- Vim me despedir, love. Vou pra uma viagem rápida não se esqueça, e quando eu voltar você vai estar bem aqui. Certo? — disse ele segurando meu rosto entre as mãos.

- Pra onde mais eu iria? — decidi entrar no jogo, quem sabe eu conseguia algo. Então eu o beijei, e foi quase como se... ainda existisse um pouco de amor entre nós. Mas eu sei que a grande parte desse "amor" se transformou em ódio ao longo dos anos.

- Era isso que eu queria. — disse ele separando nossos lábios. — Eu volto logo, querida. — beijou minha testa e saiu porta a fora. E o que restava a mim naquela casa maldita? Dormir, assistir Tv, ler e lembrar do passado.

2 semanas depois...

– Você não pode ficar trancada naquele quarto pra sempre Katerina. — disse Elijah enquanto colocava sangue fresco em um copo e me entregava.

- O que mais posso fazer Elijah? — suspirei. — Eu não estou onde eu queria estar. — falo olhando em seus olhos escuros como a noite.

- Não gosto de te ver triste. — disse ele me abraçando pela cintura.

- Então faça alguma coisa pra que eu não fique. — uma sugestão: transe comigo e me tire do tédio porque Kol não está dando conta da minha saudade.

- Preciso falar com você, sem que ninguém ouça. — disse ele num minúsculo sussuro me puxando pelas mãos em direção as escadas. Subimos até onde eu deduzi que era seu quarto, luxuoso, grande, com banheira e um enorme lustre de cristais ao centro. Ele se sentou na cama e pediu para que eu sentasse ao seu lado, me sentei. E ele começou a falar bem baixinho, quase eu que sou uma vampira não ouvia muito bem.

- Vou te ajudar a escapar, mas você precisa me prometer que não vai dizer para Nicklaus que eu que fui o responsável por tudo, entendeu? — disse ele no meu ouvido. Por um momento pensei que meu pelos estavam se erriçando ao ouvir seu sotaque... e estavam mesmo.

- Sim, eu prometo. — falei sorrindo como uma criança. Ele caminhou em direção a enorme janela sem grades de seu quarto e a abriu, deixando a brisa fresca entrar, fazendo meus cabelos voarem pra trás e instantaneamente eu fechar meus olhos e respirar fundo.

- Vá rápido, vá ser feliz, meu amor. — disse ele ainda sussurando. Me aproximei de onde estava e passei as mãos por seu rosto.

- Como posso agradecer? — falei baixo — Você não pode agradecer do jeito que eu queria que agradecesse. — disse ele sorrindo, e meu Deus, Elijah tinha um sorriso maravilhoso. Não entendi sua fala, mas fiz o que me deu vontade de fazer ao ve-lo sorrir. Colei meus lábios nos deles, abrindo a boca e trançando a extensão com minha língua. Não demorou muito e ele fez o mesmo comigo, entrelaçando suas mãos em meus cabelos e puxando-me pra mais perto. Nossos corpos colados, como no passado distante. Minhas mãos percorriam seus cabelos escuros, e ele desgrudou sua boca da minha, mas não de minhas pele. Continuou ali, beijando-me as partes sem roupa de meu corpo. E então, ele parou. Ofegante demais pra continuar.

- Não quero me empolgar, mas era isso que eu queria. Dou um jeito de mandar suas coisas depois. — falou ele ainda tentando buscar ar. Me deu um rápido beijo e eu pulei janela á fora, não sabendo muito bem em que direção ficava meu destino.

Notas finais
Bom, como viram teve bastante flashback, gosto de flashbacks, se alguém achar que tem MUITO na história eu tiro um pouco ok? E também vimos a Katherine escapando, e Elitherine finalmente teve beijo, viva! tds felizes me mandando comentários por favor!!!