Katherine Pierce Está De Volta
34 Parte I - O Baile.
Notas iniciais
Quando acordei Stefan não estava mais ao meu lado. Provavelmente Klaus o havia tirado dali, com ciúmes demais pra compreender que Stefan me trazia calma e tranquilidade. E ele sempre trazia isso. Eu me sentia segura ao seu lado, porque, eu sabia que se precisasse (dificilmente precisaria) ele me defenderia com unhas e presas. E como amava aquele homem... em mais de 500 anos, ninguém nunca me marcou como ele e o irmão haviam marcado, nem mesmo meu primeiro amor.
Já estava acordada a tempos, mas com preguiça demais de levantar. Sabe aquilo de abrir os olhos mas ficar encarando o teto por um longo tempo como se estivesse criando coragem pra sair do quentinho? essa era eu todos os dias com as mordomias que o original me dava. Logo que sentei-me na cama olhei o café ali sobreposto, frutas, sucos, café, chá, pão com geleia e uma taça considerável de sangue fresco. Nunca achei que alguém fosse me tratar assim um dia. Eu não era merecedora, maldosa, fria e calculista. Essa era eu. Essa era minha essência, e a partir de hoje eu voltaria a te-la. Não desligar a humanidade como fiz da última vez, mas sim, parar de bancar uma de Elena sentimental. Que pelo visto, não fazia parte da minha personalidade.
Tomei o café reforçado e me encaminhei pro banheiro. Nada melhor que um banho quente e com espumas cheirosas. Mas, percebo que encima da poutrona vermelha e dourado há uma grande caixa preta e com uma fita sedosa em um perfeito laço prateado. Me sento e a pego no colo, abro delicadamente primeiro desfazendo o laço e depois revelando o conteúdo. Me deparo com um belo vestido rodado e tomara que caia, vermelho sangue que era minha cor preferida, com cristais caros. Um vestido luxuoso e certamente caro demais. Klaus sempre gastou uma grana preta pra me agradar... — penso comigo mesma e dou um sorriso de boca fechada. Na caixa ainda, se encontrava sapatos de uma marca conhecida, lindos. E brincos de diamantes, um anel de ouro branco e um colar belíssimo que fazia conjunto. Suspirei. Aquilo tudo deve ter custado mais que 100 mil dólares. Mas, o que era cem mil pra um híbrido podre de rico?
- Toc toc. — Stefan abre a porta fingindo estar batendo nela. E nesse momento penso: Porque não você... porque Kol? — Está pronta pro grande dia, ó princesa das trevas? — ele pega em minha mão e me levanta, fazendo uma reverencia.
- Princesa das trevas é bom... príncipe dos infernos. Fazemos uma boa dupla. — lhe dou um beijo na bochecha direita.
- Na bochecha? Klaus foi viajar, meu amor. Temos isso tudo só pra nós dois, até de noite. — ele da um sorriso malicioso a qual retribuo.
- Até de noite? — passo a mão em sua camisa já desabotoando-a um pouco.
- A tarde toda. — Me pega no colo e com a velocidade vampirica me joga na cama macia e bem forrada, cobrindo meu corpo com caricias fortes que me deixavam louca...
[...]
- Porque não me conta como são suas noites com ele? — pergunta-me Stefan, ainda encafufado com a mesma ideia.
- Por que falaria disso com você? Certamente você é tão ciumento quanto ele... — olho em seus olhos esmeralda que tem um olhar cobiçador.
- Certamente. — conclui ele, concordando com minha ideia. — Mas, você o prefere? — suas mãos tomam o rumo do meu rosto, e isso , simplesmente isso me causa frios por todo o corpo. Era incrível como me sentia mais humana com eles... nada especial, eles eram meros mortais, por quem eu me apaixonara. Isso não era o planejado.
- Não o prefiro, eu amo você e teu irmão igualmente. Esse é meu erro. Ou acerto. — lhe dou um selinho e quando me levanto suas mãos me puxam de volta, caio na cama. Eu poderia muito bem me mostrar forte perto dele, mas eu gostava de me mostrar fraca. Gostava de ser domada. A bela e a fera tomou outra história aqui. O belo e a fera. E mesmo eu sendo um monstro, ele compreendia... bom, mais ou menos. Tive que compeli-lo a não ter medo de mim, mas, seus sentimentos ainda eram os mesmos de antes mesmo sabendo o que eu sou agora. Já com o irmão, não precisei fazer nada. O amor dele superou todos meus defeitos, como se fosse comum ser assim, como se fosse bonito.
- Nunca acharei uma mulher como você, que mexa comigo como você mexe, que me faça ser vivo mesmo com tantos problemas. Que me faz tão feliz mesmo doendo. — seus beijos percorriam meu longo pescoço, eu apenas me deixava levar pela sensação prazerosa.
- Mesmo não planejando isso, eu te amo, Stefan. E aconteceu sem eu ao menos perceber. Sem ao menos imaginar que isso era possível.
[...]
Já passava das 6h, após um longo e demorado banho (com Stefan) eu estava relaxada como nunca. Sexo na água faz muito bem.
Sequei meus cabelos e o deixei formar os cachos naturais, depois, os retoquei com o baby-liss. Maquiagem bem-feita e escura, como eu gostava. Batom vermelho que destacava meus dentes brancos. Prender ou soltar as madeixas... Ficava testando isso no espelho. Coque? Não, velho demais. Meio prendido? Formal demais. Solto? Era assim que eu iria. Coloquei os perfeitos sapatos e passei meu perfume preferido. Me olhei no espelho e... perfeita pra uma noite quase perfeita que estaria a minha frente.
- Pronta? — perguntou Kol impacientemente entrando no quarto e quando fechou a porta, parecia um cachorro babão. — Nossa, Katherine, você está... maravilhosa. — pegou em minha mão e me deu uma rodada reparando em cada detalhe. Me encaminhou em direção a porta e dessemos as escadas onde Stefan me esperava... não pra ser meu acompanhante. Infelizmente. Seus olhos quando encontraram os meus se arregalaram. Pegou em meu braço e Kol estava no outro.
- Você é a mulher mais linda que eu já vi. Minha mulher. — deu uma erguida de voz na palavra "minha".
- Sua, de Damon, de Klaus, de Elijah, e minha... se não me falha a memória. — cutucou Kol.
- Você é muito piadista mesmo não é Kol? — Stefan apertou ainda mais o braço no meu, senti sua força.
- Hoje ela vai ver o melhor dançarino do mundo meu caro! Você dança bem Stefan, tenho que admitir. Mas eu... sou um pé-de-valsa.
- Vamos fazer uma aposta, quem ela achar que dançou melhor ganha um beijo. — claro que o beijo seria seu, Stefan.
- Sendo justo, eu topo. — aceitou Kol.
Entramos no belo carro e seguimos em direção ao baile. Nada de mais. Mas, o baile era uma das poucas coisas mais ou menos desse lugar, porque do resto... tudo era um lixo! Menos os homens... claro.
Entrei no salão e a decoração me surpreendeu, era o mais bonito que eu tinha vindo até hoje.
- Me concede essa dança? — perguntou Kol. Revirei os olhos não querendo ir, mas, eu não tinha nada a perder.
Kol dançava bem, mas nada comparado aos Salvatores. Eu não via a hora daquilo acabar. E quando acabou, Stefan praticamente correu em minha direção. Me pegando pela mão e me levanto até o meio da pista.
E então, uma dança lenta e romântica. Que me fez deitar em seu ombro enquanto ele me guiava me trazendo amor. Confiança. E lembranças antigas. Ficamos nisso e música toda, enquanto ele sussurava no meu ouvido o quanto me amava, o quanto eu estava linda...
E então, ouço a voz.
- Chegou a hora de eu dançar com ela, irmão. — Meus olhos se arregalam, um onda de felicidade me percorre o corpo todo.
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