Katherine Pierce Está De Volta

16 O que você realmente quer?


Notas iniciais
oi galera, vou antecipar que: um personagem muito lindo entra nesse capítulo.

Tentei abrir os olhos lentamente pensando quando tempo eu tinha ficado desacordada. Será que eu nunca iria ter o caminho livre? Será que o que eu fiz no passado não me permitiria ser feliz no presente? Tudo bem que eu sempre fui a egoísta, a má, a fria e a vadia. Mas, eu também mereço um final feliz, eu mereço ser feliz. Em pensar em minha família morta, eu choro. Em pensar em minha filha que tive ainda humana mas que eu mal vi seu rostinho, nem peguei em meus braços e disse que a amava, eu choro. Eu sou um monstro da pior especie, um monstro frio e calculista, mas que acima de tudo ama. E a quem devo a graça de minha eternidade devo ao mesmo homem o ódio por ter acabado comigo por dentro, dono da minha danação eterna. Klaus. Mato pra descontar a raiva acumulada durante séculos, porque sou um monstro e essa é a minha realidade, essa é a minha natureza a mais de 500 anos. Fui feita pra destruir, amaldiçoar, transformar e trazer discórdia. O problema de tudo não é ser o que eu realmente sou, e sim trancar minha humanidade, mas não importa o que eu faça ela sempre será forte o bastante pra voltar e acabar com o meu eu perverso.

Meus olhos arderam ao encontrar a luz amarela. Eu estava presa em uma sela, amarrada. Um sela que cheirava verbena e ferrugem. Logo a minha frente os vi, os vi debilitados assim como eu. No mesmo estado.

- Que bom que acordou, Katerina!

Eu conhecia esse sotaque... o maldito sotaque.

- Klaus! — disse eu cuspindo as palavras.

- Ouvir sua voz com tanta ira chega a ser... excitante.

- Imagino como você vai ficar quando eu acabar com você. — Falei irônica e ele riu.

- Katerina... — disse ele se aproximando da jaula e logo depois colocando suas mãos em meu lado direito do rosto. Verbena não lhe fazia nem cocegas. — Se eu vier a morrer, todos morrem. Sou o original dos originais meu anjo. — Falou ainda com as mãos sujas me tocando.

- Então vamos ter que arrumar algum jeito não é querido? — Balancei meu rosto para que tirasse as mãos.

- É uma pena essa sua rebeldia toda... alguém terá que pagar por isso. Qual dos dois? Hm, estou em dúvida. Qual você gosta mais? — e soltou um riso, no mesmo instante Damon abriu os olhos e me olhou cabisbaixo, mostrando seus belos olhos ainda de um azul intenso e com poucas forças conseguiu sorrir fraco voltando a abaixar a cabeça por completo. Stefan estava ainda desacordado e fraco devido sua dieta de animais.

- Jeremy, solte os baldes por favor. — disse Klaus pouco tempo depois. Um balde com liquido caiu em cima deles, os fazendo gemer de dor e se contorcer. Logo reconheci o liquido: verbena.

- Não, Não Não por favor! — gritei

- Pare. — ordenou Klaus fazendo o resto da verbena que havia sobrado no balde ser puxado pra cima.

- O que você quer? — falei

- Diversão! quando soube que Katerina Petrova, a mais má e fria vampira que eu conhecera estava se entregando novamente ao amor, pela 3° vez, pensei: Porque não?

- Você já fodeu com a minha eternidade toda, não é o bastante?

- é o bastante sim minha querida. Mas eu sempre vou querer mais e mais. — Ele abriu minha jaula e entrou, eu estava acorrentada não iria ter oportunidade de fugir. Parou em minha frente e aproximou nossos rostos. Eu não conseguia tirar os olhos de Damon e Stefan que estavam desacordados de novo.

- O que você quer aqui Klaus? Estou presa, não tem nada que você queira de mim agora. — falei olhando em seus olhos, de um azul acinzentado.

- Quero o amor, Katerina. — depois disso me beijou rápido e eu correspondi mas logo depois virei o rosto, ele colocou as mãos em minha face e virou pra ele, segurando-o continuou a me beijar. Minha mente estava ali, mas meu coração estava além da minha sela, ele estava na sela vizinha junto com os 2 únicos homens que eu amei e amo.