Katherine Pierce Está De Volta
33 "Nunca vou te abandonar"
Notas iniciais
– Você vai voltar comigo... — disse Klaus pausadamente depois dos longos beijos que havia me dado. Pensei em uma desculpa razoável.
– Amanhã é o baile, porque nós não ficamos pra dançar um pouco? — entrei no jogo e tentei seduzi-lo passando a mão pela sua camisa meia aberta.
– Porque, bom, eu tenho que ir em uma cidade resolver um problema de híbridos que estão dando trabalho pra mim... e não vai achando que vai ficar livre, vou deixar você com meus irmãos mesmo não confiando muito em Kol e em Elijah. — deu um sorriso branco. Revirei os olhos. Céus como Klaus era grudento... e lindo.
– Tanto faz, contanto que eu vá ao baile de máscaras com alguém. Preciso me distrair. — tentei parecer despreocupada, mas eu estava imaginando as danças... um com Damon e uma com Stefan e assim por diante.
– Kol... — ele fez uma pausa e pigarreou. — Pode ser seu acompanhante. — percebi que ele não tinha gostado da própria ideia, mas a fez pra me agradar. Klaus, Klaus... você está nas minhas mãos agora!
– Compre meu vestido. — ordenei e me levantei pra sair, rasguei um pedaço da minha blusa e enrolei na mão pra abrir a porta. Parei no meio do caminho e perguntei: — O que pretende fazer com Stefan? — fiz cara de quem não se preocupava com a resposta.
– Vou fazer ele ser o que sempre foi. — fiz cara de confusa. — Um estripador de primeira. — é claro, Klaus sempre se interessa em aliados, isso era uma coisa inegável que tinhamos em comum.
Sorri maliciosa e abri a porta me encaminhando até meu quarto. Chegando lá tirei os belos sapatos e cai na cama cansada demais pra pensar em planos estúpidos.
[...]
– Talvez quando eu for um vampiro você esqueça dele. — Damon acariciava meu rosto enquanto declarava o nítido ciúmes que tinha do irmão comigo.
– Nunca vou me esquecer de Stefan. — fiz mais ciúmes nele.
– Você sempre fala dele quando está comigo, Katherine. — vi ele fechar a cara, levantando-se e procurando as roupas espalhadas pelo seleiro.
– Porque não me conta um pouco sobre suas ex? as humanas? — me virei no feno em que estavamos ficando de barriga pra baixo e ergui os pés, apoiei as mãos no rosto em um tentativa de parecer fofa.
– De que importa?
– Gosto de ouvir suas histórias.
– Eu nunca amei uma que nem amei você. Nem nunca vou amar. Por mais que esse amor me machuque você é a minha escolhida pra vida inteira. Não tenho o que contar. — olhei em seus olhos claros e tão lindos, ainda mais refletindo a luz do luar. Fiquei quieta por um momento pois eu sabia que o machucava, sabia que doía, assim como em Stefan. Minha intenção realmente era essa, causar dor. A principio. Mas agora, com mais de 5 meses aqui vejo que a ideia principal se desfez, vejo que mesmo com a humanidade fora de caminho eu estava amando. E como? Um milagre? Não, eu não acreditava nisso.
– Não quero magoar você Damon. — levantei de onde estava e caminhei até ele, passei minhas mãos por seus braços despidos e o senti tremer ao toque, sorri. E o abracei por trás passando as minhas mãos por sua barriga perfeita.
– Só não fale dele. – Se virou e me fitou
– Ele é seu irmão, não quero discórdia entre vocês dois. — Peguei em seus cabelos negros e o virei, jogando-o no feno próximo dali. Subi em cima dele colocando uma perna de cada lado de seu corpo. Ele com as fortes mãos apertou minha cintura fina e me fez soltar um gemidinho baixo com o simples toque. Sorriu. Deus como era perfeito. Cheguei minha cabeça em seu pescoço e comecei a beija-lo sentindo seu cheiro. Não o cheiro de sangue, o cheiro do próprio. Um cheiro forte e muito bom.
– Me transforme. — me pediu pela milésima vez.
– Você não quer isso Damon.
– Eu quero ficar com você pra sempre, e só. Não é o bastante? — Me virou ficando por cima, beijando minha barriga enquanto eu me contorcia.
Não respondi nada, mas eu sabia que me amava. Eu não o compelia a isso, e era uma coisa pura. Tão bonita mesmo sendo humana.
– Eu te a-amo. — disse ele ao meu ouvido, falhando nas palavras. – Me de o sangue, Ka-Katherine. — suplicou.
E eu percebendo o quanto ele ficava vúneravel a mim, cedi. Rasguei meu pulso e levei a sua boca. E muito pelo contrario do que eu imaginava, ele sugava com vontade e prazer. Gostando daquele gosto exótico.
– Damon!!!! — acordei gritando, procurando-o. Mas não o encontrei ali. O que apareceu na porta foi a figura loira e bonita, irmão do tal. Stefan.
– O que aconteceu? — perguntou ele preocupado.
– Um sonho... só isso. — ele me abraçou acolhedor e olhei em seus olhos esverdeados e depois em sua boca, logo em seguida o beijei com paixão. — Eu te amo. — sussurei pra que Klaus não escutasse.
– Eu amo você. — sussurou ele quase impossível de ouvir mesmo pra mim. — Eu não vou te deixar como ele. Eu prometo. — me deu um beijo na testa e foi trancar a porta, se deitou ao meu lado da cama e me abraçou. Assim dormimos tranquilamente.
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