Katherine Pierce Está De Volta

23 Katherine Pierce, prazer.


Notas iniciais
Um comentário do episódio de ontem: Elena mesmo com a humanidade desligada nunca chegará aos pés da Katherine, bjao.

Peguei todos os meus pertences que estavam em uma mala gigantesca. Eu tinha ficado em um quarto lindo, decorado de branco beje e vermelho. Móveis antigos e luxuosos enfeitavam toda a casa que mais parecia um palácio. Klaus me disse que aqui moraria Eu (temporariamente, claro) Elijah, ele, Rebekah e Kol. Quero ter forças o suficiente pra não matar Rebekah, realmente ela me estressa.

A maçaneta da minha porta gira, mas ela está trancada impedindo alguém de entrar.

– Katerina, sou eu. Elijah. — é Katherine, Elijah. Katherine. Pensei comigo mesma. Mas que mania era essa dos originais me chamarem de Katerina? eu não era mais a menina fraca e apaixonada. Eu era Katherine Pierce... uma vampira... fraca e apaixonada. Droga.

Destranquei a porta de vagar.

– Oi Elijah. — voltei a desfazer minha mala.

– Trouxe mais essas duas malas. — disse ele colocando as malas no chão, mais duas malas gigantes.

– Ah... obrigada. — falei mostrando desanimo.

– Não fique assim Katerina, você vai sair daqui e você sabe disso.

– A pergunta é, quando? — sentei-me na cama e logo depois ele se sentou ao meu lado.

– Você sempre da o seu jeito.

– Matar o Klaus está fora de cogitação no momento. — sorri tristonha.

– Klaus vive fora, oportunidades não faltarão.

– Eu espero.

– Bom... preciso ir. — disse ele me dando um beijo na testa. — Volto depois. — pra que voltaria?

A porta se fechou, e lá se foi o único original que eu gostava.

[...]

O tempo se passou, eu dormi e sonhei. Sonhei com eles, eu feliz ao lado deles. E isso era tudo o que eu queria agora. A verdade era que eu estava sentindo falta do meu lado mal, do meu lado cruel e frio. E era isso que eu iria fazer, iria ser eu Katherine, não Katerina a menina doce e apaixonada, eu iria me arrumar e ficar linda depois sairia pra seduzir uns caras e drenar seus corpos. Agora eu precisava de um banho.

Tomava banho sentindo a água massagear meu corpo, tirar minhas dores, todas as dores. Inalar o cheiro de rosas do shampoo caríssimo que estava no banheiro, me afundar na banheira e tentar se afogar. Jogar sais aromáticos, fazer espuma e espalhar pelo banheiro todo, ouvir música e cantar... tirar o stress.

Sai do banho e coloquei uma calça jeans preta e colada, uma blusa vermelho sangue, uma jaqueta preta com zipers por cima. Um sinto com uma bela fivela prata, botas de cano alto e salto. Maquiagem, muito perfume e baby-liss, meu colar de 1864 que Stefan me devolveu... 1864 e muitas lembranças. Afastei o pensamento. Essa era a Katherine que todos conheciam, a que ignorava a humanidade.

Desci as escadas espalhando meu cheiro por todos os cômodos, não demorou muito e... Kol.

– Ual, Katherine voltou mesmo, e muito gostosa. — lado bom, ganhei meu primeiro elogio e era isso que me fazia sentir bem. Eu ser... eu mesma. Lado ruim, Kol era gatinho mas insuportável. Apenas sorri de lado em resposta, e logo em minha mente o sorriso semelhante de Damon. As veias dos meus olhos apareceram roxeadas, eu podia sentir meu olhos se transformando, minhas presas crescendo, o vento bateu em meus cabelos assim que sai da casa, trazendo o cheiro de sangue fresco que só de pensar já me fazia sentir melhor. Fui em direção a praça, onde tinha bêbados do sangue amargo, e casais do sangue enjoativo. Sentei-me em um banco feito de cimento e lá fiquei esperando pacientemente minha vítima. Logo um humano, um belo humano se sentou ao meu lado.

– Oi. — disse ele me olhando de cima a baixo. O olhei e dei um sorriso sexy molhando os lábios com a língua. O cara era alto, não muito. Cabelos escuros e olhos mel quase amarelos, o rosto perfeito e masculino, barba cerrada e um perfume que deixaria qualquer humana encantada. Mas eu não era humana.

– Como é seu nome? — me perguntou.

– Katherine Pierce, e o seu? — o olhei de cima a baixo, um belo corpo também.

– Nick, Nick Krodovisk. — se apresentou. — Prazer Katherine. — disse ele depois de um tempo.

– Prazer é só em outro lugar. — o olhei com cara de safada, realmente eu estava sendo baixa, essa era eu. — Se você quiser. — sorri em seguida

– Isso é um convite?

– Se você quiser que seja. — falei aproximando-me de seu rosto, mordendo-lhe o lóbulo da orelha, passando minha mão por sua barriga e sentindo o músculo. — Vamos sair daqui. — falei o pegando pela mão. Fomos até seu carro e ele parou em uma bela casa.

– No primeiro dia já me trás na casa dos seus pais? — debochei

– Aqui é minha casa, moro sozinho. Sou modelo.

– Isso explica o casarão. — falei dando um beijo leve em seu pescoço, sentindo o cheiro extraordinariamente incrível. Revirei meu olhos e virei pro outro lado pra ele não perceber as veias roxas que já se formavam.

[...]

Bebemos, e ele já estava louco. Eu por sorte não fico bêbada. Ele me puxou e me jogou no sofá, cobriu meu corpo de beijos e comecei a imaginar que ele era Damon e Stefan... momentos com cada um alternados. — Vamos pro quarto? — falei em seu ouvido, ele me pegou no colo e subiu as escadas. Chegou no quarto e arrancou suas roupas, tirando as minhas logo depois. Caiu na cama e me puxou pra ficar em cima dele, começou lento, fingi o orgasmo porque eu já estava acostumada com sexo vampiresco que não se comparava. Muito mais rápido, intenso e prazeroso.

– Nick, preciso te contar uma coisa. — falei tentando parecer o mais amigável possível, deitada em seu peito.

– Pode dizer querida. — falou acariciando meus cabelos

– Você não vai contar pra ninguém, nunca. E não vai ter medo de mim. — falei olhando em seus olhos, hipnotizando-o.

– Eu não vou contar pra ninguém, nunca. E não vou ter medo de você. — repetiu ele totalmente em transe.

– Sou uma vampira, e o cheiro do seu sangue, meu Deus, é extremamente bom. — falei voando em sua jugular, fazendo-o dar leves gemidos de dor, e gritos baixos. — Você é bonito demais pra morrer. — levei meu pulso até sua boca o fazendo beber do meu sangue. Em seguida girei seu pescoço sem dó. — Você vai se virar. — falei pegando minhas roupas e saindo da casa, pegando sua Lamborghini vermelha e dirigindo até a mansão Mikaelson.

Guardei a chave no meu bolso e entrei na casa.

– Onde estava? — disse Klaus me prensando na parede e segurando meu pescoço. Me livrei de suas mãos e sai em direção a escada.

– Não te devo satisfações Klaus. — falei subindo o primeiro degrau sem olhar pra trás.

– Você é minha agora, me deve tudo.

– Eu estava... matando um humano. — falei mostrando desprezo, lembrando o quão bonito Nick era, e como seria um belo vampiro. Tomei um banho rápido e coloquei minha camisola azul marinho de seda egípcia. Deitei-me na cama e adormeci, tendo um sonho turbulento como todos os outros.