Notas iniciais
ai está. Boa leitura amorecos!

- Stefan! — supliquei em meio as lágrimas. Nada. Havia mais ou menos uma hora que estavamos tentando e ele não se movia, não piscava, não falava. Suas feridas ainda estavam mal curadas e as de Damon já eram invisiveis.

- Me desculpe Katherine. — disse Damon olhando diretamente pra mim.

- Pelo o que? Você não tem que se desculpar, eu armei tudo isso de matar o Jeremy, eu confiei na Caroline.

- Me desculpe por não ter expressado o suficiente o quanto te amo, e nem por tentar ao menos perceber que tudo era armação. Me desculpe. — disse ele deixando uma lágrima nos cantos dos olhos.

- Shhhh, Damon — o acalmei. — A culpa não é sua, e isso é uma despedida? Não fique assim meu amor, n[os não vamos morrer.

De repente uma tosse e a porta se abrindo: Caroline

- Sua vampirazinha vagabunda, quando eu sair daqui juro que te mato, esquartejo e jogo pro lobisomens comerem. — ameacei

- Calma Katherine, primeiramente você não vai sair dai tão cedo e... — a interrompi

- Cala essa sua boca sua víbora! A troco de que você iria querer Damon e Stefan, seus amigos mortos? A troco de que mataria Elena e o que ganharia me vendo morta? Nada. — respondi minha própria pergunta. — Agora pare de tentar dar uma de vampira original e tire-nos daqui Rebekah mal-feita.

- Ai! essa doeu me comparar com a Rebekah? — disse ela se sentando calmamente no chão. — Sabe o que eu ganharia vendo a Elena morta? Tudo, ela daria espaço pra mim e o Stefan sermos felizes pra sempre na nossa eternidade, e o mesmo acontece se você morrer. É obvio que eu não deixaria eles morrerem... Talvez deixaria Damon, quem sabe.

- Damon não morreria. Só Katherine que iria morrer e ainda vai. — disse Boonie maldita entrando na salinha.

- Ah, era o que faltava! A bruxinha Benett, não acredito. — falei mostrando desprezo.

- Não fale assim Katherine, sabe que posso acabar com você.

- Tente.

No mesmo momento uma dor aguda atingiu minha cabeça, me fazendo dar um grito abafado. Damon gritava pra ela parar, mas ela não parou. A dor durou por pouco tempo, logo me mostrei mais forte ignorando as pontadas que atingiam minha cabeça.

- Faça melhor, porque não me fez nem cocégas. Maldita.

Boonie fez uma cara de ódio e veio pra cima da grade passando as mãos por ela tentando alcançar meu pescoço, quando ela estava chegando lá, mordi seu braço e suguei um pouco de seu sangue.

- Que gosto podre que você tem Boonie! — exclamei fazendo força pra me soltar das correntes, quebrando-as e deixando meus braços livres. — Péssima ideia, sabia que por mais pouco que seja que nós tomemos o sangue de um bruxo, eles nós da uma força incrível? é como estou me sentindo agora.

Jeremy, Boonie, e Caroline sairam porta á fora correndo e nos trancando novamente.

- E agora? o que nós faremos? Acha que ela vai contar? — perguntou-me Damon

- Acho, mas vou pensar em algo. — falei tentando parecer o mais protetora possível.

[...]

Deitei em minha jaula e fiquei arquitetando um plano enquanto Damon falava comigo e Stefan... não dava sinal de vida. Uma lágrima escorreu pelos meus olhos pensando nisso.

- Ei Katherine, Não chore. Ele é forte, ele não está morto.

- Eu espero. — tentei dar um sorriso falhado.

A porta começou a se abrir novamente, fiquei no chão virada de costas fingindo estar fraca ou doente.

- Você é mais esperta do que eu pensei. — falou uma voz que eu conhecia.

- Elijah! Por favor não me deixe aqui. — Supliquei grudando nas grades. A verbena agora só me dava leves queimações que eu suportava.

- Como faz isso? Você está forte! — exclamou ele

- Não me deixe aqui, não os deixe aqui. Por favor. — disse eu olhando em seus olhos.

- Katerina... — disse ele passando as mãos em meu rosto, atravessando a grade. — Eu não quero, e nem queria te machucar de nenhum jeito. O problema é Nicklaus, não posso ir contra ele.

Senti mais lágrimas escorrerem do meu rosto, molhando suas mãos. Eu estava chorando na frente de um original.

- Shhhh, não chore. — disse ele limpando as lágrimas de meu rosto. — Vou mandar um humano aqui, pra você Damon e... Stefan se ele ainda estiver vivo, beberem seu sangue. Não quero te ver virando pó. — sorriu e eu tentei sorrir de volta. — Preciso ir. — tirou as mãos do meu rosto e saiu.

Eu sabia que Elijah me amava no passado, mas foi como em 1864. O triângulo amoroso, eu não conseguia escolher entre Klaus e Elijah naquela época.

[...]

Senti o cheiro de sangue fresco vindo de longe e continuei deitada na sela, mandei Damon fazer o mesmo pra parecer debilitado.

- Entre. — disse alguém empurrando um humano desconhecido.

- Katherine, você vai beber só um pouco do sangue dele e depois ele vai voltar. Vivo, entendeu? — ordenou Klaus.

- Sim, claro que entendi. — respondi em seguida

Logo depois fechou a porta atrás e saiu deixando só eu Stefan e Damon com o humano que carregava as chaves da nossa selinha.

Ele abriu de vagar minha sela, exitando. Provavelmente estava hipnotizado. Mal abriu e já o joguei pra dentro acertando sua jugular. Nunca tinha dado tanto valor a sangue humano quanto estava dando agora, aquela preciosidade vermelha escorrendo pelos cantos de minha boca. Mas me controlei pra deixar um pouco pros irmãos.

Eu tinha minhas cartas na manga.

Peguei a cabeça do humano e taquei contra as grades, fazendo-o desmaiar. Peguei as chaves de seu bolso e fui em direção á sela de Damon. Abri e logo depois ele foi até o humano tomando um pouco de seu sangue. Abri a sela de Stefan, tirei suas correntes o fazendo cair em meus braços.

- Stefan. — falei em seu ouvido. — Stefan. — repiti. Nada.

Mordi meu pulso e coloquei em sua boca. Fiquei um minuto com ela lá e depois senti uma leve puxada de meu sangue.

- Isso, beba. — falei e ele começou a se mover, agarrando meus pulsos com força. — Fique forte.

Damon chegou com o humano quase abrindo os olhos, tirei meu pulso de seu boca e no lugar coloquei o pescoço do quase cadáver.

Stefan estava vivo!

Notas finais
Elijah! como te amo!