Notas iniciais
Oi amores!! viram minha fic nova? chama-se The Bet, se sim, gostaram mesmo?
Boa leitura.

Acordei meia atordoada, ainda com uma dor no pescoço. O cheiro de onde eu estava era insuportável, era escuro demais para ver alguma coisa.Fui em direção a uma pequena brecha de luz, onde ficava a janela aliás, com verbena. Me esforcei um pouco pra abri-la e logo descobri de onde aquele cheiro vinha. Sangue podre.

– Meu Deus. — falei apavorada, olhando em volta onde haviam muitos corpos sem vida, nos cantos, alguns esqueletos, um lugar alto. Tapei meu nariz. — Damon? Stefan? — gritei, mas a única coisa que ouvia eram ecos. Uma porta de ferro se abre, alta demais para ser alcançada por mim se eu não tivesse uma escada. — Porque eu estou aqui? — gritei ainda sem ver quem aparecia.

– Gostou? É aqui que jogo os corpos que não quero mais. Híbridos desobedientes, amores antigos ou vítimas de caça. — Ele fez uma pausa soltando um riso. Pulou de onde estava, era como um sotão, só que mais fundo e enorme. Ele caiu em pé, como um gato. — Você se encaixa nos antigos amores. — Ele chegou mais perto.

– Onde eles estão? — perguntei sem mais delongas.

– Estão morrendo... — ele olhou pra mim com um sorriso de canto.

– O que eu fiz pra você, Nicklaus? — cheguei perto dele cautelosamente.

– Me fez amar, Katerina. Eu não queria.

– Tatia te fez amar, eu só sou uma cópia dela, você não me ama. Não pode substituir os sentimentos que você tinha por ela, colocando-os pra mim — passei a mão em seu lado direito do rosto, ele fechou os olhos. O cheiro ainda era muito desagradável.

– Não. — disse bruscamente pra si mesmo, afastando minhas mãos. — Eu me atrai por você pela sua aparência no começo, mas, percebi que vocês eram tão diferentes... e tão iguais. Me apaixonei pela sua personalidade. — Ele estava de costas olhando a vista da janela, parecia sofrer.

– Se me ama, me liberte. Me deixe ser feliz, Klaus. — coloquei uma mão em seu ombro, quase fazendo uma massagem.

Ouço um riso agudo dele.

– Você é minha! — ele me derruba em meio dos corpos e deita sobre mim, tento o tirar dali, em vão. Ele ergue minhas mãos pra cima e começa a beijar meu colo.

– Me larga. — digo alto. Mas ele continua. — Klaus, não. — Ele ergue minha blusa e começa a sugar minha barriga. — Não! — falo quase me rendendo. Quando ele solta suas mãos de mim, o empurro longe. Eu tinha pouco tempo. Corro pra escada e tento subi-la, mas sinto-o me puxar pra baixo, caio com um beque.

– Onde pensa que vai? — ele me joga nos corpos de novo.

Me encolho em um canto, vejo o tanto de híbridos mortos e me apavoro. Eu estava frente a frente com um homem de sangue frio pra morte, mas de sangue quente pro amor.

– Você não pode fugir de mim. — ele se abaixa e engatinha até mim, mostra suas presas, fecho meus olhos preparada pra morte. Não seria tão dolorosa quanto uma estaca enfiada no peito.

Mas sinto suas mãos gélidas relarem meu rosto. Abro meus olhos e Klaus olha com... amor pra mim. Amor? Ele tira uma mecha da frente de meu rosto, a enrolando no dedo.

– Eu não queria que fosse tudo tão difícil assim pra você. — ele sussura. Quase se lamentando.

– É você que torna tudo assim. — falo no mesmo tom.

– Eu lamento por isso... sou egoísta quando se trata do amor.

Fico em silêncio, ele apenas me observa com os belos par de olhos. Sinto sua respiração cada vez mais perto e ofegante, e então, seu lábios pressionam os meus, não retribuo.

– Porque? — ele diz com uma lágrima escorrendo. Eu estava vendo o original dos originais chorar? Pensei que não viveria o bastante pra isso. — Porque não posso ter você? — seus olhos percorrem todo meu rosto, suas mãos fazem carinho nos meus cabelos.

– Porque não escolhemos quem amamos, Klaus. — lhe dou um selinho. Eu realmente estava com pena dele, pela primeira vez, ele se mostrou vulnerável, diferente daquele homem que vejo todo durão e maldoso, ali, sem sua máscara, vi sua humanidade exposta.

– E isso é uma pena. — ouço uma voz estranha, descendo as escadas mal consigo reconhecer quem é. Mas quando se vira, vejo a imagem de Elijah. — Uh, isso aqui está podre. — ele fala chutando uns corpos.

– Vai embora. — ordena Klaus.

– Não, posso. Prometi uma coisa a nossa Katerina.

– E o que seria? — pergunta o loiro observando o irmão.

– Tempo. — ele remexe nos bolsos e tira de lá uma coisa parecida com um atirador de estacas, logo depois ele coloca rapidamente uma estaca de carvalho branco. E atira sem pensar duas vezes no irmão.

– Elijah... Não! — Klaus diz se contorcendo no chão.

– O que está acontecendo? — pergunto olhando pro moreno.

– Você tem quatro dias até ele despertar meu amor, é bom correr.

– Mas e você?

– Eu me viro com ele, sempre me virei. — Ele dá uns passos até mim.

– Elijah... onde eles estão? — pergunto olhando em seus olhos.

– No andar de cima, querida. — Ele passa as mãos pelos meus braços. Mas o corto indo em direção a escada, correndo pra chegar neles e ir o mais longe possível dali. Sinto suas mãos fortes e grandes me segurarem de novo, ele me puxa para si.

– Katerina... — diz em um sussuro. Logo depois sinto a pressão de seus lábios nos meus, esse eu correspondo. Eu estava lhe devendo. Afinal, seria um beijo de despedida pra um original que me ajudou tanto. Peço passagem com a minha lingua e ele cede. Depois de um tempo nos soltamos. — Adeus. — ele me dá um último selinho.

– Adeus. — falo correndo a escada velha e de madeira acima, em direção á porta gigante de ferro. Eu deveria ser rápida, 4 dias para me esconder, novamente voltando a essa vida.


Notas finais
Awnnnnnnnnnnn gente, olha o Klaus que lindo se mostrando humano!! quase chorei. Enfim, gostaram?