Katherine
2 Magia de Cair Parável
Notas iniciais
Era um belo dia, sem dúvida, um belo domingo de primavera. Um clima agradável com um céu brilhante e azul, típico da primavera de Narnia.
Voltei a Revolution Street por volta das nove da manhã. Susana estava tão linda quanto ontem a noite, embora não usasse roupa de gala, muito pelo contrário, vestia uma saia jeans, sapatilhas, uma blusa e uma bolsa; óculos escuros e os cabelos estavam soltos e naturais, ao contrário de ontem quando eles foram devidamente preparados para uma festa. Estava linda como sempre.
Após os devidos cumprimentos, seguimos rumo ao litoral da cidade, pela estrada que subia a colina e levava até o castelo de Cair Parável, o famoso castelo milenar dos Quatro Tronos.
Iniciamos nossa excursão conversando animadamente, ingressos em um pequeno grupo de visitantes. Nossa guia se chamava Marta. Começamos pelo pátio principal onde havia uma bela fonte de mármore marfim. Depois seguimos para o interior do castelo magnífico, seguido por salões deslumbrantes, gabinetes charmosos e verdadeiros apartamentos — chamados por Marta de “aposentos reais” — que foram dos Antigos Reis e Rainhas de Narnia. Depois para a sala onde tivemos a tão esperada visão dos Quatro Tronos.
Pouco antes de entrarmos ali, eu me distraí com um quadro no corredor o que fez Susana e eu ficarmos para trás. Ao perceber isso ela segurou-me pela mão e me levou em direção a Sala dos Tronos onde os outros visitantes já ouviam a explicação de Marta.
Desde então, pegarmos um na mão do outro tornou-se uma coisa natural. Mais do que nunca eu sentia como se nos conhecêssemos há anos e não apenas há algumas horas.
Em certo lugar do castelo, fora montada uma loja de presentes onde eram vendidos réplicas de objetos presentes no castelo. Lá, Susana comprou um colar. Era uma correntinha fina, delicada e dourada, seu pingente era uma pedrinha lapidada de e verde. Claro, não era uma joia, era uma bijuteria, uma réplica da joia de verdade que estava exposta nos aposentos da Rainha Gentil.
Sei que a praxe seria que eu pagasse para ela, mas, assim que sugeri essa ideia, ela não quis, disse que não se sentiria bem se eu pagasse. Assim que saímos conversando animadamente sobre a excursão, compramos sorvete e a areia clara, junto com o mar azul e aquele vento se tornaram extremamente tentadores para uma caminhada. Tiramos os sapatos e começamos a andar lado a lado, tranquilamente pela areia clara.
Normalmente, num domingo tão bonito, uma praia paradisíaca como aquela deveria estar lotada, mas aquela praia não. Ela era patrimônio histórico do país e protegida por Lei, o que não permitia o banho, fazendo as pessoas procurarem outras praias, o que nos deu uma caminhada tranquila.
-É muito mais bonito do que eu imaginava. — disse ela.
-Concordo plenamente – falei sincero. Ultimamente eu andava concordando com tudo o que ela dizia, não por educação nem nada disso, mas por que, de uma forma estranha, era o que eu também achava. Alguns minutos de silêncio se seguiram. Não gostava desse silêncio, eu queria ficar ouvindo a voz dela, então forcei minha mente a buscar um assuntos que pudesse acarretar mais uma longa conversa.
-O colar combinou com você. — falei a primeira coisa que me veio em mente. Ela sorriu para mim.
-Obrigada.
Mais silêncio.
Suspirei.
-Sou só eu, ou esse silêncio também está incomodando você? — questionei por fim. Susana riu.
-Você não está só nessa. — garantiu, enfiando seu braço no meu. Isso não me surpreendeu, como eu disse, fazer isso já era natural. — Sobre o que você quer falar? — perguntou.
-Vejamos... Podemos continuar com as perguntas do tipo... Qual a sua cor favorita?
-Azul. E a sua?
-Azul.
-Comida favorita? — quis saber ela.
-Pizza.
-Pizza não é comida. — estranhou.
-Para um cara que mora sozinho e não sabe cozinhar, é sim. — respondi. Nós rimos. — Lenda narniana preferida?
-Hm... A Viagem do Peregrino da Alvorada.
-A Viagem do Peregrino da Alvora. — concordei.
[…]
-O que mais irrita você? — quis saber ela. Já estávamos sentados em uma das mesas do Manjar, esperando nossos pedidos.
-Bom, acho que a arrogância... E as frescuras extremamente frescas, essas sim me tiram do sério!
Nós rimos antes de Susana responder.
-O que mais me irrita é a mentira e a hipocrisia... Sua vez de perguntar.
Dei um sorriso torto antes de fazer a pergunta, inclinei-me um pouco para frente, como se fosse contar-lhe algo em segredo, Susana fez o mesmo e quando ambos estávamos inclinados, com os rostos próximos, olhando-nos nos olhos, eu perguntei.
-O que seria o encontro ideal para você?
Susana corou, voltando a sua posição normal. Fiz o mesmo, esperando sua resposta.
-Bom... Acho que para um encontro ser ideal, na minha opinião, não precisa ser em lugares super chiques; é essencial uma boa conversa acompanhada de risadas e afinidades...
Eu sorri, satisfeito.
-Sua vez.
Não demorou para nossos pedidos chegarem e nossa conversa continuou alegre, descontraída, acompanhada de risadas e afinidades...
Até após a refeição, quando levei Susana até seu apartamento e nos despedimos como velhos amigos.
Notas finais
Vejo vocês nos reviews!
Beijokas!!
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