Kate Is Evil
9 Vocês Não Vão Se Livrar De Mim Tão Fácil
Notas iniciais
Damon's POV
Estávamos em uma campina todos os Cullen, Angela e eu. A nossa frente, estava o caixão de Kate fechado. Eu simplesmente não conseguia acreditar que ela tinha ido, eu podia ter impedido isso, se não fosse por mim, ela não estaria... Não conseguia nem pensar.
Na hora que a vi caindo inconsciente com uma estaca atravessada no coração, não aguentei de raiva matei de uma vez só Christmas/Robert, os Cullen ajudaram a queima-lo e colocar sal nas cinzas. Mas não é possível... Ela não pode
morrer...
O céu estava cinza, como se já soubessem que ela tinha ido. Ou... Estivessem de luto por ela ter sobrevivido... Pensei, me enchendo de esperança, meu coração teria parado se isso pudesse acontecer... Tentei a telepatia.
"Kate? Você esta aí?"
"Onde eu estou?" Ela respondeu, não parecendo muito feliz. Gelei, olhei em volta e vi Edward tenso encarando o caixão. Ele se virou para os outros, parando os olhos em mim como se perguntasse se eu também tinha ouvido.
"No seu ENTERRO." Respondi.
Kate's POV
"Só uma pergunta." Mandei a Damon e, obviamente, Edward estava escutando.
"Qual?" Os dois perguntaram ao mesmo tempo.
"POR QUE EU ESTOU EM UM CAIXÃO SE EU NÃO ESTOU MORTA???!!!" Pensei, muito irritada.
"Boa pergunta. Quer que a gente tire você daí?" Damon ofereceu.
"E perder a chance de zoar com todos? NUNCA! Eu darei uma de zumbi." Edward começou a gargalhar. Ouvi alguém dar um tapa nele e pelo jeito foi bem forte, tive que me segurar muito para não fazer nenhum movimento, tipo zoar com a cara dele. O caixão estava fechado, mas eles me ouviriam.
Para poder parecer mais como um zumbi lentamente fiz meus dentes crescerem e abri os olhos e me levantei com um salto, quebrando a tampa. Todos levaram um susto, só Edward e Damon não, mas somente Damon e eu estávamos rindo, Edward estava ocupado demais socorrendo sua amada, que havia desmaiado.
– VOCÊ NÃO MORREU?! – Emmett perguntou assustado.
– E eu pareço morta para vocês? – Perguntei, mas então pensei um pouco no que eu tinha acabado de falar. – Não respondam.
– Madeira não deveria te matar? – Carlisle perguntou se aproximando lentamente como se eu fosse atacá-lo.
– Não. Eu sou a Original, somente um tipo específico de madeira pode me matar. – falei chutando o caixão para longe e fazendo uma careta para aquele pedaço de madeira estranho.
– E qual seria esse tipo de madeira? – Edward perguntou na esperança de eu responder. Olhei para ele com a minha melhor cara de "Você realmente acha que eu sou idiota de te falar isso?". Felizmente ele pegou a mensagem rapidinho.
– Uma que já está extinta. Graças a mim, é claro. Madeira normal só me machuca... Na teoria pelo menos.
– Por que “na teoria”? – Esme perguntou, franzindo o cenho.
– Na Idade Media eu briguei com uma bruxa e, no meio da briga, ela me amaldiçoou, então agora toda vez que alguém me acerta com um pedaço de madeira no coração eu fico "morta" por um tempo. – O interrogatório continuou por um tempo até eu me cansar e mandar todo mundo passear. Subi a montanha para tomar um banho de lua, já que de sol eu até posso, mas não ia ser muito agradável.
Eu estava bem no topo pensando em como deve estar a raiva de Stefan e Elena por eu ter desaparecido. Da última vez que isso aconteceu, teve uma guerra mundial. Eu ri com a lembrança da cara deles quando eu voltei, foi impagável. Mas eles me perdoaram quando souberam que eu é que tinha matado Hitler e feito parecer um suicídio.
Eu estava finalmente começando a relaxar quando ouvi um barulho na floresta entrei em posição de ataque automaticamente. Uma criatura estranha se encolheu, e percebi que era a Angela.
– O que você faz aqui? – Perguntei relaxando e sentando novamente.
– Eu estou com medo de voltar para a minha casa. – ela murmurou se sentando ao meu lado.
– Sua família não vai te perseguir por ai com tochas e estacas e te expulsar da cidade. – Falei com desdém.
– Sua família fez isso? – Ela perguntou com um pouco de preocupação e cautela. Assenti. – Sinto muito. Mas esse não é meu medo.
– Então qual é?
– Que eu perca o controle e ataque todos eles. – ela baixou o rosto, triste.
– E por isso você veio atrás de mim: a pessoa que menos se preocupa em matar os outros? – Perguntei sarcástica.
– Com quem mais eu falaria? – perguntou e, mesmo sendo uma pergunta retórica, respondi.
– Tem o Damon, os Cullen e a Bella... Mas o Damon pensa mais ou menos do mesmo jeito que eu e a Bella não é vampira. – "Ainda", completei mentalmente.
– Ainda estou achando muito estranho esse negocio dos Cullen serem vampiros... E eles me contaram que meu lugar não é nessa dimensão já que eu não sou uma vampira como eles, e você é a que mais tem experiência em toda essa história, então eu vim até aqui para perguntar uma coisa. – ela ficou seria. – Você pode me levar com você e o Damon se vocês voltarem para a dimensão a qual eu realmente pertenço?
– Só se você me prometer uma coisa. – sorri maliciosamente.
– O que? — ela perguntou com um pouco de medo.
– Quando formos para a minha dimensão você será uma das maiores vampiras sanguinárias que já existiram e nunca, repito NUNCA, vai atacar animais. – Ela riu, parecendo meio assustada, ou chocada talvez.
– Fechado.
– E agora vai para casa. – Ela assentiu e desapareceu na floresta.
Fiquei lá por mais um tempo aproveitando a lua até o sol começar a nascer. Enquanto ia embora, tive uma ideia. Liguei do meu celular para Damon e Emmett (sim eu tenho celular, sou velha, mas não vivo em uma caverna nem sou tapada) e pedi para que me encontrassem a alguns quilômetros da casa dos Cullen. E que se alguém os seguisse seria despedaçado e espalhado por cada canto do oceano. Infelizmente ninguém nos seguiu, eu queria fazer isso com alguém.
– Obrigada por virem à nossa pequena reunião. – Falei quando nos encontramos.
– O que foi agora? – Emmett perguntou.
– Eu tive uma ideia para um plano.
– Mais um? Quantos planos por semana você faz? – Emmett falou.
– Da licença?! Esses planos têm sido a minha única diversão nos últimos tempos! – Exclamei.
– Ok, eu só perguntei. – Ele ficou quieto enquanto eu explicava o resto do plano.
– Prontos para botar o plano em ação? – falei ao terminar de explicar o plano para os dois patetas.
– Já nasci pronto. – Emmett falou sorrindo quase rindo.
– Claro. – Damon concordou mais feliz ainda.
Fomos cada um para nosso canto para executar o plano. Sorri enquanto me afastava.
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