Karma X A Lenda dos Escolhidos
2 Capítulo 2 Karmanianos
Notas iniciais
Shiyoru: Meu nome é Shiyoru Tachibana
Umeko: Shiyoru... Ok... Obrigada por pegar o desenho.
Shiyoru: Nada.
Umeko: Até mais.
Shiyoru: Até
Umeko guardou seu desenho na mochila, se virou, e correu pra alcançar Erika que a esperava, assim que a alcançou as duas foram andando para fora da escola, enquanto isso, Shiyoru ainda olhando para a Umeko indo embora, retira seu celular do bolso e o segura como se o apontasse para Umeko. A tela do celular demonstra uma barra azul completamente acesa e seu celular apita. Shiyoru, pensativo, se surpreende.
Shiyoru: ...
Rapidamente desfaz sua expressão de surpreso.
Shiyoru: Preciso confirmar...
Ele guarda o celular, e do outro bolso retira um pequeno chocolate, e o morde. Umeko já no ônibus de volta para sua casa acaba dormindo, o tempo passa, e quando acorda percebe estar a poucos segundos de seu ponto. Ela se assusta e levanta rapidamente para puxar a corda que aciona um apito para o motorista parar, ela desce do ônibus vai para sua casa, se troca e deita na cama; depois fica olhando para o teto.
Umeko: Já até descobri o nome dele... ...O que eu faço agora? Por que sinto algo estranho quando se trata dele? A presença dele é... espera eu já estou apaixonada ou algo assim!? Umeko você tem que conhecer ele direito!
-Umeko venha almoçar!
Sugere o pai abrindo a porta depois de subir as escadas.
Umeko: UAH! Pai? Já chegou?
-Não, to trabalhando ainda.
Disse ele virando-se e fechando a porta. Umeko mostrou a língua para a porta como se estivesse mostrando a seu pai.
Umeko: Velho.
Insultou-o. Depois de descer e fazer seu prato na cozinha, Umeko falou com voz baixa para seu pai.
Umeko: Eu preciso estudar... vou comer lá em cima.
-... Tá bem.
Umeko sobe as escadas levando seu prato, para seu quarto. Ela tira alguns cadernos e livros da mochila, depois sua cama estava com alguns cadernos abertos e dois livros fechados, apenas um livro e caderno abertos estavam próximos e virados à ela, que lia enquanto comia. Alguém de fora e distante observava a casa de longe, depois vai embora. No dia seguinte, Umeko vai a escola de novo, lá encontra Erika no meio do caminho e vai caminhando enquanto conversa com ela até chegar na escola.
Erika: Eu vi a peruca de uma velhinha ser levada pelo vento, ela saiu voando não dava pra pegar.
Umeko: Hahahahahahaha!- Uh?
Umeko percebeu ter pisado em um tipo de pano, então aquela garota de cabelos laranjas vem correndo em direção a ela com a mochila em cima da cabeça.
-Eeeeeeeei! Essa bandana é minha, por favor não deixa escapar!
Umeko: (É a garota da culinária ruim.)
Umeko se abaixa e pega a bandana para a garota.
Umeko: Aqui.
-Obrigada. Nnnh- Muito obrigada, até mais.
A garota sai correndo com a bandana na mão ainda com a mochila sobre a cabeça.
Umeko: (O que ela tem?...)
Ao chegarem no colégio subiram para as aulas. Subindo para o corredor Umeko vê aquela garota já com a bandana na cabeça. O tempo passa, Umeko conversa com Erika e alguns outros amigos no intervalo, ela se sai bem na última matéria e o sinal de saída toca.
Erika: Você é boa hein?
Umeko: Hehe obrigada...
Umeko coça a cabeça.
Umeko: Uh? É o Shiyoru...
O Shiyoru a escuta e olha para ela, enquanto ela e Erika se aproximam.
Shiyoru: Bom dia.
Umeko e Erika: Bom diaaa!
Shiyoru: Como vão vocês?
Umeko: Tudo bem.
Erika: Aham.
Umeko: Essa aqui é a Erika.
Shiyoru: Prazer.
Então Shiyoru retira um chocolate do bolso e morde um pedaço.
Shiyoru: Hm, quer?
Umeko: Ah sim, claro.
Erika: Eu não, obrigada.
Shiyoru: Posso ir com vocês?
Umeko: Claro, vem.
Umeko e Shiyoru param em um ponto de ônibus, era o ponto da Erika logo depois que o ônibus da Erika chega, ela sobe no ônibus e se despede acenando com os braços encolhidos, e Umeko e Shiyoru acenam erguendo bem os braços.
Erika: Tchau Umekoooo! Shiyoruuu!
Umeko: Tchau Erikaaaa!
Então Shiyoru põe a mão no ombro de Umeko com os olhos fechados.
Umeko: Huh? O que foi?
Shiyoru abre os olhos.
Shiyoru: Venha comigo por favor.
Umeko: Mas...
Shiyoru: Rápido.
Ele puxa Umeko pelo pulso e a leva para um beco completamente vazio.
Shiyoru: Você precisa vir comigo.
Umeko: O que? Aonde?
Shiyoru: É muito difícil simplesmente dizer e você acreditar, mas se você não vier isso pode significar o fim de todos os mundos.
Umeko: O QUÊ!? MUNDOS!?
Shiyoru: Sim.
Umeko: Mas por que? Eu não estou entendendo... Você... está bem da cabeça né?
Shiyoru fecha os olhos e suspira.
Shiyoru: Sei que é confuso, mas se decidir vir eu posso provar. Só não posso te forçar.
Umeko: ... Mas...
Shiyoru: Eu faço parte de uma organização criada para proteger o equilíbrio.
Umeko: Equilíbrio?
Shiyoru: Sim, existem seres desafiando esse equilíbrio e não é assim que deve ser. O que importa agora é que nós precisamos ser seis, atualmente somos cinco, você é a sexta escolhida.
Umeko: Sexta, eu? Mas por que eu?
Shiyoru: Sua aura.
Umeko: Aura?
Shiyoru: Confirmei isso com meu celular e ao tocar em seu ombro, pude pressentir seu poder espiritual. Mas ainda está adormecido.
Umeko: Aura e poder espiritual... são muitas coisas vou ter dor de cabeça...
Shiyoru: São a mesma coisa.
Umeko: Ah...
Shiyoru: Farei o seguinte...
Ele põe um anel com uma pequena pedra cristalina azul presa ao acessório em seu dedo indicador, e retira do bolso de trás uma outra pedra do mesmo material, mas era maior emanava mais luz. Ele arremessou-a no chão, e ao quebrar com o impacto, vaporizou-se deixando um grande círculo de luz azul forte no chão. Umeko nunca ficou tão surpresa antes.
Shiyoru: Se eu pisar neste círculo retorno ao meu mundo. Você deve decidir agora se vem comigo, ou se fica.
Umeko: ...
Umeko se cala por um tempo.
Shiyoru: Se escolher ficar irei remover suas memórias sobre mim e tudo isso, você volta a viver sua vida normal. Se vier... você também decide se quer esquecê-los... Assim como você deve estar confusa agora, é melhor que as pessoas que vivem aqui não saibam que existimos. Elas não se lembrarão mais de você.
Umeko: (Era por isso que tinha pressentimentos estranhos quanto a ele?... Não... tem mais alguma coisa. O quê?... Isso tudo é verdade?... Posso dizer que quero pra confirmar se é verdade. Mas... se for não vou ter decidido o que realmente quero... O que faço?. . . Espera... talvez seja essa a mudança drástica na minha vida que eu queria, a escolha difícil, não posso deixar essa chance escapar! Mas...) Nem mesmo a Erika vai se lembrar de mim?
Shiyoru: Nem mesmo a Erika.
Umeko: . . .
Ao pensar nisso Umeko toma expressão triste e fica cabisbaixa.
Shiyoru: Se quiser pode decidir depois, quando decidir, basta querer me encontrar, vá a um lugar vazio, e eu encontro você.
Então neste momento Umeko olha fixamente para ele.
Umeko: ... (Shiyoru...)
Shiyoru: ... Bem, eu vou in-
Umeko o interrompe.
Umeko: Eu vou!
Shiyoru: Hm?
Umeko: Eu vou com você.
Shiyoru: ... Tem certeza?
Umeko muda seu olhar demonstrando mais confiança
Umeko: ... Tenho.
Shiyoru: E suas memórias das pessoas daqui?
Umeko havia esquecido que também precisa tomar esta decisão, surpresa. Começa a pensar chateada.
Umeko: (Eu vou para um lugar muito longe... provavelmente vou ficar pensando na Erika e nos outros o tempo todo, isso pode me atrapalhar no que quer que tenha que fazer com o Shiyoru... também nunca consegui acertar as coisas com meu pai. . .) . . . Quero... esquecer.
Ele a observa cuidadosamente.
Shiyoru: Fique parada um pouco.
Shiyoru então estende sua mão direita, onde colocou o anel, e apoia sua mão na cabeça de Umeko. Em alguns segundos a pequena pedra azul toma a cor roxa.
Shiyoru: Vamos.
Sem dizer nada Umeko se aproxima de Shiyoru, ele segura em sua mão enquanto ela entra no círculo depois de Shiyoru. Ao entrar, o círculo emanou uma luz ainda mais forte, depois de alguns segundos os dois desapareceram. Umeko via um mundo completamente diferente, não havia prédios nem nenhuma outra construção que ela costumava ver, apenas um grande campo verde e achou ter visto uma catedral, era como se viajassem na velocidade da luz. Quando chegaram estavam em cima de um pedestal de pedra cheio de marcas e símbolos reluzentes que se apagaram.
Umeko: ... Aqui é... Isso é uma catedral?
Shiyoru: Sim, é nossa Catedral. Venha.
Ela o seguiu até chegar em um salão principal, e lá, Umeko percebeu ser uma catedral bem grande, e encontram um velho com sobrancelhas, bigodes e barbas longas e brancas, era careca e mantinha os olhos fechados.
— Bem vindos.
Disse ele. Ele falava devagar e tinha um tom amigável.
Shiyoru: Eu a trouxe, Velho Sábio
Sábio: Bom trabalho Shiyoru, e seja bem vinda Umeko.
Umeko: Ahn? Como sabe meu nome?
Sábio: Ora, não me chamam de Sábio só porque sou velho, hoho. Shiyoru, deixo o resto com você.
Shiyoru: Sim...
Sábio: Adeus.
O Sábio de vagar se retirou.
Shiyoru: Venha Umeko.
Umeko segue Shiyoru, eles descem escadas até chegarem à uma sala escura, com chão e paredes de pedra e velas acesas em suportes presas a ela.
Umeko: ...O que agora?
Shiyoru: Você espera. Este seu poder especial que você tem, sua aura, está adormecida em seu corpo. Você poderia passar por um processo e despertá-lo mas demoraria muito agora.
Umeko: Hm.
Shiyoru: Eu irei forçá-lo para fora.
Então Shiyoru parecia se concentrar em alguma coisa, ele usava roupas comuns de um estudante qualquer, até que ao dizer: “Karma!” Sua roupa é completamente circulado por uma luz branca, provocando até uma ventania enquanto a silhueta de seu uniforme mudava, e quando a luz se desfez, ele estava usando roupas muito incomuns, um sobretudo branco com detalhes azuis escuros, uma túnica azul escura e uma espada surge embainhada em seu cinto de couro. Umeko depois de ver tantas coisas, já passava a achar tudo aquilo que viu cada vez menos estranho, mas ficou maravilhada com tal transformação. Então Shiyoru começa a marcar o chão com a espada primeiramente formando um circulo, depois começa a traçar linhas retas e outros detalhes por dentro, e quando ele termina Umeko diz:
Umeko: Um... pentagrama?...
Shiyoru: Sim.
Umeko: Isso é bruxaria?
Shiyoru: Ér... Não. E também não vai te machucar, talvez você sinta como se estivesse mas...
Umeko: Ok. Espera, que? Dói muito?
Shiyoru: Não, só uma leve dor no peito.
Então Shiyoru termina o circulo, e guarda sua espada.
Shiyoru: Agora, entra no circulo.
Umeko: Ok...
Shiyoru: Muito bem.
Então Shiyoru estala os dedos e faz uma pequena chama azul na ponta de seus dedos indicador e médio.
Shiyoru: Vou precisar que tire... não, deve ser melhor abaixar a gola da camisa.
Dizia enquanto mudava sua expressão olhando para algum canto, como se tentasse disfarçar a expressão.
Umeko: Er... pra que?
Shiyoru: Preciso tocar meu punho... em seu peito.
Umeko: . . . Shiyoru... não é assim que se pede essas coisas...
Shiyoru: EU NÃO DISSE SEIO! É ONDE- Ahem!... É onde fica o coração.
Umeko: Ah ta. Assim?
Umeko puxa a gola da camisa para baixo.
Shiyoru: É.
Ao se aproximar, Shiyoru mais uma vez olha para o lado, ele fecha o punho e a chama azul cobre sua mão, ele estende cuidadosamente o braço direito e dá um soquinho onde se encontra o coração de Umeko. Então a chama formou o mesmo símbolo que Shiyoru havia desenhado no chão, e a marca permaneceu ali. Shiyoru deu a permissão para Umeko soltar a gola da camisa, e assim puxou sua espada e a cravou de frente para o símbolo no chão onde Umeko estava pisando, então o símbolo faz uma forte ventania enquanto emite uma luz bem forte.
Umeko: Ah! O que é isso?
Shiyoru fecha os olhos. Então a roupa que Umeko usava começa a brilhar forte e mudar de forma.
Umeko: Ah!! Como...?
Shiyoru: Acalme-se.
Diz ainda com os olhos fechados. E então, o símbolo formado no peito de Umeko emite uma luz bem forte, sumindo em meio a luz que tomou conta da sala tornando incapaz de ver Umeko, tudo fica completamente branco até que... Umeko acorda deitada no chão, e percebe Shiyoru de joelhos olhando para ela dando-lhe a mão, então ela se levanta o segurando pela mão, ela percebe que estava com uma roupa diferente de antes, uma roupa incomum mais parecida com a de Shiyoru, só que preta com uma saia e um pano comprido roxo enrolado no pescoço, e percebeu que tinha adquirido uma arma.
Umeko: De onde saiu essa faca?
Shiyoru: É uma adaga.
Umeko: Ah tanto faz né?
Shiyoru: Adagas são maiores que facas...
Umeko: Hmm!
Umeko se cala demonstrando uma leve irritação olhando para Shiyoru, depois desfaz sua expressão.
Shiyoru: Você é uma Karmaniana agora.
Umeko: Karmaniana?
Shiyoru: Sua aura é bem acima do normal, indicando que você pode se tornar uma Karmaniana. Cada Karmaniano possui sua arma e-
Umeko: Mas você tem uma espada, e eu tenho uma adaga, isso não é justo...
Shiyoru: Não é o tamanho que importa...
Então Shiyoru tira a adaga da mão de Umeko educadamente.
Shiyoru: Mas sim, suas habilidades, e...
Shiyoru faz um corte diagonal ao vento com a adaga de Umeko, alguns segundos depois uma rachadura enorme seguindo a direção do corte que ele fez surge na parede rachando aos poucos até o teto, e a outra ponta ao chão, e Umeko fica espantada.
Shiyoru: ...O poder que a arma possui.
Então devolve a adaga a Umeko.
Umeko: . . .
Shiyoru: Agora vamos subir.
Quando voltam para o salão uma garota de cabelos laranjas e olhos amarelos surge.
—Ah, você estava aqui Shiyoru! Eu já voltei.
Umeko: Uh?... VOCÊEEEE?!
Era aquela mesma garota desastrada, e Umeko percebe que ela estava sem a bandana, ela tinha orelhas e uma cauda de gato.
Umeko: Você é a garota que esqueceu as almôndegas do lamen e azedou o curry!
-Nyãaaaao, não me lembra disso...
Lágrimas escorrem dos olhos da menina.
Shiyoru: Ela se chama Gina, já a conhece?
Umeko Só vi ela na... escola... Por isso você não tirava essa bandana... e também a mochila na cabeça... er, vo-você é o que?
Gina: Gina Lia, metade humana metade gata.
Shiyoru: Sub-humana.
Gina: Minha raça é denominada de "Zoantropos"
Umeko: Hmm... Que legal vocês têm orelhas de gato.
Gina: Ah não somos todos gatos, existem vários outros.
Shiyoru: Gina, aproveitando que está aqui, chame os outros por favor.
Gina: Ok!
Umeko: Outros?
Shiyoru: Agora que você se tornou uma Karmaniana, deve conhecer a equipe. Venha.
Gina abre um grande portão logo à frente que dava para outra sala enorme, e lá estavam eles, com uniformes parecidos com os de Shiyoru e Umeko, dois meninos e duas meninas muito parecidas.
Shiyoru: Ali estão eles. Todos eles, eu e você... Nós somos os Escolhidos.
Fim do capítulo
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