Notas iniciais
Foi mal pela demora da postagem, precisei de um tempo até desenvolver a história.

— Adelyne...esse é o seu apelido não é mesmo? Todos sabem que o seu nome é...

— Não me interessa meu nome; vamos direto para sua questão logo de uma vez, quanto mais rápido eu acabar com isso mais rápido voltarei a minha casa— Eu o interrompi.

— Então você quer discutir as coisas de um outro jeito, não é? Eu não a culpo por isso.

— Muito bem, aqui vai a sua questão — Ele me deu um pergaminho que quando aberto revelava uma pergunta que dizia: “A felicidade é como as árvores de uma floresta, logo são cortadas por homens, mais que se não plantadas de novo nunca mais renascerão.”

— Muito bem o que você entendeu? — Ele me perguntou

— Que o homem vem desgraçando sua própria natureza e que limita seus próprios limites dentro de um mundo totalmente corrompido. — Eu respondi

— Erm... Você fez uma explicação complexa porque você ainda não entendeu a pergunta e por isso também não sabe da resposta certo? — Vish, ele descobriu

— Mas essa é a resposta correta! Eu estou certa não estou? — eu retruquei

— De fato era pra estar certo, mas essa não é a resposta que eu estava esperando, eu te darei mais uma chance para pensar, até lá espero que você venha aqui novamente. — Assim que ele falou isso, o chão se rachou, eu tentei fugir mas já era tarde demais. Eu cai de uma altura muito alta e desmaiei. Quando acordei estava em um lugar completamente estranho, escuro, e sem vida e ainda tinha a imagem de um garoto chorando.

Para piorar eu estava ouvindo um barulho do andar de baixo, comecei a achar que eu estava delirando. Naquele lugar havia uma presença opressora e do nada começou a ecoar uma música calma e relaxante, aquela melodia estava me dando sono. Eu avistei uma cama um pouco longe de onde eu estava, quando comecei a andar em direção a ela, eu sentia que o sono persistia ainda mais. No momento que cheguei na cama estava a ponto de desmaiar, apesar disso, consegui dormir.

No tempo que me mantinha dormindo, sentia um desconforto e ouvia um barulho na porta; mais decidi ignorar e continuar dormindo. No instante em que acordei, eu estava no meu quarto sem nem saber o que tinha acontecido. Quando fui sair para olhar o relógio já eram 03:00 da manhã, ou seja, as coisas iriam ficar sérias. Voltei ao meu quarto acreditando que estava tudo bem fechei a porta, e voltei a dormir.

Tive alguns pesadelos bem pesados, em um eu me enxergava em um lugar com árvores mortas e com um rio de sangue borbulhante totalmente tóxico, e via um animal ali, tentando me abeirar para observar melhor, acabei escorregando nas pedras lisas que ali existiam. Em outro sonho me enxergava de um prédio muito alto com pessoas ao meu lado com armas me ordenando para que eu pulasse, e como não tinha escolhas a se fazer, eu pulei. Todos os pesadelos terminavam da mesma forma eu achando que ia morrer mais sempre voltava em outro pesadelo. Um tormento que não parava até que teve uma hora que me deparei com um espírito que dizia:

— Você quer se livrar dessa aflição?

— Que pergunta idiota! É claro que eu quero! — eu contestei

— Então, vença os seus pesadelos e responda o enigma dele. — Ele me disse isso e foi embora

Logo comecei a fazer uma comparação dos pesadelos e da questão que foi argumentada. E as coisas pareciam ficar mais confusas, pois não existia resultado e por mais que tentasse encontrar alguma coisa nunca chegava a lugar nenhum. Até um momento em que tive um pesadelo que mais parecia um sonho, eu vi os meus pais me segurando quando ainda era pequena, eles estavam de costas por isso não vi seus rostos. A casa também era diferente não era pequena e simples como essa, era grande e cheia de quartos. Eu não entendi porque meu tio decidiu mudar de casa podendo ficar com uma tão bonita.

Em outra parte do sonho o meu pai parecia triste, acredito eu que ele tinha perdido o emprego e já não tinha mais como pagar as contas. Com isso ele perdeu muitos bens que ele possuía. Depois ele foi para outro emprego que recebia menos, mais que deu para recuperar uma parte do que se havia perdido. Ali eu entendi o que tinha o que o enigma significava. E entendi a questão, e descobri a resposta da questão. Logo acordei e ainda eram 03:00 da manhã, isso quer dizer que eu ainda estou jogando. Eu subi ao sótão novamente e pra minha surpresa, o espírito ainda estava lá. E me perguntou:

— E agora? Você tem a resposta?

— A pergunta foi: “A felicidade é como as árvores de uma floresta, logo são cortadas por homens, mais que se não plantadas de novo nunca mais renascerão.”

— Aquilo que é alegre só dura um momento, e aquilo que é rico não passa de vaidade. Se repetir o processo dia após dia sem que alimente a si mesmo, jamais conseguira viver uma vida além da dor. Pois o seu mundo se tornará aquilo que você vê, aniquilará a todo o seu tempo para no final não restar mais nada além de um vazio. Depois da morte não se pode levar nada consigo e suas riquezas e trabalho de nada servirão se você não refazer aquilo que te faz feliz de verdade. — Eu respondi

— Sua reposta foi mais profunda do que eu esperava, Adelyne. Mais um pequeno aviso eu vou te dar.

— Pelo amor de Deus! Perguntas simples, repostas simples; não é necessário um sermão desse tamanho! Assim você vai desanimar o leitor! — Ele retrucou

— Conseguiu passar da primeira questão, por hora não é grande coisa. Mais devo admitir que foi bem mais promissor do que eu esperava. Venha pode passar — Assim que estava passando pela porta ele me fez uma pergunta

— Afinal você conheceu o carazi?

— Mas o que é carazi? — Perguntei

— É um espírito de um menino que fica debaixo da cama quando você dorme, ele te faz ter alguns pesadelos e o seu sonho é te atormentar. Então você teve algum pesadelo? — Ele fez essa pergunta

— Se eu tive um!? Eu devo ter obtido pelo menos uns 1001 pesadelos. Já da pra conseguir um novo recorde na minha lista.

— Certo então deixa eu te dar uma dica, o carazi geralmente usa uma música calma e relaxante para fazer você cair no sono. Vá até aquela porta alí tem um elefante que usa protetores de ouvido, vão ser uteis quando você o avistar novamente, realmente ele pode ser irritante e vai te atrapalhar muito. O carazi geralmente age no horário das 03:00 da manha.

— Isso quer dizer que ele é ativo sempre? — interpelei

— Erm...não exatamente, isso é causado por outro demônio. Eles chamam de “Sen to hitotsu no sekai no gensō”-[ilusão dos 1001 mundos].

— Então eu só preciso achar esse elefante com os protetores de ouvido para escapar do carazi, mais isso quer dizer que existem outros demônios a vista que eu preciso tomar cuidado. Fora que cada um aparece em um horário diferente. É isso? — Eu o questionei

— Bem, eu não tenho certeza se é isso é tudo, por hora creio que sim. Boa sorte tentando fazer o elefante te dar o fone dizem que é meio difícil isso acontecer geralmente ele é bem egoísta. —Ele mencionou que se eu quisesse os protetores eu precisaria trocar por outra coisa que o elefante também queria.

— Sem problema, eu cuido disso. — Eu estava muito confiante, visto que passei da primeira parte, agora era só uma questão de tempo até chegar à resposta de tudo.

Notas finais
Sim, eu gosto de usar nomes em japones. Por isso todas as outras habilidades terão seu nome em japones.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.