Karakuri Burst
2 Soldier
Notas iniciais
Eu cheguei à conclusão de que nada é por acaso. Que tudo esta decretado desde o inicio. Parece que todos nós somos apenas “brinquedos” do destino. Ele controla nossas vidas de acordo com sua vontade. Encontro e desencontros. Tudo graças ao destino. Por que eu acho isso? Eu vou dizer o por que.
Eu sou Kagamine Len, um soldado do exercito japonês. Mas não sou apenas mais um cachorrinho do exercito, eu sou um soldado que luta pela paz. Eu sempre senti um vazio dentro de mim. Alguma ferida do passado que não se cicatrizou. Essa foi uma das razões de eu ter entrado para o exercito, pensando ingenuamente que eu poderia reparar esse buraco em meu peito, combatendo o mal. Como fui tolo.
Era meia noite, a hora da morte, quando eu recebi um chamado de meu general,Shion Kaito. Ele ouviu tiros do lado de fora. E eu recebi a ordem de ir verificar o que havia acontecido.
Nós soldados sempre fomos preparados para qualquer situação, então eu já estava preparado para o pior. Mas com o que eu me deparei era muito pior do que qualquer treinamento militar. Dezenas, talvez centenas de nossos oficiais estavam jogados no chão. Não respiravam. Não se moviam. Não estavam vivos.
Quem pode ter causado todo esse mau? Quem pode ter sentenciado vidas inocentes ao desespero profundo da morte? Um demônio talvez? Mas seja lá o tenha feito isso, não estava mais lá. Mas eu sabia que iria perseguir aquele assassino até o fim. Eu irei por um fim nessas atividades destrutivas. E não deixarei a poeira continuar.
A raiva e a tristeza corriam em minhas veias. Eu corri o mais rápido que pude para informar meu general enquanto eu amaldiçoava esse assassino. Eu não me lembro o que eu disse exatamente, estava nervoso com aquela imagem, muitos de meus companheiros haviam morrido. Mas todos ali presentes foram o mais rápido possível até a cena do assassinato.
Dava para perceber a expressão de horror em seus rostos ao ver aquele massacre. Foi quando eu vi algo vagando nas sombras. Era uma silhueta feminina de costas. Desembainhei minha espada, e me afastei do meu grupo. Eu me aproximava daquela pessoa sorrateiramente. Conforme eu ia me aproximando, eu ia sentindo algo dentro de mim. Raiva? Ódio? Ânsia por vingança? Eu não sei explicar. Mas algo dentro de mim me fazia me sentir cada vez mais seguro de que eu devia me aproximar daquela assassina.
Eu esperei até chegar o momento em que eu estivesse em uma boa distancia para o ataque, e quando esse momento chegou, eu avancei o mais rápido que pude. Fui impulsionado pelos meus sentimentos. Consegui por a lateral da minha espada em sua garganta. Por algum motivo eu não consegui me mover, algo me impedia de mata-la e eu pude perceber a mesma coisa eu seus olhos. Foi quando uma triste lembrança muito tempo esquecida voltou. A única coisa que eu pude fazer naquele momento foi abraça-la.
Meus sentimentos estavam confusos. Lembranças vinham à tona. Duas crianças separadas. Uma fora levada por uma mulher com uma cara perversa, que dava calafrios na espinha só de olhar para seu sorriso. A outra fora levado por um homem fardado, um militar. Pude reconhecê-lo, era meu general, Shion Kaito.
E por um momento, o vazio que eu sentia em meu peito foi preenchido. Silêncio. Eu apenas queria sentir o calor de seu corpo, que já estava quase esquecido dentro de mim. Ela era Rin, minha irmã.
Rin conseguiu quebrar o silencio, dizendo meu nome, ela pareceu ter se lembrado também. Eu assenti, sorrindo.
E agora? O que fazer? Levei toda uma minha vida tentando reparar o vazio que havia em meu peito, prometendo a mim mesmo que nunca deixaria o mal sair empune. E agora, todo esse vazio foi preenchido... Por uma assassina! Mas seu olhar não demonstrava ódio e sede por sangue. Era como se dissesse “Quem eu sou?”
Eu queria poder viver em paz, o resto da minha vida com ela. Mas eu sabia que isso era impossível, e ela também devia saber. A olhei nos olhos novamente. Era o azul mais profundo que eu já vi. Eu parecia entender seus sentimentos. Nós dois tivemos a mesma conclusão. Só havia um lugar aonde nós poderíamos viver longe do mal. E nós dois sabíamos qual era esse lugar.
Levantei minha espada. Meu braço parecia pesado. Novamente pus minha espada em seu pescoço. Mas dessa vez, não estava guiado pelo meu ódio, mas sim, pelo meu amor.
Dois rápidos movimentos foram executados, simultaneamente. Logo o sangue escorreu pelo braço.
Eu viveria em paz finalmente junto da minha irmã. Eu nunca pude imaginar que o som mais horrível que já foi criado me levou para o eterno “felizes para sempre”.
Notas finais
Agradecimentos especiais:
Hitoshizuku P
Suzunosuke
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