Kami No Game
8 The Real Location
Notas iniciais
Kami No Game — Script
Nivel.1
Capítulo 7- The Shinigami Tomb- Part.3
“The Real Location”
Tadao- (Andando em direção a Hana) se realmente queres saber…
Tadao inclina-se sobre Hana, e sussurra no seu ouvido a verdadeira localização do túmulo…
Hana- Não… Não pode ser! Isso é mentira!
Tadao- Hahaha! Não é!
Hana- Recuso-me a acreditar em tal coisa! Como seria possível a escavação ser nesse local!?
Tadao- Eu sei, eu sei…. É difícil acreditar que esteve todo o tempo debaixo dos vossos narizes…
(Interrompendo)
Kuro- Hey! Do que estão para aí a falar?
Tadao- (Olhando agora para Kuro) Ainda não entendeste? A escavação é por debaixo da vossa vila!
Kuro- O quê? Como é que isso é possível? Não era suposto a vila ter colapsado se supostamente existe uma escavação por debaixo dela?
Tadao- Não necessariamente… A escavação não é muito grande, na verdade e apenas constituída por um túnel de vários quilómetros até onde está o santuário de que estamos á procura…
Kuro- (Pensando) Um túnel…?
Tadao, olhando para as caras de peocupação de Kuro e Hana disse:
Tadao- Antes de chegarem Masahiru tinha acabado de partir para a escavação, se olharem á volta a nossa vila está quase deserta, ele apenas nos deixou cá para zelar pela sua segurança… Em breve irá ressuscitar o Shinigami e então o seu plano será concluído. Não há nada que possam fazer para evitá-lo.
Ao ouvir estas palavras Hana começou a imaginar o caos que se aproximava, imaginava a sua pequena irmã Mi a chorar pela destruição de tudo aquilo que ela gostava e a sua vida transformar-se num inferno de escravidão, onde teria a sua liberdade e felicidade completamente destruídas…Ao ter tais pensamentos, logo lágrimas vieram aos olhos de Hana e começara a chorar.
(De repente)
Kuro- Não…
Tadao- ?
Kuro- Eu não vou permitir isso!
Nesse momento o olho esquerdo de Kuro mudou de cor, revelando a marca do intocável, e ativando o seu poder. Daquela vez Kuro não estava sobre uma grande quantidade de stresse o que indicava que teria ativado a sua habilidade por vontade própria.
Kuro baloiçou a cabeça para trás acertando em cheio na face do guarda que o segurava, logo o outro que estava por perto tentou segurar Kuro de novo, mas este, devido á sua habilidade esquivou-se do homem e puxando-lhe uma rasteira fazendo-o cair no chão.
O outro que Kuro teria atacado anteriormente levantou-se, desta vez possuindo uma pequena navalha afiada e de novo Kuro desviou dos golpes sucessivos do guarda e quando este vacilou no seu ataque, Kuro pontapeou a faca das mãos do homem agarrando-a com a boca deixando a cair sobre as mãos que estavam atadas na sua frente por uma corda.
Hana levantou a cabeça observando Kuro a lutar, de seguida este cortou a corda e preparou-se de novo para luta que deixara por acabar, mas do nada ouvira Tadao estalar os dedos o que fez com que os guardas parassem de lutar contra Kuro, baixando as suas armas, e disse:
Tadao- Derrotas-te o Kong, escapas-te do Matadouro e ainda te atreves a voltar aqui… Se há alguma coisa que alguma vez admirei em ti foi a tua coragem, e ainda a manténs perante uma situação destas, então vou recompensar-te por isso.
Kuro- Recompensar-me, apenas pela minha coragem? Porque haverias de recompensar um inimigo?
Tadao- Tenho as minhas razões… (Dá indicação aos guardas e estes libertam Hana que permanece no mesmo sitio)
Olhando com um ar desconfiado para Tadao, Kuro vai até Hana e ajuda-a a levantar-se, mas ambos permanecem no mesmo sítio.
Tadao- O vosso cavalo está á porta da vila, não retiramos nada de lá. (Virando as costas para Hana e Kuro). Sigam o caminho para Norte, e virem na primeira estrada secundária para Este e após encontrarem o rio continuem para Este até se depararem com uma árvore no meio da vegetação, por detrás dela está a entrada… vocês reconhecerão a árvore assim que a virem, há caracteres escritos nela.
Kuro- Porquê? Porque nos estás a ajudar?
Tadao- Como já disse tenho as minhas razões…
Kuro não pensou duas vezes e agarrou na mão de Hana que permanecia em silêncio, e levou até á entrada da vila onde estava o cavalo com todo o equipamento ainda nos sacos que ele carregava, a espada que sempre acompanhava Kuro também estava num dos sacos o que deu um pequeno sentimento de alívio a Kuro.
Ao chegarem perto do cavalo Hana permaneceu imóvel e Kuro exclamou:
Kuro- Sobe para o cavalo depressa! Temos de impedir o Masahiru!
Hana continou de cabeça baixa e sem responder. Kuro colocou as mãos nos ombros dela e disse com um sorriso:
Kuro- Eu entendo que estejas desesperada e penses que realmente não há nada a fazer… Diferente de ti eu não tenho nada na vila Hikari para proteger… Não que esteja a desvalorizar as pessoas que lá vivem, a Mi, o Ancião ou até o Riko! Mas… eles são a tua família, então mesmo que não acredites…. não desistas, por eles!
Hana levantou a cabeça olhando para Kuro e abraçou-o, agora sorrindo e dizendo.
Hana- Obrigada!
Kuro- (Corado) Ehm pois… É melhor irmos andando, acho eu…
Hana- (Limpando as lágrimas e subindo para o cavalo) Sim!
Ambos foram a toda a velocidade pela estrada fora com esperança de conseguirem impedir Masahiru, ao mesmo tempo, no outro extremo da ilha Fi e Sha que decidiram voltar para a vila Hikari esperando uma longa viagem de volta.
(Perto das montanhas- Norte da Ilha)
Sha- (Suspiro) Que seca! Não acredito que vamos ter de voltar…. Mais um dia inteiro de viagem, acho que já tenho calos nos pés…
Fi- Desculpa a culpa é minha fui eu que tive a ideia de não ficarmos na vila Hikari, se ao menos me tivesse lembrado que estava numa ilha… Fui tão parva.
Sha- A culpa não é tua, nem eu me lembrava disso, só não percebo como é que nos esquecemos de algo tão importante.
Fi- É eu também não…
Sha- Já agora como voltamos?
Fi- Não tenho a certeza, nós limitámo-nos a seguir a estrada em direção ás montanhas…. Desviámo-nos um pouco dela até chegarmos aqui, então se formos naquela direção, (apontando para Este) devemos encontrar a estrada e voltar para a vila Hikari através dela.
Sha- Parece uma boa ideia, então vamos.
Sha e Fi, caminharam em direção do caminho que usariam para voltar para a vila Hikari, afastando-se agora das montanhas, entretanto na vila Hikari:
(Tenda do Ancião)
(Entrando repentinamente)
Mi- Vovô!
Ancião- Que se passa minha pequena Mi?
Mi- Os maus estão nos portões da nossa vila!
Ancião- Não pode ser!
Mi- O Riko já está a lutar contra eles, ele pediu me para lhe dizer!
Ancião- (Levantando-se do seu banco e apoiando-se no seu velho cajado) Eu irei até lá!
O Ancião dirigiu-se até á entrada da sua vila, ao chegar ao portão principal conseguia ouvir o som de gritos de batalha, e avistou vários dos seus homens caídos no chão percebendo que estaria a perder a luta. Riko estava cercado por vários homens da vila Kurai e com a chegada do Ancião, Riku, o capitão dos guerreiros Kurai e irmão gémeo de Riko dera sinal aos seus homens para pararem de lutar, o Ancião fez o mesmo e então perguntou:
Ancião- O que significa isto, Riku?
Riku- Não consegues ver? Viemos revindicar aquilo que pertence á tribo Kurai há muito tempo, os territórios controlados pela vila Hikari!
Ancião- (Olhando em volta, vendo vários guerreiros da sua tribo já inconscientes ou exaustos e os seus respetivos adversários ainda frescos e sem sinais de ferimentos ou cansaço)
Riku- Como já pudeste constatar, se tentarem resistir apenas irão aumentar o número de mortes, mas na verdade a nossa tarefa aqui não é propriamente combater-vos.
Ancião- ?
Riku- Nós viemos aqui propor-vos a rendição imediata e evacuação da vossa vila em troca de poupar as vossas vidas!
Ancião- Evacuação?
Riku- Sim, em breve Masahiru revivera o Shinigami por isso aconselho a evacuação imediata da vossa vila ao menos que queiram ser enterrados com ela.
Ancião- Isso significa que o túmulo do Shinigami é…
Riku- Hahahah! Exatamente! Por debaixo da vossa vila!
Ancião- …
Riku- De acordo com as lendas ao reviver um Shinigami estamos a criar um portal até ao submundo o que irá libertar muita energia, contando que a escavação é por debaixo da vossa vila , no teu lugar eu não arriscaria em manter os meus cidadãos na vila.
O Ancião olhava para as caras dos seus soldados, podia ver a preocupação de cada um em relação ás suas famílias que viviam na vila, e agora olhando para a sua vila, o pobre velho sabia que teria de tomar uma decisão naquele momento.
Uma decisão que iria definir o futuro do seu povo…
Riku- Sabes o que tens de fazer…
Riko fitando o seu mestre, entendendo a situação em que estava deu ordem aos soldados para que retirassem e ajudassem na evacuação da vila, tomando um pouco da responsabilidade daquela decisão. Passando pelo Ancião acenou com a cabeça e o Ancião respondeu:
Ancião- Obrigado Riko, era o melhor a fazer.
Mi que estava no portão ao ouvir tudo o que se estava a passar correu para dentro da vila em direção á tenda de Su, ao entrar Su estava sentada a ler um dos vários livros que a curandeira lhe dera para estudar, á sua volta estavam vários pequenos frascos contendo remédios que foram preparados por Su.
Mi apressou-se a explicar a situação a Su e esta fui surpresa com as noticias, após ouvir aquilo que Mi lhe contara, Su vestiu a capa que a curandeira lhe tinha dado, por dentro da mesma tinha pequenos compartimentos semelhantes a bolsos onde Su pôs todas as poções que tinha preparado.
Mi- O que estás a fazer?
Su- Vou fugir e procurar pelo Kuro e os outros…
Mi- E vais abandonar-nos?
Su- Claro que não! Irei voltar com eles para vos ajudar a se livrarem da tribo Kurai duma vez por todas!
Mi- Mas as outras duas meninas foram embora, e a minha irmã e o Kuro ainda nem voltaram, como vais achá-los?
Su- Ainda não sei, mas se for capturado pela tribo Kurai de certeza que não os encontrarei…
Mi- E o que é que eu faço?
Su- (Pensativa). Vires comigo seria perigoso, e ficares aqui também não seria agradável, já que não sabemos o que eles irão fazer com as pessoas da vila…
Mi- Eu fico!
Su- Tens a certeza?
Mi- Sim, eu fico com o chefão… (Sorrindo). Para lhe fazer companhia.
Su- Entendo, então boa sorte Mi, és uma menina muito inteligente.
Mi- Obrigada!
Saíram as duas da tenda e Su, dirigiu-se até á paliçada da vila, naquela zona estava uma rocha não muito alta que estava entre a muralha de madeira, para ser capaz de a trepar Su teve de entar dentro de uma das tendas nos arredores, quem quer que lá vivesse já tinha evacuado apenas deixando móveis e outras decorações na sua casa.
Su arrastou uma mesa alta que serviria como mesa de refeição e arrastou a até a rocha que ficava a poucos metros da tenda, voltou á casa e retirou um banco de madeira que pôs no topo da mesa e subiu para cima do banco, já a uma boa altura saltou para a rocha e com dificuldade, segurando se nas arestas bem definidas da mesma conseguiu trepá-la, saindo assim da vila Hikari sem ser avistada pelos guardas.
(Perto do caminho até á vila Hikari)
Sha- Ali! Está ali a estrada por onde viemos!
Fi- Sim, é aquela mesmo
Ao chegarem á estrada viraram á direita (para Este) e de repente deram por si no meio duma floresta que aparecera quase como se estivesse numa ilusão, ao olharem em frente viam Su que tinha acabado de saltar a rocha que estava na parte detrás da vila, e por detrás de Su estava a vila Hikari.
Fi- O que é que aconteceu? Já chegámos? Mas não era suposto ainda termos um longo caminho pela frente?
Ao olharem para trás Fi e Sha podiam ver uma extensa floresta e não a cordilheira de montanhas onde estavam antes entrar no caminho de terra.
Sha- Como viemos para aqui?
(Gritando)
Su- Sha! Fi! É tão bom vê-las de novo, chegaram mesmo a tempo! A tribo Kurai invadiu a vila e exigiu que nos rendêssemos e o Kuro ainda não voltou da missão dele temos de fazer algo para ajudar!
Fi- Mas nós não…
Sha- (Pensando para si) Outra vez…. Aconteceu algo inexplicável… Primeiro somos postos neste lugar, não lembramos de nada, e as nossas memórias parecem falhar e agora aparecemos perto da vila Hikari quase como se nos tivéssemos teletransportado, mas isso é impossível, certo?
Su- Vocês não o que?
Sha- (Impondo-se) Esquece isso Fi! Ela tem razão temos de ajudá-los! O que podemos fazer
Su?
(Mudança de Cena)
(Sala misteriosa)
Mestre- (Observando Kuro e Hana, e Fi, Sha e Su simultaneamente). Finalmente começou…
Hyousuke- Senhor, se me dá autorização, porque está constantemente a ajudá-los? Por tudo que já tinha feito anteriormente, agora fez com que Fi e Sha materializassem-se perto da vila Hikari e ainda fez com que de repente esquecessem o acontecido e aceitassem ajudar a tribo que outrora tinham abandonado… Porquê?
Mestre- Entendo a tua pergunta, Hyousuke. Na verdade, não esperava ter que ajudá-los tantas vezes assim, mas tens de entender que é o primeiro nível, e eles estão tão envolvidos naquela história das tribos que quase se esquecem que estão no meu jogo e que deviam procurar pelo objectivo do nível. Claro que no próximo nível não os irei ajudar assim tanto…
Hyousuke- E posso perguntar qual é o objectivo deste nível?
Mestre- Claro. O objectivo é…
…não salvar a tribo Hikari mas que um deles derrote o Shinigami.
FIM
Próximo Capítulo: The Unbreakable, the Genius and the Eagle Eye
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