Kamen Rider Gaijin
2 01 - Gaijin... Rising!
Notas iniciais
–Ahh... Quem vive hoje em dia, não consegue sequer imaginar como o mundo era antes de tudo isso... Eu mesmo não consigo.
Era um ambiente confortável, um tanto ilógico e não verossímil. Qualquer um poderia observar o quanto incomum seria aquela cabine de capitão, ela possuía os designs clássicos de qualquer cabine, com acabamentos em estilo vitoriano feitos em carvalho levemente avermelhados, que brilhavam quando as luzes da cabine se refletiam em seu verniz, seria um tanto normal se as luzes não fossem elétricas, embutidas no teto da cabine emitindo uma luz branca como as lâmpadas de hoje em dia. Nas paredes, além dos acabamentos, se observava um forro metálico liso e uniforme, não refletivo, assim como o piso e o teto, feitos em mogno, que se destacavam. As janelas do local eram foscas, apenas deixando a luz entrar, obviamente não eram para observação. Espalhados pela cabine, ficavam móveis que aparentavam terem sido recolhidos pelo tempo, apesar de organizados, parecia ser um local extremamente casual e Obviamente era
Ao fundo da sala, sentado numa cadeira de couro negro giratória, estava uma pessoa, a Cadeira estava virada, só deixando em vista os pés desta, que portavam coturnos negros. Havia na mesa à sua frente, além de mapas com aparência antiga, algumas páginas de papéis aparentemente atuais e alguns outros objetos que a decoravam, havia um rádio de bordo, cujo microfone estava nas mãos da pessoa, estre agora continuava o seu discurso ao microfone.
–Se tem alguém ouvindo ai... Você só deve ter ouvido falar do mundo antes de descobrirem Braja em livros de história né? – A Voz soava masculina, jovial e um tom puxado para o grave, sua fala era casual e descontraída, como se conversasse pelo rádio, apesar de não estar recebendo nada – Desculpa, esqueço as vezes... Pode ser Gaia que descobriram pra você... Mas se você está a tanto tempo à deriva por ai que esqueceu, deixa eu te refrescar a memória
O Jovem girava a cadeira e apoiava os pés na mesa, os cruzando. Com pele bem clara e cabelos castanhos escuros, ele usava calças pretas que tinham suas bocas enfiadas no coturno, uma camiseta amarela pálida, como se fosse um dourado sem brilho e um cachecol vermelho jogado sobre o pescoço, assim como um tecido vermelho enrolado em sua cintura.
–Faz... o que, uns 25 anos? É, acho que é isso... Uns 25 anos atrás descobriram uma outra Terra, mesmo universo, planos diferentes. As duas Terras sempre foram muito similares, mas bem diferentes... Gaia é a Terra da Tecnologia, céu azul, carros voadores, arranha céus brilhantes, o agito da cidade grande!
Conforme ele falava, suas memórias sobre os locais eram claros, Gaia era a Terra que se desenvolveu pela Tecnologia e ciência, uma sociedade ultra desenvolvida, sua paisagem comum eram de cidades brilhantes e prateadas, com carros voando entre os prédios em fila, além de sistemas de transporte coletivo magnético no solo, que se assemelhavam a pequenos trens bala, toda segurança era feita por maquinas, assim como as mais simples tarefas eram automatizadas.
–Enquanto que Braja é a Terra da Magia, sabe, castelos, magos, céu verde água, RPG medieval até dar com pau.
Braja, por sua vez era a Terra que se desenvolveu paralelamente em outro plano, por meio da Magia, alquimia e misticismo, na verdade o mundo era muito similar à Gaia, com a magia fazendo as mesmas funções da Tecnologia, como por exemplo, no lugar dos arranha céus, existiam grandes torres com aparências fantásticas, os céus de Braja eram tomados por veículos nunca antes vistos, com aparência de uma semente ou uma gota, que voavam como os carros, mas não eram prateados e sim possuíam bronze ou ouro como cor, assim como luzes violeta pesa sua extensão.
O Jovem bocejava como se tivesse repetido aquele discurso milhares de vezes e reclinava a cadeira
–Meu nome é Jin Flane... Bom apesar de me chamarem de Jim Flane as vezes, ou Jin Furane.. Enfim, o que você se sentir mais confortável... Um momento, por favor!
Jin se levantava e ia andando até o centro da cabine, tirando um pequeno controle remoto do bolso da calça. Ele apontava para o teto e apertava um de seus botões, sendo respondido por uma parte do teto descendo, para ser mais exato, um circulo grande o bastante para carregar quatro a cinco pessoas descia, se revelando como um pequeno elevador ou plataforma. Ainda com o microfone em mãos, ele subia na plataforma e apertava o mesmo botão no controle remoto, fazendo a plataforma subir novamente.
Da cabine do capitão, agora o ambiente era o que parecia ser uma cabine de piloto, mas extremamente futurista, fugindo do clima de conforto e casualidade do aposento anterior. O interior era todo em metal e a plataforma se encontrava no fundo. A Cabine era uma sala alta e espaçosa, possuindo alguns consoles de navegação, disposto em pequenas estações na cabine que tinha uma configuração de escada, com o fundo sendo mais alto e as estações dispostas em níveis em sequencia, mas tudo parecia se concentrar onde estava o Timão no nível mais baixo: possuía um design simplista e suave, como se fosse uma bolha conectada ao chão e à parede formada pelo nível anterior, a silhueta era como o de um carrinho de bate-bate, mas era maior, com o timão no lugar do volante à frente da cadeira, além de mais painéis espalhados aos lados do timão e do acento do piloto.
Jin ia rapidamente até o timão e sentava-se, encaixando o microfone numa entrada ao seu lado, que ativava o viva voz. Em seguida ele segurava firme no timão e apertava um botão ao seu lado, “puxando a âncora”.
–Se você estiver ai perdido no Aether e ver um navio pirata Branco e vermelho, você não tá louco, sou eu. Eu posso te ajudar a sir daqui. Jin Flane, falando do Gai-Leon, desligando.
A Outra extremidade da sala era uma escotilha gigantesca que se abria conforme Jin dizia suas ultimas palavras, revelando que de fato ele se encontrava num navio pirada, mas era como já tio antes, um confronto de tecnologia com clássico.
A visão, porém era menos lógica ainda do que a declaração, surreal inclusive. A nave flutuava no que parecia ser um espaço vazio em todas as dimensões além da Gai-Leon, porém diferente do espaço sideral, este “nada”, ou como Jin disse anteriormente, Aether, era branco com cores suaves e gradientes, como se auroras coloridas como arco-íris brilhassem em todo o local alternando-se gradativamente no espectro.
Não havia tripulação além de Jin, nem nenhum sinal que houve alguma, as velas não eram de tecido, mas o que parecia ser uma projeção holográfica de duas grandes velas em forma de um polígono azul translucida gigantesca. O Gai-leon era branco, com detalhes em vermelho, assim como pequenas partes em preto, como em seus canhões e morteiros. Na parte de trás do casco, se observava turbinas quânticas que brilhavam em azul neon e demonstrava serem os verdadeiros propulsores da nave, assim como pequenos pontos brilhantes que seguiam em duas grandes listras transversais no casco da nave que brilhavam na mesma cor. A luz se intensificava conforme a nave ganhava velocidade.
http://www.youtube.com/watch?v=Tats4EslGIg
Kamen Rider Gaijin — 仮面ライダー外人
Uma garota caminhava dentre outras pessoas na rua, todas pareciam quase robôs sem sentimento que caminhavam para suas funções sem demonstrar qualquer sinal de que suas expressões pudessem ser diferentes, porém diferentes destes, a garota demonstrava apenas uma expressão avoada, como se pensasse em algo. Ela olhava para cima e via os carros voadores típicos de Gaia passando à toda velocidade pelas vias aéreas dentre os arranha céus. Por se distrair, ela tromba com o homem à sua frente, que vira com uma expressão irritada a assustando levemente, só tendo tempo de pedir desculpas com sua voz delicada, o q fazia o homem, ainda irritado, se virar e continuar a andar soltando alguns resmungos.
Apesar de toda tecnologia que os circundava, as pessoas usavam roupas similares as do século XXI, nada de roupas brilhantes ou trajes espaciais, apenas tecidos normais, como a Garota que usava botas na cor preta de camurça com salto baixo, shorts jeans sobreposto a uma meia calça branca, sua camiseta branca com alguns desenhos em azul claro e uma jaqueta bege que as mangas terminavam na metade do antebraço e uma touca com borda peluda que estava jogada para trás. Ela usava headphones, amarelos com o desenho de uma estrela branca em cada um dos fones, e levava consigo uma bolsa de mensageiro bege clara. Seus cabelos eram negros e longos, com a franja jogada para o lado, seus olhos eram orientais, porém levemente amendoados.
Depois de uma curta caminhada ela chegava a um grande calçadão, um centro de comércio relativamente tranquilo, quase como um oásis dentre os prédios brancos pratas e cinzas, existiam alguns canteiros de pequenas plantas com bancos os circundando, além de algumas mesas e no limite do calçadão havia algumas lojas e lanchonetes. A Garota se aproximada de uma das lanchonetes e comprava um copo de suco, o qual agora ela bebia distraidamente enquanto cortava o centro comercial para poupar tempo.
Repentinamente, algumas pessoas passavam correndo pela garota, alguns esbarravam nela, outros corriam mais do que conseguiam, quase tropeçando e caindo. Eles corriam de forma desesperada, com medo e ignorância pelo o que estava acontecendo, algo que a Garota estava prestes a sentir. Ela olhava para trás e via mais pessoas correndo e ao fundo da cena, ela observava o motivo, retirando os fones do ouvido e os pousando em seu pescoço lentamente pela surpresa.
Atrás das pessoas, parado e gritando à todos pulmões, se é que aquilo tivesse algum pulmão, estava uma figura monstruosa, humanoide, porém estranhamente desproporcional, com corpo robusto e alto, com uma cabeça de lagarto pequena que toscamente se estendia de onde sairia o pescoço de uma pessoa, sua pele parecia uma escama dura e sólida, mas não possuía aparência metálica.
A Garota ficava paralisada, sem entender o que era aquilo, suas pernas travavam por mais que ela berrasse dentro de sua cabeça para ela correr e sair dali, mas tudo isso era abafado pelo desespero e confusão. As pessoas que ali estavam nem sequer se importavam com sua atitude, apenas corriam tentando salvar a sua própria pele.
O Monstro agora parava de gritar, como se pegasse folego e em seguida se curvava, lançando labaredas continuas de fogo, ferindo as pessoas mais próximas, que caiam chamuscadas no chão. Com medo, a garota se curvava no chão instintivamente, quando então ela ouve mais gritos de terror de outras direções, gritos de outras pessoas quando surgiam outros monstros à frente destas. Tais monstros, porém possuíam uma proporção mais humana e possuíam uma aparência mais simples: Figuras cinza escuros da cabeça aos pés, com botas e luvas violetas azuladas, que pareciam ser feitas de couro tingido, um cinto de borracha na cor dourada com uma pedra translucida no mesmo tom das luvas e botas, outra destas pedras, porém maior no centro do peito, e na sua cabeça olhos também na mesma cor combinando, que possuíam o formato de olhos de insetos com contorno do mesmo dourado do cinto. Consigo, carregavam pequenas espadas com lamina ondulada, que com um golpe destas, derrubavam instantaneamente as pessoas com olhos vazios e arregalados.
O Caos se instalava no lugar e a garota ficava ai abaixada com medo sem saber como reagir à tudo aquilo que acontecia ao seu redor e seu medo só aumentava quando via o monstro se virando para ela, como se farejasse o seu temor. Ela tentava se levantar, mas suas pernas tremiam que a faziam cair sentada olhando assustada para o monstro que se aproximava a cada passo dele. Conforme ele se aproximava, ela sequer conseguia pensar no que aconteceria, nem mesmo “a vida passando na frente dos olhos” dela. Talvez o que ela sentisse era mais confusão do que medo, não sabia o que estava acontecendo ou o que ela poderia fazer, se sentiu perdida. Tudo parecia estar chegando ao fim quando o monstro parava de andar, olhava um instante para a garota e começava a puxar ar para soltar mais Labaredas, em resposta a garota fecha os olhos esperando pelo pior. Quando as chamas começavam a estalar nos lábios escamosos do monstro, quando ele estava pronto para se curvar e liberar suas chamas, um tiro atingia o queixo do monstro, causando uma pequeníssima explosão, soltando algumas faíscas e fumaça.
A Garota abre os olhos ao ouvir o som do tiro e vê o monstro atordoado. Incrédula, porém com estimulo, ela se levanta, cambaleando um pouco ainda com o choque, ela tenta correr, mas acaba tropeçando e indo ao chão. Porém no ultimo instante, uma pessoa, num movimento impressionantemente rápido, agachava levemente e a segurava pela frente antes disso, apoiando-a em seu peito.
–Opa! Toma cuidado ou você pode se machucar! – dizia a pessoa, que pela voz se mostrava homem.
Ele colocava a de pé e sem dar tempo para ela observar sua figura com atenção, saia correndo num vulto na direção do monstro. Ainda confusa a garota saia correndo na direção contrária, deixando para trás os sons do monstro gruindo, e de golpes de espada, assim como o dos monstros mais simples se aglomerando na inquietação causada, mas não importava, ela havia conseguido fugir.
Um pouco tempo após isso, a garota entrava já ofegante e quase sem conseguir correr num campus que se identificava com uma placa de vidro gigante “Faculdade Masaya Shirosawa”. Não era muito grande, mas era um local organizado, tinha apenas 5 prédios em sua extensão, porém bem cuidados em sua cor branca e janelas grandes bastantes refletivas e no centro havia um pequeno jardim com grama e uma fonte rasa. Ela seguia até a sua sala quase não se aguentando mais, e quando chegava, desmoronava na carteira e retirava a sua bolsa a deixando cair no chão
Ela ficava ali, ofegando por alguns momentos e quase caindo no sono de alivio, sua posição era largada, mas ela não se importava com os olhares de alguns colegas de classe que já estavam ali no fundo da sala. Passados alguns minutos, além de outros alunos que chegaram nesse tempo passado, mas pouco sem importavam com a garota largada, uma outra chegava, que arregalava os olhos em surpresa quando via a primeira toda esfarrapada na cadeira, indo de encontro dela de pronto
–Rikka! O que aconteceu aqui!? – dizia ela em um tom genuinamente preocupado
Rikka abria os olhos lentamente, um pouco mais descansada, tentando sorrir meio sonolenta.
–Oi Asuka... Você não vai acreditar no que aconteceu...
De pronto, Asuka se sentava ao lado da amiga e lhe entregava uma garrafa de água que a mesma saca da bolsa. Rikka recebia e bebia a água com vontade, logo depois conseguindo recompor-se e explicar o que ocorreu, ainda que incrédula com as próprias palavras, para a amiga. Obviamente, Asuka fica descrente da explicação dela e cruza os braços com uma expressão de quem está se divertindo no rosto.
–Você andou jogando muito Vídeo Games de novo? Hahahahaha
–Mas é sério!! (E não tem nenhum problema em uma garota jogar vídeo game!) – dizia Rikka debruçando-se na carteira.
–E se aconteceu isso mesmo, por que você veio pra faculdade? Hahahaha
–Muito mais perto do que a minha casa...
Rikka ficava emburrada com a reação de Asuka, que inclusive continuava a rir levemente.
– Se você não acredita, coloca no canal de noticias, certeza que vão mostrar os monstros! – dizia Rikka apontando para o celular da amiga
Asuka pegava seu celular, apertava alguns ícones na sua tela e um pequeno holograma surgia da sua tela, projetando uma tela com a imagem do calçadão em tempo real, assim como um menu ao lado com noticias relacionados com aquele lugar. Estranhamente, o local estava tranquilo, com pessoas andando normalmente e de forma calma, sem nenhum sinal do ataque.
–Não... Não pode ser! – dizia Rikka puxando o celular da mão de Asuka e procurando algo sobre monstros, ou ataques na barra lateral a rolando para cima e para baixo. Sem sucesso, sua expressão se torna aflita – Isso só pode ser mentira! Eu tava lá, o monstro quase me atacou!
Asuka observava a sua amiga preocupada e segurava a sua mão enquanto falava olhando para os seus olhos
–Rikka... Você não está cansada demais? Será que não foi só um sonho? Você sempre fica ai estudando demais, fazendo trabalhos, você pode ter só cochilado e sonhando com isso.
Rikka ficava quieta, percebendo que não convenceria a amiga, concordando com ela e sentando devidamente, porém ainda ficando pensativa
–Eu sei que foi verdade... – dizia Rikka para ela mesma – E ainda teve aquele cara...
Rikka se lembrava do jovem que a segurara antes dela cair no chão e foi correndo na direção do monstro. Ela não havia conseguido ver o resto dele, só lembrava-se da sua camiseta amarela pálida e de sua voz que soava amigável.
–Major Ohgumi – dizia um jovem com uniforme azul escuro, que se identificava como Guarda Especial de Gaia.
O Jovem estava numa grande sala prateada e ampla, com tecnologia em todos os cantos, com painéis em todas as paredes como se telas fossem. No fundo da sala, um homem careca com bigode e cavanhaque se sentava atrás de uma mesa, com uma plaque que o identificava como Major Tsuba Ohgumi, ele estava sentado com um sorriso sinistro estampado sem seus lábios, ainda que seus olhos parecessem calmos. O Jovem se aproximava com uma pasta em baixo dos braços
–Major, conseguimos bloquear a distribuição de qualquer informação ou imagem do ataque no centro comercial.
O Jovem dispunha uma série de arquivos presentes na pasta na mesa do Major, que apenas olhava por cima delas, sem menos analisa-las um mínimo q fosse. Ele mantinha a mesma expressão quando olhava para o seu subordinado, que apesar não demonstrar, seu Major lhe dava arrepios
–Muito bem Cabo, destrua tudo como sempre.
–Sim senhor
O subordinado recolhia os arquivos e já iria se retirar, quando o Major lhe chama a atenção novamente.
–Cabo.
–Senhor?
–O Familiar foi derrotado? — Sua voz era fria e dura, altamente intimidadora, apesar de não ter tom alto.
–Sim, o Familiar e os Demi-Familiares.
–E quem os derrotou?
–Ele senhor.
Mais tarde, Rikka saia da sua universidade, junto dos outros alunos com o término das aulas. Ela ainda estava pensativa e meio distraída, não sabendo se convencia a si mesma de que tudo não passou de uma loucura ou se insistia no que ela havia visto era verdade.
–Rikka! – Dizia Asuka se aproximando de sua amiga – Vê se vai pra casa e descansa... Você tá precisando!
–Ok... – dizia Rikka neste ponto já incomodada com a descrença da amiga
As duas despediam-se e partiam em direções diferentes na avenida na qual a universidade ficava. Rikka voltava andando pelo caminho pelo qual ela havia vindo, ela caminhava normalmente, talvez um pouco mais lenta por ainda estar abalada com tudo o que aconteceu. Ela aproximava do calçadão e ficava apreensiva de aproximar-se, mas sua curiosidade parecia ser maior do que o seu temor, visto que sem pensar muito, tomou a rota para lá. Porém, quando ela chega, fica boquiaberta: não havia sequer um sinal de batalha, uma pedra do chão quebrada, um banco lascado, nada, nem sinal de que algo tenha sido chamuscado ou de sangue derramado. Ela fica ali parada olhando para os lados procurando um sinal que fosse de ter acontecido alguma coisa
Na extremidade do calçadão, surgia uma figura correndo e sendo seguida por outras seis. A Primeira das figuras corria a toda com um sorriso no rosto como se provocasse as outras 6 que estavam atrás dele. Esse primeiro, que trajava uma camiseta amarela pálida, cachecol e pano vermelho, além de uma jaqueta de bucaneiro preta com detalhes dourados que agora ele trajava, se virava para proclamar alguma provocação à aqueles que o caçavam, o que foi um erro já que isso faz com que ele não perceba a presença de Rikka, indo de encontro com ela, fazendo os dois irem ao chão
–Ai!! – dizia Rikka caindo sentada – Cuidado por onde and—
Ela olhava pra frente e via caído sentado na sua frente o seu salvador de mais cedo, reconhecendo a camiseta e o lenço no pescoço. Ela fica boquiaberta olhando para Jin, que ainda não havia a reconhecido, já que estava de olhos fechados massageando o ombro esquerdo, que ele havia machucado com o encontrão. Antes deles sequer levantarem, as outras figuras, membros de gangue aparentemente coberto da cabeça aos pés de roupas de couro e alguns apetrechos tecnológicos, os cercavam e riam maliciosamente.
–Parece que pegamos o Capitão Paspalho Jack! – dizia um dos mal encarados, que estralavam os dedos
Jin se levantava abanando o pó de sua roupa com as mãos e ainda respondia, quase os provocando, descontraidamente.
–Pois é... Parece né?
–Você... – dizia Rikka olhando para Jin com incredulidade em seu rosto – Você é...
–Hm? – dizia Jin olhando para Rikka e a reconhecendo, apenas arregalando levemente os olhos por trás dos seus óculos, mas sem demonstrar muita coisa – A oi, deixa só eu cuidar disso e conversaremos!
–“Cuidar disso”!? – dizia o homem novamente, dessa vez muito mais nervoso.
–Ahhh... – soltava Jin com um tom de cansado – Vamos resolver logo isso.
Como se fosse mágica, Jin assumia uma posição firme e uma expressão determinada em seu rosto, mas ainda sorria, parecia outra pessoa, diferente da despreocupada que ele aparentava ser anteriormente. Os membros da gangue olhavam-se e avançavam contra ele ferozmente.
Os golpes eram fáceis de prever, não havia técnica ou tática neles, eram apenas golpes de trogloditas que só queriam rachar uma cabeça por algum motivo fútil ou voltado para a ganância. O Primeiro vinha estupidamente pela frente, tentando acertar Jin com um pedaço de pau, o atacando verticalmente com o mesmo, só para Jin defender batendo seu punho com o do atacante, bloqueando a continuidade do seu golpe e contra atacando com um soco colocado na barriga do seu estomago, que o fazia recuar e cair ajoelhado sem ar. Outros dois tentavam ataca-lo pela diagonal, mas só são desviados facilmente e empurrados, caindo de frente e rolando no chão. Jin virava o rosto para Rikka e sorria, dando uma piscadela, como se dissesse “Fácil demais!”, ela por sua vez, continuava sentada olhando surpresa para a cena.
Outros dois dos homens atacantes avançavam um de cada lado de Jin, o que atacava pela direita tinha um pedaço curto de corrente pesada e o que atacava pela esquerda portava um soco inglês. O Homem da esquerda desferia um soco, mas Jin facilmente desviava o seu braço e devolvia um soco em sua costela, em retaliação, o que portava a corrente ataca com toda sua força, mas aproveitando a posição, Jin puxava o outro homem, o colocando no caminho, fazendo com que este recebesse o golpe e caísse nocauteado. Enquanto o homem caía, Jin saltava-o e desferia um soco no ar contra o rosto do homem, que sentia o golpe, virando seu corpo, Jin agora chutava sua barriga, tirando-o o ar e então continuava o movimento girando seu próprio corpo e com o embalo, chutava a cabeça do homem com seu calcanhar, quebrando o seu nariz e o jogando no chão.
Jin recompunha-se e passava o dedo na frente do nariz, chamando os outros 4 homens para a luta, como eles não avançavam, ele abria um sorriso e saía correndo contra eles. Os 3 homens que já foram atacados anteriormente e agora haviam visto o que ele fez com os dois que agora estavam fora de combate, se viravam pra sair correndo, mas o que ainda não havia lutado, que era o mesmo que havia anteriormente falado e parecia ser o líder, os segurava e os empurrava pra luta. Os 3 ficam apenas em posição defensiva quando Jin se aproxima, de forma quase cômica, porém em vez de ataca-los, Jin saltava e pegava impulso, saltando o combatente do meio, caindo na frente do líder, que de pronto berrava para os outros
–Vocês 3! O que pensam que estão fazendo!? Esqueceram que esse merdinha impediu agente!?
–Sabe... Acho que eles são mais espertos do que parecem – dizia Jin olhando por cima dos ombros para os combatentes desistentes. Agora ele voltava o olhar para o líder e sorria – Sabem a hora de desistir
–Ora seu!
O líder, que portava um pedaço de pau com um prego na ponta, balançava sua arma na horizontal, tentando acertar o prego na têmpora de Jin, mas este se abaixava no ultimo instante. Sem poder reagir, o vilão apenas tinha tempo de olhar pra baixo e presenciar Jin pegando impulso e desferindo um fortíssimo uppercut em seu queixo. Quando o golpe o acerta, o homem caia sentado no chão paralisado.
Jin agora olhava pelo ombro novamente, só que sério, para aqueles que haviam desistido da luta
–Vocês tem uma única chance, vou deixa-los ir sem fazer o que fiz com os seus amigos... E levem eles com vocês.
Os homens, meio desesperados, agradeciam Jin curvando-se varias vezes e indo correndo pegar os derrotados e fugindo carregando-os ou arrastando-os. Jin os Observa até deixarem o calçadão com as mãos no quadril. Quando eles deixavam o local, ele virava-se para Rikka e ia andando até ela com um sorriso amigável no rosto. Quando ele se aproxima, ele estende a mão para ela
–Aqui, desculpa, não tinha te visto enquanto provocava aqueles caras.
Rikka, ainda átona, pegava na mão de Jin e com seu auxilio, se levantava e ficava olhando para ele.
–Hm... Você é muda? – Dizia Jin no seu tom tipicamente leve
–N... Não... Só que... O que foi isso? – Dizia Rikka ainda meio confusa, tanto quanto as ações de agora pouco, quanto reconhecer Jin do ataque do monstro mais cedo
–A... Esses caras... Eles tavam tentando roubar uma senhora, eu os impedi e os provoquei pra longe. Deixaram a velinha em paz e agora tomaram uma bela duma lição... Bom, me desculpa de novo por ter esbarrado em você
–Não... Tudo... Tudo bem...
Jin ficava intrigado com Rikka, ele a olhava e apesar dela ser bem bonita, não era só isso que lhe interessava, sua expressão de confusão era um tanto curiosa para ele e, além disso, ele pensava em...
–Desculpa já nos vimos em algum lugar?
–Bom... Se não estou enganada... – Rikka ficava apreensiva em falar sobre aquele assunto, principalmente depois da reação da amiga – Hoje mais cedo, você me segurou quando eu ia cair...
A Imagem vinha na cabeça de Jin e tudo ficava claro, fazia sentido à familiaridade com aquela garota.
–Obrigada
–Não... Não foi nada... Suponho que queira uma explicação sobre o que era aquela coisa, né?
–Sim
–Muito bem... Vamos caminhar um pouco então – Jin se virava para tomar um rumo, mas virava o rosto para Rikka – Sou Jin Furane
–Rikka Hanamichi
Os dois agora estavam sentados num café e tomavam sucos enquanto conversavam. Rikka ainda agia de forma tímida, mas menos desconfortável e aparentava estar menos confusa. Jin continuava com seu tom leve, mas agora ele também possuía um ar explicativo
–Aquilo que atacou era um Familiar... Sim, um monstro, e os mais simples eram Demi Familiares. Ambos são criações com o intuito de destruir e explorar
–Destruir e explorar... O que?
–A... Gaia.
–!?
–A sim, desculpa, não expliquei a história inteira... – Jin olhava para a mesa tentando achar um exemplo, e acaba pegando o copo de suco de Rikka e o colocando no centro da mesa – Pense nesse copo como Gaia, cheio de suco de uva, as pessoas de Gaia amam suco de uva... Mas muito suco de uva enjoa, não é?
Rikka observava aquilo curiosa sem entender muito, mas assentia com Jin, tentando seguir seu raciocínio.
–Agora imaginamos que descubram que existe um copo de suco de limão – Jin encostava o seu copo com o de Rikka no centro da mesa – E todo mundo quer experimentar um pouco de suco de limão, ou digo mais, querem beber além do suco de uva, o de limão também.
–Pera... Você tá dizendo que... Existe outro planeta?
Jin sorria em resposta ao entendimento de Rikka
–Pra ser mais específico, outro planeta Terra, e ele se chama Braja
Rikka arregalava o olho surpresa com aquilo, se não tivesse visto um Familiar atacando pessoas mais cedo, não teria acreditado numa única palavra, apesar de aquilo tudo ser um discurso ligeiramente mais típico de um louco do que “um monstro me atacou”.
–Bom... Em Braja as pessoas só bebem suco de limão, mas querem suco de uva também. – Jin colocava o canudo de Rikka no suco dela – E aqueles monstros, os Familiares, eram vários canudinhos prontos pra sugar o suco.
–Então... Aquilo era uma criação das Pessoas de Braja para roubar recursos do nosso planeta? Exato... E não foram os primeiros
–E por que fazem isso? – Rikka dizia num tom que quase beirava indignação, eles mataram pessoas em nome de recursos e bens materiais, em sua mente, as pessoas de Braja não eram humanas como ela.
–Bom, primeiramente pelos recursos, obviamente... Mas o principal é que... – Jin colocava o canudinho em seu suco – Eles não são os únicos que fazem isso, como eu disse, Gaia quer suco de limão. Não fique chocada – Dizia Jin percebendo a expressão que Rikka havia assumido de quase nojo – Existem pessoas más e boas em todos os lugares... E eu sou uma das boas, tô aqui pra tirar os canudinhos, não importa em que lado.
–Pera... Como disse? Você no outro mundo?
–Bom... Quem sabe eu te explique, mas basicamente enquanto Braja cria Familiares e Demi Familiares, Gaia cria Drones e Bots para realizarem as mesmas funções.
Rikka ficava pensativa por um momento tentando fixar as informações e montar uma teia de raciocínio, era muita informação de uma só vez, mas ainda uma pergunta não se calava.
–E como você luta contra eles?
Jin, que estava bebendo suco agora, parava e pensava um pouco antes de responder.
–Hm... Acho que vou deixar isso pra explicar depois... Agora, não preciso nem falar que os governos dos dois planetas tentam abafar ao máximo a situação né? Censurando reportagens, imagens... E ainda fazendo essas restaurações nos locais de luta pra evitar curiosos...
–Isso é meio lógico agora que você explicou a situação
Jin parava de falar e apenas olhava sorrindo em silêncio para Rikka, ela percebia isso e olhava para ele por um momento, antes de desviar o olhar, levemente corada.
–O que foi? – dizia ela um pouco sem graça
–Nada... Só... Você é bem esperta. Gostei de você
Rikka sorria em resposta.
Repentinamente, um tremor os interrompia, o local inteiro começava a tremer decentemente, o bastante para desiquilibrar as pessoas, mas não tanto para joga-las ao chão. Jin se levantava de Pronto, seguido de Rikka, que se aproximava dele, como se buscasse proteção, havia algo nele que lhe dava segurança.
–O que tá acontecendo!? – berrava Rikka
–Sabia! Aquele trapaceiro!
Jin estava posicionado firme e sequer palancava com os tremores
–Quem??
–O Familiar... Ele cuspia fogo, deve ter simulado uma explosão na primeira briga pra escapar...
Rikka olhava surpresa para Jin e tentava firmar a posição
–Ali! – Dizia Jin apontando para o centro do calçadão
O Tremor parecia diminuir ao redor, mas parecia estar se concentrando para onde Jin apontava. Repentinamente o chão começava a rachar e a ficar avermelhado, como se tivesse derretendo. Subitamente o chão explode, lançando escombros para o ar. Instintivamente, Jin protegia Rikka com o próprio corpo, abraçando-a e curvando-se por cima dela.
Quando a poeira abaixava, o Familiar estava em pé logo na frente da cratera e as pessoas se desesperavam como antes. Logo elas saiam correndo dali da mesma maneira, mas agora de diferente ocorria, o Familiar não atacava ninguém, apenas olhava para Jin, como se o farejasse. Jin sorria debochadamente em resposta
–Entããããõ!!! – Berrava Jin para o monstro, deixando Rikka preocupada – Você vem aqui, ataca as pessoas e briga comigo... Percebe que está perdendo e foge... E ainda tem a moral de voltar pra me encarar de novo!?
O Monstro urrava em resposta, parecendo nervoso, mas Jin não mudava sua expressão.
–Parece de que dessa vez eu não vou ser bonzinho..
Jin sacava de baixo da sua jaqueta de bucaneiro, um pequeno retângulo arredondado branco com uma fissura circular no meio e dividido em quatro retângulos arredondados menores. Ele posicionava o aparato sobre a barriga, que estendia instantaneamente um cinto marrom sobre a sua cintura e os retângulos afastavam-se uns dos outros. Rikka ficava perplexa com aquilo, olhando curiosa para o aparato, será que era com aquilo que Jin usava pra lutar contra os monstros? Logo ela teria essa resposta.
Ele sacava do bolso, com a mão direita, um pequeno aparato dourado em formato de âncora, com duas metades de uma esfera vermelha contrapostas na haste da âncora, um tanto afastada uma da outra. Jin colocava o indicador no furo que havia no centro do objeto e o segurava na frente do ombro esquerdo com a mão esquerda posicionada atrás da direita, cruzando com ela, assim como ele firmava a sua posição.
O Familiar dava um passo à frente, mas parecia ter medo de avançar, deixando Jin prosseguir.
–Ei Rikka.. – Dizia Jin bem animado – Observe com atenção... Isso vai ser bem legal!
Jin movia as duas mãos ao mesmo tempo da esquerda pra direita, terminando o movimento com as mãos na frente do ombro direito e abaixava a mão esquerda.
–Henshin! – Dizia ele firmemente enquanto girava o objeto no dedo
–“Henshin”!? – repetia Rikka surpresa
Agora ele levava o objeto à barriga e o encaixava no cinto que fora colocado anteriormente, com os dedos ele juntava as duas metades da esfera, as encaixando e com as palmas das mãos, num objeto mais amplo, empurrava os quatro retângulos, num movimento mais amplo dos braços, juntos novamente e firmava os braços nas laterais do corpo
Em seguida, uma voz um tanto estridente e animada, emanava do cinto
–GAIJIN! SIDE!!!!!
Uma onda de luz vermelha brotava do cinto de Jin, que o cobria, deixando apenas sua silhueta, mas duas paredes de energia surgiam e dispunham-se uma na frente e a outra atrás, juntando-se em Jin. Quando as paredes juntavam-se, vários flashes vermelhos e brancos tomavam conta do lugar dele. Rikka e o Familiar protegiam seus olhos da luz e quando esta cessa, eles olham para onde estava Jin.
–Você só pode estar brincando. – dizia Rikka sem demonstrar nem expressão
Quem o visse agora, acharia que ele seria apenas uma pessoa indo para uma festa à fantasia vestido de herói, ele possuía uma roupa preta como base, com algumas partes de metal dourado nos punhos e calcanhares, além de partes finas de armadura vermelha que se estendiam pela lateral das pernas e braços, no seu tórax havia uma armadura branca, com um circulo vermelho brilhante no peito, sobreposto com o que parecia ser uma bandoleira dourada feita de metal, mas que se encontrava na posição horizontal, diferente do normal de ser na diagonal. Seu capacete era branco, com a parte da boca pintada de cinza, com um relevo incomum, como uma grelha, assim como uma lente vermelha com fundo composto e no topo, o que parecia ser um tricórnio vermelho e preto de metal repousava sobre a sua cabeça. No cinto, que se mantinha após a transformação, agora havia um alfanje preso no lado esquerdo e uma pederneira no lado direito.
Jin posicionava a mão sobre o “tricórnio” como se o ajeitasse
–Kamen Rider Gaijin... Rising!!! –quando ele terminava a frase, sua posição alterava-se, com ele virando seu corpo para o lado esquerdo, estendendo o braço direito para frente e o seu braço esquerdo para trás, com sua cabeça virando para frente.
No próximo Capitulo
Rikka se surpreende com a transformação de Jin em Kamen Rider, mas há muita coisa pela frente para se distrair com isso. A derrota do Familiar, indisposição com a segurança de Gaia, o Gai-leon e além.
Ep 02 – Two Slash One
Rising to Fight. Break the pride!
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