Kakera

3 Capítulo 2


Notas iniciais
Hey, amores.
Agradeço novamente aos que estão comentando e gostando da fanfic. *-*
Gostei tanto de escrever essa história que não canso de reler os capítulos toda vez que vou postá-los. É, pode ser orgulho ou prepotência, mas eu realmente acho que foi a melhor coisa que já escrevi até hoje. E como não babar por esse Sesshoumaru todo seduzente? :x
OEHAOEHOHEOHOH
Well, agora as coisas vão começar a esquentar na história. q
Enjoy. :*

“Ela é tão doce e eu sou só um cara esperando pra morrer.”

Maio de 2009

Sakura no Hana

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Já fazia cinco minutos que Sesshoumaru berrava pelo apartamento.


— Rin! Rin, não se faça de surda! — ele espiou dentro do banheiro. Nada. — Eu sei que você está aqui, em algum lugar. É só uma questão de tempo!


Ela se encolheu debaixo da cama, horrorizada — fora o primeiro lugar que encontrara para se esconder quando ele dissera que a levaria para ver as cerejeiras no parque. Nada naquele mundo a levaria a pôr os pés na rua outra vez, nada.

Quase soltou um grito quando ouviu a porta do quarto batendo na parede ao ser aberta e enxergou os pés dele por debaixo do lençol da cama.


Yare, yare... Sinto cheiro de Rin por aqui.


E ela não duvidou de que ele pudesse mesmo sentir seu cheiro: cheiro de medo. Ouviu-o caminhar pelo quarto, devagar, e abrir as portas do guarda-roupa. Fechou os olhos com força, e teria rezado se acreditasse que Deus a ajudaria, mas apenas implorou baixinho. “Por favor, por favor, por favor...”

E foi daquele modo que ele a encontrou quando abaixou-se e espiou debaixo da cama.


— O que, diabos, está fazendo?


Rin olhou-o e piscou, digna de pena.


— Não quero ir. — choramingou.


— Saia daí. Não vou conversar com alguém debaixo da cama.


— Não.


— Rin. — ele ameaçou com os olhos.


— Não...


— Pois bem.


E quando ela pensou que ele havia desistido, Sesshoumaru enfiou um braço debaixo da cama, agarrou-a e arrastou-a para fora. Rin ainda gritava e esperneava ao ser sentada na poltrona feito uma boneca.


— Sesshoumaru no baka! — gritou e escondeu o rosto, abraçando os joelhos.


Ele apenas riu, sentado na beira da cama em frente a ela.


— Qual é o seu problema?


— Não quero ir a lugar algum!


— Por que não? — ele ergueu as sobrancelhas.


— Porque não e pronto.


De repente, o sorriso se apagou do rosto dele e Sesshoumaru inclinou-se para ela, pegando-lhe grosseiramente o queixo e forçando-a a encará-lo. Rin assustou-se com a súbita severidade nos olhos dele.


— Está mentindo pra mim.


A acusação chocou-a, assim como a verdade: sim, estava mentindo.


— Eu...


— Se fizer isso de novo, juro que esqueço que você existe.


E deixou-a, sozinha, no quarto.



∷∷


Imperdoável.

Imperdoável. Ela havia mentido para a única pessoa em quem confiava naquele mundo, e agora ele estava lá, o inferno estampado no rosto, envolto em nuvens de fumaça enquanto Sid Vicious berrava My Way no rádio da sala — Rin temia que o aparelho explodisse naquele volume absurdamente alto.

No entanto, não havia nada que ela temesse mais do que perdê-lo.

Sesshoumaru era seu único motivo para ainda estar ali.

Hesitante, ela arrastou-se até a sala e desligou o rádio. Ele a encarou através da fumaça, os olhos verdes faiscando, e ela prendeu a respiração por um momento — além do medo de que ele fosse rude, ainda havia aquela maldita fumaça intragável.


— Por que desligou o rádio?


Rin ignorou a pergunta e respirou fundo. Então disse:


— Eu tenho medo.


— Medo de quê? — ele a encarava inexpressivo.


— De voltar pra rua. — confessou, olhando para os próprios pés. — Tenho medo de que eles me machuquem de novo, de que me olhem daquele jeito... — de repente um nó cresceu na garganta e ficou difícil falar, mas ela prosseguiu. — Tenho medo de que tudo volte a ser como antes e...


— Rin. — Sesshoumaru a cortou.


Ela ergueu os olhos cheios de água para ele, o lábio inferior tremendo.


— Como você pode pensar que eu deixaria qualquer pessoa te machucar? — silêncio. — Que tipo de homem você pensa que eu sou?


Um homem estranho, ela pensou em dizer.


— Eu achei que você confiava em mim. — ele disse.


— Eu confio... — ela choramingou.


— Então por que não me contou isso antes?


— Eu... — ela fungou, tentando não chorar como uma criança. — Eu não sei.


Ele suspirou, cansado.


— Não faça isso de novo. — e quando pareceu que ele não tinha mais nada a dizer: — E vá se vestir. Agora.


Rin ainda permaneceu ali, calada, trêmula, sentindo calor e frio ao mesmo tempo. Então ele apagou o cigarro no cinzeiro e sorriu, mais com os olhos do que com a boca.

Sorriu para ela.

E era como se tudo fosse ficar bem pra sempre.

Antes que Rin fosse se vestir — com as roupas que ele comprara para ela —, Sesshoumaru ainda disse:


— Ninguém vai olhar torto pra você. E se olharem, providenciarei para que seja a última vez que consigam olhar para alguma coisa.


Aquele homem estranho.



∷∷


Rin sentiu-se gelada como um corpo sem alma — embora, na verdade sua alma estivesse bem ali, uivando aterrorizada. Também sentia-se esquisita dentro daquele vestido que Sesshoumaru lhe dera, tão novo, tão limpo, tão bonito.

Ele, que a pegara pela mão assim que colocaram os pés para fora do apartamento e a levara para o festival das cerejeiras no parque da cidade: Sakura no Hana. Ele — tão alto, tão firme, tão forte, enquanto ela era só uma coisinha pequena hesitando e tropeçando a cada passo. Uma coisinha cujo coração tremia quando os barulhos da rua a alcançavam, que agarrava-se assustada ao braço dele quando as pessoas passavam perto demais, que deixava escapar gritinhos tímidos quando encostavam acidentalmente nela na agitação da estação de metrô.

Então Sesshoumaru ria e a apertava pela mão.

E ela já não sentia tanto medo.


— Falta muito? — Rin perguntou pela terceira vez.


Haviam descido na estação Ueno e estavam caminhando há não mais de cinco minutos.


— Então agora você quer ver, é? — ele escarneceu com aquele sorriso torto.


— É bonito? — ela ergueu os olhos, sonhadora. — É cor-de-rosa mesmo?


Sesshoumaru parou e olhou-a, achando graça daquela inocência que, apesar de tudo, havia sobrevivido.


— Que tal ver com seus próprios olhos?


Confusa, ela girou o rosto, e viu — e pensou que estava sonhando.

Viu um cor-de-rosa tão belo e tão puro que jamais poderia esquecê-lo. Viu as cerejeiras, enormes, rainhas de si, as copas como nuvens de algodão-doce debaixo daquele céu azul. Viu as pessoas, distantes, apenas pontinhos escuros na grama verde debaixo das árvores, e pela primeira vez elas não lhe pareceram monstruosas e assustadoras. Viu aquela coisa toda, aquela coisa que era muitas e uma só, e soube que nunca tinha estado diante de algo tão bonito.

Não parecia real.

Nem mesmo quando Sesshoumaru a arrastou para um tour por debaixo das cerejeiras, e ela ia tropeçando absorta, o rosto erguido para as copas cor-de-rosa — um cor-de-rosa tão claro que parecia branco — e o braço tentando tocar os ramos mais baixos. Nem mesmo quando ele quebrou o pedaçinho de um galho de sakura e deu a ela, o perfume delicado das pétalas abraçando-a. Nem mesmo quando compraram manjus de uma das tendinhas de doces do parque e comeram sentados à sombra de uma cerejeira, Rin acreditou que era de verdade.

Era um sonho. Sim, um sonho que ela nunca mais sonharia.

Deitou-se de costas na grama macia e bem cuidada do parque e ficou olhando os ramos cor-de-rosa balançando devagar, com suavidade, acima dela. Escutava os risos das crianças correndo debaixo das árvores, as vozes das pessoas conversando ali perto, vozes contentes e animadas, uma música tocando em algum lugar, e, surpresa, percebeu que não sentia medo.

Sesshoumaru estava sentado ao lado dela, as pernas cruzadas como se fosse meditar.


— É tão bonito... — Rin suspirou, os dedos passeando sobre a grama.


— Tão bonito que chega a ser triste.


Ela virou-se de lado para olhá-lo e apoiou-se sobre um cotovelo.


— Triste? — ela não compreendeu. — Por quê?


— Tudo isso não faz com que você se sinta um lixo? Não parece que você não é boa o bastante pra estar aqui?


— Não. — e sorriu. — Parece apenas um sonho.


Sesshoumaru a encarou de cima e abriu um sorriso ao mesmo tempo cético e debochado. Só então ela percebeu como os olhos dele brilhavam à luz do sol.


— Como se você fosse capaz de sonhar algo assim, tampinha.


Tampinha. Rin já tinha se acostumado ao apelido, embora não gostasse muito.


— Por que não? — ela fez bico.


— Você é pequena demais, olhe só isso. — ele correu os olhos rapidamente sobre Rin. — Seu cérebro deve ser do tamanho de um ovo.


E caiu na gargalhada.


— Não é! — ela gritou, sentando-se de súbito.


— Tudo bem. Dois ovos então, que tal?


Ela sentiu o rosto ficar vermelho e chegou a abrir a boca. Já tinha as palavras na ponta da língua, o fôlego preso dentro do peito, quando alguém gritou por Sesshoumaru e ela virou-se, curiosa, na direção da voz. Esqueceu-se no mesmo instante do que ia falar.

Um garoto vinha correndo na direção deles, e arrastava uma garota consigo — Rin não pôde deixar de reparar que a saia dela era escandalosamente curta. Tinha começado a perceber certas semelhanças entre Sesshoumaru e o estranho que se aproximava, como, por exemplo, o tom quase branco do cabelo, quando ele suspirou ao seu lado. Um suspiro irritado.


— Ei, Sesshoumaru!


O garoto parou, ofegante, diante deles.


— O que você quer? — tão frio, tão indiferente.


— Não esperava te encontrar por aqui. — o outro disse. — Bem, faz tanto tempo...


— Ah, é mesmo? — Sesshoumaru o cortou, ríspido. — Nem tinha reparado.


— Que droga... Qual é o seu problema, hein? Eu só queria dizer que...


— Qual é o seu problema? — ele levantou-se, e Rin percebeu que estava furioso. — Por que simplesmente não dá o fora daqui?


— Inuyasha, vamos embora... — a garota da saia curta pediu baixinho.


— Não, Kagome! — o garoto a repeliu com um gesto rápido. — Pelo que eu sabia, o Sesshoumaru não comprou o parque. Não precisamos ir pra lugar algum.


Rin encolheu-se ao sentir o ódio crescendo, descomunal, em Sesshoumaru. Não via o rosto dele, estava virado para o garoto — Inuyasha, a garota dissera? —, mas sabia que seus olhos haviam ganhado aquele brilho terrível, assassino. Teve certeza de que ele faria com Inuyasha o mesmo que fizera com os dois garotos, naquela rua imunda, no dia em que se conheceram.

Mas Sesshoumaru apenas deu as costas ao casal, apanhou Rin por um braço e arrastou-a consigo para longe dali. A sensação que ela teve foi a de estar sendo levada por um furacão.

Se aquela palavra, tão simples — e tão devastadora —, não tivesse sido dita...

Se, ao menos, eles já estivessem longe demais para escutar...

Mas a palavra foi dita, e Sesshoumaru ouviu-a.

E o pior aconteceu.


— Sesshoumaru, seu covarde!



∷∷


Sangue.

Sangue e gritos — é tudo o que Rin se lembra ao recordar daquela tarde.

O sangue de Inuyasha nas mãos e na camiseta de Sesshoumaru.

Os gritos de Kagome, histéricos e desesperados. Os gritos das pessoas ao redor.

Os gritos dela mesma.

Não olhou enquanto eles estavam engalfinhados no chão, debaixo das cerejeiras, um esmurrando o outro. Não olhou quando Kagome se jogou sobre Sesshoumaru e berrou para que ele parasse, pois ia matar seu namorado. Não olhou quando alguém da “platéia” gritou que a polícia estava chegando.

Rin teve medo de olhar.

Apenas ficou ali no chão, encolhida, abraçando os joelhos, tremendo. Gritando. Sentia que a rua tornara-se um monstro outra vez, que despertara daquele sonho. Tudo o que queria era voltar para o apartamento de Sesshoumaru, sentir o cheiro de cigarro impregnado nas paredes e observá-lo tocando canções tristes no violão quando a madrugada chegava.

Começou a chorar.

Então ele veio, exasperado, ofegante, tomou-a pela mão e a levou embora.

E a mão dela ficou suja de sangue também.



∷∷


Uma noite em que Sesshoumaru estava trabalhando, Rin decidiu-se a tomar coragem e enfrentar o guarda-roupa. Já tinha visto como ele jogava tudo ali dentro, camisetas sujas, meias usadas — e reusadas —, calças jeans amassadas em um bolo, e, por fim, os tênis. Estivera adiando aquele momento, com medo das criaturas que poderiam sair daquele caos, mas lembrou daquilo que diziam, “quanto mais cedo, melhor”, e abriu as portas do guarda-roupa.

Não pôde evitar recuar um passo quando o cheiro que saiu de lá de dentro a atingiu: o cheiro de suor velho, mofo, cigarro e coisa suja. Muita coisa suja. Agora ela entendia por que, afinal, ele usara a mesma camiseta por quase uma semana.

Simplesmente, não havia nenhuma outra limpa.

Rin prendeu a respiração e avançou para a montanha de roupa socada ali dentro, abraçou tudo com uma coragem que não sabia que tinha e correu para a máquina de lavar. Não precisou se preocupar em separar as roupas por cores, tudo o que Sesshoumaru usava era preto.

Quando voltou a encarar o guarda-roupa, agora praticamente vazio — só restavam dois pares de tênis amontoados num canto —, percebeu algo que ainda não tinha visto. Primeiro, pensou que fosse apenas um caderno velho que Sesshoumaru perdera no meio da bagunça, mas então pegou-o e notou que não, não era um caderno.

Era um álbum de família.

E antes que pudesse pensar se era certo ou não, estava folheando-o.

Deduziu mais do que reconheceu, já que não sabia absolutamente nada sobre o passado e a família de Sesshoumaru — até então, nem se perguntara se ele tinha mesmo uma família em algum lugar. No entanto, viu um rosto estranhamente familiar em mais de uma fotografia — em várias, na verdade — e arregalou os olhos, surpresa, quando as coisas fizeram sentido. Era Inuyasha, mais novo, mas o mesmo Inuyasha que tinham encontrado no ParqueUeno há duas semanas.

E esse mesmo Inuyasha era o irmão mais novo de Sesshoumaru.

“Yusuke, anata, e meus dois filhos, Sesshoumaru e Inuyasha”, estava escrito em letra de mulher atrás de uma fotografia. Nela, via-se um homem — grande, forte, de um sorriso imponente — e dois meninos, um mais sério e outro sorridente e descontraído: Sesshoumaru, o pai e o irmão, não restava dúvidas. Os três eram tão parecidos fisicamente, Rin logo percebeu. O mesmo cabelo exageradamente claro a ponto de ser branco, os mesmos olhos verdes, o mesmo formato do rosto...

E Sesshoumaru ainda não tinha aquela cicatriz na testa.


— O que você está fazendo?


Uma voz severa surgiu no quarto e Rin, assustada, deixou o álbum cair no chão. Só então olhou na direção da porta e percebeu que ele havia voltado — estava tão distraída bisbilhotando o passado de Sesshoumaru que não o escutou chegando.

Ele encarou o álbum caído aos pés dela e o rosto enrijeceu, de raiva.


— Me desculpe, eu... — ela abaixou-se, nervosa, para pegar o álbum.


Deixe isso aí!


O grito furioso dele a assombrou. Sesshoumaru nunca havia gritado com ela daquela maneira, não tão agressivo, não tão exacerbado, e ela chegou a pensar que ele lhe bateria. E se batesse, ela bem que merecia.

Ficou ali congelada, pasma, os olhos cravados naquele rosto atormentado enquanto ele apanhava o álbum do chão, jogava-o de volta dentro do guarda-roupa e batia as portas de compensado com força — foi um milagre que elas não tivessem quebrado.

Então o silêncio opressor caiu sobre eles.

Rin ainda era uma estátua de gelo quando Sesshoumaru arrastou-se até a janela do quarto e apoiou-se nela, ofegando. Observou-o baixar a cabeça e suspirar como se alguma coisa lhe doesse, e tudo o que ela conseguiu fazer foi se perguntar por quê.

Por que ele estava sofrendo, e ela não conseguia entender?


— Rin. — ele chamou, e como ela não respondeu: — Me perdoe.


Ela não soube se havia alguma coisa que pudesse dizer.


— É que eu chego e encontro você vendo aquelas fotos, vendo os rostos deles... E, bem, eu não sei lidar com isso. — um sorriso forçado. — Eu nunca soube. Me dá raiva só de lembrar, você entende?


Não, Rin não entendia. Ela nunca tivera uma família.


— Raiva deles, por sempre terem sido tão cegos, e raiva de mim, por não poder ser o que eles querem que eu seja. — ela ouviu a madeira da moldura da janela estalando debaixo das mãos dele. — Mas, que merda, eu não pedi pra nascer. Ninguém pede, não é? Então quando você cresce o suficiente pra entender que, nem sempre, dois mais dois são quatro, seu pai simplesmente diz “tudo bem, meu filho, agora vá pra escola e tire sempre a nota máxima, seja um bom garoto, faça o que os outros estão fazendo e não saia da linha, porque eu já planejei toda a sua vida e, um dia, você vai assumir as empresas da família, ser um bom homem de negócios e ter todo o dinheiro que quiser, vai dar muito orgulho ao seu velho pai aqui”, e você não tem a opção de dizer não.


— Mas você disse. Você disse não.


Silêncio.


— É, eu disse. — e ele soltou aquela risada, ou aquele suspiro, aquela coisa triste que parecia machucar. — Eu o decepcionei. Saí de casa, amaldiçoei seu dinheiro, amaldiçoei minha própria família, e agora meu pai me odeia. Inuyasha não me odeia porque é um tolo, e minha mãe porque é boa e gentil demais para odiar o próprio filho. Então, você sabe, eu tenho levado essa vida miserável e trabalhado naquele cinema estúpido. — uma pausa para um suspiro cansado. — E, droga, eu preciso de um cigarro.


Mas antes que Sesshoumaru pudesse enfiar a mão no bolso de seu jeans surrado, sentiu um impacto às suas costas e aqueles braços finos envolvendo-o e apertando-o.

E sentiu o calor dela no corpo.


— Rin...


— Não é uma vida miserável. Eu estou aqui.


Então ele sorriu, o coração gelado derretendo dentro do peito, e passou os braços sobre os dela.


— É, agora eu tenho você.


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“Mas ela ainda está aqui, e isso é tudo o que importa.”

Notas finais
Algumas palavras estão em itálico no texto simplesmente porque são palavras estrangeiras, e não porque tenham algum sentido especial.