Kakatte Koi
10 Segredos... (Revisado)
Notas iniciais

POV Kai/Yutaka
Entro no elevador com o coração apertado, novamente deixei ele sem saber o por que sou assim, por mais que eu tente tá impossível me controlar perto dele, tudo nele é incrivelmente gostoso, sua bunda macia se esfregando em mim fazendo meu sangue ferver, a ponto de me deixar com medo do que “ele” possa ser capaz de fazer.
“Seus lábios carnudos macios e aveludados, aquela língua macia e quente roçando nos meus dentes chego a me arrepiar quando lembro. Seu pescoço é um perigo só, acabei deixando uma marca roxa, certeza que ele vai ficar bravo, ainda mais que acabei mordendo-o de leve, não estou conseguindo descrever a sensação que me atrai tanto em sentir seu sabor doce.”
“Isso é novo, esse sentimento de querer possuí-lo a todo custo está me assustando, por isso tento me controlar mais essa batalha estou perdendo, cada vez me rendo mais aos prazeres que “ele” me faz sentir quando investe agarrando o corpo de Uruha, correndo a mão e alisando-o de modo impuro e pecaminoso, tá me levando a loucura não resistirei por muito tempo”.
Sou tirado dos meus devaneios, quando o motorista da van, me chama avisando que chegamos ao restaurante, fiquei até assustado, nem percebi que fiz tudo de modo automático, sair do elevador, ir até o estacionamento e entrar na van.
Agora já estava em casa, foi tudo tão rápido que nem percebi as horas passar, já era de noite e o restaurante estava com as luzes todas apagadas e tudo tava fechado, então nem Daigo estaria mais lá, queria muito agora alguém para conversar.
Agradeço ao motorista da van, por me trazer de volta, ele é bem simpático e me deseja boa noite, ainda pergunta se preciso de ajuda, pois está tudo escuro e pode ser perigoso.
“Se ele soubesse que eu sou o perigo.”
Não ficaria mais tempo oferecendo ajuda, mais sou educado dizendo que já estou acostumado com o escuro e não tem problema, ele entra na van acena em despedida indo embora.
Subo as escadas e abro a porta lateral, fechando a em seguida passando pelo salão, indo para cozinha depois para meu quarto. Estou exausto, nunca fiquei acordado tempo, mas valeu cada minuto, passei o dia com meu amado Uruha foi relaxante e aproveitei muito tanto o ensaio como o almoço, eles também já fizeram dieta e nem se importaram com meu shake.
Uruha só ficou meio desconfiado com a alteração da cor dos meus olhos, estava tão empolgado com a bateria e o ensaio com a banda, que me esqueci que isso podia acontecer, vou usar lentes azuis nos próximos ensaios para não correr mais riscos.
Falando em almoço estou com fome, o “vinho” que levei acabou antes do fim da tarde, tive que tomar tudo para me acalmar para conseguir falar com Uruha sem atacá-lo, aquele selinho de despedida me fez querer mais, por isso fui embora rápido.
No caminho para o quarto, paro na geladeira pegando mais uma garrafa, e praguejo, pois só tem mais uma.
“— Droga! Por que estão acabando tão rápido? Kamijo vai me dar outro sermão, assim que eu for pedir mais. _ Penso que deva ser essa aproximação com Uruha, tento controlar com a bebida, se “ele” não fosse tão atrevido e atirado, eu não precisaria ficar implorando mais para o Kamijo.”
“Falando mal de mim, pelas costas, Kai.”
— Quem mandou você ouvir meus pensamentos Yutaka.
“Você não queria alguém para conversar , então…”
— Queria uma outra pessoa não ficar falando comigo mesmo.
“Mais só tem eu e você aqui. Vamos me conta como foi seu dia?”
— Que brincadeira boba! Você sabe como foi participou dele sem minha permissão.
“ Nem vem com essa você deixou, pois estava nervoso depois se arrependeu.”
—Yutaka, isso foi impulsivo demais, podia perder o controle, fiquei com medo.
“Sem mim não teríamos beijado Uruha, muito menos saber que ele estava disposto a dar uma rapidinha no banheiro.”
— Por que você sempre faz as coisas erradas parecerem certo. Cada confusão que arrumo por sua causa.
Continuo subindo as escada na direção do meu quarto com a garrafa na mão, conversando com meu alter ego no caminho, sorte não ter ninguém aqui ou quem visse a cena falaria que sou louco, mas tem pessoas que conversam com as plantas até colocam música alegando que dão flores ou frutos melhores de acordo com a melodia. Por que não posso conversar comigo mesmo?
Meu quarto está todo escuro, abro a porta tateando a parede a procura do interruptor da luz, mesmo que não precise a claridade da luz, a lua está iluminando bem o meu dormitório, que chega a ser bem simples sem luxo.
É apenas uma suíte, assim como um quarto de hotel, só tem uma cama de casal, uma cômoda, um guarda roupa com espelho e uma TV na parede.
O banheiro tem somente uma pia, uma privada e um box com chuveiro, para quem comanda um restaurante de luxo, meu quarto parece de um dos empregados da cozinha, agora serei um baterista de uma banda famosa, tô com vergonha de um dia trazer Uruha para conhecer meu quarto.
Aposto que o Daigo deve ter um apartamento bem bonito e organizado, do jeito que cuida das coisas na cozinha, deixa tudo limpo e arrumado.
Por que estou pensando nele, ele é um bom amigo sempre me ajudando, é prestativo, sem querer nada em troca…. Chega a ser estranho, será que ele estaria querendo algo mais que nossa amizade?
Ele estava muito amável e carinhoso, quando saí, me preocupo que talvez ele possa nutrir um amor platônico e se ferir no processo.
Coloco a garrafa na cômoda, jogo o sobretudo e o chapéu na cadeira, me sento na cama para tirar minha bota, passei o dia inteiro calçado meus pés estão moídos, minhas pernas estão doendo, meus braços e pescoços nem se fala.
Resumindo meu corpo todo tá inteiro doído, preciso de um banho quente bem demorado. Tiro minha camisa e calça jogando elas na cama ficando apenas de cueca e meia, vou até o guarda roupa pegar meu pijama e uma cueca limpa para ir ao banheiro, “ele“ quer continuar a conversar quando vê nosso reflexo no espelho.
“Faz tempo que não via nosso corpo desnudo, estamos um pouco magros, Kai.”
— Porque você tá dizendo isso Yutaka, estamos em forma sim.
Fiquei me analisando na frente do espelho, o abdômen tá bem definido, o taquinho tem até uns gominhos, os braços estão fortes com músculos duros sem nenhuma pele balançando, as coxas estão bem grossas por sinal e o meu bumbum tá bem durinho Uruha gostou de apertar.
“Porque não estamos nos alimentando direito para ficar melhor?”
— Também estou com fome, vou tomar banho depois bebemos.
“Não dá garrafa, de verdade, do modo que deveria ser?”
— Qual seu problema hoje? Você sabe que não posso, não queria ser assim.
“Eu sei mas não dá para voltar no tempo, sua rejeição tá atrapalhando nossa vida e nossas conquistas.”
— Só pode ser fome, você nunca falou assim antes, sua função era me animar não ficar deprê junto comigo.
”Vai tomar banho Kai, não quero mais conversar.”
Um silêncio mortal se fez no quarto, estava mesmo sozinho agora “ele” tinha ficado triste pela primeira vez, nunca reclamou antes sempre foi meu oposto.
Eu era a parte introvertida, medrosa, receosa, desajeitada e depressiva.
Yutaka era confiante, atrevido, pervertido e extrovertido, tudo de errado e divertido que eu queria ser, se não tivesse medo e vergonha.
Acabei seguindo de cabeça baixa para o banheiro, talvez eu devesse superar meu complexo e aceitar seria mais fácil para todos a minha volta, poderia ter mais amigos se fosse mais maleável e menos rígido em tratar e agir com as pessoas.
Entro no banheiro fechando a porta atrás de mim, deixo o meu pijama em cima da pia, vou até o chuveiro ligando para água quente a deixando cair para esquentar o cômodo.
Sento na privada para tirar as meias e minha boxer colocando-os no cesto embaixo da pia. O banheiro começa a ficar como uma sauna, então entro no box e fecho a porta de vidro.
Adentro de cabeça na água quente, molhando desde meus cabelos até as pontas dos dedos do pés, a princípio fico ali só deixando água cair no rosto por algum tempo, então me viro deixando cair nos ombros e nas costas é revigorante, o jato mais forte parece massagear meus nervos e as juntas dando um alívio tirando o peso do dia de trabalho.
Só depois de alguns minutos, começo a me ensaboar e lavar meus cabelos com o shampoo perfumado que adquiri numa perfumaria chique, enquanto faço esses movimentos, penso nos momentos bons que tive durante o dia na gravadora. O ensaio, o nosso almoço, o passeio de elevador, a nossa conversa no banheiro.
— Yutaka, vai continuar me ignorando?
“ Uhmm, vou….”
— Aquela sua idéia do elevador, foi até interessante, mais fiquei muito envergonhado e vermelho. O Uruha parecia que tinha gostado do solavanco ter juntado nosso corpo. Fala comigo, vai.
“Não… quero... “
Repasso meus cabelos tirando todo shampoo, com bastante água retiro toda espuma que escorre por meu corpo, então pego o condicionador em boa quantidade para garantir a maciez e brilho, deixo agir aproveitando todo vapor do meu banho.
Com uma esponja macia, muito sabonete líquido faço muita espuma, vou passando lentamente por todas as partes do corpo pensando no Uruha, imaginando ele colado em mim, passando a espuma nos seus braços.
Vou descendo para o peitoral, chegando no seu baixo ventre e lavo com gosto suas partes íntimas sentindo as aumentar de volume pelo contato e gemer com a fricção da esponja.
— Diz que não está gostando desse banho, Yutaka?
“Não… Tô chateado com você”
— Mas você adora pensar em coisas pervertidas para fazer no banho.
“Kai, nunca posso fazer nada”
— Também não é assim, você me assusta quando é impulsivo demais.
“Não me deixa beijar nem agarrar dizendo que é seu.”
— Quero que ele me ame, não que seja apenas um objeto sexual.
”Faz o que você quiser, não me importo mais.”
— Não faz assim, sabe que preciso da sua ajuda.
”Mentiroso, sempre fica me dando bronca me culpando dizendo que é errado.”
— Vamos entrar num acordo?
”Não sei… tente me convencer…”
Termino o banho retirando todo creme do cabelo e espuma do corpo, usando toda água quente que havia na caixa, devo ter ficado tempo ali, pois meus dedos estavam bem enrugados, o mais importante era que se sentia bem leve e revigorado agora era só beber e dormir.
Desligo o chuveiro espero a fumaça começar a dissipar e abro a porta de vidro a procura da toalha, encontrando-a pendurada no porta toalha de metal na parede em frente a privada.
Aspiro aquele ar ainda típico de sauna, indo até o espelho que está embaçado com gotículas que estão escorrendo, passo a mão para tentar vê-lo, então terminar nossa conversa.
Sigo me secando, esperando “ele” falar comigo, primeiro coloco uma perna apoiada na privada e começo a secar entre os dedos do pé e vou subindo até a coxa certificando se a parte de trás da perna não está molhada, repito o processo com a outra perna, coloco a toalha nos ombros e procuro a boxer preta que deixei junto do pijama, vestindo-a.
Estou agora secando meus cabelos em frente ao espelho, nada “dele” conversar nem expressar uma reação, está mesmo chateado preciso ceder um pouco senão posso perder Uruha com minha timidez, num ponto tenho que lhe razão sem seu atrevimento nunca teria coragem de beijá-lo e saber se ele vai aceitar nosso pedido de namoro.
— Se caso eu deixar você flertar com o Daigo. Tenho sua ajuda? Mais tem que ser com todo respeito.
”Uhmm, certeza mesmo que você deixar?
— Sim, só não o assuste, vá com calma.
”Sério que posso prensá-lo na parede e sentir ele gemer.”
— Devagar com os desejos, ele é um bom amigo.
”Poderei experimentar se ele é tão delicioso quanto o Uruha?"
— Lógico que não, fique só nos beijos e carícias.
”Sabia que tinha pegadinha, você não deixaria sem impor uma condição.”
— Então aceita o acordo, Yutaka?
Visto meu pijama abro a porta indo para o quarto, caminho até a cama sentando na lateral perto da cômoda onde está a garrafa com meu “vinho” abro e sirvo um copo bem cheio, estou com muita sede e fome, em três goles bebo tudo.
Penso em colocar mais um pouco, lembro que só tem mais uma, preciso reduzir um pouco o consumo, ainda tenho que criar coragem para pedir mais para o Kamijo e ter que escutar outro sermão.
Me levanto procurando meu chinelo, encontrando-o debaixo da cama, calço o mesmo e vou até o espelho do guarda roupa esperar sua resposta. Meu pijama é uma calça de moletom cinza e uma camiseta de manga longa de mesma cor.
Não estou tão magro assim ou será que ele tem razão? Nunca tinha parado para ficar me olhando, sempre achei que ele fosse ser ficar imutável, mas vejo que preciso me cuidar melhor tô muito pálido parecendo doente.
“Kai, já tenho sua resposta.”
— Yutaka, o que você decidiu?
“Aceito, sim.”
— Temos um acordo, então.
”Vou tentar ser cuidadoso, mais não prometo ficar só nos beijos, se ele gostar de uma pegada mais bruta.”
— Não me faça, arrepender disso, lembre-se que ele é nosso melhor e único amigo.
”Não vai, confie em mim. Vou cuidar bem do gatinho.”
— Isso pode ser um problema, mas vamos dormir que tô morto.
”Hahahaha! Gostei do trocadilho. Bons sonhos, Kai.”
— Não apronte enquanto eu estiver dormindo.
”Você saciou minha fome por hoje.”
— Oyasumi, Yutaka.
Até que fim poderei dormir mais tranquilo, espero que dê tudo certo com nosso acordo. Me ajeito na cama, puxando o cobertor e afofando o travesseiro, estico a mão pego meu celular na cômoda, estou procurando alguma mensagem do Uruha mas não tem nada, será que ele vai ligar?
Apago a luz do lado da cama então fecho meus olhos, amanhã tenho que estar disposto para mais uma noite dos artistas no restaurante.
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POV Daigo
Manhã de sábado, o dia já começou bem quente hoje, os raios solares entram iluminando meu quarto, nos finais de semana, agradeço por não precisar acordar cedo o restaurante só abre à noite. Posso me dar o luxo de dormir um pouco mais, me levantando perto da hora do almoço.
Ontem cuidei de todos os afazeres da hora do almoço quando o Chef Kai, foi para o estúdio, todo bem arrumado e perfumado, sei que não tenho chances com ele que só tem olhos para o Uruha, mas gosto de ajudá-lo no que for possível só dele me aceitar como amigo já me sinto muito realizado.
Vou me levantar e sair para almoçar mais cedo, quero chegar antes dos funcionários, para conversar com o Chef Kai, que deve tá num sono profundo sempre acostumado a dormir até de tarde, se não sou ir acordá-lo é bem possível que durma o dia inteiro e perca seus compromissos.
Levanto da cama, indo na direção do banheiro, para realizar minhas necessidades básicas, lavo minhas mãos e escovo dentes, voltando ao quarto procuro um conjunto social de calça e blusa preta com um colete bem elegante e um paletó que irei levar na minha bolsa, hoje é noite dos artistas e agora sou gerente tenho que me vestir melhor.
Troco meu pijama que é conjunto de seda calça e blusa com botões dourados que a acompanha um robê vermelho com cerejeiras estampadas, estilo kimono, gosto de tecidos leves para dormir são confortáveis.
Olho no espelho dou um jeito no meu cabelo, penteio repartindo os fios para lado, finalizando com gel para não ficar caindo no olho, para rosto passo protetor solar depois uma make leve apenas reforçando a sombra e o delineado dos olhos, sempre levo uma bolsa com o básico para retocar de noite, não quero parecer mal arrumado no meio de tantos artistas importantes e talentosos.
Me encaminho até a porta de saída do meu apartamento, já é perto do meio dia se eu me demorar muito não almoço e chego no restaurante junto com os funcionários, que ouvi conversas que sou protegido do patrão esse tipo de coisa, então quero evitar esses falatórios.
Pego minha bolsa, meu óculos, calço meu sapato que está na porta, abro a porta e saio pensando em tudo que tenho que fazer hoje.
O restaurante abre a noite mas até lá muita coisa tem que ser arrumada e deixada pronta, para que o Chef Kai não fique nervoso com erros bobos e repreenda todos.
O clima fica tenso na cozinha quando isso acontece, por isso agora foco minha atenção nos cozinheiros e garçons para dar o melhor de si, além de agradar os clientes, mantêm o Chef Kai contente com sua eficiência e determinação.
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Perto das 2 horas da tarde chego no restaurante, vejo que está todo fechado até parece que não tem ninguém lá, poucos sabem que o Chef Kai mora no próprio restaurante em vez de uma casa ou apartamento, ainda irei perguntar por que?
Entro já deixando destrancada para os que irão chegar mais tarde, passo pelo salão que já deixei previamente arrumado ontem enquanto esperava o Chef Kai voltar depois do almoço, mas ficou tarde e quase escuro todos foram embora, decidi ir junto para não fechar tudo sozinho.
Sigo na direção da cozinha, deixo meus pertences no quartinho da dispensa para os funcionários, vou até a escada e penso se já devo subir ou deixá-lo dormir mais um pouco, talvez eu possa apenas dar uma espiada de leve, não custa nada.
Então subo devagar meio que nas ponta dos pés, indo até a porta do seu quarto, suspiro um tanto nervoso, encosto a mão na maçaneta e ela abre. Kai foi dormir sem trancar a porta, imagino o quanto cansado ele devia estar, retiro meu sapato deixando do lado de fora entro só com a meia para não fazer barulho.
Ele ainda está dormindo, respira pesadamente bem forte, olho em volta do seu quarto é como se morasse sempre num quarto de hotel, vejo na cômoda que ele apenas pegou seu “vinho” e nada mais para comer, me aproximo devagar para levar a garrafa para geladeira, pois beber quente é muito ruim.
Fico admirando o moreno dormir, ele ocupa toda cama está abraçado com um dos travesseiros com as cobertas no pé encolhido de frio, seguro meu ímpeto de ir mais perto e cobri-lo, talvez ele possa acordar assustado e me expulsar pela invasão.
Penso como deve ser gostoso receber seu abraço, queria muito estar no lugar do travesseiro ele resmunga e se mexe, dou dois passos para trás seguro a garrafa vou andando de costas para porta com medo dele acordar, me pegar no flagra saindo do seu quarto.
Saio como um fugitivo do quarto, fecho a porta coloco meus sapatos, desço as escadas voltando a cozinha, guardo seu “vinho” na geladeira vendo que só tem mais uma garrafa, deixarei anotado para fazer um novo pedido para Adega de Kamijo, assim Kai não precisa ficar triste toda vez que conversar com ele. Vou acertar as coisas aqui na cozinha, mais tarde irei acordá-lo, não pode passar das 4 da tarde, senão fica muito em cima da hora pode atrapalhar todo turno da noite.
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Me distraio com os afazeres da cozinha, volta e meia olho no relógio, por volta das 3:30 resolvo que já está num bom horário para acordá-lo, o pessoal do turno da noite chega entre 4 e 5 da tarde, o expediente começa às 7 da noite quando começa a chegar os convidados e o movimento fica tenso depois das 8 da noite, se estendendo até a meia noite quando eles começam a ir embora e fechamos tudo por volta da 1 da manhã ou um pouco mais...
Faço um lanche, um pão com queijo, pego um mousse de vinho e também seu “vinho” que já gelou, coloco tudo numa bandeja junto minha coragem para subir as escadas confiante na minha nova missão. Na frente da porta dou uma batida, espero alguma resposta como não escuto nada, peço licença para entrar, abro a porta e adentro seu dormitório com a bandeja na mão. Kai se mexe na cama virando sem se levantar e esfrega os olhos ao me ver e abre um sorriso lindo com covinhas, mas parece cansado.
— Konichiwa Kai-san! _ Me dirijo a ele com uma saudação, Kai ainda está tentando se situar parece que ele não dormiu o suficiente. _ Tomei a liberdade de lhe acordar para não se atrasar, logo iremos abrir.
— Ohayoo Daigo-san! O que seria de mim sem você? _ Kai me faz um elogio e fico envergonhado abaixando meu rosto que ficou vermelho. — Já estou ficando mal acostumado com você sempre sendo meigo comigo assim.
— É sempre um prazer servi-lo! Kai-san é a melhor pessoa que já conheci._ Também a mais linda, simpática e amável. Esse seu jeito é fácil de ser apaixonar ._ Lhe trouxe um lanche, uma sobremesa e algo para beber.
— Arigatô Daigo-kun. Pode colocar a bandeja ali na cômoda. _ Caminho até o móvel, deixando-a ficando de pé em frente a sua cama. Kai agora se ajeita na cama tentando se sentar colocando o travesseiro nas costas, ele geme de dor. — Ah! Tô muito podre hoje, queria não precisar sair da cama, meu corpo tá todo dolorido.
— Deveras Kai-kun nunca ficou tanto tempo acordado e fora do restaurante. _ Queria saber o que fazer para ajudá-lo, ele parece acabado. — Quando fui embora já era noite, Kai-kun ainda não tinha chego. Deu tudo certo no estúdio?
— Sim, deu muito certo. Preciso te contar tudo que aconteceu. _ Kai parece eufórico para contar seu dia no estúdio, mas reclama de dor no corpo que seus braços e pernas estão doendo. — Daigo-kun acho que não serei capaz de ser ficar de pé hoje, meus pés estão latejando e nem sinto minhas pernas.
— Se Kai-kun permitir posso fazer uma massagem relaxante. _ Vejo ele sorri mostrando suas covinhas, me observando, será que fui muito atrevido? — Sou formado em reflexologia e massagem terapêutica, posso te ajudar a melhorar.
Kai fica me olhando e penso que fui insolente me oferecendo para tocar seus pés com uma massagem, recuo um pouco abaixando a cabeça desviando do seu olhar de vergonha.
— Daigo-kun me diz onde você estava escondido esse tempo todo? _ Fiquei sem entender o que Kai quis dizer, mas deve querer saber onde eu morava. _ No que você trabalhava antes do restaurante?
— Numa fazenda no interior em Ichikawa, Chiba, meus pais têm um hotel fazenda lá. _ Será que ele tem mais algum parente, me lembro dele falar que a mãe morreu. — Vamos ver, eu ajudava na cozinha junto com minha mãe, também cuidava dos bichos da fazenda.
— Quem diria um rapaz da fazenda, fiquei curioso, nunca conheci alguém do interior. Aposto que tinha algum bicho de estimação? _ Kai dá uma risada gostosa mostrando suas covinhas. — Como você veio parar em Tóquio?
— Tenho um cachorro que teve ficar na fazenda. Não pude trazer, não aceitam cães e gatos no prédio onde moro, então só tenho um peixe. _ Puxo a cadeira e me sento para continuar respondendo. — Montei uma banda no colégio e ganhamos um concurso, então viemos tentar realizar o sonho de ser músico em Tóquio, mas não deu certo acabei trabalhando de cozinheiro para a produtora de HYDE-san.
— Então você tentou ser músico também. Em Tóquio é bem difícil emplacar uma banda do interior, são muitos que vem para cá, alguns dão sorte outros não, ficam pela cidade em busca de serviço para se manter._ Lembro de falar uma vez que tentei carreira musical. — Sorte que você tinha outra profissão, mesmo na cozinha ainda ficou perto da música.
— Sim, na produtora eu ajudava na cozinha, sempre servia os músicos, então não perdi o contato com a música. _ Kai está atento a minha história, até esqueceu um pouco da dor. _ HYDE-san que me avisou da abertura do seu restaurante, que eu deveria me candidatar a uma vaga, foi o que fiz. Kai-kun por que mora no restaurante, em vez de uma casa ou apartamento?
— Kamijo-san me ajudou a escolher os funcionários, me disse que você era indicação da produtora do Versailles, que tinha talento para cozinhar.— Interessante saber que fui escolhido por indicação da produtora. — Sabe que nunca tinha pensado nisso, no orfanato só tinha uma cama, quando montei um quarto com banheiro só para mim foi a maior conquista, nem liguei ser em cima do restaurante. Sempre me contentei com pouca coisa depois que o banco tomou a casa.
— Gomennasai, Kai-kun não sabia que você era órfão, achei que tinha outros parentes vivos.— Agora estou muito envergonhado, mesmo minha pele está fervendo e comecei a suar frio, então levanto da cadeira e vou me afastando. — Não queria lhe trazer lembranças tristes, Gomen. Mas Kai-kun não morava com a banda Versalhes, depois que Kamijo-san o acolheu?
— Poucas pessoas sabem, nunca contei em público sobre meu passado. Sim eu morava, mais não era um lugar que pudesse dizer que era meu. Considero Daigo-kun como um amigo leal, por isso me abri. _ Kai abre um sorriso de lado que faz aparecer uma de suas covinhas que são seu charme, sinto meu nervoso diminuir. — Como você pode ser tão perfeito assim? Queria ter conhecido você antes. Não precisa ficar com vergonha. Pode sim fazer a massagem se me ajudar a melhorar eu aceito sua oferta.
— Por um momento achei que tinha invadido a privacidade de Kai-kun, fiquei nervoso. _ Suspiro forte ele ri do meu estado. — Não quis ser atrevido com as perguntas pessoais.
— Chega disso! Você é meu amigo, não precisa fazer toda essa cerimônia e ficar com frescuras. _ Kai fala tão suave que me sinto aliviado. _ Do que você precisa ?
— Apenas um creme para o corpo já serve para fazer a massagem. _ Digo feliz por ele mostrar interesse na massagem e não ter ficado chateado. — Só dizer onde tem que pego para você, aproveite para comer algo enquanto isso.
— Certo, na pia do meu banheiro tem um creme que gosto muito, você pode ir pegá-lo. _ Me encaminho na direção do banheiro a procura do creme._ É um pote grande branco com escrito em verde…
“Que delícia, ele vai nos fazer uma massagem sensual, sabe que isso já me excita só de pensar, tô louco para sentir suas mãos e nos fazer ter um orgasmo tântrico”…
Ouvi algo como um sussurro do Kai, enquanto seguia para pegar o creme que ele especificou, mas fiquei quieto no processo, até realmente pegar o objeto.
“-Yutaka ele só está sendo gentil e gosta de ajudar, por que já acordou?... sussuro para Daigo não escutar.
“Tô com fome, ele me pareceu muito apetitoso.”...
“- Sossega aí já tô colocando “vinho” para saciar nossa fome…”
“Acha mesmo que esse falso “vinho” vai saciar minha sede?..."
“- Assim você não tá respeitando nosso acordo, como posso confiar, se você já quer atacá-lo…”
“Ok, Kai bebe seu “vinho” logo, mas vou ficar de olho nos dois”…
“- Arigatou, agora vaza e me deixa em paz ele tá voltando.”
— Encontrei esse aqui de tampa branca e escrito em verde..._ Volto e vejo Kai disfarçando enquanto coloca o vinho no copo, ele não come mesmo, talvez tenha problemas no estômago. — Vejo que resolveu beber em vez de comer. O que vamos comemorar então?
— Meu encontro com Uruha depois do ensaio. _ Me aproximo com puxando a cadeira, ele diz que não fico parado olhando o que ele quer. — Senta aqui na cama, tem bastante espaço e é mais confortável para fazer a massagem e assim posso te contar como foi meu dia.
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Ver Kai sorrindo é a melhor coisa que existe no mundo, seu sorriso formam duas covinhas fofas, deixando me com vontade apertar, estou atrevido demais hoje nunca imaginei que ele fosse órfão deve sofrido muito para conseguir o que tem hoje, tão singelo e simplista o jeito dele se contentar com quarto em vez de uma casa. Muito triste saber que o banco só quer saber de lucro mesmo, tirar um lar de pessoa que acabou de perder a família é muito egoísmo e falta de compaixão.
Retiro meus sapatos com os dedos de pé mesmo deixando do lado da cama ficando só de meia, subo na cama sento com as pernas cruzadas. Kai se ajeita esticando sua perna para mim, repousando-a em cima da minha perna.
Pego o creme espalho nas minhas mãos, esfrego uma outra para atingir a temperatura mais quente. Começo segurando seu pé e gentilmente deslizo minha mão da parte de cima até o dedos voltando e repetindo o movimento por umas 3 vezes seguidas, Kai suspira e começa a falar.
— O Prédio é muito bonito, tem vários andares e uma garagem no subterrâneo, quando cheguei e entrei no elevador o Ruki já tava me esperando bem contente, sabe._ Kai está com as mãos apoiadas na cama e o corpo encostado no travesseiro na cabeceira da cama. Às vezes ele dá uns gemidos de dor quando passo o dedo com mais pressão. Até arrepio ouvi-lo, é uma sensação muito boa.
— Kai-kun, então tinha outros músicos no prédio também?_ Com os polegares, massageio o arco do seu pé, fazendo movimentos circulares em sentido horário com um dos dedos e anti-horários com o outro por volta de alguns segundos. — Está doendo aqui na curva do pé?
— Ai, não… pára sinto cócegas… _ Acabo de achar um ponto fraco para ganhar mais desse sorriso com covinhas.. . — Acho que sim, Ruki fez um tour pelo prédio muito rápido quase não consigo acompanhar ele, o baixinho é um falante que anda sem parar.
— Ruki-san devia tá eufórico, em ter um novo baterista. _ Ainda segurando seu pé, direciono a massagem para o calcanhar, segurando com uma mão e o dedão faz pressão no tendão de aquiles de cima para baixo, indo da base do pé até a canela, em seguida faço movimentos circulares no calcanhar dele, escuto outro gemido agora mais prazeroso. — Como foi o ensaio, Kai-kun?
— Daigo-kun, o ensaio foi muito bom, me senti muito feliz de estar lá com a banda, um sonho que se tornou real. _ Seguro agora bem o pé com uma mão, com a outra seguro o dedão bem próximo da base, ficando entre o polegar e o indicador. De leve giro para um lado ao outro e puxo delicadamente deslizando meus dedos da base até o dedão dando um estalo escuto uns gritos baixos do Kai, vou fazendo esse movimentos em todos os dedos. — Foi incrível quando acabou o ensaio Uruha-san me chamou para almoçar com eles, minha emoção foi nas alturas, eu estava sentado nas mesma mesa com meu ídolos. Foi surreal…
— Imagino a alegria que você ficou realizando seu sonho._ No movimento a seguir ainda nos dedos, faço massagem entre os dedos lateralmente entre o dedão deslizando-o pela pele em todos os dedos, sinto Kai relaxando pois não ouço mais gemidos de dor. — Kai-kun conversou com Uruha-san, sobre o que houve na cozinha?
Naquele dia Kai ficou muito triste e choroso por ter mandado Uruha embora, ele se assustou com o fato de ter sido atrevido demais com o maior, achou que ele ficaria bravo com ele. Só sei que o Uruha saiu, foi preocupado com o fato do Kai ter passado mal e não deixou ele ajudar.
— Sim, nós conversamos depois do almoço, e sem querer nos encontramos no banheiro, ele não ficou bravo, esse tempo todo ele estava preocupado com a minha saúde. _ Delicadamente aperto a parte mais funda do tornozelo por alguns segundos, movimento girando o pé na base do tornozelo, em seguida passando para o outro pé. — Então fiquei perto o suficiente, acabamos nos beijando só paramos para Uruha tomar fôlego.
— Que bom! Que foi só um mal entendido, lhe disse que ele saiu preocupado. _ Suspiro forte e abaixo meu olhar para a massagem que estou fazendo repetindo todo processo que no outro pé. Por um momento tive esperança de ter uma chance com Kai, mas ele se acertou com Uruha. — Vocês agora vão se ver mais vezes por causa da banda. Você demorou lá, teve mais alguma atividade?
— Acredito que sim, criei coragem pedindo Uruha-san em namoro. _ Não esperava por esse pedido depois de um beijo, fiquei com uma ponta de ciúmes. Faço pressão com um pouco de força no arco do pé, escutando um gemido de dor. Kai repuxa um pouco o pé olho para ele, esse está mais dolorido que o outro, incrível não ter feito bolha. — Depois tivemos uma reunião super demorada, que Ruki-san me apresentou para toda produção e acionistas.
— O que Uruha-san respondeu, conta fiquei curioso? _ Estou terminando a massagem neste pé também, só falta ativar os pontos da reflexologia na planta no pé. Alterno agora para pontos de pressão só para ouvir Kai gemer, agora parece ser de modo prazeroso, acertei o ponto. — Tudo bem, se eu continuar com a pressão? Se sente melhor?
— Fiquei com vergonha de conversar, só deixei meu número, pedi para ele pensar e vim embora, com medo da sua resposta. _ Ele fez de novo, Kai deixou Uruha sem ação, fugindo envergonhado. — Agora tô com medo que dessa vez ele tenha ficado bravo, nenhuma mensagem ou ligação. Ahhh...! Daigo-kun você tem dedos mágicos, já estou sentindo meus pés bem melhores.
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Kai parou de falar e parece que está curtindo a massagem, resolvi não perguntar mais nada, novamente ele ficou com vergonha de ter sido atrevido e impulsivo em relação ao Uruha. Não descarto a idéia dele ter um outro “eu”, uma espécie de alter ego, só que ainda não percebeu isso uma hora ele é gentil, amável e muito tímido, em outros momentos muitas vezes na cozinha se torna autoritário.
É atirado e me arrepiou rosnando para mim aquele dia, ainda me deu um sorriso malicioso que fiquei sem ação e fugi apressado, mas não posso negar que sentir ele no meu pescoço me deixou corado com o coração acelerado.
Acredito que quando ele se dá conta do que fez, fica todo envergonhado, por isso ele mandou o Uruha embora e se culpou depois.
Mudei para o pé direito fazendo pressão no pontos que ele disse que estava doendo, aliviando a tensão em seus braços e pernas, a lateral da curvatura do pé representa toda a coluna cervical com o dedão faço pressão deslizando por todo meio círculo e voltando repito por mais 3 vezes.
Kai solta uns gemidos, arcando suas costas para frente jogando a cabeça para trás balançando seus cabelos claros já aparecendo a raiz preta, suas mãos estão apoiadas no colchão, as vezes ele puxa um pouco o pé quando a pressão é mais dolorida ou sente cócegas.
Apoio seu pé no meu joelho, com uma das mão seguro o dorso do pé, com dedão faço pressão abaixo dos dedos, a outra mão está no calcanhar, fazendo pressão na ponta e na lateral esquerda, para tirar a dor do nervo ciático, área do cóccix e região lombar. Vejo ele movimentar o quadril o elevando e voltando toda vez que pressiono essa região soltando uns gemidos de alívio com misto de prazer.
Deslizo meu dedão para a região do calcanhar que faz ligação com a depressão da curvatura do pé, bem na união desses dois pontos fica o ponto relacionado com o sexo, pressiono lateralmente a cada 10 segundos em toda linha horizontal do pé.
Esse movimento provoca o aumento do libido liberando o hormônio da energia sexual que estava adormecida, excitando ele que geme como num delírio de um sonho prazeroso.
— Kai-kun, tá se sentindo melhor ? Ainda tem algum ponto dolorido? _ Ele não responde a minha pergunta, parece está curtindo a massagem, percebo uma pequena excitação formando um volume por baixo da calça de moletom, pressiono novamente o ponto deslizando lateralmente.
— Yutaka... por favor… me chame de... Ahhh… — ele levanta o quadril arcando as costas, sua cabeça permanece para trás, não entendi direito sua fala sai junto com gemidos de prazer .
No meio do devaneio da massagem, me pareceu que ele quer que o chame pelo nome.
— Yutaka-san, posso continuar com a massagem? _ Chamo por seu nome, então obtenho uma resposta, mas a voz é diferente, tem um tom malicioso nela e um certo rosnado.
— Não ouse parar agora! Aperte mais uma vez, quero sentir o toque dos seus dedos. Grr…— De acordo com seu pedido pressiono mais uma vez, fazendo-o gemer alto como se estivesse num ato de prazer.
Me arrepiei todo ao ouvi-lo não creio que o beijo do Uruha provocou essa sensação nele. Estariam os pontos dando prazer ao invés de ser somente relaxante? Ele apoia as mãos mais para frente corpo perto do quadril deixando seu corpo ereto, seu olhar penetrante se fixa no meu como se estivesse num transe hipnótico.
Eis que algo muito estranho começa acontecer, suas pupilas estão dilatadas, sem piscar o tom de chocolate de seu cristalino vai lentamente mudando de cor para um tom avermelhado se tornando um vermelho vivo com veias negras, só então ele pisca, mas continua me encarando ofegante com a sensação, não paro a pressão continuo deslizando e voltando o dedo no parte central do pé, no momento estou estático com a revelação, não sei se falo ou devo ficar quieto.
O ponto pressionado provocou a liberação do seu outro “eu” que ele mantinha escondido. Agora tudo faz sentido, a força usada com as baquetas na parede, sua falta de apetite, seu desespero na cozinha, seu sono em excesso, sua fotossensibilidade, sua dieta a base de vinho falso, já desconfiava mais não tinha certeza. Ainda fixo no meus olhos ele dá um sorriso cheio de malícia mostrando suas covinhas, em seguida morde o lábio inferior, confirmando minha suspeita lá estão elas duas presas brilhantes e afiadas.
Kai/Yutaka é um VAMPIRO!
Um predador perigoso e faminto está na minha frente me encarando como se fosse seu jantar, um movimento em falso eu já era.
Esse é o segredo que ele esconde, mas por que?
Seu outro “eu” é o lado vampiro que ele rejeita, um “eu” tenta se manter fingindo ser humano enquanto ele esconde que é um vampiro, agora entendo, estou muito assustado sempre fui fanático por vampiros e procurei sobre sua existência, mas não esperava ficar travado na frente de um e não saber o que fazer.
Por motivos óbvios, volto a fazer a massagem relaxante só deslizando os ossinhos da mão na curvatura do pé subindo e descendo, o ritmo do contato da minha mão com sua pele começa surtir efeito. Seu olhar fixo penetrante vai dando lugar ao sono, ele começa sentir uma calmaria relaxando os músculos, vejo as presas sumirem e o olhar predador voltar a ser singelo e acolhedor antes dele se deitar o tom de chocolate volta ao seus olhos.
— Kai-kun, terminei a massagem. Está melhor ? _ Ele se aninhou na cama abraçando o travesseiro, e suspira aliviado. Coloco suas pernas de lado me ajeitando para descer da cama meu trabalho está concluído. — Tente descansar mais pouco, para surtir efeito.
— Arigatou, Daigo-kun! Por ser tão bom comigo. _ Kai se vira para falar comigo, já estou de pé calçado pronto para ir. Olho para ele e sorrio, deitado ali está novamente a pessoa meiga e carinhosa, até sua voz é doce e suave. Como pode ser? Deve ser por isso que ele sofre.
— Espero por Kai-kun na cozinha, não durma demais. _ Me despeço dele com uma reverência e saio do quarto deixando-o se sentindo melhor. Sigo na direção da cozinha onde poderei surtar com a revelação que acabei de ter.
Será que Kai/Yutaka percebeu que seu lado vampiro se revelou com a massagem? Irei proteger esse segredo até ele mesmo me conte.
O restaurante está perto de abrir e muita coisa para fazer, é noite dos artistas não quero que nada saia de errado, estressando Chef Kai, quero evitar o outro aparecer e ficar nervoso com todos na cozinha.
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