Kaity Green entre dois mundos- Guerra Dos Imortais
1 Capítulo 1- ketlyn
Notas iniciais
Meu nome é Ketlyn Filligan Green, tenho catorze anos. Morava no Rio de Janeiro com a minha mãe. Mas depois que ela faleceu eu não tive escolha a não ser vim morar com o meu pai, Joseph Green. Ela se chamava Giulia. Eu a amava mais que tudo na minha vida, perder minha mãe foi terrível para mim. Ela era minha melhor amiga... Sinceramente, antes eu não suportava olhar para o meu pai. Brigávamos o tempo todo. Mas de uns tempos pra cá ele se tornou o meu amigo. Até porque eu não tenho ninguém no mundo a não ser ele agora. Mudei para Inglaterra numa cidadezinha chamada Mistic Style. Meu pai vive aqui desde sempre e diz que aqui é um ótimo lugar pra se morar, mas eu discordo. Aqui é super esquisito, a cidade parece ser um tanto sombria. Sempre sinto arrepios pelo corpo quando passo por becos ou ruas sem saída. O motivo disso? Eu não sei. Só sei que não me sinto nem um pouco bem aqui. Mas talvez eu esteja em adaptação, pois esse lugar é muito diferente da onde eu morava. Lá no rio é calor, o sol aparece quase todos os dias, e aqui... nem sol tem. Faz frio todo dia. Muito frio. Pra vocês terem uma ideia quando faz sol em Mistic Style (oque é muito difícil) os professores liberam as crianças para faltarem a escola para aproveitarem o sol. Ohh deuses, em que fim de mundo eu vim parar? Agora eu estudo numa escola muito conhecida aqui na cidade, mas não por coisas boas. Barão de Ramalho é nome da escola. As pessoas de lá são bem normais pelo que eu percebi. Mas existem lendas de que bruxos e vampiros estudavam aqui nessa mesma escola séculos atrás, e de que aconteciam coisas terríveis nessa época, mas ninguém nunca nos explicou direito o que realmente aconteceu. E prefiro não acreditar nessas histórias bobas. Aparentemente as pessoas que eu sei que estudam lá são bem comuns.
Tudo parecia indo, digamos... Bem na minha vida, apesar de estar me adaptando a nova vida, sentia que não havia nada de estranho acontecendo. De certa forma eu estava preparada pra conhecer novas pessoas e levar uma vida totalmente diferente da que eu levava ao lado da minha mãe. Tudo estava normal. Mas depois desse dias, senti que minha vida ia mudar drasticamente.
Era uma manhã muito fria. Fui até a padaria, dias depois que cheguei na cidade, para comprar algo pra comer quando me deparei com uma senhora na porta do lugar, sentada no chão enrolada em cobertores finos. Oque me deu um aperto no coração. Quando me viu a idosa se levantou e pediu que eu parasse e viesse falar com ela. Automaticamente eu caminhei até ela, aquela senhora tinha um rosto muito sofrido e seu olhar parecia implorar por ajuda. Fiquei muito intrigada com isso. Cheguei até a idosa. Ela me olhava fixamente nos meus olhos, e segurou minhas mãos.
— Diga – ela dizia com dificuldade – qual é o seu nome minha criança?
Queria sair correndo, mas me senti na obrigação de responder aquela simples pergunta:
— Ketlyn... Ketlyn Green!
— Então é você. Pelos deuses! – a senhora disse como se ao ouvir meu nome tivesse levado um susto.
— Eu o que?
— Escute bem Ketlyn, você está correndo perigo entendeu? Precisa tomar cuidado com as amizades que você vai fazer.
Dei um sorriso irônico para idosa e fiz cara de quem não estava entendendo nada.
— Como assim? Senhora, eu não conheço ninguém nessa cidade a não ser o meu pai.
— Mas vai conhecer. E deve tomar muito cuidado! Prometa para mim que vai saber escolher com quem andas.
Naquele momento comecei a ficar irritada. Já não era a primeira vez que alguém nessa cidade me dava uma espécie de ‘’aviso’’.
— Eu nem conheço a senhora!
— Criança você precisa me ouvir. A... A profecia está muito perto de ser cumprida. Precisa tomar muito cuidado. Prometa! – ela gritou.
— Tudo bem. Eu prometo. – disse eu.
— Ah! Obrigada. – a senhora pareceu estar aliviada com a minha promessa – Agora vá, siga seu caminho, enfrente seu destino. E tome as decisões certas. Adeus Ketlyn Geen!
Dito isso a idosa soltou a minha mão e se sentou na calçada novamente. Fitei ela por alguns segundos depois entrei correndo na padaria. Estava confusa com aquilo que eu acabara de ouvir. O que será que aquela pobre senhora queria dizer com aquilo? O que ela era? Por que se espantou quando ouviu o meu nome? Essas eram perguntas que no fundo eu não gostaria que fossem respondidas. Porque tudo que eu sentia naquele momento era... Medo.
O fato é que essa cidade é muito misteriosa. Existem lendas de que a muitos anos atrás bruxos e vampiros assombravam as pessoas da cidade. Quando ouço isso sempre acabo rindo. Imagina se um dia já existiu vampiros ou bruxos! Isso é totalmente impossível. Bom... Até uma coisa inesplicável acontecer comigo...
Era uma noite muito fria de 13 de Fevereiro do ano de 2014.O céu estava numa cor azul marinho sem estrela alguma, apenas a lua cheia brilhava no céu. Eu estava caminhando pela rua, sozinha, e não sabia o porquê que eu estava ali aquela hora da noite. Devia ser por volta de umas 23 horas e lá estava eu andando. Sem rumo. A rua estava totalmente deserta. Todos os postes de iluminação estavam apagados, exeto um que ainda estava aceso, mas ainda sim a luz piscava. Não havia carros parados nas ruas, não escutava som de nada. Tudo parecia estranhamente calmo, porém, muito assustador. Imagina você andando na rua ás onze horas da noite, numa escuridão total, sem rumo, sem saber porquê estava ali, ou o quê estava fazendo ali. E ainda por cima quando se dá conta está de pijama! Sentiu um certo desconforto em se imaginar nessa situação? Pois é jovem. Imagina como eu me sentia naquela noite. Eu estava um pouco tonta. Sabia que o que eu estava fazendo não tinha explicação, que eu não deveria estar ali. Que estava em perigo. Mas era como se eu estivesse em transe, e por isso continuava andando. Nem mesmo sabia à quanto tempo eu estaria naquele transe. Mas em alguns momentos eu sentia dores nos pés, o que queria dizer que já estava andando à muito tempo, por mais que fosse contra a minha vontade.
Continuei caminhando, e assim foi por uma, até duas horas. Aquela rua escura parecia nunca ter fim. Era como se quanto mais eu andasse mais a saída fosse se distanciando de mim. Às vezes via feixes de luz no que parecia ser o fim da rua, esticava a mão para tentar alcança- lo. Mas não conseguia, pois logo o feixe desaparecia. Ia ficando cada vez mais angustiada, porque sentia que eu estava presa de alguma forma. Foi quando vi um homem parado perto de um poste, a uns 10 metros de mim. Não consegui identificar o seu rosto direito, mas parecia que eu o conhecia de algum lugar. Estava chegando cada vez mais perto do homem, que agora eu conseguia ver, estava de terno preto, e usava um chapéu estranho, porém magnífico. Por isso não conseguia ver seu rosto. O homem estendeu a mão para mim. Faltavam apenas alguns metros pra eu chegar até ele quando... quando um carro apareceu do nada e veio em minha direção, mas não podia fazer nada. Nem me desviar do carro e nem correr, pois meus pés estavam presos e só conseguia andar em linha reta. O carro se aproximou mais de mim, ele ia me atropelar, faltavam poucos metros, comecei a entrar em desespero. Foi quando eu senti uma força me jogando pra longe, voei metros acima até cair no chão. Quando caí, bati a cabeça com força num tronco de árvore. Tentei levantar meio zonza, o máximo que consegui ver era um vulto de uma pessoa do outro lado da rua sumindo entre as árvores. Meus olhos se fecharam e eu desmaiei.
Acordei na minha cama, estava coberta e com um curativo do lado esquerdo da cabeça. Ainda doía, o que significava que a batida tinha sido bem forte. Mas eu não me lembrava de como cheguei até em casa e muito menos de quem me colocou na cama e fez esse curativo em mim. Fora a dor que eu sentia, eu parecia bem. Haviam cuidado de mim. Com certeza seria o meu pai. Mas onde ele estaria? A casa estava num silêncio só. Olhei no relógio e vi que marcava 6:32 da manhã. Essa hora meu pai devia estar tomando café da manhã para depois ir trabalhar. Senti uma dor muito forte na cabeça então abaixei com a mão no local do ferimento. Foi quando ouvi a porta do quarto abrir. Levei um susto com o barulho. Aquela porta precisava urgente de óleo. Quando olhei, vi o meu pai com uma cesta de café da manhã nas mãos:
— Bom dia dorminhoca! Você... está melhor? – disse ele.
— Pai? O que aconteceu?
— Bom, eu imaginava que você pudesse me responder isso.
— Eu não lembro de nada... Quer dizer, eu até lembro. Mas antes daquilo acontecer é como se minha memória tivesse sido apagada. Não lembro como fui parar naquela rua. E também não me lembro como cheguei em casa! – disse eu um tanto atordoada.
— Bom, fato é que você nunca mais vai sair de casa sem a mim!
— Mas pai!
— Mais nada! – ele disse, irritado – você saiu para tomar um ar e voltou depois de dois dias. Imagina como eu fiquei aqui sentado nesse sofá, angustiado sem saber onde você estava. Sem poder fazer nada!
— É né pai. Você nunca faz nada. – disse eu – Espera... eu não quis dizer isso. Me des...
— Mas você disse. – disse ele desapontado – Eu já perdi a sua mãe. Agora só me resta você no mundo todo. E eu não vou te perder.
— Pai, eu...
Ele me interrompe:
— Anda, levanta da cama e vá se arrumar. Hoje é seu primeiro dia de aula na escola nova e... Não quero que se atrase. Eu vou te levar.
Depois disso, meu pai sai do quarto e bate a porta com força. Eu estava me sentindo péssima pelo que tinha dito pra ele. Vou confessar que não estava nem um pouco a fim de levantar daquela cama. Mas eu tinha que fazer isso.
— Esse vai ser um longo dia! – disse eu, não muito animada – E ainda por cima tenho que tomar cuidado para não fazer amizades erradas. Como é que eu vou saber quem são as pessoas certas e as erradas? Deuses, me ajudem!
Deito com o travesseiro sobre meu rosto.
Notas finais
Se preparem por que ainda vem muito mistério por aí rsrs. Ja tenho bastante coisa escrita sobre a ''Guerra dos Imortais''. Mas se quiserem me ajudar a melhorar algumas coisa... sugestões serão bem-vindas!!!
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