Notas iniciais
Oi xêrosas e xêrosos ! Olha eu aqui de novo e.e . Gente não aguento ficar sem postar , mas eu quero os comentários de vocês poxinha :c, oque estão achando? Ta legal? Continua? . Vamos a mais um capitulo , boa leitura coisas lindas ♥; obs: Raquel você é linda ♥


ᆤᆤᆤᆤᆤ- Quem causa a guerra não foge da luta — Tobias disse convicto
ᆤᆤᆤᆤᆤEu olhei para aqueles olhos determinados e o parei;
ᆤᆤᆤᆤᆤ- Você não pode fazer isso. Droga, ele vai surtar! —

Tentei segura-lo ,mas era tarde demais .
Tobias estava determinado a falar com papai do nosso ''namoro'' porém eu tinha menos de 15 anos, e jamais ele deixaria. Desde que comecei a morar sozinha com mamãe e me apeguei a Tobias, sempre que ele iria me visitar sua implicância sempre se voltava para o coitado do Tobias e nunca que ele iria aprovar nosso namorinho de dois quase adolescentes. Felizmente papai não fora aquela manhã me buscar para irmos a Chicago, pois teve uma complicação no aeroporto.''

ᆤᆤᆤᆤᆤᆤᆤᆤᆤᆤᆤᆤᆤᆤᆤᆤᆤᆤ***

Acordo com a claridade em meu rosto , minha garganta parece carregar milhares de navalhas cravadas a cada centímetro em cada músculo, com dificuldade eu me levanto e caminho pelo o que parece ser um porão com um chão de madeira imundo ,as paredes inacabadas e descascadas, apenas uma lâmpada perto da escada iluminando pouco o local, esta tudo vazio nenhum móvel.

Ouço um barulho e logo me sento calmamente no chão esperando o pior, vejo um tênis all star descer apressadamente as escadas , vejo Zeke com uma sacola na mão e seus olhos se arregalam quando me encontra.

— Meu Deus patricinha! – ele se agacha em minha frente – o que Eric fez?

Tento falar mas não sai , tento demonstrar força mas as lágrimas escapam.

— Ele tentou enforcar você ? – pergunta tirando uma garrafinha de água da sacola – só faz um sinal com a mão e eu vou entender

Estendo o polegar fazendo um sinal de joinha e ele sorri mas sem humor..

— Isso vai ser rápido ok? Hoje você vai falar com seu pai , eu vou te dar um remédio e logo você melhora – me oferece outra garrafa com um liquido laranja – beba e tenta ficar quieta e não falar por enquanto.

Bebo a água com cuidado mas é inevitável minha garganta arde , Zeke se afasta de mim quando Eric desce as escadas com um telefone na mão ;

— Aqui patricinha , você vai dizer o que eu mandar ou se não eu mesmo faço outro tratamento de choque em você — diz sarcástico e pegando o meu celular e observa enquanto chama

‘’ Alô , meu Deus , filha é você? ‘’

Escuto a voz desesperada do meu pai pelo viva voz, tenho vontade de gritar e de dizer como eu estou sofrendo nesse cativeiro imundo . Eric joga um papel em minha direção e me entrega o celular, Peter fica ao lado dele e pressiona uma 38m contra minha testa , abaixo meus olhos e começo a ler :

‘’ Pai , eu .. – minha voz soa tão fina e rouca mal consigo dizer nada —

‘’ Filha, onde você esta? Filha como .. eu vou rastrear você e vou te achar , não vou deixar que te façam nada – a voz dele falha e posso vê-lo chorando em minha mente

‘’ Pai , não. – olho para Peter e o cano frio da arma me causa pânico – eu só preciso que você mande 6 milhões de dólares na minha conta , eles querem esse dinheiro ou se não eu morro. E meus pedaços vão pra você pelo correio – leio as palavras sujas e eu aposto que foi Albert que escreveu

Uso as ultimas forças que tenho e o gosto de sangue sobe até minha boca, é como se estivessem arrancando cada uma de minhas cordas vocais.

‘’ Filha o que eles estão fazendo com você meu amor? O que é isso ? PORQUE ESTA FALANDO ASSIM’’ – grita e Eric toma o telefone de mim

‘’ Não percebeu ainda que sua filha esta entre a vida e a morte sr Prior? Ela só tem mais 3 semanas , e é bom você se apressar . 6 milhões na conta dela , ou ela morre. ‘’ – diz sarcástico e desliga – Peter jogue esse celular fora , daqui a alguns dias a tiraremos daqui.

Todos eles saem me deixando sozinha , me encolho perto da parede e minhas lágrimas jorram , — Albert quer minha herança mas será que ele vai dividir três pessoas?ou até mais.. — São todos uns covardes e podres, como eu queria que fosse Jeanine no meu lugar, aposto que nem pagariam o resgate dela. Estremeço — mas eu estou aqui sem nada , nenhuma válvula de escape ou um homem forte e corajoso pra me salvar- rio com esse pensamento. Estou impossibilitada e papai também , sei que ele esta desesperado , eu poderia ter falado com ele , poderia ter dado alguma pista sobre Al , mas aquele cretino do Peter não me deu escolha.

ᆤᆤᆤᆤᆤ***

Minha bexiga arde mas não há nenhum banheiro aqui , tentei chamar Zeke algumas vezes mas ainda estou com a voz falha por causa do enforcamento do filho da puta do Eric. Meu estomago ronca e todos os nervos do meu corpo doem em sincronia , não sei quanto tempo passou nem de que horas são, se eu continuar aqui vou acabar enlouquecendo . A porta se abre e ergo meu rosto a espera de Zeke mas infelizmente não é ele :

— Patricinha, venha , vamos te levar la pra cima – diz Peter educado

Arqueio as sobrancelhas pra ele , — desde quando marginais são educados?— dou um sorrisinho sínico e me levanto com dificuldade . Peter me empurra escada a cima e agarra meu braço levando-me até uma cozinha equipada com uma bancada de granito, Zeke aparece com um prato de sopa e uma garrafa d’agua – minha boca seca eu estou tão faminta – meu instinto me faz avançar no prato mas Peter me puxa bruscamente.

— Não , não é pra você – zomba e pega o prato e a garrafa da mão de Zeke e sai da cozinha .

— Quanto tempo eu fiquei ali em baixo ? – pergunto enjoada

— Quatro dias patricinha você é forte. Não pude ir levar nada pra você porque Al estava marcando em cima. Só trouxeram você pra cá por causa do Four . – encolhe os ombros – ele vem pra cá daqui a algumas horas e você vai mudar de c .. – ele pigarreia – cativeiro.

— Zeke , porque você não me tira daqui? – respiro fundo tentando ser convincente – Por favor, eu negocio com meu pai , podemos lhe dar um dinheiro ..

— Não vai encher a cabeça dele com seu papinho fútil – Albert aparece na cozinha , meu nojo aumenta .

Al caminha em minha direção com aquela cara nojenta e antipática dele , a minha vontade agora é de mutilar ele vivo .

— Eu não tô enchendo a cabeça de ninguém — o encaro com ódio – seu verme.

O tapa arde e minha bochecha pinica , a mão dele é pesada. Ele me empurra contra a bancada me fazendo cambalear pro lado :

— Olha só pra você Tris, de uma princesinha a uma vagabunda suja – diz aproximando-se do meu rosto .

Posso sentir seu hálito de café velho , viro meu rosto enojada mas ele segura meu rosto com força cravando as unhas em minha pele :

— Se não fosse esse dinheiro , você já estaria morta sua puta. – rosna entre dentes

Cuspo em seu rosto e ele recua levantando a mão , fecho meus olhos e me preparo para dor.

— Larga ela Albert — uma voz forte como um trovão invade toda a cozinha ele se afasta na hora .

— Four. Fez seu serviço rápido – diz o nojento sem graça

Four esta com uma camisa de manga xadrez preta e branca e de calças jeans surradas. Mas hoje ele não optou por botas de bico de aço o que é menos doloroso.

— Cala boca .- Four responde olhando fixamente pra mim e depois para Zeke – O que houve com o pescoço dela?

— Eric tentou enforca-la – responde Peter chegando com prato e garrafa vazios – sorte dela que ele não a matou .

— Que caralho vocês tem na cabeça? – bravo Four vem em minha direção e me puxa pelo braço — ela conseguiu pelo menos falar com o bosta do pai dela? -

— Claro que essa putinha falou – Albert riu – ele vai depositar, minha mãe me ligou para avisar

A conversa rola como se eu fosse um objeto descartável , mas até mesmo um objeto descartável seria mais bem tratado do que eu. Zeke me leva até um senhor quarto comparado a aquela casinha , há uma cama de casal e um banheiro simples mas tem muito espaço. O chão todo de madeira clara e as paredes com desenhos abstratos. Também tem uma lareira pequena ao lado de uma escrivaninha com espelho. O quarto é lindo e confortável me sinto até um pouco melhor aqui.

— Fica aqui por uns dias , só não contraia nenhum deles ok? – se despede

— Você vai embora? – digo com a voz ainda falha

Zeke me ajudou muito mas em partes , mesmo assim sinto um carinho por ele.

— Eu já fiz meu trabalho e não quero fazer parte disso patricinha. Eu sinto muito .
— Mas , Zeke eles vão me matar antes do tempo — soluço – você é o único que não me trata feito um lixo

— Ei, só coopera com eles ok? Principalmente com Four , tenho certeza que não vão te torturar mais — fala ao se aproximar e segura meus ombros — Você é forte patricinha , chegou até aqui! Four vai cuidar de você.

Dando meio sorriso ele sai do quarto , me deixando sozinha. Minhas lágrimas escorrem , choro por tudo , choro por não ter ninguém que cuide de mim , Zeke era o único que conversava comigo e me ajudava fora isso só Four que é um ogro estupido mas se não fosse por ele eu estaria morta ou com alguma infecção. Engulo seco e minha garganta protesta, pego a garrafinha d’agua que Zeke deixara pra mim e bebo em pequenos goles pra esquecer a fome e a dor.

Flash Back ..

Quando completei 19 anos me tornei uma jovem rebelde , tive problemas com álcool e drogas. Uma vez fiquei tão chapada que provoquei um incêndio no quarto de Albert, mas era uma pena ele não estar dentro , Jeanine colocou a culpa em mim , porém meu pai me defendeu e o culpado da história foi o verme nojento do filhinho da madrasta ''boazinha''. E sem contar das outras vezes em que cortei todos os vestidos dela, e arranhei o carro do verme , entre várias outras coisas que minha mãe não se orgulharia se estivesse viva. ''

Flash Back of;

Me pego rindo sozinha da lembrança que tenho das maldades que fazia, mas era merecido eu sempre odiei os dois. A porta se abre e Four entra com uma sacola:

— Aqui patricinha , algumas roupas quentes pra você . – diz formalmente

— Obrigada – digo ainda com dificuldade

— Me deixe ver isso – ele se aproxima e segura meu rosto erguendo-o – Dói? — pergunta quando pressiona os dedos contra o inchaço em meu pescoço

Faço uma careta e ele entende .

— Vou comprar algumas coisas pra melhorar essa garganta — ainda analisando toda minha pele — abre a boca – seu indicador toca meu lábio inferior e sua mão estremece – Não teve nenhuma lesão ..

— Como sabe disso ? – pigarreio tentando achar um tom normal pra minha voz que não pareça um freio de carro velho.

— Porque eu sei. Ainda bem que voltei a tempo – fala soltando meu lábio e meu pescoço – beba isso, e vista uma roupa quente. – Me entrega uma garrafa e sai do quarto.

Solto o ar — os xingamentos se tornaram tão normais que até desconfio de alguma coisa por Four me tratar desse jeito—. Olho pro saco preto de lixo – aposto que são roupas feias e achadas na rua ou em uma lavanderia abandonada – puxo com dificuldade e vejo sacolinhas familiares , são minhas roupas? Como conseguiram minhas roupas? ; Vejo algo brilhante no fundo de uma sacola e puxo o vestido brilhante que havia comprado para festa de Will e deixado no meu carro , muitas sacolas ficaram lá tive preguiça de ir buscar. – Mas isso não vai me ajudar a passar o frio , isso não serve pra nada. – vejo outras sacolas com perfumes, cremes e maquiagens desnecessárias mas que podem me deixar pelo menos mais apresentável. Calcinhas de renda e sutiãs de marca , mas nada que possa me proteger do frio. Por ultimo um moletom preto uma calça jeans e um all star preto , eu não me lembro de ter comprado isso aquele dia – acho que Zeke deve ter conseguido isso pra mim — . Vou pro banheiro e tomo um banho demorado pra tirar o odor daquele porão . Durante o banho todas as dores voltam meu coração aperta e desabo, não tenho mais lágrimas apenas soluços , tenho vontade de gritar por socorro ou ajuda mas sei que podem me espancar por isso.

Bebo o liquido vermelho da garrafa , parece ser algum tipo de antibiótico e me deixa com sono. Apago as luzes ,cambaleio ate as roupas pego uma lingerie preta e fútil de renda coloco apenas me cobrindo com a colcha grossa e quente me preparando pra dormir :

— Patricinha? – A voz grossa de Four me traz um alivio , não quero sentir isso mas meu corpo pede por ele e por seus cuidados .

— Oi – me ergo com dificuldade e me sento – vou ter que sair daqui?

— Não, vim te dar isso , coma e vá dormir – coloca em minha mão um saquinho e uma garrafa de suco de laranja

— Porque ta fazendo isso Four ? – sussurro

Não consigo ver seu rosto pois usa aquele boné horrível , suspirando ele relaxa os ombros , parece confortável com a escuridão.

— Eu não sou tão ruim assim patricinha. Agora faça o que eu mandei – diz saindo do quarto .

Optei por beber só o suco e me deixei ser envolvida pelo sono . Mas porque Four faz isso por mim? Porque ele chamou Zeke pra me ajudar.. pode ser alucinação da minha cabeça ,mas acho que há alguma coisa em mim que desperta o melhor , ou o pior dele.