K: Duelo Intelectual
1 Primeira Morte - O começo
O barulho dos trovões e os pingos de chuva que pareciam querer atravessar o telhado da casa me faziam pensar e refletir sobre como matar aquela vítima.
Como vou fazer dessa vez? Tem que ser diferente! Mutilação? Sim, não fiz isso nas outras vítimas. Já sei!
Ando até a mesa onde estão meus equipamentos: facas, pequenos machados, venenos, agulhas e outros materiais de assassinatos. Pego meu favorito, uma adaga de prata com 45 cm de comprimento, tão afiada que um leve toque no corpo pode fazer grandes estragos.
Olho em volta de mim, observando o interior da casa, pequena com dois cômodos, quarto e banheiro, com apenas dois moveis, cama e uma mesa grande de vidro, onde minhas coisas estavam, o lugar onde uma porta outrora ficara e apenas uma janela sem vidros.
Vou até a janela e fico observando a chuva batendo no chão, nos galhos e folhas da arvores como se fossem tiros de uma metralhadora. Os relâmpagos por outro lado, iluminavam o céu , quando de repente ao meio ao estrondo de um trovão, um grito.
–AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH- A vítima gritava ao acordar toda amarrada com cordas. Ela se remexia no chão, parecendo uma cobra.
Em um rápido movimento eu vou até ela e tampo sua boca para que não possa mais gritar.
–Shisshs . Fica quietinha, se não arranco sua língua. — digo com um sorriso no canto da boca. Tiro a mão de sua boca e caminho até a mesa.
– Quem é você? — Ela pergunta mais calma.
– Sou a vingança de quem teve que suportar a injustiça. Soou a mão esquerda de Deus.- Digo pegando uma seringa com uma droga que paralisa o corpo por horas e aplico em seu braço direito, ela desmaia de medo.
Abro minha mala que está sobre a mesa e pego um papel com a ficha criminal daquela mulher, começando a ler pausadamente. — Estelionato, roubo e assassinatos de cinco homens e duas crianças. — Tiro as amarras de seus braços e suas pernas, olho seu corpo por um instante, pois era uma mulher muito bonita e com o corpo de dar inveja em modelos.
– Michelle Rodrigues. Como uma mulher como você pode se comportar tão mal?!- digo pegando alguns instrumentos de torturas. Volto para Michelle e acordo-a, quando ela me ve arregala os olhos e então percebo o quão esta apavorada com a situação. Ela fecha os olhos parecendo torcer para que tudo aquilo fosse só um pesadelo, abro uns de seus olhos e ironicamente pergunto : — Podemos começar ?- Ela abre o outro, eu pego umas de minhas pinças (que é bem maior do que as normais) e com um movimento de precisão e rapidez pego olho esquerdo da vítima, ela tenta gritar, mas não pode, então eu puxo o olho lentamente fazendo-a sofrer e se arrepender por todos os seus crimes. Pego seu olho e deixo sobre o travesseiro na cama, volto à vítima, abro as pálpebras do olho arrancado com uma mão, deixando a outra livre para ligar uma furadeira e enterrá-la no crânio da vítima através do olho arrancado. Quando a furadeira perfura, o sangue espirra no meu corpo e numa parte do quarto, olho em volta e digo. — Mais sangue- nesse momento começo a fazer movimentos circulares com o braço, a furadeira ia estraçalhando tudo e espirrando sangue para todo lado. Pego um machado em minhas coisas e decepo a cabeça da vítima num só golpe, pego a cabeça segurando-a pelos cabelos e a prego na parede. Pego o machado novamente e corto do o corpo da vítima e depois monto a letra K com o corpo mutilado.
Fotografo a cena com uma câmera Polaroid (câmera que revela a foto na hora) e deixo a foto e a câmera sobre a mesa e vou ao banheiro, me olho no espelho do banheiro e vejo o sangue em meu corpo, meus cabelos negros espetados e bagunçados, meus olhos vermelhos e meu rosto pálido coberto de sangue. Dou um sorriso e me retiro da casa. No chão molhado eu me agacho e fico la por meio hora sem me mover até que a chuva tire todo o sangue de minha pele, volto para a casa guardo minhas coisas em minha mochila, pego a foto e em seu verso escrevo o endereço. Visto uma roupa idêntica a que estava usando .
Vou para uma cidadezinha perto da floresta onde eu estava, peço um quarto de hotel para descansar os pés, pois vim andando da floresta até aqui e ainda descalço, depois de descansar um pouco vou até o correio e envia a foto a um detetive. Ando pela cidade procurando uma vítima, mas só acho uma loja que vendia coisas interessantes para mim.
Entro na loja, fico andando por ela até que acho uma parede com facas e fico observando-as atentamente, quando num instante um velho de aproximadamente 80 anos aparece atrás de mim, me viro e o encaro, percebo que seus olhos são vermelhos igual aos meus, ela 3 passos para trás e sussurra :
– Impossível! É ele -
– Oque é impossível? — pergunto meio intrigado
– Seus olhos. Você é o herdeiro! Espere aqui meu jovem — diz ele indo para trás de um balcão. Ele revira, revira, até que acha um baú, ele levanta com muita dificuldade e põe sobre o balcão.
– Oque é isto? — Pergunto me aproximando do balcão
Ele abre o baú e tira 3 cadernos de capa preta, o primeiro estava escrito " Olhos infernais", o segundo estava escrito " Assassinato Perfeito" e o terceiro " Another Note"
– O primeiro ensina a controlar o poder de seus olhos, o segundo te ensina a matar, apagar pistas e deixar pistas falsas criando um assassinato insolucionável, e o terceiro é o Another Note , você encontra informações sobre ele na ultima pagina do segundo livro. Pegue-os e saia de minha loja- ele diz
Pego os três cadernos e saiu da loja. Sento em um banco e abro o 1º caderno, leio um ritual que estava escrito na primeira pagina, meus olhos começam a arder e depois param , na segunda pagina estava escrito:
"Agora que leu o ritual seus olhos se libertaram, podem ver nomes das pessoas somente olhando em seus rostos. Desmaiar pessoas somente olhando em seus olhos e pensar na palavra 'caia' "
Abro o 2º caderno, leio-o, mas quando leio a ultima pagina fico intrigado, pois falava de dois cadernos : O Death Note que mata pessoas só escrevendo os nomes dela e o Another Note que controla as pessoas e também mata igual ao Death note.
Abro o Another Note e na contra capa estava escrito regras de como usar. Tenho que testa-lo, se for verdade esse caderno ajudara muito nos meus objetivos. Me levanto com os cadernos na mão e vou para o hotel, ligo a tv e vejo um telejornal ao vivo, minha chance de testar o caderno, vejo o nome do apresentador e escrevo seu nome. Alguns segundos se passam, 35,36,37,38,39 e 40. O apresentador cai e o jornal sai do ar.
Deito na cama com o Another Note na mão e começo a rir
–MUAHAHAHAHHAAHHAHAHA
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