K: Duelo Intelectual
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Sai do galpão apressadamente, procurando feito louca meu celular, onde ele estava? Entrei no carro e acelerei, em pouco tempo tudo que passava a minha volta se tornara um simples borrão, eu precisava extravasar e não estava nem um pouco preocupada em o que poderia acontecer caso me descuidasse.
Parei de ziguezaguear em alta velocidade quando ouvi o barulho das sirenes, desacelerei e lentamente encostei o carro no acostamento, esbravejando, esperei pacientemente pelo carro que se seguiria, mas ele não veio, a estrada estava vazia. Bom, está na hora de dizer tudo a Ryuuzaki. Com mais calma, sai da deserta estrada e dirigi em direção ao seu pequeno apartamento, ele me recebeu sem muitas cerimonias, apenas abriu a porta e deixou-me entrar. As paredes pintadas de vermelho traziam à tona as lembranças dos breves minutos que passei dentro daquele galpão.
Ryuuzaki sentou no sofá e seus lábios se separaram, formando seu típico sorriso sarcástico.
-Que cara é essa Sayuri? — Disse com um falso espanto. -Sente-se.
Sentei-me ao seu lado e fiquei em silêncio durante algum tempo observando sua sala com ornamentos milimetricamente organizados.
-Seu silêncio não vai ser de grande ajuda, por favor, diga o que está pensando.
Sem grandes rodeios relatei à ele tudo o que havia acontecido, desde a estranha ligação, até a proposta de K.
-Até que enfim um caso em que posso usar meu treinamento especial.
-Seu treinamento especial?
-Sim, no orfanato onde eu vivia, eles faziam certas oficinas conosco a fim de aprimorar nossos talentos.
-Você nunca me disse nada sobre isso.
-Não havia necessidade.
Esses treinamentos especiais não constavam em seu currículo, eu precisava saber do que Ryuuzaki era capaz. Ele nunca falava muito nas investigações, sempre parecendo fazer seu trabalho sozinho, eu não ligava muito pois era reconfortante tê-lo ao meu lado e quando ele resolvia dizer algo, bom, o caso estaria resolvido.
-Você vai a Kioto pegar o Death Note, certo? –Mais uma vez a voz de Ryuuzaki cortou meus pensamentos.
-Sim, desde o caso Kira tenho vontade de por minhas mãos em um Death Note, quero ver se o que foi dito nos relatórios sobre o caso é verdade, eu preciso ver para crer. E eu odeio ter de concordar, mas K está certo, eu vou precisar do Death Note, se quiser realmente pega-lo.
-Você sabe que ele está tramando algo, certo? Ele não iria se entregar tão facilmente simplesmente por diversão.
-Eu sei! Não se preocupe, manterei meus olhos abertos. Você irá me ajudar certo?
-Sim, esse será o melhor caso de nossas carreiras.
E seu sorriso sarcástico reaparece, enquanto Ryuuzaki pega o telefone e começa a discar.
-Alô?... Duas passagens para Kioto, na classe econômica.
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