19 Onde está Kyle?


Depois de buscar Karen na escola e deixa-la com meu irmão, voltei para casa do Kyle o mais rápido possível, afinal já é sexta feira! Os pais dele voltam esse domingo, como essa semana passou rápido... E olha que aconteceram muitas coisas.

Ao chegar, notei que a residência estava vazia, olhei na sala, na cozinha e nenhum sinal de vida. É estranho como sem a presença do meu ruivo o lugar parece bem maior e silencioso. Subi as escadas para ver se não estava em seu quarto e não estava.

Tentei ligar para seu celular, mas ninguém atendia, talvez tenha saído para fazer compras e o celular esteja jogado na bolsa. Bem, de qualquer forma ele não deve demorar muito.

Deitei-me em sua cama e liguei a televisão do quarto para me distrair enquanto o esperava.

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Acordei de repente, olhei pela janela e já estava escuro. Peguei meu celular para ver as horas e já era praticamente meia noite, porque Kyle não me acordou? Gritei seu nome e não obtive resposta.

Desci as escadas e continuei procurando-o e nada, aí meu Deus, poderia ter acontecido alguma coisa com ele? Algum acidente?! Sua mochila da escola não está aqui, então ele não passou em casa... Calma, Kenny, calma! Peguei o celular do meu bolso e tentei ligar para seu número mais umas dez vezes, chamava, chamava e ninguém atendia.

Eu já estava andando em círculos em desespero pela sala. Tentei ligar então para Stan, mesmo depois de tudo ele e Kyle ainda eram amigos, talvez eles estejam juntos fazendo algum trabalho e eu esqueci. Liguei:

“Alô?” Atendeu Stan.

“Stan, o Kyle está com você?” Perguntei.

“Kyle? Não por quê?”

“Ele não chegou em casa até agora e não atende o celular, pensei que estivesse com você.” Comecei a roer as cutículas dos dedos, um péssimo habito e Kyle odeia, mas eu estou nervoso!

“Eu não o vejo desde hoje na escola.” Respondeu.

“Ah, okay...” Respondi tentando disfarçar a preocupação em minha voz.

“Ele deve estar bem, quando ele voltar me avise.”

“Claro.” E desliguei.

Então Stan também não sabia onde Kyle estava, liguei também para Wendy e Token já que tinham algumas aulas juntos, mas nenhum dos dois tinha o visto fora da escola. Talvez eu devesse ligar para a polícia! Mas isso preocuparia seus pais, e Kyle não ia querer isso, afinal pode não ser nada sério... Peguei meu celular e continuei ligando.

“Alô?” Atendeu uma alegre voz.

“Butters!” Disse assim que ouvi sua voz. “Escuta, você viu Kyle depois da aula?”

“Eu não sei onde Kyle está! Porque acha que eu saberia de algo? Eu não tenho nada haver com isso, eu juro! Eu não sei de nada! NÃO FUI EU!” Mas o que?

Houve um breve silêncio, pude ouvir depois Butters gaguejando algo para si, como costuma fazer quando fica muito nervoso.

“O que você sabe?” Perguntei.

“Nada! Eu disse...”

“Não minta para mim! Você é péssimo nisso.” Gritei.

“E-eu preciso ir!” Disse nervoso.

“Butters, se desligar esse telefone sem me responder eu vou até sua casa e esfrego sua cara no chão até sair sangue, e ainda invento algo para seus pais.” Butters pode até ter 17 anos, mas ainda teme seus pais. Principalmente seu pai que em minha opinião trata seu filho de formas abusivas, uma visão bem deturpada de como funciona a autoridade de um pai, mas quem sou eu para julgar o pai dos outros, enfim.

“Eu realmente não sei onde Kyle está...” Ele suspirou.

“Mas sabe de algo.” Insisti.

“Talvez, Eric deva saber.” Respondeu um pouco hesitante.

“CARTMAN?!” Perguntei confuso, como que ele poderia saber onde meu Kyle estava? “Como...?”

“Sim. Ontem ele havia me pedido a chave do depósito que fora o covil do Professor Caos, mas quando perguntei para que ele o porquê, sua resposta foi ‘o guaxinim tem algo a resolver com um certo judeuzinho intrometido’.”

Fiquei ouvindo enquanto um nó se formava em meu cérebro, sinceramente eu não acreditava no que estava ouvindo. Butters continuou:

“Mas eu não tinha mais a chave, esse depósito já não é nem mais da minha tia e quando eu lhe disse isso ele se irritou e me xingou. Desculpe, mas é tudo o que sei, não quero me envolver nisso, coisas ruins sempre acontecem quando me envolvo com Eric.”

Butters tinha razão, o nome Eric Cartman e a palavra ‘problemas’ são sinônimos.

“Obrigado Butters, me ajudou muito, não vou te envolver mais nisso.” E desliguei o celular. Eu não sei aonde ou como, mas posso deduzir muitos porquês, Eric odiava Kyle e a mim mais do que tudo.

Eu ainda me sentia preocupado com Kyle, mas havia outro sentimento agora me envolvendo: uma fúria causada por um único nome que ecoava em minha mente, essa única palavra que me fazia agora perder todo meu autocontrole. Esse nome era: ERIC CARTMAN.

Eu precisava encontra-lo imediatamente, afinal este psicopata tinha meu namorado em suas garras!

Notas finais
Desculpe-me por postar novamente um capítulo pequeno, mas dessa vez eu quis arriscar um suspense. Minha "fiction" está se encaminhando para seus últimos capítulos, talvez em uns cinco eu já conclua a história.
Mas isso não é bem o fim, eu já havia pensado em re-escrever K2 do ponto de vista do Kyle, mas seria chato já que todos saberiam como termina, então pensei em acrescentar capítulos "bônus", no máximo três. (Aquele momento em que a nota da autora é maior e mais informativa do que o capítulo de sua história! hehehe.)
Ainda falta muito para acontecer, então não fiquem tristes, prometo capítulos mais longos!
ps: O apoio de suas reviews fazem o meu dia! E me ajudam a ter ideias (sabiam disso?), obrigada pela atenção! o/