Notas iniciais
Minha primeira história, sejam gentis u.u

Uma tarde como outra qualquer em uma escola normal no Colorado, estupidamente fria e cheia de alunos correndo pelos corredores afobados com seus trabalhos atrasados e preocupados com suas provas. Eu, particularmente, não me importo muito com a escola, odeio estudar! E diferente da maioria eu não tenho grandes visões minhas no futuro, algo simples como ir a faculdade é algo do qual serei privado devido a minha condição financeira. Em outras palavras: sou pobre.

Fui à biblioteca, por acaso para fugir da aula de educação física, pois eu tenho uma tendência a me dar muito mal e por minha vida em risco desde pequeno, eu só queria um pouco de paz. Cumprimento a bibliotecária, o silencio da sala é tranquilizante. Vou até uma prateleira e me finjo de interessado em livros.

Não me entenda mal, eu não odeio ler, só prefiro livros com mais gravuras, especialmente de mulheres peladas se é que você me entende. Pego um livro qualquer de matemática que de para esconder meu PSP e procuro um lugar escondido para me sentar.

Deparo-me com Kyle Broflovsky lendo, e imediatamente me escondo atrás da prateleira. Faz muito tempo que não falo com Kyle. Quando éramos pequenos costumávamos andas em um grupinho juntos e se meter nos mais diversos tipos de encrenca, mas conforme o tempo passou fomos nos separando. Kyle e Stan ainda são muito amigos, Cartman agora sai com uma garota gótica e eu me juntei a Craig.

Um dos principais motivos pelo qual me afastei do grupo foi por um sentimento peculiar que tinha por Kyle, sinto que gosto dele mais do que como amigo. Nunca escondi de que era bi, mas sinto que se Kyle realmente fosse gay, não seria por mim.

Mudamos um pouco desde que éramos pequenos, parei de esconder meu rosto no meu casaco e furei a orelha algumas vezes, além do que encorpei um pouco. Ainda uso um casaco laranja, mas isso é só preferencia de cor. Broflovsky por outro lado, ainda possui a pele branca como porcelana e cachos ruivos, que pelo menos ele não os esconde mais debaixo daquela ushanka verde. De leve pode-se notar algumas sardas em seu rosto, debaixo de seus óculos de leitura.

Como eu queria poder joga-lo ali naquela mesa mesmo e fazer coisas sujas com ele. Beijar seus lábios, seu corpo inteiro, faze-lo gritar meu nome inúmeras vezes e tê-lo só para mim. Ter aquele traseiro fenomenal só para mim, pois seja menino ou menina Kyle tem o melhos traseiro da escola, se não de toda South Park.

O menino ruivo olhava serenamente entretido ao livro a sua frente, sem nem suspeitar das fantasias em minha mente a seu respeito. Quase nunca o vejo tão tranquilo, culpa de um certo gordo neonazista. Ao seu lado há vários livros na mesa das mais diferentes matérias não se espera menos do melhor aluno da classe, provavelmente já terminara todos os trabalhos e revisões para provas.

Perdi a noção da hora observando-o e fiquei tão distraído que quando o sinal tocou anunciando o final das aulas dei um pulo de susto e derrubei o livro que havia pegado. Abaixei-me para pega-lo e quando me levantei deparei-me com os olhos esmeralda do estudioso judeu me encarando interrogativamente pelos seus óculos de leitura.

“Kenny?” Droga. Ele me viu! “O que faz aqui?”

“Ah eu... preciso estudar, estou indo muito mal em algumas matérias” apontei para o livro de matemática que havia pego mais cedo. Bem não era uma mentira eu estava muito mal nas matérias escolares e matemática era uma delas, não senti necessidade de dizer que estava fugindo da aula de educação física para jogar videogame escondido.

Ficamos nos encarando por alguns segundos sem dizer nada, Kyle parecia confuso e preocupado, então coçou a garganta para quebrar o silencio e me perguntou:

“Você gostaria de alguma ajuda?” Ele me perguntava sem olhar nos meus olhos o que normalmente é sinal de que tem algo perturbando sua cabeça. Não senti que devia perguntar se havia algo o incomodando então simplesmente concordei com a cabeça.

“Sim, seria ótimo.”

Ele puxou a cadeira ao seu lado e fez menção para que eu me sentasse.

“Acho que devíamos começar por matemática então, já que tem um teste semana que vem, o que acha?” Ele perguntou pegando seus cadernos e anotações. Eu simplesmente concordei.

Ficamos algumas horas revendo as aulas, confesso que não estava ligando muito para isso, mas queria ficar perto do ruivo e de seu cheiro suave. Sentia uma vontade quase que incontrolável de beija-lo e quem sabe de fazer algo mais com ele, ali naquela mesma mesa de estudos da biblioteca.

“Kenny? Kenny! Está me ouvindo?” Kyle interrompia minhas fantasias sacudindo meu ombro com suas suaves mãos. Sacudi a cabeça e ele continuou “Acho melhor estudarmos depois, quando estiver menos distraído, você esta bem?”

“Ah, só um pouco cansado.” Menti.

“Bem, se quiser pode vir amanhã depois da aula para minha casa e eu te ajudo mais.”

“Claro.” Concordei quase que imediatamente, fazia tempo que não ia a casa do Kyle e bem não posso negar que o pensamento de ficar a sós com ele não me soava má ideia.

***

No dia seguinte fui a casa do Kyle estudar, ele havia preparado material para me ajudar e eu realmente sinto que aprendi alguma coisa. Mas algo me incomodava, essa expressão no rosto rosado do ruivo, como uma preocupação que o dispersava da realidade.

“Kyle você está bem? Parece meio... longe”

“Ah, eu...” Ele coçou sua nuca e rolou seus olhos. “Não é nada mesmo.”

Pude sentir de que ele não estava sendo sincero, e deixei claro na minha expressão enquanto cruzava meus braços de que não engolia suas palavras.

“Sabe que pode confiar em mim, não sabe?” Ele me olhou um tanto surpreso e forçou um sorriso.

“Eu sei, sinto muito. Devo estar um pouco cansado. Bem preciso fazer algo daqui a pouco então podemos continuar amanhã?” Ele fechou o livro de exercícios que estávamos usando e se levantou da mesa.

Não respondi, mas levantei e recolhi minhas coisas, algo realmente parecia estar-lhe incomodando. Resolvi não insistir por hora e fui em direção à porta, disse um ‘tchau, até amanhã’ e fui em direção a minha casa. Eu me sentia um pouco mal por ele não ter confiado a mim o que o estava abalando, mas talvez fosse algo que não pudesse contar, ou talvez eu estivesse paranoico.

Cheguei em casa deitei-me na cama e fiquei rolando por horas até dormir e vir o dia seguinte.

Notas finais
Comecei a história leve, se você é um pervertido, vai ter que ler mais um capítulo ;)