K²
3 "Aquela Bundinha"
Não posso dizer que estou muito confiante, aliás, estou assustado. Eu sempre gostei muito do Kyle, mas agora parado em frente à porta de sua casa sinto que devia ter ido com mais calma. E se ele me rejeitar? Sacudo a cabeça para afastar os maus pensamentos e toco a campainha.
Cada segundo frio que passa, fico mais agitado e impaciente. Ouço os passos de alguém descendo as escadas, engulo seco e a porta se abre. Do outro lado vejo o ruivo, ele cora levemente ao ver que eu realmente vim e gesticula me convidando para entrar.
Ele fecha a porta atrás de mim e percebo que a casa está silenciosa.
“Onde estão seus pais?” Pergunto.
“Foram a uma reunião na escola, coisas com Ike.” Ele me olha timidamente e coça o pescoço.
Ele sobe as escadas para o seu quarto e eu o acompanho. Ver Kyle subindo as escadas é algo tão simples e já tão maravilhoso, digo, aquela bundinha ali fica me seduzindo com cada passo que ele da em direção ao corredor de cima. Quando ele olha para mim eu disfarço olhando para como as paredes são interessantes.
Posso ver que ele está nervoso pela forma como o qual observa cada pequeno movimento que eu faço, atento, como um bichinho na presença de um predador. Acho esse comportamento tão fofo. Chegamos ao seu quarto, eu entro e ele encosta a porta.
“Você ainda não me deu uma resposta.” Comento.
Ele não responde apenas se senta em sua cama e evita me encarar, com uma expressão um tanto séria em seu rosto. Eu suspiro e encosto-me à parede.
“Então... isso é um não?”
“Não! E-eu... eu só... o que eu quero dizer é... eu não sei.” Ele me olha fundo com olhos sinceros, ele estava claramente nervoso e estava levemente corado. Fui me aproximando institivamente dele, sem pensar e quanto mais me aproximava mais sua face se avermelhava, mas não se afastava de mim.
Em meu peito meu coração batia forte, tão forte que conseguia ouvi-lo. Aproximei meu rosto do seu de forma que nossos narizes praticamente se tocavam, o ruivo fechou lentamente seus olhos.
Com nossos lábios tão próximos considerei um convite para beija-lo. Ele não afastou nossas bocas embora estivesse ainda um tanto tenso. Eu pensava que poderia me controlar e ir devagar, mas agora sabendo que estávamos a sós e que poderia beija-lo tão facilmente não sei quanto mais de controle me resta.
Beijei-o novamente, dessa vez com língua e para minha surpresa ele me beijou de volta. Nossas línguas dançavam ferventemente uma na boca do outro me permitindo saborear de sua doce saliva.
Meu corpo começou a se aquecer com nossos beijos e me joguei em cima dele na cama, assim podia vê-lo de cima, fitando-me com seus olhos esmeralda, arquejando sob mim. Voltei a beija-lo mais apaixonadamente ouvindo-o soltar pequenos gemidos. Já chega, vou fazer deste judeu meu agora mesmo!
Escorreguei minha mão por debaixo da camisa de Kyle, e beijei seu umbigo, seu peito e seus rosados mamilos. Removi a camisa do ruivo, seu corpo é tão branco e sensível, que cada mordida que eu dava em seu peito deixava imediatamente uma marca.
Eu já estava duro e pude ver contra o tecido de sua calça que não era o único. Removi meu casaco devido ao aumento de temperatura corporal e minha camisa também jogando ambos no chão, exibindo meu peitoral, na minha opinião, muito bem definido, obrigado.
Desci com a língua sobre seu corpo macio e com cuidado abri o zíper de sua calça, e abaixando-a ficando frente a frente com seu rosado e circuncisado membro para leva-lo á minha boca e com minha língua lambi a ponta de sua cabeça.
“K-Kenny!” Sua respiração ficava mais pesada enquanto sussurrava meu nome e garrava-se em meus cabelos loiros. Movia minha cabeça para cima e para baixo engolindo-o completamente em minha garganta, saboreando-o.
Senti-o chegar em seu clímax e fiz questão de que gozasse tudo em minha boca e eventualmente engoli, lambendo meus lábios e olhando-o predatoriamente.
“Kenny você n-” Antes que pudesse terminar seja lá o que fosse dizer, coloquei meu dedo em seus lábios e fiz um ‘shh’ depois com o mesmo dedo comecei a brincar com sua rosada boquinha. Ele levantou sua cabeça e ajoelhei-me para continuar em uma altura superior, abaixei-me um pouco e beijei-o.
Abri o zíper da minha calça violentamente fazendo um ecoante som de minha ação. Kyle entendeu perfeitamente o que se passava em minha mente com essa ação e uma vez separado os nossos rosto, o pequeno judeu se inclinou e delicadamente abaixou minhas calças e cueca, massageando meu pênis com suas finas mãos.
Hesitou um pouco, mas logo me levou a sua boca, timidamente. O calor de sua língua tomava conta de todo o meu corpo e a imagem de vê-lo me chupando só alimentava cada vez mais meu desejo de devora-lo.
Não foi a primeira vez que alguém me fez um oral, mas meu deus, esse ruivo estava em chamas, estava quase alcançando meu orgasmo quando o separei de mim e joguei-o na cama novamente. Beijei seu pescoço enquanto alcançava por uma camisinha na minha carteira.
Imaginei que fosse a primeira vez de Kyle e como não esperava tudo isso, não havia trazido nenhum lubrificante então tive que prepara-lo ‘manualmente’. Abri suas pernas e delicadamente inseri meu indicador ‘lubrificado’ com minha saliva em seu ânus.
Com a outra mão permaneci estimulando seu corpo, e uma vez acostumado com meu indicador inseri também meu dedo médio movimentando gentilmente para que se acostumasse com a sensação.
Cuidadosamente eu o penetrei, imaginava-me varias vezes fazendo isso, mas a real sensação era muito melhor. Da forma como engolia meu membro com sua fenomenal bunda mal me fez acreditar que era sua primeira vez.
“Procure relaxar mais.” Tentei tirar a expressão de assustado de seu rosto, segurando sua mão.
Lentamente comecei a me mover, o calor da união de nossos corpos aumentava conforme eu acelerava a velocidade, ouvindo o ruivo sussurrar, chamar e gritar meu nome inúmeras vezes entre seus gemidos.
O ruivo me surpreendeu quando colocou seus braços em volta do meu pescoço, olhando-me fundo e penetrante nos olhos seduzindo-me e se aproximou lentamente de meus ouvidos para sussurrar um “vá em frente, dê-me mais”.
Quem diria que o judeu em meus braços seria um dos mais pervertidos! Comecei a penetra-lo mais rápido e mais forte, e como recompensa ouvia o maravilhoso uivo de satisfação do ruivo.
“Kyle!”
“Kenny!”
Atingimos nossos orgasmos praticamente juntos e caímos ambos deitados de barriga para cima na macia cama do quarto, suados e ofegantes. Não conseguia conter meu sorriso bobo e percebi que Kyle me olhava satisfeito também. Esse sorriso delicado com suas bochechas levemente rosadas que faz minha cabeça girar.
“Então Kyle, gostaria de sair comigo?”
“Eu adoraria Kenny.”
Ambos rimos cansados e por fim nos beijamos. Ajeitei-me na cama para que Kyle deitasse em meu peito, e ele o fez podendo assim sentir nossos corações batendo agitados e em sincronia. Parecia um sonho.
****
Acordei com o som de uma porta se abrindo, estava sozinho na cama macia, virei-me para ver de onde havia vindo o som que me acordara e tenho em minha visão um deslumbrante corpo branco como porcelana com uma toalha branca amarrada em sua cintura, não consigo evitar em sentir tamanha complacência.
Kyle penteava seus cabelos molhados com os dedos e me olhava discretamente de costas, virando somente o rosto. De onde eu estava conseguia-se notar as marcas que eu havia deixado em seu pescoço e imaginei que também seriam notáveis os arranhões em minhas costas deixados por ele. Não consegui evitar de notar o pervertido sorriso que me fitava, sabendo que eu estava ali, despido em sua cama depois de termos acabado de fazer amor.
Mas antes que pudesse dizer qualquer coisa para o ruivo de cachos molhados, ouvi um som de outra porta se batendo acompanhado de diálogos paralelos vindo da sala de baixo da casa. Olhei para Kyle que desesperado. Rapidamente começou a colher minhas roupas e joga-las para mim.
“Vista-se rápido!”
Obedeci. Ouvindo os passos se aproximando lentamente do corredor. A maçaneta do quarto virou-se bem a na hora em que fechava o zíper de minha jaqueta. Kyle também tomou as providencias para que não fosse visto quase que completamente desnudo e vestiu rapidamente uma jeans e um casaco, soltamos discretos suspiros quando sua mãe adentrou o quarto e estávamos completamente vestidos.
“Ah, olá Kenny.” Ela me cumprimentava um pouco surpresa.
“Boa tarde srta. Broflovski” Levantei-me da cama e retirei de minha mochila que havia jogado no chão, um caderno qualquer de escola e coloquei-o sobre a mesa onde ficava o computador. “Kyle deixei minhas anotações da aula em sua mesa, nos vemos mais tarde.”
Ele acenou com a cabeça, observando se sua mãe não levantava suspeita. Pedi licença e sai do quarto. Desci as escadas e cumprimentei o Sr.Broflovski e Ike, depois fui até a porta e sai. Uma vez do lado de fora soltei um suspiro sincero de alivio, essa passou perto.
No caminho de volta para minha casa senti uma vibração no bolso, era meu celular.
Mandou bem. Nos vemos amanhã então?- KB
Não contive um sorriso estava tão abobalhadamente feliz.
Claro. :) — KM
Fui correndo para casa e tranquei-me em meu quarto, não consigo acreditar que aquilo era real. Então parece que o pobre e inútil Kenny McCormik havia finalmente conseguido algo para chamar de seu em sua medíocre vida. Meu coração batia vitalmente e eu não conseguia parar de me sentir feliz, de me sentir bem.
Deitei na minha cama, e fiquei sonhando com o menino de lindos olhos esmeralda e cabelo de fogo que agora pertenceriam somente a mim.
Fale com o autor