Júlia

1 Capítulo 1


Ana e Ricardo haviam acabado de se casar e estavam muito felizes com sua nova casa, a única coisa que eles queriam para completar a sua felicidade era um filho.
Passaram-se dois anos e Ana ainda não havia engravidado.
Ana decidiu ir ao médico para ver o que havia de errado com ela.
A médica disse que Ana tinha um raro problema e que se ela quisesse engravidar teria que fazer um tratamento.
Passaram-se alguns meses e Ana estava grávida.
Logo se descobriu que Ana esperava uma menina.
Ana e Ricardo estavam radiantes com a idéia de ter uma menina.
Na casa em que eles moravam tinha vários quartos.
E eles já haviam separado o quarto maior e mais bonito para Júlia.
Júlia era o nome que eles haviam escolhido para sua filha.
Passaram-se alguns meses e Júlia nasceu.
Dai em diante nunca mais tiveram paz.
Logo que chegaram em casa viram um bilhete dentro do berço de Júlia. No bilhete continha os seguintes dizeres: Vocês estão preparados?
Ana ficou com medo de ser algum ladrão, mas mal sabia que era algo bem pior...
Ricardo também ficou tenso, mas logo ele se esqueceu daquilo.
Ana deu mamadeira para Júlia, e a colocou para dormir.
Ricardo já estava deitado quando Ana chegou para se deitar.
Ricardo se levantou para pegar um copo de água na cozinha, ele passou pela porta do quarto de Júlia, quando ele olhou pra dentro do quarto viu uma pessoa acariciando Júlia, ele volta para seu quarto para ver se era Ana que estava acariciando Júlia, mas não tinha como ser Ana, ela estava dormindo.
Ricardo foi pegar sua água, quando ele voltou, ele olhou novamente para o quarto de Júlia, e a pessoa continuava lá.
Ele entrou no quarto para ver quem era, mas no lugar da pessoa ele encontrou apenas um bilhete.
No bilhete estava escrito: Quem procura, acha!
Quando termina de ler Ricardo sente uma mão em seu ombro ele vira pra trás assustado e se depara com Ana, perguntando o que ele estava fazendo.
Ele diz que estava somente observando Júlia, Ana o chama pra voltar pra cama, e eles vão.

No dia seguinte Ricardo vai para o trabalho e deixa Ana sozinha em casa com Júlia.
Ana escuta o choro de Júlia no quarto, e vai ver o que está acontecendo, chegando lá percebe que Júlia está dormindo calmamente.
Ana volta para a sala e continua a ver televisão.
Ela novamente escuta o choro de Júlia, e vai ver o que estava acontecendo.
Ela chega lá e Júlia está acordada, porém não tem nem vestígios de lágrimas.
Ana pega Júlia no colo, assim que ela levanta Júlia cai um bilhete do meio dos cobertores dela, no bilhete está escrito: Preparados para a supresa?
Ana muito assustada arrumou as coisas de Júlia e foi para a casa de sua mãe.
Chegando lá, a mãe de Ana, Dona Glória, estranha a visita repentina da filha, e logo quis saber se estava acontecendo algo.
Ana mostrou os bilhetes para sua mãe.
Glória ficou assustada e no momento que ela terminou de ler os bilhetes o telefone toca.
Era Ricardo procurando por Ana.
Ricardo estava desesperado por causa dos bilhetes, mas ele prefiriu não comentar nada com Ana.
Eis que Ricardo ouve um ruído, e vai averiguar o quê é.
Ele procura em todos os quartos e deixa o de Júlia por último.
Quanto mais próximo do quarto de Júlia, mais o ruído aumentava.
Quando ele chegou no quarto teve uma visão.
Na visão ele viu Ana voltando da casa da mãe, com Júlia dormindo no bebê conforto, preso no banco traseiro do carro.
Ana distraiu olhando para a filha, e entra na frente de um caminhão, o caminhão em alta velocidade não consegue parar e não pode evitar a colisão.
Ana morre na hora, Júlia instantes mais tarde.
Ricardo termina de ver tudo isso horrorizado e liga na hora para a casa da sogra.
Ricardo diz para Ana não sair enquanto ele não chegar para buscá-las.
Ana pergunta o porque daquilo, ele diz que está com saudades.
Ricardo chega na casa de Glória por volta das 7 da noite.
Ana diz que está muito tarde pra viajar, e pede que vão no outro dia.
Ricardo atende o pedido de Ana, e dorme na casa de sua sogra.

Amanhece um dia muito bonito, e Ana está arrumando as coisas de Júlia para poderem voltar para a casa.
Ricardo está muito apreensivo, mais tenta não demonstrar.
Ana percebe que tem algo errado com Ricardo, e pergunta a ele o que é.
Ele diz que está com um pouco de dor de cabeça e nada mais.
Ana não acredita, mas "engole" aquela história.
Ana vai pegar Júlia para por no carro, e vê Júlia chorando.
Era um choro, de agonia, tristeza, não era um choro comum de bebês.
Ana pede para Ricardo ir depressa pois quer levar Júlia no médico.
Ricardo diz que isso é besteira e que logo logo Júlia para de chorar.
Ana fica preocupada, mais concorda com Ricardo.
Eles seguem viajem bem tranquilos, somente Júlia que parecia não gostar da viajem, não parou de chorar um segundo sequer.
Ana pensou que poderia ser fome, mais Júlia não queria tomar leite.
Passou uma meia hora mais ou menos, e eles já estavam em casa.
Júlia continuava chorando, e Ana não compreendia o porquê daquilo.
Ana levou Júlia para o quarto e a colocou no berço para dormir, para ver se ela parava de chorar.
Júlia dormiu mais continuava chorando, parecia que algo estava pertubando ela.
Ana intrigada com aquilo decide levar Júlia ao médico.
O médico examina Júlia e diz que ela não tem nada.
Chegando em casa, Ana percebe um bilhete em cima da mesa, ela pensa ser de Ricardo, mais no bilhete continha o seguinte: A sua filhinha não para de chorar porque eu não deixo que ela pare, e ela só vai parar quando EU mandar!!!
Ana ficou assustadissima, e ligou na hora pra Ricardo, Ricardo preocupado vai pra casa, e pergunta onde está Júlia, Ana diz que Júlia está no quarto dormindo.
Ricardo chega lá e encontra Júlia quase morrendo sufocada, por ter colocado a cabeça entre as grades do berço.
Ricardo fica desesperado e grita para Ana trazer um serrote para ele poder serrar as grades.
Ana leva o serrote, e fica lá com medo de perder sua filinha tão amada e querida.
Alguns minutos depois Ricardo conseguiu tirar Júlia do meio das grades.

Ricardo olha pra Júlia e vê que ela aparentemente não sofreu nada.
Ana pega sua filha no colo muito feliz e a leva pra dormir no quarto deles na noite seguinte.
Depois de um tempo, o aniversário de 1 ano de Júlia está chegando.
Ana começa os preparativos para fazer uma festinha para ela.
Júlia está uma gracinha, lorinha, com seus olhos muito azuis, ninguém nem imagina o que o futuro reserva para essa menininha.
Ana mãe coruja não para de elogiar a filha.
Ricardo nem lembra mais dos bilhetes.
Ficaram muito tempo em paz, sem nada a temer, a não ser a segurança de sua filha.
Chegou o grande dia, o primeiro aniversário de Júlia, tudo nos coformes, vamos a festa.
Na festa Júlia estava a menina mais linda do mundo, com um vestidinho cor de rosa, sempre quietinha.
O que Ana e Ricardo não esperavam era o que Júlia iria fazer dentro de alguns instantes.

08/10/2006 11:20

Júlia apesar de muito pequena, era muito esperta e já sabia, andar e estava aprendendo a falar. Fazia alguns desenhos, como toda criança.
Júlia estava bem quieta em sua festa, e queria desenhar.
Ana lhe deu papel e lápis de cor pra ela desenhar.
Júlia estava muito quieta desenhando, Ana achou estranho e foi lá ver o que Júlia estava fazendo, pois Ana pensava que criança quando fica quieta de mais é porque está fazendo bagunça.
Ana chegou lá e pediu para ver os desenhos que ela estava fazendo, Ana, como toda mãe coruja achou os desenhos lindos, pois Júlia havia desenhado várias coisinhas fofas, como florzinhas, borboletinhas e outras coisas, claro, não eram desenhos de nenhum profissional, mais mãe não quer saber disso.
Ana olhando os desenhos, entre os papéis dos desenhos, Ana encontrou uma foto de uma pessoa com uma capa até o pé, com um capuz tampando o rosto, e com uma mensagem praticamente impossível de ler embaixo, na mensagem estava escrito: !!!ÁRERROCO ROIP O RECETNOCA OSSI ODNAUQ E ,RARTNOCNE ET ED OTREP UOTSE
Ana ficou sem entender aquela mensagem que estava na foto, e perguntou aonde Júlia havia achado aquela foto, Júlia apontou para o lado da floresta, que havia perto da casa.
Ana achou estranho Júlia ir sozinha para lá, e resolveu perguntar para Ricardo se ele havia levado Júlia até lá.
Ricardo diz que não, e Ana mostra a foto pra ele.
Ele acha estranho e pergunta se Ana conhece aquela pessoa.
Ana diz que não e diz que ia perguntar se ele conhecia a pessoa, Ricardo diz que não conhece e também acha estranho Júlia ter ido sozinha para o lado da floresta, pois era perigoso para uma criança tão pequena.
Ana e Ricardo decidem ir lá ver se achavam alguma coisa.
Eles estão andando pela floresta e escutam vários gritos mas não vêem nada.
Curiosos decidem seguir o som, e cada vez se embrenham mais na floresta, quando vêem já é noite e eles não encontraram a origem dos gritos.
Quando estão tentando sair da floresta vêem uma luz bem longe, e decidem segui-la para ver se conseguem sair dali.

Eles passam por lugares que não haviam passado na hora de ir.
E quanto mais andam, mais a luz fica longe e eles começam a ficar com medo.
Na casa deles todos se mostram muito preocupados com o sumiço de Ana e Ricardo, Júlia não demonstra estar sentindo falta dos pais.
E começa a rabiscar as paredes furiosamente, nem parecia apenas uma criança de 1 ano de idade.
Todos tentavam acalmá-la, mas ninguém conseguia chegar perto dela.
Enquanto isso Ricardo e Ana tentavam desesperadamente sair da floresta, eles avistam uma pessooa, a mesma pessoa da foto que os encarou e sumiu derrepente.
Ana e Ricardo ficaram apavorados, e correram rumo, ao que eles achavam que era a saída, e acabaram encontrando uma trilha e a seguiram, no fim da trilha havia uma casinha antiga de madeira com aspecto de muito antiga, eles resolveram entrar para ver se dava pra eles passarem a noite lá.
Quando entraram na casa viram alguns móveis, com aspecto de muito rústico, e em uma mesinha no meio do que eles pensavam ser a sala, viram uma foto de Júlia, só que era Júlia mais velha, com uns 5 anos, ficaram assustados, e pensaram, porque que naquela casa havia uma foto de Júlia, e de Júlia mais velha!?
No momento em que viram a foto eles tiveram uma visão, a Júlia da foto brincando sozinha na frente daquela mesma casa, mas parecia que faziam muitos anos aquilo, chega uma mulher e chama Júlia, mas chama ela por filha e Júlia responde: Já vou mamãe!
A mulher pega Júlia no colo e entra dentro da casa, e a visão acaba.
Ana e Ricardo não entendem porque aquela mulher chamou Júlia de filha, e Júlia respondeu mamãe, afinal de contas os pais dela eram eles.
Eles passam a noite na cabana, e cada vez acham mais estranho, eles observam os móveis, e chegam em um quarto, um quarto de uma criança, de uma menina mais precisamente.
Eles viram várias fotos de uma menina, mas a menina curiosamente era Júlia, tinha fotos dela, desde bebê, até mais ou menos uns 5, 6 anos de idade.
Mais como haviam fotos de Júlia depois de 1 ano?

Ana e Ricardo continuavam apavorados e agora mais ainda por não saberem quem Júlia realmente é.
Eles agora pensavam que Júlia podia ser algum tipo de reencarnação, ou espírito, fantasma, não sabiam mais o que pensar.
Eles resolveram tentar dormir para assim que amanhecece eles acharem a saída da floresta e voltarem para casa.
Tentaram realmente, pois eles não conseguiram pregar os olhos, não conseguiam acreditar, que aquilo estava acontecendo com eles, logo eles, que custaram pra ter um filho, a gravidez de Ana fora tão complicada e agora não sabiam se Júlia era realmente sua filha...
Em todo caso, amanheceu e eles conseguiram sair da floresta.
Quando chegaram em casa, Glória a mãe de Ana estava preocupada com o sumiço deles.
Glória contou do acesso de raiva de Júlia.
E Ana achou bem estranho, pois foi exatamente na hora em que eles tiveram a visão de Júlia, porém mais velha...
Ana contou tudo a sua mãe, que achou bem estranho também.
Júlia estava brincando no quintal de sua casa, quando começou a chorar, Ana foi ver o que era, e Júlia estava toda estranha, com uma cara de má, que Ana ficou meio resabiada, mais foi ver o que a filha tinha. Ana perguntou a Júlia o que havia acontecido, e Júlia somente apontou para o chão.
Mais o quê havia no chão?
Ana pediu para Ricardo cavar aquele lugar para ver se encontrava alguma coisa. Ricardo começou a cavar e derrepente a pá que ele usava pra cavar, bateu em alguma coisa sólida, ele olhou mais de perto e viu que era branco, ele continuou a cavar e achou dois esqueletos, Ricardo ficou horrizado com o que viu, chamou Ana e mostrou aquilo pra ela e ela também se chocou com a cena.
Ana pediu para sua mãe levar Júlia para a casa dela, ela topou e levou Júlia.
Ana chamava a polícia, enquanto Ricardo pesquisava o assassinato, ou morte misteriosa de duas pessoas por aquelas bandas.

Ricardo encontrou um antigo site, contendo várias coisas sobre a cidade, inclusive uma notícia de jornal, que aparentava ser bem antigo.
Na manchete havia a seguinte notícia: Mãe e filha morrem em acidente!
Logo depois vem a notícia: Mãe e filha morrem em trágico acidente no clube da cidade.
Na virada do ano Clara (25) e sua filha Júlia (5) morreram queimadas no salão principal do clube, onde passavam a virada do ano. Os péritos que investigaram o local afirmam que o incêndio foi causado pela explosão da caixa em que estavam os fogos, que seriam estourados na virada do ano.
As autoridades lamentam o ocorrido.

Ricardo ficou pasmo com aquilo dia 31 de dezembro era exatamente o dia do nascimento de Júlia.
Ele imprimiu a página e mostrou pra Ana que começou achar aquilo tudo muito estranho.
Ricardo decidiu investigar mais.
Ele procurou saber aonde ficava o tal clube.
Ele achou um cartão do clube, bem antigo por sinal, no cartão continha o telefone do clube, e o endereço, quando ele bateu o olho no endereço: Rua Juscelino Barganha, nº 50.
Ricardo quase teve um treco quando leu aquilo, aquele era o endereço dele, da casa dele. Será que era por isso que ele e sua esposa haviam visto fotos de Júlia de 5 anos?
Será que Júlia era a reencarnação da outra Júlia?
Ricardo foi perguntar pra Ana porquê ela havia escolhido o nome de Júlia para a filha deles.
Ana diz que uma pessoa de capa cobrindo o rosto com um capuz lhe disse o nome e ela achou bonito, e como ainda não havia escolhido o nome resolveu colocar Júlia mesmo.
Ricardo não sabia o que dizer pois agora tudo se encaixava (os polícias enviaram as ossadas para o I.M.L e descobriram que os ossos realmente eram de Clara e Júlia).
Ricardo ainda não entendia aquela história, e prefiriu continuar investigando pra ver se descobria mais coisas sobre Júlia e Clara.

Ricardo pesquisou muito, e somente conseguiu um recorte de jornal,
no qual falava, que um jovem rapaz que havia engravidado uma moça
da cidade, e havia sumido da cidade sem deixar rastros.
Em um outro recorte Ricardo achou a seguinte notícia Leandro Fernandes
de 20 anos, que havia sumido da cidade por razões desconhecidas
volta para a cidade.
Ricardo se asusta com o nome, era o mesmo nome de seu pai.
Ricardo olha a data do jornal, 13 de novembro de 1940, ele não
se conforma com aquilo.
Ricardo começa a entender, partes da história, ele começa a
desconfiar que Clara e Júlia não morreram queimadas, e sim
assassinadas.
Ele conta suas conclusões para Ana, que desdenha das mesmas.
Ricardo acha Ana muito estranha, pois ela era quem mais estava
ajudando na pesquisa, e agora desdenhava de suas conclusões!?
Bem, ele teria que continuar com ou sem a Ana.
Ana estava cada vez mais apegada a Júlia, e andava pelos cantos da
casa sempre repitindo que Júlia era sua, e ninguém a tiraria dela.
Ricardo foi pesquisar mais coisas da vida de seu pai, pois conheceu
seu pai muito pouco pois logo que Ricardo completou 7 anos de
idade foi mandado pra um colégio interno, uma das únicas coisas
que Ricardo tinha certeza era que seu pai era muito rico, tinha
muitos bens acumulados.
Ricardo nunca chegou a conhecer sua mãe, nem o nome dela ele sabia, ele até hoje não se conformava de não ter conhecido sua mãe.
Lhe dóia muito quando era criança, ver todas as outras crianças com pai e mãe, ele vivia internado naquele colégio, seu pai sequer ligava pra ele.
Quando Ricardo saiu do colégio interno, já com 17 anos, seu pai já estava morto, e lhe deixou parte da herança, o resto da herança nunca ninguém descobriu o paradeiro.
Ricardo lembra disso tudo com uma certa raiva, como seu pai pôde fazer aquilo com ele?
Largar ele em um colégio e nunca mais dar notícias, e o pior NUNCA falar nada de sua mãe.

Ricardo soube dentro do colégio que seu pai sempre fora um homem muito ruim, engravidara muitas mulheres, e o único filho que assumiu havia sido Ricardo, segundo lhe contaram, somente assumiu Ricardo pois nascera homem. Ricardo sabia que devia ter irmãs, que talvez nunca chegasse a conhecer.
Ricardo já havia pensado em procurar alguma, mais por onde começaria?
Ricardo continua pesquisando sobre a vida de seu pai, e descobre que ele engravidava uma moça e sumia, sempre lhes prometendo uma vida melhor. E elas sempre acreditavam.
A última que ele engravidou se chamava Clara.
Ricardo ficou pasmo, então quer dizer que a Júlia que ele vira na visão e nas fotos, era sua irmã.

Mais aquilo não podia ser, Júlia não podia ser sua irmã, ela era sua filha.
Ricardo já estava confundindo as coisas ele não conseguia entender que a Júlia sua irmã, já estava morta.
Afinal ela morrera naquele incêndio.
Ricardo não conseguia esquecer aquilo, mas continou a viver sua vida.
Cada ano que se passava Júlia ficava cada vez mais esperta, no seu aniversário de 5 anos de idade, Júlia chamou seu pai para leva-lá a floresta, pois havia perdido algo lá.
Ricardo apreensivo a levou lá, Júlia apenas falava que era mais pro fundo que ela havia perdido, e Ricardo sempre a seguindo, ele fala para Júlia: Filha vamos voltar, já estamos muito fundo aqui na floresta é perigoso, e a aniversariante não pode sumir da festa.
Júlia apenas responde: Já está chegando papai!
Ricardo vê a casinha, em que ele e a esposa haviam ficado uma noite, havia 4 anos.
Ricardo se lembra de tudo que havia pesquisado, e sente um calafrio.
Quando ele dá por si Júlia está entrando na casinha, Ricardo a chama e ela simplesmente diz que o que ela perdeu está lá dentro.
Ricardo apreensivo entra atrás de Júlia na casa, e se asusta quando vê a casa toda arrumada e limpa, e não antiga e suja, como dá ultima vez em que ele estivera ali.
Ele começa a procurar Júlia que havia sumido, derrepente ele escuta uma criança falando, e vai ver, ele pensa aliviado que finalmente encontrou Júlia, mais quando ele chega no cômodo da casa em que havia escutado a criança, ele não encontra nada.
Ricardo entra em desespero e começa a chamar Júlia, que não responde.
Ricardo começa a procurar, e quando finalmente a acha, ela está dormindo em um quarto, que parecia ter sido feito pra uma menina.
Ricardo pega Júlia no colo, e a leva de volta pra casa, chegando em casa ele a coloca na cama dela e a deixa lá. E volta para o quintal que era aonde estava acontecendo a festa.
Ana vai no quarto de Júlia ver a filha, ela chega lá e coloca a mão em Júlia e se assusta, Júlia estava ardendo em febre.

Ana chama Ricardo e pede que ele olhe Júlia enquanto ela liga pro médico.
Júlia acorda, e pergunta porque ela está deitada.
Ricardo responde que ela está com um pouco de febre, e pede pra que ela fique deitada.
O médico chegou e examinou Júlia, constatou um começo de pneumonia, só que disse que era só Júlia ficar de repouso durante alguns dias, que logo estaria boa.
O médico deu um remédio para baixar a febre de Júlia.
Horas depois Júlia já estava sem febre nenhuma, e queria brincar, afinal era seu aniversário.
Todos cantaram os parabéns para Júlia muito animados, Júlia cortou o bolo, brincou e comeu bastante.
Logo já era hora de ir para a cama.
Ana arrumou a caminha de Júlia no seu quarto pois estava com medo da filha ter febre de novo.
Uma semana se passou e Júlia estava boa de novo.
Júlia queria ir brincar na floresta, mais Ana e Ricardo não gostavam que ela brincasse lá, pois segundo diziam eles, lá era perigoso pra ela brincar.
Júlia não entendia direito, porque seus pais não a deixavam brincar lá, pois sua amiguinha Júlia, (olha que legal pensava Júlia, nós duas temos o mesmo nome) brincava lá, e sua mãe, Clara não falava nada. Pelo contrário, até gostava que ela ficasse junto das árvores.
Júlia gostava muito de brincar com sua amiguinha, pois ela sabia várias brincadeiras.
Ana e Ricardo gostavam quando Júlia se entertia no seu quarto, brincando, ela sempre falava muito sozinha, mais Ana e Ricardo sempre acharam que aquilo era amigo imaginário, afinal de contas, toda criança tem essas coisa.
Um dia resolveram tirar uma foto de Júlia brincando.
Só não esperavam que na hora de revelar, fosse aparecer outra criança com ela, e aporacaso uma menina extremamente parecida com ela, a única coisa em que elas se diferenciavam, eram nas roupas as roupas da outra menina, eram de um modelo bem antigo.
Esconderam aquela foto, pois sabia, que ninguém nunca acreditariam neles.
Ricardo começou a temer o pior.
Pois viu que o espiríto de Clara queria algum tipo de vingança.

Só não sabia se a vingança era nele, ou era em Júlia.
Ricardo não queria que tivesse nenhum tipo de vingança, mais que se fosse ter, era pra ser com ele, e não com Júlia, pois Júlia era apenas uma criança, não sabia nem o que significava vingança.
Um dia Júlia sumiu, Ana e Ricardo ficaram super preocupados com o sumiço de Júlia.
Ricardo teve a idéia de ir procurar na floresta, chegando na floresta alguma coisa guia Ricardo, até a casinha.
Ele entra desesperado e encontra Júlia desmaiada no chão, assim que ele pega Júlia no colo para leva-lá para casa, a porta da casinha se fecha, e é como se alguém a tivesse trancado a porta, pois ele não conseguia abrir.
Derrepente ele escuta uma voz falando com ele a voz começa a falar, Ricardo você pagará, pelo que o seu pai fez eu e Júlia sofrermos, sua filha Júlia, não é sua filha e sim sua irmã.
Eu coloquei ela em sua vida para que você e sua mulher sofram as consequências, minha filhota, não irá sofrer nada, afinal de contas ela nem sabe que vocês dois existem, vocês nunca conviveram com ela, ninguém lembra dela, nenhum de seus amigos sabem que ela existiu. Ricardo reluta e diz que tem várias fotos de Júlia para provar sua existência.
A voz diz que as fotos nunca foram tiradas, e que eles podem até verificar.
Ricardo diz que tem fotos de Júlia sim, e que essas ninguém tira dele, pois Júlia sempre foi uma filha perfeita, muito boa, educada e esperta, e que ninguém nunca iria tira-lá dele.
Nisso Ricardo desmaia.
E Ana acorda, falando que quer Júlia e Ricardo, os médicos olham um pro outro, e concordam que têm que aumentar a dose dos medicamentos de Ana.
Ela não parava de ter alucinações, e ela estava internada ali, justamente para parar de ter essas alucinações.
Ninguém nunca soube o que aconteceu, para Ana enlouquecer daquele jeito, uma jovem bonita, que nem chegou a se casar, todos achavam que ela não merecia aquilo.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!