Juventude Imortal
5 Quinto Encontro
O sino tocou e os adolescentes atravessaram os corredores enquanto conversavam alto. Um grupo de garotas se reuniram e começaram a sorrir empolgadamente.
—Finalmente é sexta–feira! O que nós deveríamos fazer hoje?
—Vamos ir às compras! Compras!
—É! Eu quero comprar uma roupa nova e fofa!
—Isso me lembra, tem uma festa enorme na casa do Travis hoje à noite! Você vai, né, Sisi?
Todas as três garotas olharam para a quarta, quem tinha seu rosto escondido por sua franja.
—Aquele velho nojento e pervertido!
—Oh, não... Ele quer “aquilo” de você de novo?
—Sisi, eu entendo sua situação, mas...
—Sabe de uma coisa? Já basta! Eu estou cansada daquela tortura. Eu não vou mais deixar ele transar comigo!
—Mas se você o abandonar, ele vai acabar com sua bolsa, né? Você pode fazer isso?
—Menina, eu achei que você me conhecia!
—Isso significa que você tem um plano?
—É claro que eu tenho! Olha, tem uma mulher linda que está passeando no parque ultimamente.
—É? E daí?
—Ela é exatamente o tipo daquele bastardo, então ele definitivamente vai flertar com ela se tiver a chance. Quando ele a levar para a casa dele e tentar fazer sexo com ela, ela só terá que recusá-lo e vai parecer um estupro. Eu verei o crime, chamarei a polícia e BAM! Ele vai ter o que merece.
—Isso é brilhante, Sisi! Você é tão gênia, às vezes.
—Mas ela não vai pedir dinheiro ou algo assim? É uma coisa perigosa pra se fazer, afinal.
—Nós só vamos dizer que ela pode pegar tudo o que ele tiver.
As garotas olharam umas às outras e assentiram com confiança.
—Eu sinto muito por ela, mas... Vamos fazer isso.
—OK, então o plano é esse: Miriana e Tori, vocês duas vão procurar a mulher. Aqui está uma foto dela. Oribel, vá pegar algo para dar a ela. Eu acho que sorvete serve.
—Sorvete? Por quê?
—Olha, Miri e Tori vão trazê-la para cá enquanto ele está me levando para a casa suja dele. Ela vai esbarrar “acidentalmente” nele e o sorvete vai cair nas roupas dele. Ele vai ter que se trocar. Peça para a mulher segui-lo e diga a ela para agir como se estivesse sendo forçada a ter sexo com ele. Eu sei que aquele velho pervertido gosta dessa merda, então não vai parar. Então, eu farei minha parte e chamar a...
De repente, um homem velho se aproximou do grupo de garotas. Elas rapidamente se calaram.
—Senhorita Richards, você está pronta para as aulas da tarde? Já almoçou?
—S–Sim, professor...
—Não tenha medo, pequena senhorita. Eu deixarei as lições fáceis para você entender.
—Certo... Meninas, vão sem mim.
—Ok, Sisi! Te vejo amanhã!
Quando Sisi saiu andando com o professor, as três garotas restantes se dividiram rapidamente. Oribel foi para uma sorveteria enquanto as outras duas procuraram pela bela mulher no parque.
—Ela tem cabelos castanhos bem compridos e usa um vestido vermelho... Oh, lá está ela! Sentando na fonte!
—Com licença, senhorita... Você pode nos ajudar?
—Esse é seu desejo?
—Huh? Oh. Sim. Bem, o negócio é que nossa melhor amiga foi forçada a fazer sexo com um professor pervertido e nós precisamos salvá-la.
—Você só precisa segui-lo para a casa dele. Nós diremos aos policiais que ele estava tentando estuprar você, então ele irá para a prisão!
—Você é muito bonita, então ele definitivamente mudará de nossa amiga para você!
—Por favor! Se nós tentarmos qualquer coisa sozinhas, estaremos muito ferradas!
—Se este é seu desejo, eu devo realizá-lo.
—Você o fará?!
—Muito obrigada! Aqui, por este caminho, por favor!
Voltando ao campus da escola, elas se encontraram com a outra amiga.
—Ei, Miri, Tori!
—Ori, você pegou a coisa?
—Espere, isso é café!
—Eu pensei que isso derramaria mais fácil que sorvete. Aqui, senhorita. Você tem que “acidentalmente” esbarrar naquele cara ali e derramar isso nas roupas dele.
—Muito bem.
A mulher bebeu um pouco do café, parecendo bem distraída. Ela andou numa linha reta e cruzou caminhos com o professor e Sisi. Então, o “acidente” aconteceu.
—Opa! Mas que diabos?! Essa merda está quente!
—Eu sinto tanto. Eu não estava prestando atenção em meus arredores. Por favor, perdoe–me.
Vendo o lindo rosto dela, o professor instantaneamente mudou sua atitude.
—Se quiser que eu te perdoe, senhorita, terá que fazer algo para mim.
—Sim, qualquer coisa.
—Então, venha comigo para minha casa. Richards, estou terminado com você. Estude mais para os próximos exames.
—Sim, professor.
A mulher acompanhou o professor e discretamente olhou por trás de si. Sisi tinha corrido para suas amigas e pareciam estar planejando algo.
—Aqui, essa é minha casa. Sente–se na cama e relaxe. Eu voltarei logo.
A mulher não disse nada e fez como foi ordenada. Ela viu quando a porta anteriormente trancada foi aberta por um cartão de crédito na tranca. Logo o velho professor saiu do banheiro.
—O que eu posso fazer para você me perdoar, senhor?
—Cale–se!
O velho professor estapeou a mulher na bochecha com muita força. Ela caiu de costas na cama.
—Isso dói! O que você está fazendo, senhor?!
—Bem, o que mais há a fazer? Eu vou transar com você. Agora, você vai se calar e me obedecer como uma boa cadela. Entendeu?
—Não! Eu não quero isso! Deixe–me ir!
Aquela frase fez o velho professor agarrar e, com raiva, rasgar o vestido vermelho da mulher. Ele olhou faminto ao peito grande e arredondado dela. Suas mãos se moveram por toda a pele branca dela.
—Pare! Tire suas mãos de mim!
—Seja uma puta e se cale!
O homem amarrou suas mãos, cobriu sua boca e olhos e fortemente estapeou seu rosto. O velho professor abriu as pernas dela e estava prestes a se inserir dentro dela quando a luz vinda da porta chamou sua atenção.
—Huh? Por que a porta está aberta? Eu juro que tinha a trancado...
Houve um repentino movimento do lado de fora e ele percebeu.
—Alguém está me espiando?! Seu pedaço de merda, isso é invasão de privacidade!
O velho professor levantou e foi para a porta. Ele a empurrou aberta com violência. Isso assustou a garota e a fez recuar alguns passos.
—Mas que...? Bem, olhe que está aqui. Se arrependendo de não ter vindo comigo, Richards?
—Nunca, seu bastardo doente! Eu te farei sentir o que eu senti em todas aquelas vezes nojentas e ainda mais!
—Do que você está falando?
—Eu liguei para os policiais e disse a eles que você tentou estuprar aquela pobre garota. Agora você vai apodrecer na prisão!
—Sua...! Então, eu vou foder você uma última vez antes deles chegarem!
—Você não vai! Não!!
O velho professor agarrou as mãos de Sisi e puxou para colocá-la para dentro. A garota lutou de volta. Eles giraram em sua luta. Então, Sisi empurrou com toda sua força. O velho professor atingiu o corrimão e caiu sua distância ao chão. Seus ossos fizeram muito barulho quando se quebraram. A garota congelou em choque.
—Oh, meu Deus... Ele está morto? Mas como ele pôde cair? Esse corrimão é tão alto...
Então, Sisi olhou pela porta e se lembrou da mulher na cama. Ela correu até a mulher e a libertou.
—Senhorita, eu sinto muito mesmo! Se eu pudesse ter feito isso diferentemente...
—Isso não importa para mim.
—Mas seu vestido... Está totalmente perdido. Eu pensei que algo assim aconteceria, porque aquele velho é... era louco, então eu lhe trouxe uma roupa tão fofa quanto você.
—Você está tentando me lisonjear?
—Está funcionando?
A mulher assentiu. Sisi riu um pouco.
—Quando a polícia chegar, eu direi a eles que ele me atacou e caiu por acidente. É melhor você vestir isso e ir. O questionamento da polícia vai ser bem cansativo e é minha culpa por evolver você, de qualquer maneira. Não se preocupe, eu não mencionarei nada sobre você.
A mulher encarou Sisi por um momento.
—O que é?
—Você é uma boa pessoa. Eu espero que você viva uma boa vida.
—Eh? Hehe, obrigada. Para você também!
A mulher estava chocada, mesmo se não mostrou. Aquela garota era uma pessoa tão boa. Depois de ter trocado de roupa, a mulher viu Sisi falando ao telefone.
—Eles estão vindo. É melhor você ir agora.
A mulher encarou–a novamente. Pela primeira vez em mil anos, ela sorriu.
—Eu rezarei por sua felicidade.
—Sério? Então, eu rezarei pela sua!
Sisi sorriu brilhantemente. A mulher se virou e saiu do apartamento em suas roupas novas e modernas. Sisi nunca a viu novamente, mas teve uma vida muito feliz e de sucesso.
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