Justine Delohti e o mistério de Pandora
5 Capitulo 5 - Em que Chrisse ameaça Justine
—Justine? – Rose notou a expressão de Justine. Uma expressão que ia de assustada a preocupada. — Justine?
— Vocês ouviram isso? – Justine perguntou saindo do transe.
— Isso o que? — Alvo preocupou-se.
— A voz. O que Chrisse disse. – Justine estava nervosa. — E agora? O que eu faço? Não sei o que fazer!
Justine estava eufórica, falando rápido e assustada.
— Justine! Acalme-se! – Alvo segurou no ombro de Justine com uma das mãos. Tentando acalmá-la. — Primeiro, me fale quem é Chrisse. Ok?
— Chrisse Pandora. A menina do conto. – Justine se acalmou.
— Mas como isso é possível? – Rose estava totalmente incrédula.
— Naquele dia em que me perdi. Bom... Não me perdi. Pelo menos não totalmente...
— Vá direto ao ponto! – Rose estava impaciente.
— Eu segui uma voz. Essa voz, a Chrisse, dizia que era minha mãe. E me pediu ajuda.
— Sua mãe? – Alvo notou que ainda segurava no ombro de Justine, então retirou sua mão. — Que tipo de ajuda?
— Ela queria que eu á libertasse.
— É claro! – Rose exclamou como quem acabara de fazer a descoberta do ano. — Chrisse Pandora quer a ajuda de Justine para libertá-la. Mas Não entendi porque ela á chama de filha, ou porque só Justine consegue ouvi-la.
— Isso não é o pior. – Justine preocupou-os mais ainda, fazendo eles olharem-na atentamente. — Ela me chamou de Madeline.
Eles fizeram silêncio. Rose coçou a cabeça como sempre fazia quando estava pensando.
— Você não acha... – Alvo foi interrompido.
— Que a professora nova tem algo a ver com isso? — Rose completou.
Justine apenas balançou a cabeça afirmando.
— Nós temos que investigar a vida da Sra. Madeline. Só assim saberemos se ela tem ligação com Chrisse. Melhor nós começarmos já.
Rose começou a andar e Alvo foi logo atrás.
— Esperem. – disse Justine. — Ainda tem mais.
Eles se voltaram para ela.
— Chrisse disse que coisas ruins iriam acontecer se eu não ajudasse-a.
— Que tipo de coisas ruins? – Perguntou Alvo.
— Não sei. Mas sei que serão realmente ruins.
Uma semana se passou. Eles não conseguiram descobrir muito sobre a Sra. Madeline, apenas que ela é casada, não tem filhos e trabalhou a vida todo como escritora. Mas certas coisas eram irrelevantes.
— Não acredito que só temos isso sobre ela. – Disse Justine.
Eles estavam sentados na biblioteca.
— Temos que arranjar outro jeito de ter informações sobre ela. – Disse Rose enquanto coçava a cabeça.
— Podemos pedir ajuda ao tio Jorge. – Disse Alvo.
— Que tipo de ajuda ele daria? – Rose perguntou.
— Ele esta velho mas conhece muitas coisas. – Alvo respondeu. — Podemos perguntá-lo a respeito da caixa de Pandora.
— Não será uma boa idéia. Tio Jorge é muito estressado e arrogante, ele nunca perderia tempo respondendo perguntas de crianças.
— Quem é tio Jorge? – Perguntou Justine, confusa.
— É irmão da minha mãe. – Disse Alvo.
— E irmão do meu pai. – Completou Rose.
— Vocês são primos? – Perguntou Justine, surpresa.
— Sim. – Rose sorriu. — Mas isso não vem ao caso e falar com o tio Jorge esta fora de cogitação.
— Se esse tio de vocês pode ajudar, é melhor tentarmos. — Disse Justine, enquanto se levantava.
— Ela está certa. – Alvo se levantou.— Irei mandar uma coruja ao tio Jorge.
Se passaram mais uma semana. Um mês e nada de noticias do tio Jorge. Eles já estavam preocupados e Justine estava aflita pois não agüentava mais ouvir as ameaças de Chrisse. Mas como Chrisse não havia se manifestado ainda, Justine não estava tão crédula de que ela faria alguma coisa. Mas ela estava errada.
Rosenne Maxville havia sumido. Justine não á conhecia, mas sabia o que realmente tinha acontecido. Rosenne era a primeira vítima de Chrisse.
— O que esta fazendo acordada? – Alvo havia ido para a sala de Grifinória, como sempre fazia durante a noite, e deu de cara com Justine sentada em uma das poltronas.
— Nada. Eu...- Ela passou as mãos nos olhos tentando esconder as lágrimas que escorriam do seu rosto. — Estou sem sono.
— Está chorando? – Era algo fácil de perceber. — Justine, a culpa não é sua.
— A culpa é minha. Eu estou aqui parada sem fazer nada enquanto há pessoas em perigo. – Justine não conseguiu segurar suas lágrimas. — Temos que achá-la, Alvo. Temos que encontrar Rosenne.
— Mas não podemos fazer nada até descobrirmos o que Chrisse quer. Não podemos libertá-la.
— Mas precisamos. Não quero que mais nada aconteça com ninguém. – Justine se levantou e foi andando em direção á escada. — Vou dormir. Ou tentar.
Alvo permaneceu na sala.
Se passou mais um mês. Mais quatro estudantes sumiram. E cada vez mais Justine se culpava e buscava incansavelmente por algo, por pelo menos uma pequena pista sobre o que estava acontecendo com os estudantes que sumiram.
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